23 de abril, São Jorge!

23 04 2016

 

a831dc195427175908d78da62d0fba43São Jorge matando o dragão

Iluminura em manuscrito

Biblioteca Britânica

 

 

Historiadores da arte, como a Peregrina, não importa a especialização, passam muito tempo estudando a vida dos santos, a história ocidental, histórias folclóricas, o surgimento de mitos, tudo o que foi ou que poderia ter sido motivo de representação nas artes.  Por isso temos depois de muitos anos de dedicação, uma visão mais ou menos geral da história da cultura ocidental, com um viés para o que foi importante para ser representado.

Ao longo da vida profissional é natural que independente das crenças de cada um dos estudiosos, haja contos, lendas, histórias que nos sejam preferidas, porque nos encantam.

Não sou uma medievalista (pessoa dedicada ao estudo da Idade Média).  Minha especialização é arte moderna europeia.  Mas as pessoas mudam, vão encontrando outros amores e outros caminhos. Passados 30 anos de formada, não me arrependo dos meus estudos.  Mas talvez, hoje, minha segunda especialização seria arte medieval, no lugar de século XVII na Holanda.

A razão é simples: as lendas, as histórias, religiosas ou não, que eram representadas tão detalhadamente nas páginas de pergaminho.  Entre elas tenho duas preferidas: a história da Virgem Maria, como representada por Giotto, na Capela degli Scrovegni em Pádua, e a história de São Jorge.

Deleite é o que sinto ao ver a representação do dragão, às vezes tão engraçado, a representação da Virgem salva por São Jorge. Um dos pontos altos para mim na exposição de Kandinsky, que esteve aqui no Rio de Janeiro, foi justamente as diversas representações de São Jorge.

Por isso mesmo, não posso deixar de comemorar o dia de São Jorge com uma bela pintura de manuscrito medieval, que se encontra na Biblioteca Britânica.

Um bom feriado a todos os cariocas.  Aqui, no Rio de Janeiro, São Jorge é feriado!





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

22 04 2016

 

 

Maria Augusta,Copacabana Posto 6,46 x 61 cm – OST,Ass. CID e Dat. 2004Copacabana, Posto 6, 2004

Maria Augusta  (Brasil, 1927-2012)

[Maria Augusta de Oliva Morgenroth]

óleo sobre tela, 46 x 61 cm





Descobrimento do Brasil!

22 04 2016

 

 

Descobrimento do Brasil, 1954. Painel de Candido Portinari. 5m x 4m acervo do banco centralDescobrimento do Brasil, 1954

Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)

Painel de 5 m x 4 m

Acervo do Banco Central





Resenha: Bonita Avenue, de Peter Buwalda

21 04 2016

 

 

photoLigações Perigosas, 1935

René Magritte (Bélgica, 1898-1967)

óleo sobre tela

LACMA, Los Angeles County Art Museum

 

 

 

Siem Sigerius é um grande matemático especializado na teoria dos nós e reitor de uma universidade holandesa.  É também um dos narradores de Bonita Avenue, assim como seu principal personagem.  Ainda que ele divida com Joni, sua enteada e Aaron o namorado dela a apresentação ao leitor dos eventos que levaram ao colapso da família, é seu o papel principal dessa obra.

Diz a teoria dos nós que : “O artesão que faz uma trança, uma rede, ou alguns nós estará preocupado, não com questões de medidas, mas com aquelas de posição: o que ele vê ali é a maneira na qual os fios estão entrelaçados”. [Wikipédia] Como um bom entendedor de nós, e de seus emaranhados, Siem, na segunda metade da obra quando começa a perceber a teia em que ele se encontrava, começa a desatar um a um os nós que estruturavam as relações familiares.  Até o momento em que precisa ele mesmo desaparecer.  Desse ponto de vista seu suicídio é previsível.  E para os que acham que posso estar revelando segredos, acalmem-se: o suicídio é contado logo no início do livro.  Pois não só a narrativa é baseada em três vozes, como ela é apresentada no presente e no passado sem qualquer ordem que possa ser detectada pelo leitor.

 

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Bonita Avenue não é para o leitor de coração fraco, ou do que gosta de uma narrativa linear.  Nem é para o leitor que deseja simplesmente se divertir.  Temos que trabalhar o cérebro para seguir essa trama espetacular, confusa, estranha e, sobretudo questionadora dos comportamentos modernos, pós-internet.  No coração dessas questões está o hábito do consumo de pornografia na rede, assim como a questão curiosa sobre a imagem das mulheres e homens que se expõem em sites pornográficos: são ou não profissionais da prostituição?  Os atores pornográficos são exibicionistas? E suas identidades podem de fato se manter desconhecidas?  A identidade na rede é uma das questões levantadas nessa obra abrangente sobre a vida moderna.

A história circula em volta da família Sigerius entre os anos de 1980 e 2000. É uma família moderna. Segundo casamento de ambas as partes com filhos dos compromissos anteriores. Também é uma família disfuncional. Seus personagens são fascinantes e incluem além do matemático conhecido mundialmente, um fotógrafo, uma marcineira e uma  atriz pornô.  Há referências ao judô, a doenças mentais e sobretudo à indústria pornográfica na internet.  A família não é feliz.  A época em que foi mais feliz se resume aos anos passados na Califórnia, em Berkeley, num endereço na Bonita Avenue.

 

Peter BuwaldaPeter Buwalda

 

Peter Buwalda tem uma maneira singular de narrar.  Paga seus tributos à literatura do século XIX dando-se ao trabalho de apresentar personagem por personagem logo no início da obra.  Mas são poucos. Isso contribui para a sensação de claustrofobia, e também para dar a impressão de que o enredo não progride.  O que lembra de novo as obras do século XIX, em particular a afirmação da escritora inglesa Geoge Eliot em relação à linha do tempo de uma obra:  “O melhor fogo não é o que se acende mais rapidamente.” Buwalda toma seu tempo e diferente da literatura mais tradicional apresenta seus personagens com viés:  todos parecem caracterizados pelos seus piores aspectos, como se os víssemos só pelo lado B de suas personalidades. Outro artifício é a apresentação de um enredo simples centrado na família, mas contado com tantas interferências de fatos irrelevantes, anedotas, histórias paralelas que parece chegar ao essencial paulatinamente, comendo pelas beiradas.

Uma história espetacular, em que personagens fora da norma nos convidam a reflexões nem sempre fáceis. É violenta. Ocasionalmente bastante gráfica, inclusive na pornografia.  Mas não é para qualquer um. Você precisa gostar de uma história apresentada de maneira complexa, não linear e com final em aberto.  Fora isso, magistral.





Imagem de leitura — Albin Veselka

19 04 2016

 

ALbin Veselka, Daddy's BookO livro do papai

Albin Veselka (EUA, 1979)

óleo sobre tela, 90 x 60 cm





Nossas cidades: Brasília

18 04 2016

 

Márcio Schiaz - Congresso Nacional - Dia - 50 x 60 cm - OST - Ass. CIE e Dat. 2007Congresso Nacional, 2007

Márcio Schiaz (Brasil, 1965)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





Papalivros, 13 anos de encontros mensais!

18 04 2016

 

 

brinde 13 anosUm brinde ao nosso 13º aniversário!

 

Ontem, o grupo de leitura Papalivros completou seu 13º aniversário.  São 13 anos de leituras, uma por mês. Sem nenhuma falta.  156 livros lidos. Somos 20.  Hoje só mulheres, mas já tivemos homens nos encontros.  Eles saem, acho que não aguentam o falatório…. Ainda estão conosco membros do início do grupo. É um prazer conversar sobre o que lemos e forjar amizades.  A página do grupo aqui no blog mostra a lista de todos os livros lidos até hoje.  O grupo se sente orgulhoso e com razão de se manter por tantos anos. Obrigada a todas as participantes: Albertina, Ana Maria, Camille, Chaia, Beth, Fabiana, Frassinete, Gilda, Gisela, Inez, Ladyce, Léa, Luba, Lucia, Lucinha, Magali, Maria Eugenia, Melissa, Monica e Rosi. O sucesso é do conjunto, é do grupo.  Vamos em frente, grande festa programada para os 15 anos!





No museu van Gogh, poesia de Marialzira Perestrello

18 04 2016

 

 

unnamedBoulevard de Clichy, 1887

Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)

óleo sobre tela, 46 x 55 cm

Museu van Gogh, Amsterdã

 

 

No museu van Gogh

Marialzira Perestrello

 

 

I

 

Já te conhecia tanto, poeta danado!

Num mundo de demônios

Só Théo era teu anjo.

 

Visitando esses quadros,

caminho em tua vida.

1887, 1888, Boulevard de Clichy,

essa paisagem, esse bosque tranquilo,

essa sombra, essa luz,

tu, impressionista calmo, aceito.

Onde teu mundo caótico?

 

Depois,

árvores ameaçadas,

céus em fogo em Saint Remy-Provence.

Nesse auto-retrato

braço e paleta unidos, fundidos.

Ah! Vincent!

pintavas com tua própria alma.

 

 

Em: Mãos dadas, Marialzira Perestrello, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1989, p. 15





Domingo, um passeio no campo!

17 04 2016

 

 

MARCIER, Emeric (1916 - 1990) - Paisagem, o.s. m. - 20 x 31 cm - Assinado e datado 79.Paisagem, 1979

Emeric Marcier (Romênia/Brasil, 1916-1990)

óleo sobre madeira, 20 x 31 cm





Flores para um sábado perfeito!

16 04 2016

 

 

Giancarlo Zorlini (Brasil,1931)Vaso com flores,1978,ost,60x 50 cmVaso com flores, 1978

Giancarlo Zorlini (Brasil, 1931)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm