Mardi-Gras, Terça-feira Gorda!

5 03 2019

 

 

J. CARLOS (1884 - 1950) - Tempo de Carnaval, rara aquarela sobre cartão, capa da revista Fon-Fon, med. 35 x 22,5cm, assinada e localizada Rio.Tempo de Carnaval

J. Carlos (Brasil, 1884 – 1950)

aquarela sobre cartão (capa da revista Fon-Fon),  35 x 22 cm

 

 

 

Muitos já esqueceram que o Carnaval marcava originalmente um único dia.  A palavra Carnaval, de acordo com Antonio Houaiss,  é originária no latim clássico CARNEM LEVÁRE, ( “abstenção de carne”).  Essa expressão está presente em diversos dialetos italianos,  aparecendo na língua falada em Milão em 1130,  CARNELEVALE, aparecendo no italiano do século XIV como CARNEVALE.  Foi para o francês em 1552 como CARNEVAL e 130 anos mais tarde, em 1680 como CARNAVAL.  Nessa forma é adotada pelas outras línguas europeias, no século XVII.

Abstenção de carne?  Sim, porque é nesta terça-feira (e o Carnaval propriamente dito é terça-feira) que se encerra o período que antecede a Quaresma, compreendendo os 40 dias antes da Semana Santa e Páscoa. Ela se inicia na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos.  É observada por um grande número de cristãos: católicos, anglicanos, luteranos, metodistas.  Para seguidores dessas religiões cristãs  este período é de reflexão, abstinência e penitência e reflete os 40 dias que Jesus Cristo passou no deserto.  Inicialmente a celebração desse ritual data de meados do século IV (ano 350).

É por causa do início do período de abstenção, de penitência, de  sacrifícios que o Carnaval tomou este nome, afinal é o último dia permitido para exageros. Na quarta feira começa o tempo de reflexão e de despedida da carne.

Mardi-Gras é a expressão francesa para este dia: Terça-feira Gorda. Mardi em francês significa terça-feira, enquanto gras quer dizer gordura.   Mardi Gras é o último dia de se comer carne, comer alimentos gordos, mesmo que em muitos países europeus ainda se esteja no inverno, estação que requer alimentação mais rica.

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Há uma famosa representação da Luta entre o Carnaval e a Quaresma, de 1559, na fascinante obra do pintor holandês do século XVI, Pieter Brueghel, o velho, (grafia também pode ser Bruegel).

 

Öèôðîâàÿ ðåïðîäóêöèÿ íàõîäèòñÿ â èíòåðíåò-ìóçåå Gallerix.ruO embate entre Carnaval e Quaresma, 1559

Pieter Brueghel, o Velho (Flandres [Bélgica], c. 1525- 30 — 1569)

óleo sobre painel de madeira, 118 x 164 cm

Museu de História da Arte de Viena, Áustria

 

DETALHE

 

Pieter_Bruegel_the_Elder-_The_Fight_between_Carnival_and_Lent_detail_3

Vejam que a batalha está travada entre o Gordo Carnaval, segurando um espeto cheio de carnes e a magra Quaresma, num carrinho puxado por religiosos.

 

Öèôðîâàÿ ðåïðîäóêöèÿ íàõîäèòñÿ â èíòåðíåò-ìóçåå Gallerix.ru

Senhor Carnaval, gordinho e montado num barril de vinho, segura espeto com carne de javali e outras carnes.  É seguido por serventes com copos e bandeja com comidas. Tudo à sua volta reflete abundância.

 

Öèôðîâàÿ ðåïðîäóêöèÿ íàõîäèòñÿ â èíòåðíåò-ìóçåå Gallerix.ru

Dona Quaresma, do outro lado, esquálida, vem num carrinho de madeira, com alguns pães a seus pés e segura uma chapa com peixes grelhados.  Seu carro é puxado por religiosos e seguido por pessoas com matracas, objetos usados na Sexta-feira Santa no lugar de sinos.

 





Imagem de leitura — Carl Wilhelm Wilhelmson

4 03 2019

 

 

 

carl wilhelm wilhelmson (1866-1928)Irmã do pintor, 1899

Carl Wilhelm Wilhelmson (Suécia, 1866 — 1928)

Oleo sobre tela

Museu Nacional da Suécia





Domingo, um passeio no campo!

3 03 2019

 

 

 

Carlos Chambelland, Paisagem com figuras, 1930, osm, 70 x 50 cmPaisagem com figuras, 1930

Carlos Chambelland (Brasil, 1884 – 1950)

óleo sobre madeira, 70 x 50 cm





Palavras para lembrar: Emil Cioran

3 03 2019

 

 

 

 

Danielle Akmen (França, 1945) , a girafaA girafa

Daniele Akmen (França, 1945)

acrílica sobre tela

 

 

 

“Um livro deve mexer nas feridas, aliás, deve alargá-las. Um livro deve ser um perigo.”

 

Emil Cioran





Flores para um sábado perfeito!

2 03 2019

 

 

 

Graça Castro - Quadro óleo sobre tela 60x60cmVaso com flores, s/d

Graça Castro (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 60 x 60 cm





Parabéns! Rio de Janeiro, 454 anos!

1 03 2019

 

 

 

 

VIRGILIO DIAS, quadro o.s.t, Pedra da Gávea, Rio 2002, medindo 60 x 80 cm.Pedra da Gávea,  2002

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

 

 

Lucia de Lima, ast, Forte de Copacabana, 38 x 46 cmForte de Copacabana

Lucia de Lima (contemporânea)

acrílica sobre tela, 28 x 46 cm

http://www.luciadelima.com/

 

 

VICENTE LEITE-Vista para o Corcovado da Lagoa RF. Rio. Óleo sobre tela, 30 x 48 cm. Assinado no canto inferior direito.Vista para o Corcovado da Lagoa Rodrigo de Freitas

Vicente Leite (Brasil, 1900 – 1941)

óleo sobre tela, 30 x 48 cm

 

 

DJANIRA da Motta e Silva,Centro do Rio Visto de Santa Tereza,ost, (década de 1960), 50 x 73 cmCentro do Rio Visto de Santa Tereza, década de 1960

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914 – 1979)

óleo sobre tela, 50 x 73 cm

 

 

Paulo Gagarin, Paisagem - Paisagem do Rio de Janeiro, Príncipe Paulo Gagarin, 65 x 80 1937 ACIDPaisagem do Rio de Janeiro,  1937

Paulo Gagarin (Rússia-Brasil, 1885 – 1980)

óleo sobre tela,  65 x 80

 

 

Mario Bhering, Visão urbana, RJ, aquarela, 23 x 30Visão urbana, RJ

Mario Behring (Brasil, ?)

aquarela, 23 x 30 cm

 

 

Pedro Guedes (Brasil, MG, 1960)Rio de Janeiro 2012, ostcm, 80 x 100c,Rio de Janeiro, 2012

Pedro Guedes (Brasil, 1960)

óleo sobre tela colado em madeira, 80 x 100 cm

 

 

PEDRO NASCIMENTO (1927-1986). Ala do Claustro do Mosteiro de São Bento - Rio, óleo s tela, 56 X 46. Assinado e datado (1975) no c.i.d. e no verso.Ala do Claustro do Mosteiro de São Bento, 1975

Pedro Nascimento (Brasil, 1927-1986).

óleo sobre tela, 56 X 46 cm]]

 

 

Roberto de Souza (1943) Barão da Torre (Ipanema RJ), o.s.t. - 24 x 37 cm.Rua Barão da Torre (Ipanema RJ)

Roberto de Souza (Brasil, 1943)

óleo sobre tela, 24 x 37 cm





Trova dos ladrões

28 02 2019

 

 

lendo a patadaIrmão Metralha lê jornal, ©Walt Disney.

 

 

 

Os honestos são tão poucos

e os desonestos são tantos,

que aqueles parecem loucos

e os ladrões se julgam santos.

 

(Othon Costa)





O verde do meu bairro: Acácia amarela

27 02 2019

 

 

 

20190207_142417 assinadaAcácia amarela, Rua Visconde de Pirajá, Ipanema, Rio de Janeiro.

 

 

Acácia amarela não é natural do Brasil, apesar de aparecer com seus espetaculares cachos de flores amarelas em grande parte das cidades do país.  Natural da Índia ela encontra clima e condições semelhantes em diversas partes do território nacional.  Também chamada de chuva de ouro, ou cássia-imperial, é árvore que atinge de 6 a 8 metros, desabrochando com flores em cachos de setembro a fevereiro, numa espetacular exuberância de amarelo. Flores perfumadas, em cachos pendentes de quase meio metro de comprimento. Gosta de sol, exige pouca água e prefere solo rico em matéria orgânica, mas não  é fácil de transplantar.  Portanto,  escolha um lugar e não pense em mudá-la dali. A melhor época para o plantio é na primavera, quando o clima está mais ameno e acácia-amarela corre menos risco de desidratação.  Em jardins é usada como planta isolada em meio à gramados; também em praças e calçadas pois não apresenta raízes agressivas.  Clima tropical, subtropical. A temperatura ideal para ela está entre 18-25 graus centígrados. Não tolera o frio.

 

 

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

27 02 2019

 

 

 

Angelo Simeone, (Itália-Brasil, 1899-1963)Natureza Morta, 1953, óleo sobre tela, 50 x 65 cm, UFRGSNatureza Morta, 1953

Angelo Simeone, (Itália-Brasil, 1899-1963)

óleo sobre tela, 50 x 65 cm

UFRGS





O escritor no museu: James Baldwin

26 02 2019

 

 

 

56abce84c9009.imageJames Baldwin, 1965

Beauford Delaney (EUA, 1901 – 1979)

óleo sobre tela

Chrysler Museum of Art