Leitura
Leon Viorescu (Romênia, 1886 -1936)
óleo sobre tela, 64 x 49 cm
“Não se pode chamar leitura a essa tremenda quantidade de tempo que se perde com os jornais.”
Lin Yutang
Leitura
Leon Viorescu (Romênia, 1886 -1936)
óleo sobre tela, 64 x 49 cm
Lin Yutang
Natureza morta, 1916
Levino Fanzeres (Brasil, 1884 -1956)
óleo sobre tela, 43 x 56 cm
Torre de água e velhas marquises
Paul Garfunkel (França/Brasil, 1900 – 1981)
aquarela e nanquim sobre papel
Alce de ouro, século VI aEC.
Ornamento de escudo
encontrado em um kurgan próximo à vila Kostromskaia, em Prikubanie
Museu Hermitage
Essa descoberta arqueológica na Rússia em 2018, trouxe à tona a cultura dos citas, e dos kurgans, uma vez mais. Os citas eram nômades da antiguidade que viveram nas estepes eurasiáticas centrais e ocidentais dos séculos IX ao I antes da Era Comum. Eles deixaram muitos locais de sepultamento, conhecidos como “kurgans”, que se distribuem hoje pelo território da Rússia moderna e da Ucrânia. Esses locais estavam repletos de objetos de ouro, que aparentemente desempenhava um papel significativo na visão de mundo dos citas e simbolizavam a vida eterna. O povo da cultura kurgan no norte do mar Negro seria o mais provável criador do idioma das línguas indo-européias que se espalharam pela Europa, Eurásia e partes da Ásia.
Irmãos mexicanos lendo
Ellen Dreibelbis (EUA, 1946)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
Vida na montanha no outono, 1970
Zhang Daqian (China, 1899 -1983)
pergaminho montado e enquadrado, tinta e cor sobre painel dourado japonês
58 x 43 cm
Coleção Particular
Um dos mais colecionados artistas chineses nas últimas décadas, Zhang Daqian, nasceu na província de Sichuan, veio de família de artistas e foi com sua mãe e irmãos mais velhos que aprendeu a pintar. Seguiu o tradicional aprendizado copiando grandes mestres, e aos poucos favoreceu o conhecimento de dois grandes artistas chineses Shitao (1642-1707) e Bada Shanren (1626-1705). Em 1941 sua vida artística deu uma importante virada: foi estudar, acompanhado de outros artistas, por dois anos consecutivos o mural de pinturas budistas nas cavernas de Mogao e Yulin em Dunhuang. Este estudo o transformou em grande conhecedor e colecionador de arte.
Durante a Guerra Sino-Japonesa, estudou a tradicional pintura de figuras Tang-Song e a antiga pintura de paisagem monumental. Aprendeu tecnicas que usaria mais tarde em seu próprio trabalho, tornando-se particularmente conhecido por suas pinturas de lótus, inspiradas em obras antigas.
No entanto, na década de 1950, quando começou a ter um problema de visão, Zhang Daqian passou a utilizar a antiga técnica de pintura chinesa do espirro. Ou seja, depois de embeber o papel de sua aquarela com água, o pintor então espirra tinta que se espalha de maneira errática, mas mesmo assim ainda um tanto controlada pelo pintor. E daquela “mancha” colorida no papel, o pintor então produz o trabalho dando-lhe dimensões, perspectivas e sentido. De todos os seus trabalhos, estes são os mais valiosos.
Proibido de voltar à China desde 1949, por causa do clima político, Zhang residiu em vários lugares, incluindo Mendoza, na Argentina, São Paulo, Brasil, Carmel, Califórnia até se estabelecer definitivamente em Formosa, onde faleceu.
A aquarela acima é um bom exemplo das cores se misturando para formar a montanha em que vemos em seu cimo uma pequena aldeia. Todas as cores da montanha foram misturadas e trazidas à cena pela técnica do espirro. Para nós do Ocidente essa técnica lembra a dos expressionistas abstratos da década de 1950, onde o acaso (até certo ponto controlado) tem papel de importância no resultado final.
Há na internet diversos vídeos com o pintor Zhang Daqian demonstrando sua maneira de pintar. Vale a pena procurar.

Charles Dickens, 1843
Margaret Gillies (Inglaterra, 1803-1887)
Aquarela e guache sobre marfim
Trachyandra sp.
Trachyandra é um género botânico pertencente à família Asphodelaceae. Descrita pela primeira vez como gênero em 1843. É uma suculenta, nativa do leste e do sul da África, assim como do Iêmen e Madagascar . Muitas das espécies são endêmicas da África do Sul.
Trachyandra sp.
As instruções abaixo são válidas para todas as suculentas. A Trachyandra sp é bastante rara por aqui e não achei maneira específica de manutenção desta planta.
Suculentas são plantas resistentes à seca. Armazenam água em suas folhas, caules e raízes. O armazenamento de água lhes dá uma aparência carnuda, conhecida como suculência. Você não pode esquecer dessas plantas completamente. Mas elas precisam de pouca atenção. Para precisar de pouca manutenção, é melhor fazer um investimento de cuidados no início. Certifique-se de que as plantas tenham boa drenagem. Você pode comprar solo de cactos ou adicionar areia ou cascalho ao solo comum. É preciso que seu contêiner tenha um orifício na parte inferior para drenagem.
Trachyandra sp.
Suculentas são plantas de crescimento lento. Coloque-as firmemente juntas no recipiente. Após o plantio, regar bem, então deixe o solo secar entre regas. Suculentas não gostam de se enraizar na água. Eles precisam de mais água na primavera e no verão, mas menos no inverno, quando entram em uma fase inativa.
Jovem lendo
Henri-Paul Mottez (Inglaterra, 1855 – 1937)
óleo sobre tela, 33 x 41 cm
“O romancista narra uma história. E narrar uma história é, em outras palavras, tomar a iniciativa de adentrar no inconsciente. É descer para as trevas do interior da mente. Quanto maior for a história que o escritor quiser contar, mais fundo ele precisará descer. Da mesma forma que, quanto mais alto for o prédio a ser construído, maior terá que ser sua fundação subterrânea. Quanto mais densa for a narrativa, mais pesada e mais espessa serão as trevas subterrâneas”.
Em: Romancista como vocação, Haruki Murakami, tradução: Eunice Suenaga, Alfaguara: 2017, p.100.

Cores do pantanal
Carlos Roberto Miranda (Brasil, 1957)
óleo sobre tela, 100 x 100 cm