Praça Tiradentes, com o restaurante Stadt München
Gustavo Dall’ara (Itália/Brasil, 1865 -1923)
óleo sobre tela, 62 x 46 cm
Museu Imperial, Petrópolis
Praça Tiradentes, com o restaurante Stadt München
Gustavo Dall’ara (Itália/Brasil, 1865 -1923)
óleo sobre tela, 62 x 46 cm
Museu Imperial, Petrópolis
Monica pega chuva voltando do mercado, Ilustração Maurício de Sousa.
Rosana Rios
Tenho quatro guarda-chuvas
todos os quatro com defeito;
Um emperra quando abre,
outro não fecha direito.
Um deles vira ao contrário
seu eu abro sem ter cuidado.
Outro, então, solta as varetas
e fica todo amassado.
O quarto é bem pequenino,
pra carregar por aí;
Porém, toda vez que chove,
eu descubro que esqueci…
Por isso, não falha nunca:
se começa a trovejar,
nenhum dos quatro me vale –
eu sei que vou me molhar.
Quem me dera um guarda-chuva
pequeno como uma luva
Que abrisse sem emperrar
ao ver a chuva chegar!
Tenho quatro guarda-chuvas
que não me servem de nada;
Quando chove de repente,
acabo toda encharcada.
E que fria cai a água
sobre a pele ressecada!
Ai…
Autorretrato, 1945
Orlando Teruz (Brasil, 1902- 1984)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Limões e peras
Renato Meziat (Brasil, 1952)
óleo sobre tela, 90 x 55 cm
Moça reclinada lendo
Isolda [Hermes da Fonseca Chapman] (Brasil, 1924 – 2004)
aquarela e pastel sobre papel, 29 x 44 cm
Parque Municipal de Belo Horizonte, s.d.
Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896 – 1962)
óleo sobre tela, 19 x 24 cm

Conjunto de caneta e tinteiro (Cavat-I Dawlat), 1575-1600, final do século XVI
ouro cravejado com esmeraldas, rubis e diamantes, com o pássaro sagrado (hamsa) gravado no tinteiro.
Deccan, India Central
Objetos como esses, decorados com pedras preciosas, tiveram grande e conhecida importância simbólica no mundo islâmico, onde eles eram um distintivo tanto da importância imperial quanto do alto posto do governo ocupado por seu proprietário.
Essa ressonância ainda era maior no contexto muçulmano por causa do valor da palavra escrita no Corão. Estojos de canetas eram objetos valiosos dos sultões e de seus principais ministros – o estojo real para uma caneta demonstrava erudição e autoridade reforçada.
Na dinastia Mughal, estojos de canetas e tinteiros foram presenteados pelos imperadores como sinal da mais alta distinção.
Fonte: Revista semanal da loja de leilões Christie’s.
Santa Catarina lendo, c. 1530-32
Antonio Allegri Correggio (Itália, 1489-1534)
Óleo sobre tela
The Royal Collection, Grã Bretanha
T. S. Eliot
T. S. Eliot (1888 – 1965)
Burglar Bill, ilustração de Janet Ahlberg.
No carnaval, tem mania
de se vestir de ladrão;
mas, tirando a fantasia,
não muda de profissão!..
(Rodolpho Abbud)
Hora da leitura, 2007
Beth Palser (EUA, contemporânea)
aquarela
Recentemente Dr. Katherine Rundell, autora de livros infantis e também pesquisadora sobre o poeta John Donne no All Souls College, Oxford, deu entrevista ao jornal inglês The Guardian, onde explica sua teoria: adultos deveriam ler livros para crianças e adolescentes.
Não pense que ela defende essa ideia pensando em censura para os livros que seus filhos devam ou possam ler. Nada disso. Ela acredita que nos beneficiamos ao ler essas obras porque livros infantis lembram aos adultos o que é sonhar, desejar o impossível, pensar no que talvez não seja tão impossível. Acreditar que pode haver justiça, amor, aventura e felicidade. E também a ter esperança.
Tudo indica que ela não está sozinha nesta volta as livros da infância. O mercado livreiro na Inglaterra mostra um aumento substancial de vendas de livros infantis para adultos. Numa pesquisa feita pelo jornal The Observer em 2018, foram vendidos 10 milhões e meio de livros de ficção para crianças, para serem lidos por pessoas acima dos 17 anos. Isso reflete um aumento de 42% sobre 2015, quando só 7 milhões e 400 mil livros de crianças foram comprados para serem lidos por adultos.
Katherine Rundell acredita que isso faz parte do processo de auto conhecimento, de se voltar a ter contato com a criança que fomos. “Leia essa ficção e veja o mundo com olhos duplos: os seus e os da criança em você.” Porque ler é uma das primeiras atividades que fazemos por nós mesmos. Ler os livros infantis que nos encantaram nos lembra de quem éramos quando criança, e mostra os elementos que fizeram a pessoa em que você se transformou.
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