Paisagem de Itatiaia, 1949,
Tadashi Kaminagai (Japão, 1899 – 1982)
óleo s madeira, 38 x 46 cm
Paisagem de Itatiaia, 1949,
Tadashi Kaminagai (Japão, 1899 – 1982)
óleo s madeira, 38 x 46 cm
Coruja numa cadeira, 1947
Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)
óleo sobre tela
A revista da casa de leilões Sotheby’s de 21 de março de 2017 publicou artigo de Ben Gentilli sobre a corujinha que Pablo Picasso socorreu e que virou tema de muitas de suas telas além de dezenas e dezenas de trabalhos em cerâmica.
Coruja num interior, 1946
Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)
óleo sobre tela
A história é conhecida. Em 1946, enquanto Picasso trabalhava no Palácio Grimaldi, hoje Musée d’Antibes, ao sul da França, acompanhado por Françoise Gilot, a musa do momento, uma pequena coruja machucada na pata perdeu o equilíbrio e caiu do telhado do ateliê do pintor. Picasso e Gilot colocaram bandagem na pata machucada e a adotaram, levando-a até mesmo numa gaiola, para Paris.
Coruja num interior, 1947
Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)
óleo sobre tela
Logo o tema da coruja apareceu na obra do pintor. Como aconteceu muitas outras vezes, Picasso teve uma verdadeira fascinação com o pássaro. No final da década de 40, depois da adoção da coruja, há uma série de telas com o tema da coruja e uma cadeira.
Coruja numa cadeira, 1947
Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)
óleo sobre tela
Mas a coruja se torna tema principalmente na cerâmica do artista, onde toma forma de jarros, decora pratos, vasos, é assunto para escultura e aparece em todo tipo de trabalho tridimensional.
Coruja numa cadeira, 1947
Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)
óleo sobre tela
A sequência de quadros acima é bastante didática. Mostra como o mesmo pequeno tema, uma cadeira e uma coruja, pode ser explorado, por composição, cores, ângulos e também pela simplificação geométrica da essência de uma coruja.
Vemos nestas cinco corujas como Picasso brincou com as formas geométricas para achar em cada uma delas a estrutura do animal. Como tornar aparente para o espectador com o mínimo de informações aquilo que ainda seria reconhecível como a representação de uma coruja.
© MICHEL SIMA/BRIDGEMAN
Desconheço o ilustrador.

Martins d’Alvarez
Quando nasci, papaizinho
plantou, em nosso quintal,
uma arvorezinha esguia,
para ver qual de nós duas
cresceria mais depressa,
qual mais alta ficaria.
Mamãe cuidava de mim
e papai cuidava da árvore,
toda noite e todo dia.
Mas, enquanto eu engordava,
crescendo para todo lado,
a arvorezinha subia…
Hoje, já estamos crescidas.
Ela bate no telhado…
Eu só alcanço a janela;
mas por vingança, eu me trepo
nos galhos, até ficar
muito mais alta que ela.
Em: O mundo da criança: poemas e rimas: , vol. I, Rio de Janeiro, Delta: 1975, p. 99
Meditação, 1872
Alfred Stevens (Bélgica, 1823- 1906)
óleo sobre tela 40 x 32 cm
Museu de Belas Artes, Boston
Sem título
Willy Zumblick (Brasil, 1913- 2008)
óleo sobre tela, 100 x 80 cm
Menina com livro
Leopold Löffler (Polônia, 1827 – 1898)
aquarela sobre papel, 22 x 18 cm
Natureza morta para Saul S.
Caulos (Brasil, 1943)
pastel oleoso e impressão, 46 x 61 cm
Exemplo de cogumelos luminosos, Mycena lucentipes.
“Certa noite, em princípio de dezembro, quando passeava pelas ruas da vila de Natividade, observei alguns meninos que se divertiam com uns objetos luminosos, que a princípio supus fossem pirilampos; mas, fazendo indagações, descobri que era um belo fungo fosforescente, do gênero agaricus, que se produzia abundantemente nos arredores dali sobre as folhas murchas de uma palmeira nanica. No dia seguinte obtive grande número de espécimes e notei que variavam de uma a duas polegadas e meia de largura. Toda a planta dá à noite uma viva luz fosforescente, de um verde-pálido, semelhante à que emitem os vaga-lumes ou aqueles curiosos animais marinhos, os pyrosomae. Por este fato e por crescer em palmeiras o povo lhe dá o nome de flor-de-coco. A luz emitida por uns poucos destes fungos, em quarto escuro, é suficiente para a gente ler.”
Em: Os campos e os arraiais (Natividade-Arraias- 1839-1840), texto de George Gardner, incluído no livro As selvas e o pantanal: Goiás e Mato-Grosso, seleção, introdução e notas de Ernani Silva Bruno, Organização de Diaulas Riedel, São Paulo, Cultrix: 1959, pp-83-84.
NOTA: George Gardner, (GB, 1812- 1849), médico, botânico e entomologista inglês, percorreu algumas regiões do Brasil do Nordeste ao Brasil Central, entre 1836 – 1841, registrando suas impressões no livro “Viagens no Brasil”.