Nossas cidades: Itatiaia

12 05 2020

 

 

KAMINAGAI, Tadashi, Paisagem de Itatiaia,óleo s madeira, 1949, sit. Itatiaia 38 x 46 cmPaisagem de Itatiaia, 1949,

Tadashi Kaminagai (Japão, 1899 – 1982)

óleo s madeira, 38 x 46 cm





Picasso e a coruja de Antibes

12 05 2020

 

 

Coruja numa cadeira, 1947, Picasso, ostelaCoruja numa cadeira, 1947

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

óleo sobre tela

 

A revista da casa de leilões Sotheby’s de 21 de março de 2017 publicou artigo de Ben Gentilli sobre a corujinha que Pablo Picasso socorreu e que virou tema de muitas de suas telas além de dezenas e dezenas de trabalhos em cerâmica.

 

 

Picasso, coruja num interior, 1946Coruja num interior, 1946

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

óleo sobre tela

 

A história é conhecida. Em 1946, enquanto Picasso trabalhava no Palácio Grimaldi, hoje Musée d’Antibes, ao sul da França, acompanhado por Françoise Gilot, a musa do momento, uma pequena coruja machucada na pata perdeu o equilíbrio e caiu do telhado do ateliê do pintor. Picasso e Gilot colocaram bandagem na pata machucada e a adotaram, levando-a até mesmo numa gaiola, para Paris.

 

437476.webp 1947. 73×60 cmCoruja num interior, 1947

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

óleo sobre tela

 

Logo o tema da coruja apareceu na obra do pintor.  Como aconteceu muitas outras vezes, Picasso teve uma verdadeira fascinação com o pássaro.  No final da década de 40, depois da adoção da coruja,  há uma série de telas com o tema da coruja e uma cadeira.

 

Coruja numa cadeira, 1947, Picasso, telaCoruja numa cadeira, 1947

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

óleo sobre tela

 

Mas a coruja se torna tema principalmente na cerâmica do artista, onde toma forma de jarros, decora pratos, vasos, é assunto para escultura e aparece em todo tipo de trabalho tridimensional.

 

(pablo_picasso_le_hibou_sur_la_chaise), 1947, ost, 72x 60 cmCoruja numa cadeira, 1947

Pablo Picasso (Espanha, 1881 – 1973)

óleo sobre tela

 

A sequência de quadros acima é bastante didática.  Mostra como o mesmo pequeno tema, uma cadeira e uma coruja, pode ser explorado, por composição, cores, ângulos  e também pela simplificação geométrica da essência de uma coruja.

 

 

Vemos nestas cinco corujas como Picasso brincou com as formas geométricas para achar em cada uma delas a estrutura do animal.  Como tornar aparente para o espectador com o mínimo de informações  aquilo que ainda seria reconhecível como a representação de uma coruja.

 

sothebys-com.brightspotcdn.com© MICHEL SIMA/BRIDGEMAN

 





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

11 05 2020

 

 

 

rãsDesconheço o ilustrador.

 

“A necessidade faz o sapo pular.”

 





Eu e a árvore, poesia infantil de Martins d’Alvarez

11 05 2020

 

 

meninos na arvore

 

Eu e a árvore

 

Martins d’Alvarez

 

Quando nasci, papaizinho

plantou, em nosso quintal,

uma arvorezinha esguia,

para ver qual de nós duas

cresceria mais depressa,

qual mais alta ficaria.

 

Mamãe cuidava de mim

e papai cuidava da árvore,

toda noite e todo dia.

Mas, enquanto eu engordava,

crescendo para todo lado,

a arvorezinha subia…

 

Hoje, já estamos crescidas.

Ela bate no telhado…

Eu só alcanço a janela;

mas por vingança, eu me trepo

nos galhos, até ficar

muito mais alta que ela.

 

Em: O mundo da criança: poemas e rimas: , vol. I, Rio de Janeiro, Delta: 1975, p. 99

 

 





Meus favoritos: Alfred Stevens

10 05 2020

 

 

Alfred_Stevens_-_Meditation_-_23.528_-_Museum_of_Fine_ArtsMeditação, 1872

Alfred Stevens (Bélgica, 1823- 1906)

óleo sobre tela 40 x 32 cm

Museu de Belas Artes, Boston





Domingo, um passeio no campo!

10 05 2020

 

 

WILLY ZUMBLICKSem título

Willy Zumblick (Brasil, 1913- 2008)

óleo sobre tela, 100 x 80 cm





Os autores brasileiros de ficção mais vendidos em abril

10 05 2020

 

 

 

Paul Herman (EUA, 1962) Bookshelf VIII, Books Thai Buddha , Oil painting on panel 21 x 25 cmPrateleira VIII, Livros com torso de bronze

Paul Herman (EUA, 1962)

óleo sobre placa, 21 x 25 cm

www.hermanstudios.com

 

 

Lista dos livros de ficção brasileira mais vendidos em abril.  Não só os grandes nomes da literatura nacional como autores menos conhecidos.

 

1º  Clarisse Lispector, A hora da estrela (Rocco)

2º  Graciliano Ramos,  Angústia (Record)

3º  Melissa Tobias, A realidade de Madhu (Novo Século)

4º  Jorge Amado, Capitães da Areia (Companhia de Bolso)

5º  Clarice Lispector, Todos os contos (Rocco)

6º  João Guimarães Rosa, Campo geral (Global)

7º  Graciliano Ramos, Vidas secas (Record)

8º José Mauro de Vasconcellos, Meu pé de laranja lima (Melhoramentos)

9º Aline  Bei, O peso do pássaro morto (Nós)

10º  Paulo Coelho, O alquimista, (Paralela)

11º  Ana Maria Gonçalves, Um defeito de cor (Record)

12º Bernardo Carvalho, Nove noites (Companhia de Bolso)

13º Chico Buarque, Essa gente (Companhia das Letras)

14º João Guimarães Rosa, Grande sertão: veredas (Companhia das Letras)

 

Fonte: Publish News

 





Imagem de leitura — Leopold Löffler

9 05 2020

 

 

Leopold Löffler (1827 – 1898, Polish)girl-with-a-bookMenina com  livro

Leopold Löffler (Polônia, 1827 – 1898)

aquarela sobre papel, 22 x 18 cm





Flores para um sábado perfeito!

9 05 2020

 

 

SONY DSCNatureza morta para Saul S.

Caulos (Brasil, 1943)

pastel oleoso e impressão, 46 x 61 cm





Visita de George Gardner ao interior do Brasil, 1839-1840

9 05 2020

 

 

fungos-bioluminescentes-grande11Exemplo de cogumelos luminosos, Mycena lucentipes.

 

“Certa noite, em princípio de  dezembro, quando passeava pelas ruas da vila de Natividade, observei alguns meninos que se divertiam com uns objetos luminosos, que a princípio supus fossem pirilampos; mas, fazendo indagações, descobri que era um belo fungo fosforescente, do gênero agaricus, que se produzia abundantemente nos arredores dali sobre as folhas murchas de uma palmeira nanica. No dia seguinte obtive grande número de espécimes e notei que variavam de uma a duas polegadas e meia de largura. Toda a planta dá à noite uma viva luz fosforescente, de um verde-pálido, semelhante à que emitem os vaga-lumes ou aqueles curiosos animais marinhos, os pyrosomae.  Por este fato e por crescer em palmeiras o povo lhe dá o nome de flor-de-coco. A luz emitida por uns poucos destes fungos, em quarto escuro, é suficiente para a gente ler.”

 

Em: Os campos e os arraiais (Natividade-Arraias- 1839-1840),  texto de George Gardner,  incluído no livro As selvas e o pantanal: Goiás e Mato-Grosso, seleção, introdução e notas de Ernani Silva Bruno, Organização de Diaulas Riedel, São Paulo, Cultrix: 1959, pp-83-84.

 

NOTA: George Gardner, (GB, 1812- 1849), médico, botânico e entomologista inglês,  percorreu algumas regiões do Brasil do Nordeste ao Brasil Central, entre 1836 – 1841,  registrando suas impressões no livro “Viagens no Brasil”.