Rua Jardim Botânico
Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 40 x 50 cm
Rua Jardim Botânico
Lucia de Lima (Brasil, contemporânea)
acrílica sobre tela, 40 x 50 cm
Mme Bourgeois lendo, 1921
Maurice Mendjisky (Polônia-1890-1951)
pastel sobre papel, 29 x 23 cm
Autorretrato
Paulo Rubens Parlagreco (Brasil, 1944)
têmpera e guache sobre papel, 48 × 64 cm
Paisagem, década de 1920
Alfredo Volpi (Itália-Brasil, 1896-1988)
têmpera sobre tela, 20 x 26 cm
Luiz Guimarães (Brasil, 1847-1898)
Dentro da sombra matinal os campos
Riem-se ao fresco pranto da Alvorada,
Sobre a planície verde e perfumada
Voa o bando dos tardos pirilampos.
O arrieiro, tonto de preguiça,
Desperta apenas: — ao bulir das matas
Vem misturar-se o eco das cascatas
E os lentos dobres da primeira missa.
Sob o véu orvalhado os olhos dela
Brilham fitando os meus: ao divisá-los,
Cuido que Deus perdeu mais de uma estrela.
Rincham, pulando os nossos dois cavalos,
E através da manhã, cheirosa e bela,
Ouve-se o canto festival dos galos.
Em: Lírica, Sonetos e Rimas, Luiz Guimarães, Lisboa, Tavares Cardoso e Irmãos, 1886, 4ª edição, p.48
Taça com pedestal, primeiro terço do século XV
Vidro soprado, esmaltado e dourado
Museu de Artes Decorativas, Paris
Essa taça com pé de vidro transparente soprado, que seria o novo cristal, feito na ilha de Murano no início do século XVI, tem decoração em esmalte policromado e ouro. Trata-se do brasão de um dos papas da família Medici, mas não podemos precisar se pertenceu a Leão X (papa de 1513-1521) ou Clemente VII (papa de 1523-1534).
Pela decoração, esse objeto se aproxima de um grupo que engloba umas vinte peças, principalmente de pratos, pratos em pedestal e jarros que se encontram em coleções públicas e particulares famosas (Louvre, Museu Britânico, Museu Metropolitan) Não eram destinados ao uso alimentar, mas provavelmente destinados à decoração de bufês em banquetes de prestígio. Este serviço, hoje espalhado pelo mundo, demonstra o aalto grau de respeito e reconhecimento desde aquela época, ao talento e às descobertas dos vidreiros venezianos.
Traduzido do portal do Museu de Artes Decorativas, por mim.
Mestre Peter Calvocoressi, 1917
Philip Alexius de László (Hungria-Inglaterra, 1869-1937)
óleo sobre tela, 78 x 63 cm
Natureza morta com bule e maçãs
Colette Pujol (Brasil, 1913-1999)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
Natureza morta com frutas e bule, 1996
Adilson Santos (Brasil, 1944)
óleo sobre tela, 85 x 75 cm
Cada festa tem seu fim, 1855
Título alternativo: Jantar na Maison D’Or
Thomas Couture (França, 1815-1879 )
óleo sobre tela, 180 x 220 cm
National Gallery of Canadá, Ottawa
A quarta-feira de cinzas
é dia de jejuar.
É o momento dos ranzinzas
pararem de reclamar.
(Ana Paula Almeida)
Depois do baile de máscaras, 1890
Alexander Nikanorovich Novoskoltsev (Rússia, 1853-1919)
óleo sobre tela, 131 x 182 cm
Menotti del Picchia
O teu beijo é tão doce, Arlequim…
O teu sonho é tão manso, Pierrô…
Pudesse eu repartir-me
encontrar minha calma
dando a Arlequim meu corpo…
e a Pierrô, minha alma!
Quando tenho Arlequim,
quero Pierrô tristonho,
pois um dá-me prazer,
o outro dá-me o sonho!
Nessa duplicidade o amor todo se encerra:
Um me fala do céu…outro fala da terra!
Eu amo, porque amar é variar
e, em verdade, toda razão do amor
está na variedade…
Penso que morreria o desejo da gente
se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente.
Porque a história do amor
só pode se escrever assim:
Um sonho de Pierrô
E um beijo de Arlequim!










