Morte de Fernando Pessoa, nota de Miguel Torga

3 12 2025

Procissão funerária 

Markenzy Julius Cesar (Haiti-EUA, 1974)

óleo sobre tela, 76 x 101 cm

 

“Morreu Fernando Pessoa. Mal acabei de ler a notícia no jornal, fechei a porta do consultório e meti-me pelos montes a cabo. Fui chorar com os pinheiros e com as fragas a morte do nosso maior poeta de hoje, que Portugal viu passar num caixão para a eternidade sem ao menos perguntar quem era.”

 

Miguel Torga, Diário, vol.I





Natureza maravilhosa: “Olhos de boneca”

2 12 2025

 

Essa planta conhecida como Olhos de boneca leva o nome científico Actaea pachypoda.   Também é conhecida como erva-de-são-cristóvão-branca e tem como aparência essas bagas brancas que à medida que amadurecem ganham o ponto preto no meio, dando a ela a aparência de olhos de cristal. 

É natural da costa leste América do Norte (Estados Unidos e Canadá) assim como no centro-oeste do continente. Extremamente venenosa para o ser o humano, sua ingestão pode levar a óbito, tem a curiosidade de ser perfeitamente ingerida por algumas espécies de pássaros que  ajudam a proliferar a espécie.  Há abelhas, chamadas de abelhas da língua comprida que retiram pólen das flores brancas, que mais tarde se transformam nessas bagas. 

Elas são plantadas só como plantas ornamentais e gostam de sombra ou sombra parcial.  

 

 

Apesar de produzirem essas bagas volumosas de mais ou menos um centímetro de diâmetro, suas flores são muito delicadas, como mostra a foto acima.  Chegam a 75 cm de altura. 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

2 12 2025

Natureza morta com frutas e um observador, 2015

Eduardo Cambuí Figueiredo Junior (Brasil, contemporâneo)

acrílica sobre tela,  50 x 70  cm

 

 

Outono, 1991

[parte da série As Quatro Estações]

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925-2019)

óleo sobre tela, 61 x 50 cm





Imagem de leitura: Marie-François Firmin-Gerard

2 12 2025

Tarde de domingo, 1919

Marie-François Firmin-Gerard (França, 1838-1921)

óleo sobre tela, 25 x 33 cm





O homem e sua morte, poesia de Sávio Soares de Sousa

1 12 2025
Ilustração de Yan Nascimbene.

 

 

O homem e sua morte

 

Sávio Soares de Sousa

 

Foi minha morte que nasceu comigo.

Trago-a em mim, circulando nas artérias,

latente em cada célula, no fundo

tranquilo de minha alma resignada.

 

Em verdade, nasceu com a minha sombra,

ou é, talvez, a própria sombra incôngrua,

com que diuturnamente me confundo,

ao meio-dia, sobre o chão da estrada.

 

Sou igual aos demais, de igual destino.

Pouco me importa o prazo destas férias,

nem me inquieta a imutável companhia,

 

que de mim nunca mais se apartará:

no instante em que, sem luz, se suma a sombra,

comigo a minha morte morrerá.





O tempo, Virgínia Woolf

1 12 2025
Calendário de Eugene Grasset, para a loja La Belle Jadiniere, 1896

 

 

“Quão rapidamente flui a corrente de janeiro a dezembro! Somos levados de roldão pela torrente das coisas que se tornaram tão familiares que não projetam nenhuma sombra.”

 

Virginia Woolf,  As ondas





Paisagens brasileiras…

30 11 2025

Paisagem, 1975

Yuji Tamaki (Brasil, 1916-1979)

óleo sobre tela, 19 x 27 cm

 

 

?

Serra de Angra dos Reis

Alexandre Reider (Brasil, 1973)

óleo sobre  tela





Em casa: Eiler Sorensen

30 11 2025

Sol da manhã, 1916

Eiler Sorensen (Dinamarca, 1869 – 1953)

óleo sobre tela, 60 x 48 cm





Vida besta, Carlos Drummond de Andrade

29 11 2025
Ilustração de Igor Medvedev. 

 

 

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar… as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.

 


Carlos Drummond de Andrade, Alguma Poesia





Eu pintora: Amélie Lundahl

29 11 2025

Autorretrato, 1888

Amélie Lundahl (Finlândia,1850–1914)

pastel sobre papel