
Da vida, pelos caminhos,
uma coisa aprendi bem:
a roseira dá espinhos,
mas nos dá rosas, também…
(A. Isaias Ramires)

Da vida, pelos caminhos,
uma coisa aprendi bem:
a roseira dá espinhos,
mas nos dá rosas, também…
(A. Isaias Ramires)

Lendo na sombra móvel
Michael de Bono (GB, contemporâneo)
óleo sobre tela
“…Os americanos apreciam o sucesso. Os ingleses admiram o fracasso heroico. Se me for dado escolher – ao menos em minhas leituras – sou antiamericana o bastante para dar precedência ao quixotismo sobre a eficiência a qualquer momento. Sempre considerei o aspecto de crepúsculo-de-um-império da era vitoriana pungente ao extremo, e ninguém conseguiria ser mais vitoriano do que aqueles homens corajosos, sérios, otimistas, abnegados, patriotas, honrados, magnânimos e completamente incompetentes, que deixaram que deixaram seus nomes em todos os mapas do Ártico e da Antártica, embora fracassassem ao navegar a Passagem Noroeste e perdessem a corrida para ambos os Pólos.”
Em: Ex-libris: confissões de uma leitora comum, Anne Fadiman, tradução de Ricardo Quintana, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor: 2002, p. 30

Gaius Iulius Caesar Octavianus Augustus, nasceu em Roma, em 23 de setembro do ano 63 aEC. Faleceu em Nuvlana (Região de Nápoles) a 19 de agosto do ano 14 EC. Fundador do Império Romano e seu primeiro imperador. Período de governo: 27 aEC até 14 EC, ou seja 31 anos.

Gravura anônima do Século XIX.
Jorge de Lima
Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!
Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas pressente.
Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —
Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.
Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões de rua!
Em: Poesias Completas, Jorge de Lima, vol. I, Rio de Janeiro, Cia. José Aguilar Editora: 1974.p. 62

Flores sobre a mesa, 1844
Carlos Chambelland (Brasil, 1884 – 1950)
óleo sobre tela, 50 x 61 cm
Vista da cidade de Gênova, encontrada nas Crônicas de Nuremberg, 1493, 58 v 1, xilogravura policroma Afonso a.
“…Gênova comercia com Bizâncio, possui interesses em Creta e em Chipre, onde os genoveses competem em constantes escaramuças com os venezianos. Associam-se os genoveses aos normandos na Sicília, onde são, apenas os genoveses, senhores feudais — e comerciantes. E dominam sem contestação, o Mediterrâneo ocidental.
Os genoveses revoam, por sobre o Mediterrâneo ocidental, também desde fins do século XI. Sua presença na península ibérica é muito antiga; devemos lembrar que em 1092, Afonso VI o bravo de Castela fez uma aliança com Sancho Ramírez, rei de Aragão, e com este convidou Gênova e Pisa para, todos juntos, atacarem Valência. As duas cidades italianas teriam fornecido 400 navios à empresa, e teriam participado de um cerco infrutífero a Tortosa. Em 1147 Afonso VII o imperador, por sua vez, conquista Almeria com a ajuda dos genoveses.
Exploram, enfim, o Atlântico e buscam as Índias. Em 1291, os irmãos Guido e Vadino Vivaldi partem de Gênova à busca do caminho das Índias costeando a África. Atingem a costa da Guiné onde naufragam, segundo nos deixa em seu testemunho Antoniotto Usodimare, mercador e cronista. Mais ou menos ao mesmo tempo certo messer Emmanuele Pezagno, mercador também, também genovês, organiza a pedido de D. Diniz o lavrador (n. 1261, f.1325; rei em 1281) a marinha portuguesa. Todos Usodimare, como o diz o nome desta família: têm o hábito das coisa do mar. Nos Pezagno fica hereditário o posto de almirantes de Portugal; são os almirantes Peçanhas.
Vista da cidade de Lisboa em 1548. Xilogravura espanhola.
Chegam à Madeira. Em 1446, Bartolomeu Perestrelo, português, neto de um lígure ou lombardo, messer Gabriele Palastrelli, mercador sempre, recebe a donatária da ilha de Porto Santo. Sua filha caçula, Filipa Perestrelo Moniz, casa-se com mais um genovês, Cristoforo Colombo, o descobridor. Concentrados em Sevilha e em Cádiz, os genoveses espraiam-se de vez, na segunda metade do século XV, por sobre o Atlântico. Giovanni Usodimare fixa-se na Madeira; e também Urbano Lomellini, junto com o parente de ambos, o banqueiro de Cádiz que financiará Colombo, Lodisio d’Oria. Lodisio d’Oria esteve comprovadamente na Madeira em 1480, onde possui engenhos de açúcar em Santa Cruz, Santana e Porto de Seixo.
Por que este avanço por cima do Atlântico? Os genoveses espalham o cultivo da cana de açúcar, que viera do oriente e fora primeiro cultivada em Creta. Usodimare, Lomellini, d’Oria, são todos senhores de engenhos açucareiros na Madeira. O dinheiro das casas bancárias de Gênova é sacarino, e vem do mel da cana. Colombo fora, provavelmente, agente comercial destes potentados da Ligúria, assim como os filhos segundos, bastardos, os parentes pobres. Cristoforo d’Oria, nascido em Faro no Algarve e filho de Lodisio d’Oria, leva a cana de açúcar às ilhas São Tomé e Príncipe, cuja governança recebe, e onde morre, talvez no mesmo naufrágio no qual provavelmente morrem seus primos os mercadores, e genoveses, Lazzaro e Lorenzo d’Oria.
Os Dorias da ilha da Madeira descendem de Leonor Doria, “filha de um Cavalheiro Doria, genovês,” conforme se indica no título “Velloza” do Nobiliáriosa Ilha da Madeira, de Henrique Henriques de Noronha. Os da Bahia descendentes de Clemenza Doria filha de Lorenzo ou Lorenzino d’Oria, conforme Ferlgueiras Gayo no seu Nobiliário, título “Silvas”.”
Em: Herdeiros do poder, Francisco Antonio Doria, e outros, Rio de Janeiro, Revan: 1994, pp 91-92
Jovem em meio a leitura, 1894
Jules Emile Saintin (França, 1829-1894)
óleo sobre madeira, 24 x 18 cm

Os lados e a tampa dessa caixa em ouro são cobertos por cento e três esmeraldas, perfeitamente combinadas e ajustadas ao lugar. Todas são esculpidas em baixo-relevo mostrando ciprestes e bordas de folhas estilizadas. O alto nível artesanal sugere ter sido produzida para a corte Mughal.
No ponto mais alto e central da tampa há um diamante, cortado de maneira rasa em cima e vinte e quatro facetas na cintura. O fundo da caixa é decorado com esmalte verde-esmeralda, sobre decoração cinzelada. O desenho mostra uma roseta central rodeada por dois níveis de hastes com folhas de acanto formando dupla voluta.
Fonte: Alain Truong
