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Pato Donald e Margarida comemoram o Dia dos Namorados, ilustração Walt Disney.
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Pato Donald e Margarida comemoram o Dia dos Namorados, ilustração Walt Disney.–
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Minha mãe.–
De você herdei o porte, os olhos e pele claros, o sorriso, a gentileza, o senso de humor, a procura do belo, o amor à literatura, o prazer da história e o encantamento pelas cores e tintas. Que eu saiba ter a dignidade, a coragem e o estoicismo com que você enfrentou sua última e longa batalha.
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Hoje seria o aniversário de meu irmão mais novo. Era sempre festa, porque 30 de abril é sempre véspera de feriado nacional. Dizem que não há dor mais cruel do que aquela de pais que perdem seus filhos. Mas posso garantir que a saudade não acaba quando se perde um irmão caçula, de repente, sem aviso. Eu era sete anos mais velha de modo que me lembro bem de seu nascimento. Com meu outro irmão, o do meio (sou a mais velha) é diferente: não consigo me lembrar da vida sem ele, já que há 3 anos e meio de diferença entre nós. Tenho vagas lembranças ajudadas, sem dúvida, por fotos antigas mas a vida familiar sempre o incluiu.
A cada ano que passa procuro achar uma maneira diferente de me lembrar de Marcus. No primeiro ano mandei rezar uma missa. Fui sozinha. Não convidei ninguém. Não queria impor nada a parentes ou amigos, não queria que ninguém se sentisse na obrigação de prestar apoio. Havia algo de revolta em mim, uma revolta generalizada, contra o mundo inteiro.
Hoje vou me lembrar de Marcus de outra maneira. Tem a ver com drosófilas. Sim, drosófilas, aquelas mosquinhas de frutas, de bananas… Talvez eu tenha que dar uma ideia da nossa família antes disso, um pequeno esboço.
Não cresci numa família muito normal… Quem cresceu? A nossa diferença eram os nossos interesses… Quaisquer que eles fossem éramos incentivados a desenvolvê-los. É claro, desde que fossem honestos, não estivessem relacionados a vícios e a projetos fora da lei.
Desde pequeno Marcus gostava das ciências. Não dava para saber, em sua tenra idade, que se tornaria um engenheiro de estruturas, um matemático [dedicado à matemática pura] e mais tarde um programador de computação, porque seus interesses variavam das exatas às naturais. Incentivados por meu pai, que era um cientista, um químico e físico, um verdadeiro Professor Pardal, que inventava de tudo, que acreditava no experimento como meio de entender o universo, passamos nossa infância dedicados às mais variadas experiências práticas. Essa que vos fala, hoje uma historiadora, que como adulta esteve sempre ligada às artes visuais, literárias e à história, passou muitas horas montando navios de plástico – quando pensava em ser engenheira naval; olhando estrelas com mapas celestiais – quando pensava em ser astrônoma; montando protótipos de moléculas de carbono com biscoitos Maria e Maisena – quando estava de amores com a química orgânica. Ilustro assim a nossa infância, para melhor situar a Fazenda de Drosófilas.
Marcus tinha entre sete e oito anos quando descobriu, por causa dos irmãos mais velhos e de seus pais, a genética. A nossa família já se prestava a esse estudo, porque conseguimos ser tão diferentes uns dos outros, na aparência, digo. Tenho cabelos louros escuros acinzentados e olhos azuis. Meus dois irmãos nasceram com cabelos bem escuros e olhos negros. A genética era de fácil compreensão para nós. Mas Marcus precisava provar que assim era de fato. E não havia nada mais fácil para isso do que ter uma Fazenda de Drosófilas.
As drosófilas, vulgarmente conhecidas como moscas de fruta, são frequentemente utilizadas para demonstrar a genética porque elas:
1) Se reproduzem com rapidez e facilidade.
2) Podem ser diferenciadas pela cor dos olhos.
De um antigo aquário, Marcus fez um terrário, ou seja, colocou terra no fundo e uma fazenda finíssima, como um micro filó, para sua cobertura, muito bem atada a toda volta. As drosófilas ficavam lá dentro. E é claro que ele colocava frutas que iam apodrecendo para que essas mosquinhas ficassem felizes: casa e comida de graça… Quem não ficaria? Hospedaram-se ali e se reproduziram. E Marcus separava as moscas de acordo com os olhos, passando-as para outros pequenos terrários. Todo prosa, ele voltava da escola e ia direto ver as moscas. Não me lembro exatamente do final desse experimento, só das consequências.
Moramos num país tropical. Terra em que se plantando tudo dá. E o solo do terrário, que havia sido simplesmente trazido do jardim, apresentava agora outros bichinhos, umas minhocas gorduchas, que não eram as que a gente conhecia. Resolveu criá-las também. Francamente, minha mãe deve ter arranjado um lugar no céu, porque aguentar como aguentou essas coisas todas acontecendo ali, na área de serviço, do lado de fora da cozinha, só com abnegação e muita paciência com os filhos e com o marido. Porque a criação desses invertebrados testou sua paciência. Para saber o que estava crescendo ali no seu terreno, no seu microsítio, na fazenda miniatura, Marcus colocou de tudo nessa terra. Já não se importava mais com as mosquinhas… Agora queria saber exatamente o ciclo de vida desses seres que haviam aparecido do nada… da terra do jardim… de óvulos que ele não vira e não havia reconhecido. E numa época em que não se reciclava lixo orgânico, meu irmão conseguiu colocar naquela terra da fazenda ovos inteiros, sobras de legumes, pó de café, pedaços de frutas, folhas de mate, de chá; tudo que fosse orgânico era misturado ali naquele mundo. Gênesis ao vivo e a cores.
Semanas se passaram. Talvez meses. O período da engorda foi grande. Tudo orquestrado por Marcus, com assistência técnica de papai, que a essa altura já havia comprado alguns livros de classificação de invertebrados tropicais, de insetos comuns no Rio de Janeiro. Os sebos e as livrarias sempre ficavam felizes quando papai fazia uma visita. Essa é a verdade. Tudo corria bem. Novas minhoquinhas, novas lagartinhas sempre chegando ao mundo. Podíamos ver tudo pelos vidros do terrário, quando estes não estavam cobertos de limo. Eu já não passava muito por perto. Não tenho muita simpatia por invertebrados. Mas me lembro bem do dia em que vovó, que morava conosco, gritou. Escandalosamente. Grito de vó escandaloso junta família, empregada, vizinhos, todo o bairro. Evidentemente o sítio andava pequeno para tantos habitantes e a criação do Marcus – sejam lá quais tenham sido os animaizinhos – achou por bem explorar outros terrenos, quando descobriram — ou fizeram? – uma pequena abertura na tela. Os bichinhos, que pelos gritos de vovó poderiam ter sido dinossauros, haviam se libertado daquela prisão e encontrado algumas dobras da roupa que saíra da corda, empilhada, limpinha, pronta para passar…
Foi o que bastou.
Talvez essa experiência o tenha levado às exatas. Não sei. Mas Marcus sempre se referia à Fazenda de Drosófilas com muito orgulho. Não há melhor maneira de lembrá-lo.
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Marcus e eu, foto de uma daquelas máquinas em Nova York.–
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Romance (2), 2006
Miháy Bodó ( Hungria, 1957)
óleo sobre tela, 130 x 162cm
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Sutton Elbert Griggs
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Hubert Satterfield, 1958
Alice Neel (EUA, 1900-1984)
óleo sobre tela
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Alice Neel nasceu na Pensilvânia em 1900. Estudou na Philadelphia School of Design for Women à noite, enquanto trabalhava durante o dia para ajudar a manter os pais. Casou-se em 1925 com o pintor cubano Carlos Enríquez, em seguida mudou-se com o marido para Havana. Mas não permaneceram lá por muito tempo. Retornaram aos EUA. Logo, logo se separaram, em 1930, Carlos retornando para Cuba. A perda de marido e filha, adiconado ao período de Depressão econômica do paísm trouxe à sua pintura já expressionista um tom ainda mais carregado emocionalmente. Passado os anos difíceis de repressão econômica, Alice Neel começa a desrutar de algum reconhecimento, tornando-se reconhecida na década de 1960. Faleceu em 1984 já aclamada entre uma das melhores pintoras americanas.
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Leitura ou Retrato de Misia Sert Godebska,1904
Auguste Renoir (França, 1841-1919)
óleo sobre tela
Museu de Arte de Tel Aviv, Israel.
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William Lyon Phelps
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Uma equipe internacional de astrônomos anunciou semana passada a descoberta de um novo exoplaneta potencialmente habitável, onde poderia haver água. Essa descoberta eleva para quatro o número de planetas situados fora de nosso sistema solar detectados pela comunidade científica.
O planeta está localizado na zona considerada “habitável” quando se considera a distância do planeta de sua estrela – uma distância bastante estreita mas que garantiria um a temperatura não muito quente, nem muito fria, para que a água possa existir na superfície do planeta.
“Este planeta rochoso é o novo e o melhor candidato para manter água em estado líquido em sua superfície e pode abrigar vida tal qual nós a conhecemos“, explicou Guillem Anglada-Escudé, chefe da equipe que trabalha na Carnegie Institution for Science, em Washington.
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Concepção artística do planeta GJ 667Cc que está localizado na zona onde pode haver vida. Imagem, Carnegie Institution for Science.–
Este planeta (GJ 667Cc) está em órbita em torno de uma estrela batizada de GJ 667C, situada a cerca de 22 anos-luz da Terra (um ano-luz equivale a 9.460 bilhões de km). Pertencendo à constelação de Escorpião. O planeta contorna a sua estrela em 28 dias e tem uma massa mínima 4,5 vezes a da Terra. É também cerca de 50% mais pesado do que a Terra.
Podemos considerar esse planeta praticamente nosso “vizinho de porta”, completou Steven Vogt, astrônomo da Uni Steven ersidade da Califórnia em Santa Cruz, “está muito próximo. Só existem 100 estrelas mais próximas de nós do que esta.”
Os pesquisadores também descobriram indícios que levam a crer que pelo menos um outro exoplaneta, talvez até três, estão em órbita na mesma estrela. Esta estrela faz parte de um sistema que possuí três estrelas.
“O planeta rodeia em volta de uma estrela num sistema de um grupo de três estrelas,” Vogt explicou, “as outras estrelas estão bastante distantes, mas devem aparecer muito bem no céu de lá.”
Esta descoberta prova que planetas potencialmente habitáveis podem se formar em uma maior variedade de ambientes que acreditávamos, notaram os autores desta descoberta que deve ser publicada nas Cartas do Jornal de Astrofísica. Essa descoberta veio como uma surpresa para os astrônomos, porque o sistema inteiro dessa estrela tem componentes químiccos diferentes do nosso sol. O sistema tem menores quantidades de elementos pesados (elementos mais pesados do que o hidrogênio e hélio), tais como ferro, carbono e silicone.
“É um sistema deficiente em metais”, Vogt explicou. “Esses são os materiais que formam os planetas – os grãos de matéria que se aglutinam para eventualmente formar os planetas – de modo que não esperávamos que essa estrela pudesse ser uma candidata a ter um planeta como esse”.
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Este estudo será publicado no Astrophysical Journal Letters
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FONTES: Terra, Scientic American
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José Benlliure y Gil (Espanha, 1858 – 1937)
óleo sobre tela, 60 x 100 cm
Christie’s, New York, Outubro 2011
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Carl Zewy (Áustria, 1855-1929)
óleo sobre tela, 48 x 38 cm
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Carl Zewy ou Karl Zewy nasceu na Áustria em 1855. Estudou na Academia de Viena e expôs seus trabalhos em Vienna em 1886 e 1888. Pintor de gênero e de paisagens.