Mangas, 1976
José Maria de Souza (Brasil, 1935-1985)
óleo sobre tela, 40 x 33 cm
Mangas, 1976
José Maria de Souza (Brasil, 1935-1985)
óleo sobre tela, 40 x 33 cm
Tempo de Carnaval
J. Carlos (Brasil, 1884 – 1950)
aquarela sobre cartão (capa da revista Fon-Fon), 35 x 22 cm
Muitos já esqueceram que o Carnaval marcava originalmente um único dia. A palavra Carnaval, de acordo com Antonio Houaiss, é originária no latim clássico CARNEM LEVÁRE, ( “abstenção de carne”). Essa expressão está presente em diversos dialetos italianos, aparecendo na língua falada em Milão em 1130, CARNELEVALE, aparecendo no italiano do século XIV como CARNEVALE. Foi para o francês em 1552 como CARNEVAL e 130 anos mais tarde, em 1680 como CARNAVAL. Nessa forma é adotada pelas outras línguas europeias, no século XVII.
Abstenção de carne? Sim, porque é nesta terça-feira (e o Carnaval propriamente dito é terça-feira) que se encerra o período que antecede a Quaresma, compreendendo os 40 dias antes da Semana Santa e Páscoa. Ela se inicia na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. É observada por um grande número de cristãos: católicos, anglicanos, luteranos, metodistas. Para seguidores dessas religiões cristãs este período é de reflexão, abstinência e penitência e reflete os 40 dias que Jesus Cristo passou no deserto. Inicialmente a celebração desse ritual data de meados do século IV (ano 350).
É por causa do início do período de abstenção, de penitência, de sacrifícios que o Carnaval tomou este nome, afinal é o último dia permitido para exageros. Na quarta feira começa o tempo de reflexão e de despedida da carne.
Mardi-Gras é a expressão francesa para este dia: Terça-feira Gorda. Mardi em francês significa terça-feira, enquanto gras quer dizer gordura. Mardi Gras é o último dia de se comer carne, comer alimentos gordos, mesmo que em muitos países europeus ainda se esteja no inverno, estação que requer alimentação mais rica.
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Há uma famosa representação da Luta entre o Carnaval e a Quaresma, de 1559, na fascinante obra do pintor holandês do século XVI, Pieter Brueghel, o velho, (grafia também pode ser Bruegel).
O embate entre Carnaval e Quaresma, 1559
Pieter Brueghel, o Velho (Flandres [Bélgica], c. 1525- 30 — 1569)
óleo sobre painel de madeira, 118 x 164 cm
Museu de História da Arte de Viena, Áustria
DETALHE

Vejam que a batalha está travada entre o Gordo Carnaval, segurando um espeto cheio de carnes e a magra Quaresma, num carrinho puxado por religiosos.

Senhor Carnaval, gordinho e montado num barril de vinho, segura espeto com carne de javali e outras carnes. É seguido por serventes com copos e bandeja com comidas. Tudo à sua volta reflete abundância.

Dona Quaresma, do outro lado, esquálida, vem num carrinho de madeira, com alguns pães a seus pés e segura uma chapa com peixes grelhados. Seu carro é puxado por religiosos e seguido por pessoas com matracas, objetos usados na Sexta-feira Santa no lugar de sinos.
Irmã do pintor, 1899
Carl Wilhelm Wilhelmson (Suécia, 1866 — 1928)
Oleo sobre tela
Museu Nacional da Suécia
Paisagem com figuras, 1930
Carlos Chambelland (Brasil, 1884 – 1950)
óleo sobre madeira, 70 x 50 cm
A girafa
Daniele Akmen (França, 1945)
acrílica sobre tela
Emil Cioran
Pedra da Gávea, 2002
Virgílio Dias (Brasil, 1956)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Forte de Copacabana
Lucia de Lima (contemporânea)
acrílica sobre tela, 28 x 46 cm
Vista para o Corcovado da Lagoa Rodrigo de Freitas
Vicente Leite (Brasil, 1900 – 1941)
óleo sobre tela, 30 x 48 cm
Centro do Rio Visto de Santa Tereza, década de 1960
Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914 – 1979)
óleo sobre tela, 50 x 73 cm
Paisagem do Rio de Janeiro, 1937
Paulo Gagarin (Rússia-Brasil, 1885 – 1980)
óleo sobre tela, 65 x 80
Visão urbana, RJ
Mario Behring (Brasil, ?)
aquarela, 23 x 30 cm
Rio de Janeiro, 2012
Pedro Guedes (Brasil, 1960)
óleo sobre tela colado em madeira, 80 x 100 cm
Ala do Claustro do Mosteiro de São Bento, 1975
Pedro Nascimento (Brasil, 1927-1986).
óleo sobre tela, 56 X 46 cm]]
Rua Barão da Torre (Ipanema RJ)
Roberto de Souza (Brasil, 1943)
óleo sobre tela, 24 x 37 cm
James Baldwin, 1965
Beauford Delaney (EUA, 1901 – 1979)
óleo sobre tela
Chrysler Museum of Art
Moça na cerca, Fran Weston Benson
Ilustração de Milo Winter para as Fábulas de Esopo, 1919.
Olegário Mariano
As formigas levavam-na… Chovia…
Era o fim… Triste outono fumarento!..
Perto, uma fonte, em suave movimento,
cantigas de água trêmula carpia.
Quando eu a conheci, ela trazia
na voz um triste e doloroso acento.
Era a cigarra de maior talento,
mais cantadeira desta freguesia.
Passa o cortejo entre árvores amigas…
Que tristeza nas folhas… Que tristeza!
Que alegria nos olhos das formigas!…
Pobre cigarra! Quando te levavam,
enquanto te chorava a Natureza,
tuas irmãs e tua mãe cantavam. . .
À luz de vela, 1993
Alexey Shalaev (Rússia, 1966)
Óleo sobre tela