Praias de Ipanema e Leblon, c. 1880
João Batista da Costa (Brasil, 1865- 1926)
óleo sobre tela
Praias de Ipanema e Leblon, c. 1880
João Batista da Costa (Brasil, 1865- 1926)
óleo sobre tela
Ilustração de Coby Whitmore
Guilherme de Almeida
Hoje, voltas-me o rosto, se ao teu lado
passo. E eu, baixo os meus olhos se te avisto.
E assim fazemos, como se com isto,
pudéssemos varrer nosso passado.
Passo esquecido de te olhar, coitado!
Vais, coitada, esquecida de que existo.
Como se nunca me tivesses visto,
como se eu sempre não te houvesse amado
Mas, se às vezes, sem querer nos entrevemos,
se quando passo, teu olhar me alcança
se meus olhos te alcançam quando vais.
Ah! Só Deus sabe! Só nós dois sabemos.
Volta-nos sempre a pálida lembrança.
Daqueles tempos que não voltam mais!
Hora do descanso
Peter Franklin (GB, 1947)
Vaso de flores
Arthur Nísio (Brasil, 1906 – 1974)
óleo sobre eucatex, 56 x 49 cm
Museu Oscar Niemeyer, Curitiba
Centro do Rio Visto de Santa Tereza, década de 1960
Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)
óleo sobre tela, 50 x 73 cm
Autorretrato com símbolos de Vanitas, 1651
David Bailly (Holanda, 1584 – 1657)
óleo sobre madeira, 65 x 97 cm
Stedelijk Museum De Lakenhal, Leiden, Holanda
Flores e uvas
Monteiro França (Brasil, 1876-1944)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Retrato da esposa do pintor, 1935
Zbigniew Pronaszko (Polônia,1885 – 1958)
óleo sobre tela
Rua 25 de Março
Fernando Naviskas (Brasil, 1961)
Óleo sobre tela, 80 x 120 cm
Primavera, capa da Revista Better Homes & Gardens, julho 1929.
Antônio Gedeão
Queria certa donzela
de olfato bem apurado
que o seu casamento fosse
de sempre o mais perfumado.
Seu nome era Rosa Branca
Cravo Vermelho seu noivo
madrinha, D. Açucena,
padrinho, o senhor D. Goivo.
Sua grinalda enfeitou
com flores de laranjeira
e na sua mão levou
um ramo de erva cidreira.
Seus pajens, os Manjericos;
Violetas, suas aias,
seu pai, o senhor Junquilho
Madressilva em lindas saias.
Veio dizer a cozinheira
que ía tudo perfumar:
“trago salsa e hortelã
para pôr no seu jantar.
Que belo aroma que dão
a canela e o coco
para perfumar os bolos
vou juntar vinho do Porto.
A bela Erva-Luísa
veio para servir o chá
como é toda perfumada
que belo jeito me dá.
Diga-me lá D. Rosa,
se mais perfumes deseja.”
Haverá um casamento
que mais perfumado seja?
Em: Obra Poética, António Gedeão, Edições JSC, Lisboa: 2001