Papalivros comemora 20 anos!

16 04 2023

O grupo de  leitura Papalivros comemorou hoje vinte anos de existência.  Nesse período muita coisa mudou.  Já tivemos nascimentos de filhos, de netos, divórcios e casamentos.  Falecimentos, três. Já fomos grandes: vinte e duas pessoas,  Mas agora no limitamos a quinze, porque é difícil arranjar lugar para vinte pessoas.  É difícil para quinze!   Já nos encontramos nas nossas casas, e fora.  Atualmente nos encontramos em restaurantes.  Mesmo assim passamos um aperto para encontrar mesa para todas nós.  Fomos um grupo que incluía homens e mulheres.  Mas eles não aguentam… a gente fala muito!  Foram até hoje 239 encontros e 239 livros lidos.  Só não nos encontramos quando fiquei viúva, ano passado, na semana do nosso encontro.  Querendo ver o que lemos nesses vinte anos,  leitura sempre decidida por votação de uma série de livros sugeridos, visite  a página do grupo aqui no blog.

 

AVISO:  Não temos vaga no grupo.  Se você quiser posso lhe dar o passo a passo para você formar um grupo de  leitura.   Mas não temos vagas para este grupo, nem para os dois outros grupos que gerencio: Ao pé da letra, Encontros na praça.  Infelizmente não tenho como dar atenção a mais nenhuma pessoa ou grupo. 





Vida de escritora

12 04 2023

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Nas últimas semanas,  março e abril,  comecei a sair do meu ninho, voltando para uma vida mais normal.  Marquei um encontro com Judy Botler, no dia 25 de março.Nossos livros, Cerejas de Maio de Judy Botler e À meia voz de minha autoria estão na Amazon e em livrarias no Rio de Janeiro. Recebi um volume do livro Cerejas de Maio, para doação à biblioteca da Usina de Arte, em PE para qual o Livro Errante está recolhendo livros novos.

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Sim, tiramos fotos juntos. Mas me dei ao luxo de não gostar de nenhuma das minhas. Ou estava desarrumada, ou mais acabada do que me acho, ou parecia com sono… eliminei TODAS…. Minha página, meu gosto!





Curiosidade literária

10 04 2023

Leitura silenciosa à sombra

George Goodwin Kilburne (GB, 1839-1924)

aquarela

 

 

 

 

O escritor brasileiro Nelson Rodrigues, arrancou todos os dentes aos vinte e um anos.  Sofrendo de um febre insistente sem apresentar outros problemas, foi diagnosticado, erroneamente, que seus dentes lhe causavam essa condição febril que não cessava.  Estavam errados.  Depois de remover todos os dentes, descobriu-se com tuberculose.  Nelson Rodrigues usou dentadura por toda vida.

 

 





Curiosidade literária

3 04 2023

Colorful Seamless Pattern With Animals Stock Illustration - Download Image  Now - Animal, Textured, Seamless Pattern - iStock

 

O britânico George Gordon Byron (1788-1824), 6.º Barão Byron, ou Lord Byron, foi um dos mais influentes poetas ingleses.  Além de sua associação ao romantismo, ganhou fama no folclores literário por suas múltiplas aventuras amorosas: aparentemente ninguém conseguia escapar de seus encantos. A primeira obra que o fez centro de atenções e ilibações literárias foi publicada em 1812, com o título  Childe Harrod’s Pilgrimage [Peregrinação de  Childe Harrod].  Nela Byron descreve, em poesia, a longa viagem que fez por países europeus e do Oriente Médio. A fama veio súbita, logo após a publicação só dos dois primeiros cantos.  O sucesso foi tão rápido e completo que há registro de Byron ter exclamado  “I awoke one morning and found myself famous” [Acordei uma manhã e me encontrei famoso] acentuando sua conhecida imodéstia.  No entanto, além das escapadas amorosas e das publicações que agradaram ao público e à crítica, Byron cultivou a peculiaridade de viajar sempre, e viajou muito, com algumas dezenas de animais.  Um exemplo, foi a viagem que fez a Veneza, quando levou dez cavalos, três macacos, três pavões, oito cachorros, cinco gatos, uma cegonha, um falcão, uma águia e um corvo. 





Canto do regresso à Pátria, Oswald de Andrade

30 03 2023

Viaduto Santa Ifigênia

José Maria dos Reis Junior (Brasil, 1903-1985)

óleo sobre madeira, 20 x 18 cm

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Canto do regresso à pátria

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Oswald de Andrade

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Minha terra tem palmares

Onde gorjeia o mar

Os passarinhos aqui

Não cantam como os de lá

 

Minha terra tem mais rosas

E quase que mais amores

Minha terra tem mais ouro

Minha terra tem mais terra

 

Ouro terra amor e rosas

Eu quero tudo de lá

Não permita Deus que eu morra

Sem que eu volte para lá

 

Não permita Deus que eu morra

Sem que eu volte para São Paulo

Sem que veja a rua 15

E o progresso de São Paulo.

 

Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, p.18.





Curiosidade literária

27 03 2023

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A escritora inglesa Enid Blyton (1897-1968), falecida há mais de cinquenta anos, continua conhecidíssima no mundo inteiro por suas obras para crianças e adolescentes. Seus livros, continuamente reimpressos, são lembrados por adultos até hoje. Lembranças das aventuras das gêmeas no colégio Santa Clara, o grupo dos cinco detetives, a sociedade secreta dos sete amigos, todos são personagens queridos e firmemente enraizados na memória de milhares de adultos. Enquanto para as gerações mais recentes, Enid Blyton seria conhecida pelas séries televisivas dos anos 90 ao início do século XXI de Nodi [Noddy], o menino de madeira que vivia numa casinha em Toyland. Sua proeminência no mundo infanto-juvenil não é exagero: seus livros estão entre os mais vendidos do mundo, mais de 600 milhões de cópias desde a década de 1930. A escritora conta com oitocentas obras. Por causa disso foi acusada de usar escritores profissionais para produzir tanto. Negou veementemente e nunca foi confirmado o uso de ghost-writers.

É surpreendente, portanto, descobrir que a autora não gostava de crianças. Era conhecida pelos gritos constantes com os filhos reclamando do barulho que faziam. Vizinhos relataram a preferência da escritora por uma das filhas, favorecendo-a sempre que possível. Imogen, outra filha, relata em suas memórias que ela e a irmã eram levadas e obrigadas a permanecer em um aposento da casa, com a porta aberta, de tal maneira que pudessem ver a mãe e seus convidados, crianças, fãs e leitoras, recepcionadas pela escritora.





Trova da produção

24 03 2023
Ilustração,Walt Disney Studio.

Como o sino que não soa,

como a lâmpada sem luz,

de que vale uma pessoa

que nada de útil produz?

(J. B. Mello e Souza)





Lugares imaginários: Malgudi

16 03 2023
Ilustração do jornal Times of India.

MALGUDI

Cidade ficcional localizada no Sul da Índia retratada nos contos e romances de R. K. Narayan. Faz parte do pano de fundo da maioria dos livros de Narayan.  É um mistura de dois locais conhecidos: Malleshwaram e Basavanagudi.  Com Malgudi Narayan conseguiu retratar uma Índia  em miniatura.





Trova dos sonhos

15 03 2023
Capa da revista Saturday Evening Post para o Domingo de Páscoa, 1905, por J. C. Leyendecker.

 

A morte não é tristeza,

é fim… É destinação…

Tristeza é ficar na vida

depois que os sonhos se vão…

 

(Adelmar Tavares)





O caminho da escrita, de Annie Ernaux

28 02 2023

Interlúdio II, Leah lendo, 2013

Daniel Maidman (Canadá, 1975)

óleo sobre tela

“Ao escrever, caminha-se no limite entre reconstruir um modo de vida em geral tratado como inferior e denunciar a condição alienante que o acompanha.”

Annie Ernaux

Em: O lugar, Annie Ernaux, tradução de Marília Garcia, São Paulo, Fósforo: 2021