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Floresta, ilustração de Sérgio Bastos.
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Busque enfrentar desafios,
preserve a mãe natureza:
— Nossa flora, fauna e rios,
fontes de nossa pureza.
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Floresta, ilustração de Sérgio Bastos.–
Busque enfrentar desafios,
preserve a mãe natureza:
— Nossa flora, fauna e rios,
fontes de nossa pureza.
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Crianças no palco, autoria desconhecida.–
No teatro iluminado,
o bom ator se angustia,
ao ver entre o cortinado
uma platéia vazia.
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(Antônio V. Ruffato)
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José Paulo Paes
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Era uma vez
Um gato chinês
Que morava em Xangai
Sem mãe e sem pai
Que sorria amarelo
Para o rio Amarelo
Com seus olhos puxados
Um para cada lado
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Era uma vez
Uma gato mais preto
Que tinta nanquim
De bigodes compridos
Feito mandarim
Que quando espirrava
Só fazia “chim”!
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Marinha, 1965
Heitor de Pinho (Brasil, 1897-1968)
Óleo sobre cartão, 25 x 40 cm
Coleção Particular
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Américo Macedo
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Estala a ventania! O mar bravio,
Ruge, como uma hiena acorrentada!
O céu de chumbo, cúpula pesada,
Mostra-se escuro, umbrático e sombrio!
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A chuva cai pesadamente! O frio
Corta, como uma lâmina afiada!
E muito ao longe ecuta-se a balada
Dos sapos a cantar n’água do rio.
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O raio corta o espaço enfurecido,
Em ziguezagues prófugos e cresce
O fragor do trovão, enraivecido!
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E sobe… e sobe a intérmina caudal!
E a água é tanta e tanta, que parece
Um segundo dilúvio Universal!
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Em: Panorama da Poesia Norte Rio-grandense, Rômulo Wanderley, Natal, Edições do Val: 1965, prefácio de Luís da Câmara Cascudo.
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Américo Soares de Macedo, ( 1877- 1948) nasceu em Assu, no Rio Grande do Norte a 29 de dezembro de 1877. Funcionário da Prefeitura Municipal. Morreu modestamente em 2 de janeiro de 1948.
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Obras:
Sombras, poesia, 1945
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Tenha fé, não erga a voz
blasfemando revoltada,
porque Deus manda a alvorada
depois de uma noite atroz.
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(Élton Carvalho)
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Ilustração Maurício de Sousa.–
Nenhum dinheiro, no mundo,
vale mais que a educação:
pois ela é um cesto sem fundo,
sempre a desejar mais pão…
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(Clevane Pessoa de Araújo Lopes)
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Que o mister da agricultura
não traga, em nenhum momento,
mesmo gerando fartura,
selvagem desmatamento!
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(Wanda de Paula Mourthé)
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Como persiste a fragrância
da flor que o vento levou,
doces lembranças da infância
nem mesmo o tempo apagou.
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(Dororthy Jansson Moretti)
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Ilustração décadas 1920-30.–
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Almeida Garrett
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Pescador da barca bela,
Onde vais pescar com ela,
—-Que é tão bela,
—-Ó pescador?
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Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
—-Colhe a vela,
—-Ó pescador!
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Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela…
—-Mas cautela,
—-Ó pescador!
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Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela,
—-Só de vê-la,
—-Ó pescador.
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Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela
—-Foge dela
—-Oh pescador!
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Em: Folhas Caídas, Almeida Garrett, Porto, Editorial Domingos Barreira: s/d
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Lachambaudie
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Reina o estio. No vale
Languida flor emurchece,
E chama, p’ra socorrê-la,
Uma nuvem, que aparece.
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“Tu que do Aquilão[*] nas asas
Vais pelo espaço a correr,
Vê que de calor me abraso,
Vem, não me deixes morrer.
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Com essas águas que levas,
A minha dor refrigera.”
— “Tenho missão mais sagrada,
Agora não posso — espera“.
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Disse e foi-se!.. De abrasada
Cai e espira a flor tão bela:
Volta a nuvem e despeja
Quanta água tinha sobre ela.
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Era tarde!
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[*] Aquilão é o vento do norte.
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Em: O Espelho, revista semanal de literatura, modas, indústria e artes, Rio de Janeiro, 1859.
NOTAS:
1 – Não sei de quem é o texto em português. A publicação de 1859, não traz autoria.
2 – Lachambaudie (1807-1872) foi um escritor, poeta, cancioneiro francês. Trabalhou como contador a maior parte de sua vida. Foi um escritor de fábulas, na tradição de seu conterrâneo La Fontaine, em verso. Dentre outras publicações de poesia, distingui-se sobretudo seu livro, Fábulas de Pierre Lachambeaudie, de 1844.
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Frequentemente quando posto uma fábula sem a famosa “moral” no final, alguém inevitavelmente me pergunta pela moral. Não é um obrigatoriedade de todas as fábulas apresentarem uma moral, pré-estabelecida pelo autor. Muitas vezes, talvez até mais do que se imagina, a moral é para ser entendida pelo leitor. Aqui nesse caso, cabe o dito popular:
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Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.