Meu ano de leituras visto pelo Goodreads

19 12 2024

Ontem eu recebi como sempre recebo o relatório das minhas leituras de acordo com o Goodreads.  Infelizmente esse relatório não inclui alguns livros que li, de autores brasileiros que não adicionaram ou que suas editoras não se deram ao trabalho de adicionar seus livros no cabedal do portal.  Então, menos esses livros que escaparam, li até dia 5 de dezembro de 2024, 46 livros como podem ver, para um total de 11.806 páginas.  Estou entre os 25% de leitores que mais leem.  Não sei minha posição nesses 25%, mas não deve estar no topo, por mais que possa parecer que li muito.  Conheço bem outros leitores inveterados.

 

 

O livro mais longo que li em 2024 foi a ficção científica, excepcional de Stephen King, chamada 22 de Novembro de 1963, que foi o dia do assassinato do Presidente Kennedy nos Estados Unidos. O livro tem como estrutura realidade quântica. Vamos e voltamos dessa data aos dias de hoje com alguma frequência e prende a atenção como nenhum outro livro. Devora-se suas 1200+ páginas sem receio.

Na lista deles, tenho seis livros a que dei cinco estrelas, ou seja o máximo que poderia ter dado. Na verdade em dezembro entrei com outro livro, mas esse deve ser considerado no ano que vem, imagino.

Descobriram também que dos 46 livros lidos, os meu favoritos caem nos seguintes segmentos: Ficção, Não ficção e Ficção Histórica.

Pertenço também ao portal brasileiro Skoob que é semelhante ao Goodreads. Mas o Skoob não nos manda um relatório das nossas leituras ao final do ano. Pelo menos nunca me mandaram. No Skoob, no momento eu tenho 1022 livros lidos e 347 resenhas.

E você? Tem sua página em algum desses dois portais? Se gostam de ler, não seria bom ter um relatório de tudo que você leu durante o ano?

Fica aqui a sugestão.





Poema com pena, de Almir Correa

17 12 2024
Poema com pena

Almir Correa

 

Fiz um poema

e não sei se vale a pena

poemar.

É um poema com pena

pena do céu

pena da terra

pena do mar.

Não tem mais pena de índio

Porque índio já não se acha em nenhum lugar.

Mas ainda tem

pena de arara azul

pena de galinha sem cabeça

pena de pato pateta.

Tem tanta pena

pena até de travesseiro.

Só não tem pena nenhuma do burro

porque burro não tem pena.

 

Em: Poemas Malandrinhos, Almir Correa, São Paulo, Atual:1992

 





Trova de Natal

10 12 2024

Que na Árvore de Natal
viceje a fraternidade,
e cada enfeite, afinal
seja um fruto de amizade!

 

(Arthur Francisco Baptista)





Trova do Natal

7 12 2024
Ilustração Jimmy Liao.

 

Que na Árvore de Natal
viceje a fraternidade,
e cada enfeite, afinal,
seja um fruto de amizade!

 

(Arthur Francisco Baptista)





Trova de Natal

6 12 2024
Ilustração de Hergé

 

 

 

Natal: presépio, lapinha,
Missa do Galo… Afinal,
esta saudade tão minha
é que enfeita o meu Natal!

(Isaías Ramires)





Trova do Natal

5 12 2024
Ilustração Almar Zaadstra (Austrália, 1960)

 

Vamos cantar o Natal,
pois é tempo de alegrias…
Porém seria ideal
Cantá-lo todos os dias!

 

(Joaquim Carlos)





Trova de Natal

28 11 2024

Ilustração Rudolf Koivu

Vencendo o tempo e a distância

num clima de eternidade,

os natais de minha infância

permanecem na saudade.

(Ivo dos Santos Castro)





Falta um mês para o Natal!

16 11 2024
Livro na Amazon em dois formatos: papel e eletrônico

 

Dá tempo de comprar e surpreender quem receber este presente!





Trova da arte

14 11 2024
Ilustração Walt Disney

 

Um sorriso em um semblante,

um quarto, uma ceia, um grito…

Arte é o que faz de um instante

um resumo… do infinito.

 

(Sérgio Ferreira da Silva)





“Dona Santa” poesia de Olavo Nunes

11 11 2024
Ilustração de Frederick Richardson, 1975

 

 

Dona Santa

 

Olavo Nunes   (1871-1942)

 

Quando ela passa, risonha e pura,

De arzinho honesto, cheia de graça…

Todos murmuram: Que formosura!…

Quando ela passa…

 

Flores rebentam pelo caminho

Sob os pezinhos que a bota enlaça;

Beijos se escutam de ninho a ninho,

Quando ela passa…

 

Seguem-na olhares cheios de gula

Como os da fera fitando a caça,

Olhares meigos que amor açula,

Quando ela passa…

 

Boca vermelha que o riso enflora

Cintura fina que um dedo abraça,

Parece ver-se Nossa Senhora,

Quando ela passa…

 

À luz dos olhos dessa menina

Deserta o pranto, foge a desgraça;

Com grande afeto tudo se inclina,

Quando ela passa…

 

Sombrero alegre, cheio de fita,

Vestido leve de fina cassa,

Gosto de vê-la assim tão bonita,

Quando ela passa…

 

Trinulam aves pelas umbrosas

Ramas que o vento no alto entrelaça,

E abelhas d’oiro desfolham rosas,

Quando ela passa…

 

Quando ela passa, risonha e pura,

De arzinho honesto, cheia de graça…

Todos murmuram: Que formosura!…

Quando ela passa…

 

Em: Coelho Netto e a Mina Literária, Imprensa de Alfredo Silva, Pará: 1899, pp 34-36