Bolinha e os meninos vão pescar.
Bem cedinho, o pescador,
No rio, foi apanhar
Esse peixe apetitoso
Que eu vou comer no jantar.
Em: 1001 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965
Bolinha e os meninos vão pescar.
Bem cedinho, o pescador,
No rio, foi apanhar
Esse peixe apetitoso
Que eu vou comer no jantar.
Em: 1001 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965
Vendedor de cataventos, Sérgio Bastos.
Stella Leonardos
— Onde estás, vendedor de pirulitos,
Fazedor das ventoinhas de papel?
Daqueles cataventos tão bonitos?
Daquelas gostosuras cor de mel?
Tu que adoças as ruas com teus gritos
E que marcas os ventos nas calçadas:
Me dá de novo os sonhos infinitos
Das tuas rosas que são quase aladas!
— Queres minhas ventoinhas? Há-de tê-las.
Criança grande! Por que te agradam tanto?
— Não são ventoinhas: são almas de estrelas
De um céu ingênuo que foi céu de encanto.
Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p.79
Edward Munch (Noruega, 1863-1944)
óleo sobre tela, 81 x 100 cm
Rasmus Meyer Collection
The Bergen Art Museum
Menotti del Picchia
História simples: ela rica e bela,
eu moço e pobre… Fados bem diversos!
Ela dona de dois olhos bem perversos
e eu namorado dos dois olhos dela.
Gostava tanto vê-la na janela
com seus dois olhos na tristeza imersos…
Tinha eu vinte anos, rabiscava versos,
era moço, era alegre e tagarela.
— Porque essa moça é assim tão merencórea?
(Num soneto eu chamara-a: D. Doente…)
Ai! amava outro e de outro era querida!
Casou-se e acabou a minha história,
E desde então, ela ficou contente,
e eu fiquei triste para toda vida…
Em: Entardecer, Menotti del Picchia, São Paulo, MPM propaganda: 1978, p. 56.
Retrato de Julia Makovsky, 1881
(Esposa do pintor)
Konstantin Makovsky (Rússia, 1839-1915)
óleo sobre tela
Lêdo Ivo
Agora que é abril, e o mar se ausenta,
secando-se em si mesmo como um pranto,
vejo que o amor que te dedico aumenta
seguindo a trilha de meu próprio espanto.
Em mim, o teu espírito apresenta
todas as sugestões de um doce encanto
que em minha fonte não se dessedenta
por não ser fonte d’água, mas do canto.
Agora que é abril, e vão morrer
as formosas canções dos outros meses,
assim te quero, mesmo que te escondas:
amar-te uma só vez todas as vezes
em que sou carne e gesto, e fenecer
como uma voz chamada pelas ondas.
Em: Central poética, Lêdo Ivo, Rio de Janeiro, Nova Aguillar: 1976, p. 47.
Carlos Lousada (Brasil, 1905-1984)
óleo sobre tela, 60 x 73 cm
Tiradentes, tua glória
com teu corpo não morreu
e, em torno de tua história,
nossa história se escreveu.
(Arlindo Tadeu Hagen)
Oldack de Freitas (Brasil, ?-?)
óleo sobre tela, 53 x 65 cm
No rol dos inconfidentes,
fiel à sua verdade,
deu a vida Tiradentes
por amor à Liberdade!
(Carolina Ramos)
Ilustração de Jimmy Liao.Passarinho, o teu encanto
é teu canto de alegria;
ai de mim que quando canto,
canto só por nostalgia…
(Izo Goldman)
Bebê dormindo, ilustração de Maria Pia Franzoni.
Não há música mais bela
do que a canção de ninar:
a mãe canta em voz singela,
e o bebê põe-se a sonhar!
(Alba Helena Corrêa)
Desconheço a autoria dessa ilustração.
Olegário Mariano
Toda manhã, ao sol, cabelo ao vento,
Ouvindo a água da fonte que murmura,
Rego as minhas roseiras com ternura
Que água lhes dando, dou-lhes força e alento.
Cada uma tem um suave movimento
Quando a chamar minha atenção procura.
E mal desabrochada na espessura,
Mandam-me um gesto de agradecimento.
Se cultivei amores às mancheias,
Culpa não cabe às minhas mãos piedosas
Que ele passassem para mãos alheias.
Hoje, esquecendo ingratidões mesquinhas,
Alimento a ilusão de que essas rosas,
Ao menos essas rosas, sejam minhas.
Em: Toda uma vida de poesia — poesias completas, Olegário Mariano, Rio de Janeiro, José Olympio: 1957, volume 2 (1932-1955), p. 597.
Malie Baehr (Holanda, contemporânea)
óleos sobre tela, 35 x 30 cm
Vicente de Carvalho (1866-1924)