Ilustração, mãe e filho, Frederick Richardson, 1975.
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—
Tudo o que fui e que sou
devo ao seu zelo e carinho.
— Mãezinha, você plantou
roseiras no meu caminho!
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—
( Pedro Peixoto de Aguiar)
Ilustração, mãe e filho, Frederick Richardson, 1975.—
—
Tudo o que fui e que sou
devo ao seu zelo e carinho.
— Mãezinha, você plantou
roseiras no meu caminho!
—
—
( Pedro Peixoto de Aguiar)
Creme
Alfred Arthur Brunel de Neuville (França, 1851-1941)
óleo sobre madeira
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O leite, que é a bebida
Ideal para o estudante,
É mil vezes superior
A qualquer refrigerante.
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(WNF)
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Henriqueta Lisboa
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Quando a noite
vem baixando,
nas várzeas ao lusco-fusco
e na penumbra das moitas
e na sombra erma dos campos,
piscam piscam pirilampos.
São pirilampos ariscos
que acendem pisca-piscando
as suas verdes lanternas,
ou são claros olhos verdes
de menininhos travessos,
verdes olhos semitontos,
semitontos mas acesos
que estão lutando com o sono?
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Henriqueta Lisboa (MG 1901- MG 1985), poeta mineira. Escritora, ensaísta, tradutora professora de literatura, Com Enternecimento (1929), recebeu o Prêmio Olavo Bilac de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Em 1984, recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra.
Obras:
Fogo-fátuo (1925)
Enternecimento (1929)
Velário (1936)
Prisioneira da noite (1941)
O menino poeta (1943)
A face lívida (1945) — à memória de Mário de Andrade, falecido nesse ano
Flor da morte (1949)
Madrinha Lua (1952)
Azul profundo (1955);
Lírica (1958)
Montanha viva (1959)
Além da imagem (1963)
Nova Lírica ((1971)
Belo Horizonte bem querer (1972)
O alvo humano (1973)
Reverberações (1976)
Miradouro e outros poemas (1976)
Celebração dos elementos: água, ar, fogo, terra (1977)
Pousada do ser (1982)
Poesia Geral (1985), reunião de poemas selecionados pela autora do conjunto de toda a obra, publicada uma semana após o seu falecimento.
Romero Britto ( Brasil, 1963)
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Walter Nieble de Freitas
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Trago no peito uma joia
Pequenina, delicada,
Tão pequenina que lembra
Esta mãozinha fechada.
—
Nela se aninha a bondade,
O carinho, a gratidão;
O seu nome tem poesia,
Pois se chama coração.
—
Não pensem que ele foi feito
Com gemas de alto valor:
É um presente de Deus
Esta obra prima de amor!
—–
Numa cadência de marcha,
Bate sempre sem parar,
Como se fosse um pandeiro
Que não para de vibrar.
—
Mas se eu faço travessuras,
Meu coração contrafeito,
Muda o compasso e transforma
Em batucada o meu peito!
—-
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Em: Barquinhos de Papel: poesias infantis, de Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Editora Difusora Cultural: 1961
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Walter Nieble de Freitas ( Itapetininga, SP) Poeta e educador, foi diretor do Grupo Escolar da cidade de São Paulo.
Obras:
Barquinhos de papel, poesia, 1963
Mil quadrinhas escolares, poesia, 1966
Desfile de modas na Bicholândia, 1988
Simplicidade, poesia, s/d
Chico Vagabundo e outras histórias, 1990
Adam Fryda (Inglaterra, contemporâneo)
gravura 20 x 16,5 cm
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Sérgio Capparelli
—
Um hipopótamo na banheira
molha sempre a casa inteira.
—
A água cai e se espalha
molha o chão e a toalha.
—
E o hipopótamo: nem ligo
estou lavando o umbigo.
—
E lava e nunca sossega,
esfrega, esfrega e esfrega
—
a orelha, o peito, o nariz
as costas das mãos, e diz:
—
Agora vou dormir na lama
pois é lá a minha cama!
—
—
—
Sérgio Capparelli (MG, 1947) é um escritor de literatura infanto-juvenil, jornalista e professor universitário.
VEJA O PORTAL DO AUTOR: http://www.capparelli.com.br/
Zá Carioca empresário de minhocas, Ilustração Walt Disney.—
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Ao ver uma velha coroca
fritando um filé de minhoca
o Zé Minhocão
falou pro irmão:
“Não achas melhor ir pra toca?”
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Tatiana Belinky
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Em: Poesia fora da estante, Vera Aguiar ( coord.), Simone Assumpção e Sissa Jacoby, Porto Alegre, Projeto: 2007
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Tatiana Belinky nasceu em São Petersburgo na Rússia em 1919. Imigrou com a família para o Brasil, onde se instalaram em São Paulo. Tatiana tinha 10 anos e idade. Escritora, poeta, roteirista de tv, tradutora. É hoje uma das mias importantes escritoras infanto-juvenis no país com mais de 120 obras publicadas. Depois do curso secundário, estudou Filosofia na Faculdade São Bento, mas abandonou o curso em 1940 quando se casou com o médico Júlio de Gouveia. Junto com o marido, criou muitas várias adaptações de histórias infantis para teatro. Juntos montaram peças para os teatros da Prefeitura de São Paulo e de lá pularam para encenações de peças no início da televisão no Brasil. Trabalhou também como roteirista de programas para a televisão btrasileira desde 1952, na extinta TV Tupi. Desde 1985 escreve para jovens leitores.
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Algumas de suas obras infanto-juvenis ( não inclui peças de teatro, e dezenas e dezenas de traduções e adaptações de outros autores):
O caso dos ovos, 1985
O sapateiro remendão, 1987
Que horta, 1987
A alegre vovó Guida que é um bocado distraída, 1988
Cinco trovinhas para duas mãozinhas, 1988
A história da ursa-parda, 1988
Represália de Bicho, 1988
Histórias de Fantasma, 1989
Olhos de ver, 1989
Transplante de menina, 1989
Acontece cada uma…, 1990
Bidínsula e outros retalhos, 1990
As coisas boas do ano, 1990
Di-versos russos, 1990
Quatro amigos, 1990
Di-versos hebraicos, 1990
Saladinha de queixas, 1991
Tatu na casca, 1991
Assim, sim!, 1992
Bumburlei, 1992
Micha, 1992
Quem tem casa, casa?, 1992
Ratinho manhoso, 1992
Rimadinho, 1992
A ratinha presunçosa, 1993
Di-versos alemães, 1993
Grande cão curso, 1993
O caso do vaso, 1994
Bom remédio, 1995
O caçador valente, 1995
Beijo não!, 1997
Cachtanga artista por acaso, 1998
Diversidade, 1999
Que tal?, 1999
Coral dos bichos, 2000
Chorar é preciso?, 2001
Contanabos, o senhor das montanhas, 2001
Curto-circuito, 2001
O gato professor, 2001
Mandaliques (com endereço e tudo), 2001
O livro dos disparates, 2001
As três respostas, 2001
O samurai e a cerejeira, 2001
O simplório e o malandro, 2001
Ogro, 2001
Sou do contra: limeriques, 2001
Vrishadarbha e a Pomba, 2001
Acontecências, 2002
A aposta, 2002
Criança feliz: contos e cantos, 2o03
O que eu quero, 2003
Trazido pela rede, 2003
Um caldeirão de poemas, 2003
Mentiras… e mentiras, 2003
Aparências enganam, 2004
Cantiga do Tiribiri-biribim, 2004
O livro das tatianices, 2004
Vovô Majai e as lebres, 2004
Abc e numerais pra brincar é bom demais, 2005
17 È Tov !, 2005
Kanniferstan, 2006
Limeriques para pinturas, 2006
A torre do Reno, 2006
Desatreliques, 2006
Limeriques da Coroa Implicante, 2006
Limeriques dos Tremeliques, 2006
Monstros e medos, 2006
Sete vezes sim!, 2006
Hoje é dia de festa!, 2006
As moedas estrelas, 2006
Um zoológico de papel, 2007
Bicholiques, 2007
O cão fantasma, 2007
Salada de limeriques, 2007
Limeriques da cocanha, 2007
Limeriques das causas e efeitos, 2007
O nariz, 2008
A charada do gorducho, 2009
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Francisca Júlia
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Passo lento, olhar profundo,
Valente, brioso e grave,
O galo é a mais linda ave
Dentre todas que há no mundo.
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Um pé adiante, outro atrás,
Bico aberto, o galo canta;
Tem a glória na garganta
E nas esporas que traz.
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O galo é sempre o primeiro
A anunciar a s auroras.
Repara bem: tem esporas
E é por isso cavaleiro.
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Coroa tem e de lei,
Coroa em forma de crista
Que ganhou numa conquista:
Por isso julga-se rei.
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Pendentes até o peito,
Vermelhas, grandes e belas,
Tem barbas que são barbelas
Que lhe dão muito respeito.
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Com que delicado amor
Ele defende e acarinha
Ora o pinto, ora a galinha
Com seu gesto protetor!
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De cabeça levantada,
Altivo sobre o poleiro,
Ele é o rei do galinheiro
E o cantor da madrugada.
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Vivem todos sob a lei
E ordens que o galo decreta:
Soldado, músico e poeta,
Pastor, cavaleiro e rei!
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Francisca Júlia da Silva Munster (SP 1871 – SP 1920) Poetisa brasileira. Começou a colaborar na imprensa paulistana e carioca aos 20 anos. Na revista A Semana, alcança rápido prestígio literário. Casou-se em 1909, recolhendo-se à vida particular e praticamente abandonando a atividade literária.
Obras:
1895 – Mármores
1899 – Livro da Infância
1903 – Esfinges
1908 – A Feitiçaria Sob o Ponto de Vista Científico (discurso)
1912 – Alma Infantil (com Júlio César da Silva)
1921 – Esfinges – 2º ed. (ampliada)
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Álvaro Moreyra
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Naquela noite danada
em que a formiga rogou
a praga contra a cigarra:
— Cantava, não é? Cantou?
Pois, então, agora dance! –
naquela noite danada
aconteceu que de um galho,
vizinho do bangalô
onde a formiga morava,
um passarinho escutou
essas palavras malvadas.
Mas, malvadas não achou.
Ao contrário da cigarra,
o passarinho gostou.
Gostou tanto, que em seguida,
dançou, dançou, dançou.
Nunca mais quis outra vida.
Dançou sozinho, primeiro.
Depois, com par. Afinal,
bateu na testa e acabou
formando uma companhia
de bailado brasileiro,
bem nosso, bem nacional.
Artistas disciplinados.
Formam roda nos caminhos
e repetem sempre igual,
na cadência que a embalança,
ida e volta, volta e ida,
a dança do tangará,
mais alegre do que a dança
que agente dança na vida
que se chama esperança,
ida e volta, volta e ida…
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Em: Poesia brasileira para a infância de Cassiano Nunes e Mário da Silva brito, Coleção Henriqueta, São Paulo, Saraiva: 1968
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Álvaro Maria da Soledade Pinto da Fonseca Velhinho Rodrigues Moreyra da Silva (Porto Alegre, 1888 – Rio de Janeiro, 1964) Poeta, cronista, jornalista, teatrólogo, radialista . Completou o curso de ciências e letras (1907). Em 1908, iniciou-se no jornalismo. No Rio de Janeiro (1910), entregou-se ao jornalismo na redação da revista “Fon-Fon”. Diplomou-se em direito (1912). Fundou, junto com Eugênia Moreira, o “Teatro de Brinquedo”. Eleito em 1959 para a ABL, ocupou a cadeira 21, sucedendo a Olegário Mariano.
Obras:
Degenerada, poesia, 1909
Casa desmoronada, poesia, 1909
Elegia da bruma, poesia, 1910
Legenda da luz e da vida, poesia, 1911
Um sorriso para tudo, prosa, 1915
Lenda das rosas, poesia, 1916
O outro lado da vida, prosa, 1921
A cidade mulher, prosa, 1923
Cocaína, prosa, 1924
A boneca vestida de Arlequim, prosa, 1927
Circo, poesia, 1929
Adão e Eva e outros membros da família, teatro, 1929
Caixinha dos três segredos, poesia, 1933
O Brasil continua, prosa, 1933
Tempo perdido, prosa, 1936
Teatro espanhol na Renascenç, prosa, 1946
As amargas, não…, prosa, 1954
O dia nos olhos, prosa, 1955
Havia uma oliveira no jardim, prosa, 1958
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Afonso Schmidt
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São Nicolau de barbas brancas,
de alto capuz beneditino,
nas costas levava um grande saco
e vai seguindo o seu destino.
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É muito tarde. Nas janelas,
há sapatinhos ao sereno:
a cada espera corresponde
o sonho leve de um pequeno.
—
Súbito, estaca na calçada;
uma janela está vazia
e, pelas frinchas de uma porta,
chegam rumores de alegria.
—
O Santo pára; está amuado,
acha que o mundo é muito mau
e estas crianças já não querem
esperar por São Nicolau.
—
Mas, logo fica curioso,
quer descobrir porque naquela
casa não há um sapatinho
no canto escuro da janela.
—
Vai espiar pelo buraco
da fechadura… – Pobrezinhos,
são os meninos do trapeiro,
nunca tiveram sapatinhos…
—
E vê, que à falta de bonecas,
eles divertem o casal,
enquanto o avô fuma num canto,
São Nicolau, mas de avental…
—
Todos estão muito contentes
o Santo ri de olhos molhados
e vai seguindo à luz branquinha
do plenilúnio nos telhados.
—
Pisa de leve sobre as folhas,
diz a sorrir palavras mansas:
“Essas crianças são os brinquedos
e esses papais são as crianças…”
—
—
Em: Poesia brasileira para a infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1968.
—
VOCABULÁRIO
Beneditino – é o nome que se dá aos frades da Ordem de São Bento. Na poesia a palavra é usada como adjetivo de capuz.
Plenilúnio — a lua cheia.
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Afonso Schmidt (Cubatão, SP 1890 – SP, SP 1964) poeta, romancista, contista, biógrafo, jornalista. Como jornalista trabalhou para A Voz do Povo, em 1920, no Rio de Janeiro. Para Folha da Noite, Diário de Santos e A Tribuna, em Santos. Em São Paulo trabalhou na Folha da Noite e O Estado de S.Paulo. Neste último trabalhou de 1924 até 1963. Recebeu o prêmio da revista O Cruzeiro em 1950 pelo romance Menino Felipe. A União Brasileira de Escritores lhe premiou com o Juca Pato – Intelectual do Ano em 1963. Foi sócio fundador do Sindicato dos Jornalistas do Estado de S. Paulo, membro da Academia Paulista de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.
Obras:
Lírios roxos, 1904
Miniaturas, 1905
Janelas Abertas (poesia), 1911
Lusitânia (ato em verso), 1916
Evangelho dos Livres (panfleto), 1920
Mocidade, 1921
Brutalidade (contos), 1922
Ao relento, 1922
Janelas Abertas (versos) – Edição Aumentada (Menção Honrosa da Academia Brasileira de Letras, 1923
Os Impunes (novelas), 1923
As Levianas (peça em três atos), 1925
O Dragão e as Virgens (romance, 1927
Cânticos Revolucionários (panfletos), 1930
A nova conflagração, 1931
Garoa, 1931
Os Negros (crônicas), 1932
Garoa (poesia), 1932
Poesias, 1934
Carne para Canhão (peça em três atos), 1934
Pirapora (contos), 1934
Curiango (contos), 1935
Zanzalás (uma novela de tempos futuros), 1936
A Vida de Paulo Eiró (biografia), 1940
A Marcha (Romance da Abolição), 1941
O Tesouro de Cananéia (contos), 1941
No Reino do Céu (novela), 1942
A Sombra de Júlio Frank (biografia),1942
A árvore das lágrimas, 1942
Colônia Cecília (Uma aventura anarquista na América), 1942
O Assalto (Romance do ouro e do sal), 1945
Poesias (edição definitiva), 1945.
O Retrato de Valentina (novela), 1947
A Primeira Viagem (viagem), 1947
Menino Felipe (romance), 1950
Saltimbancos (romance), 1950
Aventuras de Indalécio (romance), 1951
Os Boêmios (contos), 1952
Dedo nos Lábios (novelas), 1953
O Gigante Invisível (divulgação), 1953
Carantonhas (novela juvenil), s/d
São Paulo dos Meus Amores (crônicas), 1954
A Marcha (romance da Abolição, história em quadrinhos), 1955
Mistérios de São Paulo (reminiscência), 1955
Bom Tempo (memórias), 1956
A Datilógrafa (romance), 1958
A Locomotiva (romance), 1960
Mirita e o Ladrão (romance), 1960
O Retrato de Valentina (novela), 1961
O Canudo, 1963
O enigma de João Ramalho, 1963
O passarinho verde, s/d
Zamir, s/d
Casario, 1943
Milton da Costa ( Brasil 1915 – 1988)
óleo sobre madeira, 32 x 41 cm
Coleção Particular
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Mário Quintana
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Cidadezinha cheia de graça…
Tão pequenina que até causa dó!
Com seus burricos a pastar na praça…
Sua igrejinha de uma torre só.
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Nuvens que venham, nuvens e asas,
Não param nunca, nem um segundo…
E fica a torre sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!…
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Eu que de longe venho perdido,
Sem pouso fixo ( que triste sina!)
Ah, quem me dera ter lá nascido!
—
Lá toda a vida poder morar!
Cidadezinha… Tão pequenina
Que toda cabe num só olhar…
—
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Em: Mário Quintana, Prosa e verso – série paradidática — Porto Alegre, Editora Globo: 1978
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Mário de Miranda Quintana – (RS 1906 – RS 1994) poeta, tradutor e jornalista.
Obras:
– A Rua dos Cata-ventos (1940)
– Canções (1946)
– Sapato Florido (1948)
– O Batalhão de Letras (1948)
– O Aprendiz de Feiticeiro (1950)
– Espelho Mágico (1951)
– Inéditos e Esparsos (1953)
– Poesias (1962)
– Antologia Poética (1966)
– Pé de Pilão (1968) – literatura infanto-juvenil
– Caderno H (1973)
– Apontamentos de História Sobrenatural (1976)
– Quintanares (1976) – edição especial para a MPM Propaganda.
– A Vaca e o Hipogrifo (1977)
– Prosa e Verso (1978)
– Na Volta da Esquina (1979)
– Esconderijos do Tempo (1980)
– Nova Antologia Poética (1981)
– Mario Quintana (1982)
– Lili Inventa o Mundo (1983)
– Os melhores poemas de Mario Quintana (1983)
– Nariz de Vidro (1984)
– O Sapato Amarelo (1984) – literatura infanto-juvenil
– Primavera cruza o rio (1985)
– Oitenta anos de poesia (1986)
– Baú de espantos ((1986)
– Da Preguiça como Método de Trabalho (1987)
– Preparativos de Viagem (1987)
– Porta Giratória (1988)
– A Cor do Invisível (1989)
– Antologia poética de Mario Quintana (1989)
– Velório sem Defunto (1990)
– A Rua dos Cata-ventos (1992) – reedição para os 50 anos da 1a. publicação.
– Sapato Furado (1994)
– Mario Quintana – Poesia completa (2005)