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Bandeira provisória do Brasil de 1889.
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O ideal republicano,
Por todo o Brasil sonhado,
Foi a Quinze de Novembro
Afinal realizado.
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(Walter Nieble de Freitas)
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O ideal republicano,
Por todo o Brasil sonhado,
Foi a Quinze de Novembro
Afinal realizado.
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(Walter Nieble de Freitas)
Não sou mais analfabeto!
Felizmente já sei ler!
Este meu primeiro livro
Vai-me dar muito prazer!
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(Walter Nieble de Freitas)
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Pavilhão das quatro cores,
Verde, branca, ouro e anil,
Tu espelhas a grandeza
Do nosso imenso Brasil.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Mais uma fábula de Leonardo da Vinci. Quem vem seguindo este blog já sabe que além de grande pintor, arquiteto e cientista, o gênio da Renascença italiana também ficou conhecido por sua arte de conversar, de contar histórias. Também escreveu e anotou fábulas e contos populares, lendas e anedotas, organizando-as em volumes diversos. Algumas dessas lendas foram traduzidas por Bruno Nardini e publicadas no Brasil em 1972. Transcrevo aqui a fábula O jumento e o gelo do volume de Leonardo chamado: Fábulas, Atl. 67 v.b.) Em: Fábulas e lendas, Leonardo da Vinci, São Paulo, Círculo do Livro: 1972, p.34.
A fábula de hoje, tem uma moral conhecida nossa, sabedoria popular, vinda da tradição latina através de Portugal: Quem avisa amigo é.
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Era uma vez um jumento que estava muito cansado e sentiu-se sem forças para ir até o estábulo.
Isso aconteceu no inverno, e fazia muito frio. Todas as ruas estavam cobertas de gelo.
— Vou ficar aqui, disse o jumento, deitando-se no chão.
Um pequeno pardal voou para junto dele e murmurou-lhe ao ouvido:
— Jumento, você não está na rua, mas sim sobre um lago congelado. Seja prudente!
O jumento estava cansado. Não tomou conhecimento do aviso. Bocejou e adormeceu.
O calor de seu corpo começou aos poucos a derreter o gelo, que, finalmente, estalou e partiu-se.
Ao ver-se dentro d’água, o jumento acordou aterrorizado. E enquanto nadava na água gelada, arrependeu-se por não ter ouvido o conselho do pardal amigo.
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Nesse blog temos também:
A Raposa e a pega, de Leonardo da Vinci.
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Há, nas ruas da cidade,
Recipientes apropriados,
Onde as cascas e os papéis
Devem ser depositados.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Pato Donald e Margarida como índios americanos, ilustração de Walt Disney.–
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Tanto fala o tagarela
que quando o faz sem cautela,
se não o deixam banguela,
o acertam na canela.
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(Paschoalino Lauro)
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Continuando a nossa coletânea da memória visual brasileira, hoje damos uma olhadinha nas ilustrações de André LeBlanc, para as Fábulas de Monteiro Lobato. André LeBlanc tem melhor chance de ser estudado porque fez carreira não só aqui no Brasil, mas nos Estados Unidos também. Nascido no Haiti em 1921, LeBlanc, estudou nos Estados Unidos. Apaixonado pela brasileira Elvira Telles acabou trabalhando tanto aqui no Brasil quanto nos EUA. Lá, foi assistente de Will Eisner no The Spirit, e trabalhou com Sy Berry na revista O Fantasma. Também contribui para as tirinhas diárias dos jornais, das histórias de Flash Gordon, Apartmento 3-G e Rex Morgan. LeBlanc também foi professor na Escola de Artes Visuais de Nova York. Faleceu em 1998. As ilustrações de André LeBlanc para Fábulas de Monteiro Lobato se restringem ao texto.
A capa dessa edição é de autoria do ilustrador e artista plástico Augustus, [Augusto Mendes da Silva] nascido em 1917, em Santos, SP; estudou desenho com Máximo de Azevedo Marques. Responsável por grande parte das capas dos livros de Monteiro Lobato, Avgvstvs [assinado como em Latim] era um artista plástico dedicado principalmente ao retrato, mesmo tendo trabalhado com desenho gráfico para propagand [foi o responsável pelos anúncios do Biotônico Fontoura]. Faleceu em 2008, em Florianópolis, deixando não só mais de 1000 retratos de personalidades, na sua maioria paulistanas, mas os protótipos de Narizinhos, Pedrinhos, Emílias, Dona Bentas e demais personagens de Lobato, que permanecem até hoje nas imaginações de milhares e milhares de brasileiros.
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A cigarra e a formiga— Que quer? — perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.
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O reformador do mundo— Eu trocaria as bolas, passando as jaboticabas para a aboboreira, e as abóboras para a jaboticabeira.
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O rato da cidade e o rato do campoNo melhor da festa, porém, ouviu-se um rumor na porta.
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O velho, o menino e a mulinha— Carreguemos o burro às costas. Talvez isso contente o mundo…
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O pastor e o leãoApareceu diante dele um enorme leão, de dentes arreganhados.
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A assembléia de ratos— Acho — disse um deles, que o meio de nos defendermos de Faro-fino é lhe atarmos um guizo no pescoço.
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O galo que logrou a raposaAo ouvir falar em cachorro, Dona Raposa não quis saber de histórias, e tratou de por-se ao fresco.
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Os dois viajantes na MacacolândiaE o viajante neurastênico, arrastado dali por cem munhecas, entrou por ali numa roda de lenha que o deixou moído por uma semana.
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A menina do leiteTreque, treque, treque, lá ia Laurinha para o mercado com uma lata de leite à cabeça.
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O burro na pele do leãoFirmou a vista e logo notou que o tal leão tinha orelhas de asno.
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A raposa sem raboA raposa finalmente conseguiu fugir, embora deixando na ratoeira a sua linda cauda.
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O leão, o lobo e a raposa— Diga lá o que é — ordenou o leão, já calmo.–
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Qualidade e quantidadeDisse asneiras como nunca, tolices de duas arrobas, besteiras de dar com um pau.
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O cão e o lobo— Fique-se lá com a sua gordura de escravo que eu me contento com a minha magreza de lobo livre.
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O corvo e o pavão— Repare como sou belo! Que cauda, hem?
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O macaco e o gato— Amigo Bichano, você, que tem uma pata jeitosa, tire as castanhas do fogo.
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A mosca e a formiguinha— Ora, ora! — exclamou a mosca. Viva eu quente e ria-se a gente.
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Os dois burrinhos— Socorro, amigo! Venha acudir-me que estou descadeirado…
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O cavalo e as mutucasVolta e meia, plaf! uma lambada e era um inseto a menos.
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O ratinho, o gato e o galoO ratinho por um triz que não morreu de susto.
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Os dois pombinhosO pombinho assanhado beijou o companheiro e partiu.
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Os dois ladrõesEnquanto isso um terceiro ladrão surge, monta no burro e foge de galope.
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O lobo e o cordeiro— Que desaforo é esse de turvar a água que venho beber!
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Segredo de mulher— Pois então ouça: meu marido esta noite botou dois ovos…
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A galinha dos ovos de ouroJoão Impaciente descobriu no quintal uma galinha que punha ovos de ouro.
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O leão e o ratinhoAtraído pelos urros, apareceu o ratinho.
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O burro sábio— Grande pedaço d’asno! Roubaste o tempo, a nós e a ti…
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Em: Fábulas, Monteiro Lobato, São Paulo, Editora Brasiliense, s/d [1960s], 20ª edição.
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Ovelhinha, MW Editora e Ilustrações–
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Quero saudar a ovelhinha
Da qual eu sou grande fã.
Sem ela eu nunca teria
Meus agasalhos de lã.
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(WNF)
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Fim de baile
Rogelio de Egusquiza Barrena (Espanha 1845-1915)
óleo sobre tela
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Casimiro de Abreu
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Tu, ontem,
na dança
que cansa,
voavas
c’as faces
em rosas
formosas
de vivo,
lascivo
carmim;
na valsa
tão falsa,
corrias,
fugias,
ardente,
contente,
tranqüila,
serena,
sem pena,
de mim!
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Casimiro José Marques de Abreu (Barra de São João, 4 de janeiro de 1839 — Nova Friburgo, 18 de outubro de 1860) poeta brasileiro da segunda geração romântica. Foi a Portugal com seu pai em 1853, onde permaneceu até 1857. Morreu aos 21 anos de idade de tuberculose. Deixou um único livro de poesias publicado em 1859, Primaveras, mas foi o suficiente para se tornar um dos mais populares poetas brasileiros de todos os tempos.
Obras:
Teatro:
Camões e o Jaú , 1856
Poesia:
Primaveras, 1859
Romances:
Carolina, 1856
Camila, romance inacabado, 1856
A virgem loura,
Páginas do coração, prosa poética,1857
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Tia Nena, a maior doceira do mundo, ilustração Maurício de Sousa.–
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Com as gemas de seis ovos
Da galinha carijó,
A mamãe fez, outro dia,
Um gostoso pão de ló.
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(Walter Nieble de Freitas)