Ilustração de Walter Crane.
Ó minha mãe! em meus cantos,
num grato e eterno estribilho,
bendigo a Deus que, entre tantos,
me escolheu para teu filho!
(J.G. de Araújo Jorge)
Ilustração de Walter Crane.
Ó minha mãe! em meus cantos,
num grato e eterno estribilho,
bendigo a Deus que, entre tantos,
me escolheu para teu filho!
(J.G. de Araújo Jorge)
Ilustração Capa da Revista Good Housekeeping, junho de 1928.
Alceu Maynard de Araújo [Almayara]
Quando o dia rompe
Vermelho e risonho,
Meu doce sonho
Se interrompe,
— Acordo pensando em você, mamãezinha.
Quando o dia some
Na linha azul do horizonte,
Antes que a treva desponte,
Só me lembro de um nome
E é o doce nome de você, mamãezinha.
Quando o dia já dorme,
Eu genuflexo, sozinho,
Digo bem baixinho
Na minha solidão enorme:
— Penso só em você, mamãezinha.
De noite ou de dia,
A todo momento,
Quer no sofrimento,
No prazer ou na alegria,
Sempre eu penso em você, mamãezinha.
Em: 232 Poetas Paulistas:antologia, ed. e col. Pedro de Alcântara Worms, São Paulo, Conquista: 1968, p. 368-9
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Ilustração de livro escolar britânico da década de 1950. Veja.
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Walter Nieble de Freitas
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Sapateiro, bate sola,
Bate sola, sem parar,
Faze já os sapatinhos
Para o “seu” doutor calçar.
–
Bate sola, martelinho,
Vamos, pois, bem trabalhar:
São três horas e às quatro
“Seu” doutor vai-se casar.
–
Bate sola, martelinho,
Bate sola sem cessar:
“Seu” doutor é a pessoa
Mais ilustre do lugar!
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Quando à noite “seu” doutor
Com a noiva for dançar:
— Que lindíssimos sapatos!
Toda gente vai falar.
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Em: Barquinhos de Papel: poesias infantis, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1961, pp. 45-46
NB: Agradeço ao blog Tú Lisa, yo Conda, a referência à ilustração usada nesta postagem.
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Ilustração de Gustave Doré.–
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Olavo Bilac
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Um camundongo humilde e pobre
Foi um dia cair nas garras de um leão.
E esse animal possante e nobre
Não o matou por compaixão.
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Ora, tempos depois, passeando descuidoso,
Numa armadilha o leão caiu:
Urrou de raiva e dor, estorceu-se furioso…
Com todo o seu vigor as cordas não partiu.
–
Então, o mesmo fraco e pequenino rato
Chegou: viu a aflição do robusto animal,
E, não querendo ser ingrato,
Tanto as cordas roeu, que as partiu afinal…
–
Vede bem: um favor, feito aos que estão sofrendo,
Pode sempre trazer em paga outro favor.
E o mais forte de nós, do orgulho se esquecendo,
Deve aos fracos tratar com caridade e amor.
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Em: Criança Brasileira: quarto livro de leitura, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agor: 1949, p.59
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Amigos, Mark Arian–
Amigo é um grande tesouro
guardado com muito jeito.
A chave é talhada a ouro,
a fechadura é no peito.
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(José Carlos Gomes)
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Stella Leonardos
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— Eu fui andando
Por um caminho.
— Eu fui também.
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— Eu vi cantando
Um passarinho.
— Eu vi também.
–
— Ia pensando
Em fazer ninho.
— Você também?
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Em: Fantoches, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José: 1956
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Menina no lago, ilustração de Martta Wendelin.–
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Adelmar Tavares
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A gente nunca está só.
Ou se está com uma saudade
De um sonho desfeito em pó;
Ou se está com uma esperança
De nova felicidade
No coração que não cansa…
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Sempre uma sombra com a gente,
Constantemente,
Uma sombra… Boa… ou má…
Só é que nunca se está.
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Em: Poemas para a Infância: antologia escolar, editado por Henriqueta Lisboa, s/d, São Paulo: Edições de Ouro, p. 59
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Ilustração Diane Thorn.–
Se chegares a entender
os homens, como eles são,
poderás compreender
a grandeza do teu cão!
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(V. C. Soares de Sousa)
Cozinheiro, ilustração de Dan Andreasen.–
Você me chamou de feio,
sou feio mas sou dengoso,
também o tempero é feio
mas faz o prato gostoso.
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(autoria desconhecida)
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Desconheço a autoria dessa ilustração. Se você conhece o autor, me diga. Obrigada.–
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Vinicius de Moraes
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Onde vais, elefantinho
Correndo pelo caminho
Assim tão desconsolado?
Andas perdido, bichinho
Espetaste o pé no espinho
Que sentes, pobre coitado?
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– Estou com um medo danado
Encontrei um passarinho!
–
Em: A arca de Noé:poemas infantis, Vinícius de Moraes, Companhia das Letrinhas, São Paulo:1991