O casamento de meu tio — texto das memórias de Anna Ribeiro de Goes Bittencourt (1843-1930)

11 05 2012

Despedida dos noivos, 1958

Antônio Gonçalves Gomide (Brasil, 1895-1967)

aquarela, 36 x 52cm

Coleção Particular

Hoje vou dar uma idéia das razões do meu gosto pela leitura de memórias ou diários.  É neles que temos uma visão mais pessoal do que era a vida na época em que essas pessoas viviam.  As memórias de Anna Ribeiro de Goes Bittencourt (1843-1930) são uma maneira deliciosa de se adentrar pelo fim do século XIX no Brasil.  Vejamos a descrição desse casamento:

Capítulo VI — Tomo II

Pouco depois realizou-se o casamento de meu tio Manoel José no Sítio, fazenda de D. Ziza. Minha mãe apesar de mostrar-se já conciliada com a sociedade, não foi, não sei porque, ao ato a que só assistiu meu pai.  Não se recusou, porém, a ir esperar os noivos na residência de meu tio.  Uma irmã da noiva, D. Guilhermina, foi preparar a casa para a recepção, não só dos noivos, como dos parentes que os precediam.  Foi uma das festas mais movimentadas a que na minha infância assisti. A chegada foi animadíssima, tornando-a ruidosa o espocar de numerosos foguetes. A família do Lisboa e outros amigos acompanhavam os noivos. Os homens vinham a cavalo, bem como a noiva e Sinfronia, filha do Lisboa. Ostentava-se então certo luxo não só na qualidade dos cavalos como nos arreios e trajes cavaleiros, o que tornava mui luzida a cavalgada.

Vinham em carro de boi a mulher do Lisboa, sua segunda filha e as meninas do meu tio Manoel José. As filhas do Lisboa e um seu irmão aspirante a padre cantavam e tocavam flauta e rabeca. Um senhor do Catu cantava e tocava violão. Eram as modinhas brasileiras então muito apreciadas: foi a música a principal diversão daquela festa familiar. Logo após a agitação da chegada, iniciou-se o pequeno concerto musical. Sinfronia não era dotada da melhor voz, o que era compensado pela graça e pela boa vontade com que acedia aos pedidos dos circunstantes, embora fossem às vezes bem exigentes. A outra tinha bela voz, mas se fazia muito rogar, o que, em certas ocasiões, aborreceu até o próprio Sr. Lisboa, vaidoso de exibir as prendas das filhas.

Seguiu-se o jantar ainda com a luz do dia, e pareceu-me muito mais lauto do que aqueles a que tinha eu até então assistido. Havia até um luxo relativo na confecção dos pratos, enfeitados com papéis recortados e fitas. Neste e em outros jantares, lembro-me de ver as senhoras modificarem o arranjo dos pratos para introduzir mais alguns que julgavam lisonjear  o paladar dos comensais e merecer elogios, manifestados ingenuamente. Esta refeição, sem cerimonial, foi bem aproveitada por estômagos sãos, como costumam ser os dos homens de trabalho. Logo depois da sopa, fez-se o primeiro brinde, não muito palavroso, como os que se seguiram, sem dúvida por um tácito acordo: era preciso satisfazer as necessidades do estômago. O primeiro brinde fora feito pelo noivo, que declarou atender a pedido da noiva: solicitava a alguns parentes com os quais tivera atritos para ser lançado um véu sobre tudo aquilo.

Guiomar, já muito simpatizada por toda família, exigira do noivo convites para aqueles parentes com o intuito de uma conciliação. Estes não se negaram ao convite porque tal recusa seria olhada como uma grosseria, e creio mesmo que estariam desejosos de voltar à antiga harmonia familiar. Houve abraços comovidos, tocaram-se os copos entre os conciliados, e alguns, trançando os braços que empulhavam as taças, esvaziavam-nas ao mesmo tempo. Tudo isso simbolizava a amizade duradoura, o que não evitava que esta fosse, tempos depois, alterada. Esta bela qualidade de Guiomar, o empenho de harmonizar os parentes do marido, jamais se desmentiu.

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Bolo de noiva, 1943

Lula Cardoso Ayres (Brasil, 1910-1987)

aquarela, 49 x 71 cm

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Voltemos ao jantar de que tratávamos. Após o brinde no noivo, seguiram-se outros, todos breves. Como já disse, creio que por um tácito acordo exigido pelos estômagos, nenhum dos convivas se estendia muito nas saúdes ao princípio do jantar. Depois, levantaram-se todos para ser arranjada a mesa dos doces. A este arranjo, presidiu Sinfronia, auxiliada pelas outras senhoras.  O Lisboa tinha parentas num convento. Nessas casa religiosas é que eram confeccionados os melhores doces, apreciados não só pelo sabor como pela beleza dos enfeites – ramos de flores e frutos de alcorce e papel, trabalhos na verdade delicadíssimos. Sinfronia recebia presentes que lhe serviam de modela, pedia receita e, muito curiosa, como então se dizia, tornou-se perita nesses trabalhos, o que lhe valia elogios do seguinte teor: “nos conventos não se faz melhor!”  A mesa, muito larga, ficou repleta. Seu aspecto vistoso e florido muito agradou a todos segundo os comentários que ouvi.

Entre os convidados, havia lavradores e agregados que mereciam a estima do proprietário para ter lugar à sua mesa. Havia diferença entre o lavrador e o agregado. O lavrador era o que, possuindo escravos e carros, tinha meios de plantar canas e dava lucro ao senhor de engenho, que lhe outorgava certas garantias; o agregado era sempre gente pobre que trabalhava com seu braço, para si e sua família, e não pagava renda. O proprietário tinha direito de exigir dele algum serviço, o que raras vezes sucedia, pois todo o trabalho era feito pelo escravo. Alguns desses agregados, que se distinguiam por seu caráter ou serviços prestados, eram convidados e tratados com atenção.

Houve muitos brindes. Era de praxe que todos os recebessem. Seria uma desatenção não fazer uma saúde a um qualquer, que ficaria triste, julgando-se desconsiderado. Lembro-me de ver em jantares subsequentes, algumas senhoras segredarem ao cavalheiro mais próximo: “faça uma saúde a fulano; olhe que ele ainda não foi lembrado.” Alguns homens do povo mais desembaraçados, abalançavam-se a levantar brindes em português estropiado e frases disparatadas, o que às vezes era comentado, porém de modo que não fosse percebido pelo autor do brinde, porque o dono da casa bem como os parentes empenhavam-se em que todos os hóspedes saíssem satisfeitos, sem o menor vislumbre de queixa. Terminada a mesa, repetiu-se o pequeno concerto musical que tanto havia agradado a todos. Aquela festa durou dois dias, e até meu pai, que era um dos primeiros a retirar-se, não o fez desta vez. Ele era doido por música, principalmente por modinhas.

Em: Longos Serões do Campo; infância e juventude, Anna Ribeiro de Goes Bittencourt (1843-1930), volume II, Rio de Janeiro, Nova Fronteira:1992, pp 57-8





As melhores frases de abertura de romance em língua portuguesa? Dê o seu palpite!

29 04 2012

Minie lê um livro de autoajuda, ilustração Walt Disney.

Neste domingo, o jornal inglês The Guardian publicou uma lista das dez melhores primeiras frases de romances em língua inglesa.  A lista — The 10 best first lines in fiction — faz parte da seção de entretenimento e cultura do jornal que costuma ter um viés leve e jocoso nos fins de semana.  O objetivo é fazer com que durante o tempo de folga você pense nas suas leituras, e principalmente nas frases que, ao introduzir uma história, o fizeram de tal maneira que a continuação da leitura se tornou inevitável.

A lista inglesa inclui as aberturas para : 1)  Ulisses (1922) de James Joyce; 2) Orgulho e preconceito (1813) de Jane Austen; 3)  Jane Eyre (1847) de Charlotte Brönte; 4)  As aventuras de Huckleberry Finn (1884) de Mark Twain; 5) The luck of the Bodkins (1935) de P.G. Wodehouse; 6) Earthly Powers (1980) de Anthony Burgess; 7) I captured the castle (1948) Dodie Smith; 8) The Bell Jar (1963) de Sylvia Plath; 9) A história secreta (1992) de Donna Tartt; 10) A ilha do tesouro (1883) de Robert Louis Stevenson. [ Mantive os nomes em inglês dos livros que acredito não terem sido publicados em português].

Pensando nesse entretenimento, comecei a fazer a minha própria lista.  Mas resolvi pedir auxílio dos leitores, porque não me acho tão capacitada para o trabalho.  Faço uma sugestão e espero que os leitores possam vir a contribuir com outras.  Lembrem-se: Só a primeira frase. 

Início da lista de primeiras frases de impacto na literatura de língua portuguesa:

1)

“Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte”.

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS  (1881) – Machado de Assis

E a sua contribuição?

Aproveite o longo fim de semana e dê tratos à bola…




Fábula: A raposa e as uvas, texto de Monteiro Lobato

18 04 2012

A raposa e as uvas, ilustração JACOT.

A raposa e as uvas

Certa raposa esfaimada encontrou uma parreira carregadinha de lindos cachos maduros, coisa de fazer vir água à boca. Mas tão altos que nem pulando.

O matreiro bicho torceu o focinho.

Estão verdes — murmurou. Uvas verdes, só para cachorro.

E foi-se.

Nisto deu o vento e uma folha caiu.

A raposa ouvindo o barulhinho voltou depressa e pos-se a farejar…

Quem desdenha quer comprar.

Em: Fábulas, Monteiro Lobato, São Paulo, Ed. Brasiliense:1966, 20ª edição.

José Bento Monteiro Lobato, (Taubaté, SP, 1882 – 1948).  Escritor, contista; dedicou-se à literatura infantil. Foi um dos fundadores da Companhia Editora Nacional. Chamava-se José Renato Monteiro Lobato e alterou o nome posteriormente para José Bento.

Obras:

A Barca de Gleyre, 1944

A Caçada da Onça, 1924

A ceia dos acusados, 1936

A Chave do Tamanho, 1942

A Correspondência entre Monteiro Lobato e Lima Barreto, 1955

A Epopéia Americana, 1940

A Menina do Narizinho Arrebitado, 1924

Alice no País do Espelho, 1933

América, 1932

Aritmética da Emília, 1935

As caçadas de Pedrinho, 1933

Aventuras de Hans Staden, 1927

Caçada da Onça, 1925

Cidades Mortas, 1919

Contos Leves, 1935

Contos Pesados, 1940

Conversa entre Amigos, 1986

D. Quixote das crianças, 1936

Emília no País da Gramática, 1934

Escândalo do Petróleo, 1936

Fábulas, 1922

Fábulas de Narizinho, 1923

Ferro, 1931

Filosofia da vida, 1937

Formação da mentalidade, 1940

Geografia de Dona Benta, 1935

História da civilização, 1946

História da filosofia, 1935

História da literatura mundial, 1941

História das Invenções, 1935

História do Mundo para crianças, 1933

Histórias de Tia Nastácia, 1937

How Henry Ford is Regarded in Brazil, 1926

Idéias de Jeca Tatu, 1919

Jeca-Tatuzinho, 1925

Lucia, ou a Menina de Narizinho Arrebitado, 1921

Memórias de Emília, 1936

Mister Slang e o Brasil, 1927

Mundo da Lua, 1923

Na Antevéspera, 1933

Narizinho Arrebitado, 1923

Negrinha, 1920

Novas Reinações de Narizinho, 1933

O Choque das Raças ou O Presidente Negro, 1926

O Garimpeiro do Rio das Garças, 1930

O livro da jangal, 1941

O Macaco que Se Fez Homem, 1923

O Marquês de Rabicó, 1922

O Minotauro, 1939

O pequeno César, 1935

O Picapau Amarelo, 1939

O pó de pirlimpimpim, 1931

O Poço do Visconde, 1937

O presidente negro, 1926

O Saci, 1918

Onda Verde, 1923

Os Doze Trabalhos de Hércules,  1944

Os grandes pensadores, 1939

Os Negros, 1924

Prefácios e Entrevistas, 1946

Problema Vital, 1918

Reforma da Natureza, 1941

Reinações de Narizinho, 1931

Serões de Dona Benta,  1937

Urupês, 1918

Viagem ao Céu, 1932

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Esta fábula de Monteiro Lobato é uma das centenas de variações feitas através dos séculos da fábulas de Esopo, escritor grego, que viveu no século VI AC.  Suas fábulas foram reunidas e atribuídas a ele, por Demétrius em 325 AC.  Desde então tornaram-se clássicos da cultura ocidental e muitos escritores como Monteiro Lobato, re-escreveram e ficaram famosos por recriarem estas histórias, o que mostra a universalidade dos textos, das emoções descritas e da moral neles exemplificada.  Entre os mais famosos escritores que recriaram as Fábulas de Esopo estão Fedro e La Fontaine.

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Lima Barreto: “O destino do Chaves “, um conto ainda relevante

31 03 2012

Caricatura portuguesa sobre a política, de Alonso, 1923.

O destino do Chaves

Lima Barreto

Trouxe Chaves, quando nasceu, o nome de Felismino.  Seus padrinhos, a pedido dos pais, conservaram-lhe o nome do Santo do dia do seu nascimento; mas acrescentaram a este, o de Felicíssimo.  Veio a chamar-se, portanto, Felismino Felicíssimo Chaves da Costa.

Antes do batismo, sua mãe, senhora duplamente crente, tanto na Igreja Católica como nas práticas da adivinhação e feitiçaria, mandou chamar algumas pessoas conspícuas  e entendidas nessas últimas misteriosas coisas e pediu-lhes que dissessem o futuro da criança. A mãe de Chaves ainda estava de resguardo; e as “fadas” locais disseram a “buena-dicha” do pequeno.

Falou em primeiro lugar a Victoria, uma velha indiática, originária da raça extinta dos Caetés, aqueles indígenas sacrílegos que, logo nos primórdios da colonização do Brasil, não trepidaram em cremar as carnes do primeiro bispo do nosso país, D. Pero Fernandes Sardinha.

A velha cabocla falou em primeiro lugar e com brevidade:

— Iaiá, ele vai longe; vai ser grande coisa.

Disse isto, após ter feito algumas gatimonhas, caretas e cuspinhar nos quatro cantos do aposento, que ainda rescendia a alfazema.

Seguiu-se à velha índia, a não menos velha Maria Ângela, uma preta da raça catrinta, rainha do terreiro e respeitada por toda aquela redondeza, pelo poder de seus bruxedos e feitiços.

Era aparecer alguém com moléstia tenaz, queixar-se de atrasos de vida ou desgraças domésticas, todos aconselhavam a una você:

— Isto, D. Dadá – por exemplo – é “uma coisa feita”.  Não há que ver!  Porque a senhora não procura a tia Maria Ângela, para cortar?

Sendo assim famosa e respeitada, indo ler o horóscopo do infante Felismino, esperava ser a primeira ouvida.  Não o foi, porém; agastou-se. Contudo, não deixou cair o seu despeito.

Quando chegou a sua vez de deitar o vaticínio, preliminarmente fez uns passos de jongo, em melopeia horrível e profética:

— Sim, menino, meu anjinho: vancê será grande coisa… Mamãe é bem boa… Eu não corta... Mas vancê não será feliz naquilo que vancê e os seus quisé.

A mãe não se conteve e perguntou:

— Em que será então?

A velha negra não teve tempo de responder.

Pai Luís, um velho preto congo, também entendido nessas coisas transcendentes de adivinhar o futuro dos outros, e que viera prognosticar a vida a vir de Felismino, apressou-se, um tanto amuado, em afirmar:

— Eu não gunguria ningror; não qué botá biongo nem mangá; mas eu diz que criança sê macota no que ele não sabe.

Chaves fez-se rapazola e foi matriculado na escola militar do Ceará, porque em criança andava de chapéu armado, feito com jornal, tendo uma espada de bambu na cinta e corria pela chácara paterna, montado num cabo de vassoura. Era um bom augúrio para uma bela carreira militar…

Não acabou o curso e foi desligado por falta de pontos. Terminou mal ou bem, aos tombos os preparatórios, e foi mandado estudar medicina, na Bahia.  Foi logo reprovado em Botânica e Zoologia, no primeiro ano.  Tomou então a resolução de estudar direito. Formou-se afinal. Fez-se promotor, juiz, ganhou influência na comarca. Guindaram-no a deputado. Ele viveu, na Câmara Federal, calado e, por isso mesmo, logo foi feito senador pelo seu estado natal.

Veio a governar a República o Imperador Pechisbeque. Um belo dia, sem saber como, Felismino Felicíssimo Chaves da Costa deitou-se senador e levantou-se da cama ministro do estado dos negócios da Marinha.

Todos os horóscopos dos feiticeiros de sua terra se haviam cumprido exatamente.

15-12-1920

Em: A Nova Califórnia e outros contos, Lima Barreto, seleção e apresentação de Flávio Moreira da Costa, Rio de Janeiro, Revan: 1994.





Palavras para lembrar — P.J. O’Rourke

29 03 2012

Leitora, s/d

Annette Schmucker (Alemanha, contemporânea)

Annette Schmucker

“Sempre leia alguma coisa que dê boa impressão caso você venha a morrer no meio da leitura”.

P.J. O’Rourke





Palavras para lembrar — Mary Wortley Montagu

28 03 2012

Moça lendo, 1815

Dinastia Qing, Jiaqing, Cantão, China

Pintura em vidro, no reverso, 29 x 44 cm

Museu de Liverpool, Inglaterra.

“Não há diversão mais barata que a leitura, nem prazer mais duradouro”.

Mary Wortley Montagu





Palavras para lembrar — Henry Miller

27 03 2012

Amigas, 1943

Istvan Szonyi (Hungria, 1894-1960)

Têmpera

Museu Zebegeny

“Nós devemos ler para dar às nossas almas a experiência da luxúria”.

Henry Miller





Palavras para lembrar — Sutton Elbert Griggs

25 03 2012

Senhora que lê, 1942

[também conhecido como Odalisca com espelho]

Gino Severini ( Itália, 1883-1966)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm

Coleção Particular

“É comum necessitarmos de mais coragem para ler alguns livros do que para travar uma guerra”.

Sutton Elbert Griggs





Palavras para lembrar — Anônimo

24 03 2012

Leitor com cão, s/d

Kim Roberti (EUA, contemporânea)

óleo

Kim Roberti

“Qualquer pessoa que diga que tem uma única vida para viver não deve saber como ler um livro”.

Anônimo





Palavras para lembrar — W.E. Channing

21 03 2012

Garota de cinza, 1939

Louis le Brocquy (Irlanda, 1916)

óleo sobre tela, 93 x 93 cm

Hull Museums & Art Gallery

“Graças a Deus pelos livros!  Eles são a voz dos ausentes e dos mortos e nos fazem herdeiros da vida espiritual das eras passadas.”

W.E. Channing