Paulista eu sou há quatrocentos anos, soneto de Martins Fontes

25 01 2014

Agostinho Batista de Freitas (1927-1997)Vale do Anhangabaú,1980,ost, 50 x 70 cmVale do Anhangabaú, 1980

Agostinho Batista de Freitas (Brasil, 1927-1997)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm

Paulista eu sou há quatrocentos anos

es

Martins Fontes

Paulista eu sou há quatrocentos anos:
Imortal, indomável, infinita,
Dos mortos de que venho, ressuscita
A alma dos Bandeirantes sobrehumanos.

Tenho o orgulho dos nossos altiplanos.
Tenho a paixão da gleba circunscrita.
Quero morrer, ouvindo a voz bendita
Dos pausados cantares paulistanos.

De minha terra, para minha terra,
Tenho vivido. Meu amor encerra
A adoração de tudo quanto é nosso.

Por ela, sonho num perpetuo enlevo.
E, incapaz de servi-la quanto devo,
Quero ao menos e amá-la quanto posso.

Em: 232 Poetas Paulistanos: antologia, Pedro de Alcântara Worms, Rio de Janeiro, Conquista:1968, p. 130

Homenagem ao aniversário da cidade de São Paulo!




Brasil Holandês: mulheres com direitos quase iguais!

23 01 2014

azulejo holandês no RecifeAzulejo holandês no Recife. Fonte: Archief

As mulheres brasileiras não eram bobas.  Escolhiam, quando podiam, maridos nórdicos que as tratavam com maior respeito e independência. Quem mostra isso é Gilberto Freyre no artigo Arte de cavalgar no tempo dos flamengos, originalmente publicado no Diário de Pernambuco em 4/7/1948, sob o título de Mulheres, cavalos e civilizações.  Reproduzo aqui na integra ainda que a minha fonte seja o livro Pessoas, coisas e animais, de Gilberto Freyre, — ensaios e artigos reunidos e apresentados por Edson Nery da Fonseca,  São Paulo, edição especial MPM Casablanca-Propaganda: 1979.

Arte de cavalgar no tempo dos flamengos

Gilberto Freire

Em seu Valeroso Lucideno e o triumpho da Liberdade (Lisboa, 1648) frei Manuel  do Salvador, ou Manuel Calado descreve as festas que o Conde Maurício de Nassau promoveu em Pernambuco para celebrar a Restauração de Portugal em 1640. Houve banquete. Música. O rio encheu-se de batéis e barcas. Armaram-se palanques. Senhoras exibiram jóias finas.

Mas a parte mais interessante das comemorações foi a que hoje chamaríamos esportiva, com duas quadrilhas de cavaleiros a darem demonstrações de perícia na arte então mais nobre e viril que havia: a de cavalgar. Uma quadrilha era de nórdicos: holandeses, ingleses, alemães e franceses. A outra era de portugueses e brasileiros. A primeira tinha por chefe o próprio Nassau. A outra o fidalgo pernambucano Pedro Marinho.

Primeiro os cavaleiros, com suas lanças, desfilaram de dois em dois pelas ruas do Recife: um português (ou brasileiro) e um nórdico. E pela simples maneira de cavalgarem, parece que se tornaram  de início evidentes os contrastes entre as duas civilizações – a nórdica e a lusitana – que a astúcia política de Nassau, aproveitando-se da notícia da Restauração de Portugal, conseguiu fazer que ostentassem, numa festa quase fraternal, os seus característicos diferentes. Os de uma civilização já burguesa e os de uma civilização ainda feudal. Donde o reparo do padre ainda cronista – o bom frei Manuel dos Óculos – de que animais cavalgados à bastarda pelos homens do Norte não sabiam senão dar saltos. Os cavaleiros se descompunham ao picar os cavalos. Faltava-lhes a arte dos portugueses de irem sobre os animais “à gineta” e “fechados nas selas”.

azu1Azulejo holandês em residência no Recife. Fonte: Ceci

Segundo o cronista, foram os cavaleiros portugueses de Pernambuco que atraíram o melhor entusiasmo das damas, embora ortodoxo inflexível, não se esqueça de observar que “nenhumas se poderiam gabar que português algum de Pernambuco se afeiçoasse à mulher das partes do Norte; não digo para casar com ela, mas nem ainda epara tratar amores, ou para alguma desenvoltura; como por contrário o fizeram quase vinte mulheres portuguesas que se casaram com os homens holandeses ou, para melhor dizer, amancebaram, pois se casaram com hereges e por os predicantes hereges porquanto os holandeses as enganaram, dizendo-lhes que eram católicos romanos; e também porque, como eles eram senhores da terra, faziam as coisas como lhes parecia, e era mais honroso e proveitoso; e se os pais das mulheres se queixavam, não eram ouvidos, antes os ameaçavam com falsos testemunhos e castigos”. Observação que lança alguma luz sobre os casamentos entre católicos e acatólicos que então se realizaram no Brasil, a despeito do clamor dos padres e da Igreja contra eles.

Ao desfile dos cavaleiros, seguiram-se as carreiras em torno das argolinhas e depois o jogo de “aptos à mão”. E a ser exata a notícia que dá dos festejos o padre-cronista, as vitórias foram quase todas dos portugueses de Pernambuco, sempre muito “compostos e airosos” nos seus cavalos e capazes das façanhas mais espantosas como a de, no meio da carreira, passar-se um cavaleiro ao cavalo do outro, nas ancas. O que padre não estranha, pois, que, em Pernambuco, havia então, segundo ele, muitos e mui bons homens de cavalos.

As damas estrangeiras é que ficaram maravilhadas com tais façanhas dos homens de Pernambuco. Frei Manuel informa que houve “inglesas e francesas” que tiraram os anéis dos dedos e os mandaram oferecer aos cavaleiros de Pedro Marinho, “só por os ver correr”. No dia seguinte houve banquete aos cavaleiros, e ceias até de madrugada, com a presença de tais damas “Holandesas, Francesas, Inglesas” e muita abundância de bebidas. Banquetes em que as mulheres bebiam “melhor que os homens”, arrimando-se a bordões, como era costume em suas terras.

54. recife 2 263.jpgAzulejos holandeses no Recife, século XVII. Fonte: Archief

Os festejos promovidos pelo conde de Nassau em Recife, em abril de 1641, parecem ter tornado claros dois contrastes: o contraste entre os cavalos adestrados e cavalgados por homens de uma civilização ainda feudal e os adestrados e cavalgados por homens de civilizações já burguesas e o contraste entre as mulheres daquela civilização não só feudal como católica e não só católica como ainda um tanto mourisca, e as mulheres das civilizações protestantes ou neo-católicas do norte da Europa. Dentro destas civilizações protestantes já havia, no século XVII, damas de tal modo desembaraçadas dos pudores católicos e dos recatos mouriscos, que bebiam melhor que os homens nos banquetes, participavam de suas festas e enviavam ostensivamente presentes a cavaleiros cujas façanhas na arte de cavalgar mais admiravam. Estes é que esquivavam-se ao casamento com mulheres dos países reformados do norte, menos, talvez, por preconceito de ordem rigorosamente doutrinária ou teológica do que moral ou social.

Homens habituados a mulheres doces e passivas, parece que os modos desembaraçados das inglesas, das holandesas, das francesas e das alemãs não os atraíam as mesmas mulheres senão para namoros efêmeros: nunca para o casamento ou o amor conjugal.

O mesmo não sucedeu com as mulheres da terra com os hereges. Foram várias as que aceitaram hereges para esposos. É que das mulheres da terra, algumas parecem ter descoberto ou adivinhado nos mesmos hereges cavalheiros menos airosos que os portugueses ou brasileiros – senhores quase feudais –porém homens menos tirânicos no seu trato com o belo sexo no qual a civilização burguesa-protestante fazia-os ver pessoas quase iguais as deles homens. Daí casos como da bela viúva D. Ana Pais, que se casou ou uniu com mais de um holandês, escandalizando a sociedade patriarcal, católica e quase feudal que era o Pernambuco de sua época.

Em: Pessoas, coisas e animais de Gilberto Freyre, — ensaios e artigos reunidos e apresentados por Edson Nery da Fonseca,  São Paulo, edição especial MPM Casablanca-Propaganda: 1979, pp.233-34.





Felipe IV de Espanha um verdadeiro Don Juan

18 01 2014

434px-Juan_Jose_de_AustriaJoão José da Áustria, 1655-1660

[Filho de Felipe IV de Espanha e La Calderona]

Anônimo

óleo sobre tela

Museu do Prado, Madri

Durante seu reinado, Felipe IV, rei da Espanha, (e de Portugal e consequentemente do Brasil, de 1621 a 1640) conhecido como “O Formoso” porque era considerado muito atraente, tinha o hábito das infidelidades conjugais. Conta-se que ao morrer havia tido mais de 37 filhos bastardos, e um único reconhecido por ele:  Don Juan José de Austria, cuja mãe era uma famosa atriz da época, Maria Calderón (La Calderona).  Aos dezesseis anos de idade, ela atraiu a atenção do monarca em sua estreia no Teatro Corral de la Cruz em Madri em 1627.  Nessa época estava envolvida romanticamente como Duque de Medina de las Torres.  Mas rei é rei… E Felipe IV exigiu que ela deixasse de lado o amante e o teatro e lhe deu um palácio em Madri para morar. Quando seu filho nasceu em 1629 Felipe IV o reconheceu como filho mas não deixou que ela o educasse, o menino foi mandado para uma família de confiança no interior, onde foi educado.  Perdendo a custódia do filho o relacionamento  de La Calderona  com o rei acabou no mesmo ano. Ela continuou vivendo em Madri até 1642, quando ingressou no convento beneditino  San Juan Bautista en Valfermoso de las Monjas, Guadalajara, onde acabou sendo abadessa no ano seguinte.  Maria Calderón morreu três anos depois em 1646, aos 35 anos de idade. Boatos davam ao Duque de Medina de las Torres, Ramiro Pérez de Guzmán, paternidade ao filho do rei.

LaCalderona

Retrato de Maria Inês Calderón, Anônimo.





Dia da Consciência Negra – 20 de novembro

20 11 2013

EDMUNDO MIGLIACCIO - (Brasil 1903 - 1983)Figura - óleo sobre tela - 35 x 27 cm -  1969 -Figura, 1969

Edmundo Migliaccio (Brasil, 1903-1983)

óleo sobre tela, 35 x 27 cm

ANTENOR FINATTI (1923) - Portrait de Caboclo,ose, 20 x 12.Retrato de caboclo, s/d

Antenor Finatti (Brasil, 1923)

óleo sobre eucatex, 20 x 12 cm

José Pancetti, Dorival, 1950, ost, 54x46Dorival, 1950

José Pancetti (Brasil, 1902-1958)

óleo sobre tela, 56 x 46 cm

OROZIO BELÉM - Preto Velho, O.S.T,  1970, 70x60 cm.Preto velho, 1970

Orózio Belém (Brasil, 1903-1985)

óleo sobre tela, 70 x 60 cm

GENTIL GARCES - Caiçara, ost, 50 x 40Caiçara, s/d

Gentil Garces (Brasil)

óleo sobre tela, 50 x 40 cm

GUTMAN BICHO - Preto velho - dat.1919 - ost - 50 x 40Preto velho, 1919

Gutman Bicho (Brasil, 1888-1955)

óleo sobre tela, 50 x 49 cm

Timotheo da Costa, Arthur, Caipira pitando, 1906,ost31x43Caipira pitando, 1906

Artur Timótheo da Costa (Brasil,1882-1922)

óleo sobre tela, 31 x 43 cm

Henrique bernardelli, retrato de negro 23 x 18 pespRetrato de negro,s/d

Henrique Bernardelli (Chile, 1858- Brasil, 1936)

óleo sobre tela, 23 x 18 cm

Pinacoteca do Estado de São Paulo





Viva o Dia da Bandeira! 19 de novembro!

19 11 2013

Berenic [ Berenice Barreto Fernandes]  (Brasil, Ceará,) Brasilindio, 2000, ast, 50 x80Brasilíndio, 2000

Berenic [Berenice Barreto Fernandes] (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela, 50 x 80 cm





15 de novembro — Dia da República

15 11 2013

Delfim da Câmara (1834–1916)Retrato de D. Pedro II, 1875, ost, 127 × 95 cm, Museu Histórico Nacional (MHN)Rio de JaneiroRetrato de D. Pedro II, 1875

Delfim da Câmara (Brasil, 1834- 1916)

óleo sobre tela, 127 x 95 cm

Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro

“Em visões de luz, de paz, de glória
aguardarei sereno no meu jazigo,
a justiça de Deus na voz da História.”

(Pedro de Alcântara, [D. Pedro II], no poema, Terras do Brasil)





Banidos: uma dívida a reparar com a nossa história

24 10 2013

Moshe Maimon (1860–1924), Marranos, 1893Marranos, 1893

Moshe Maimon (Rússia, 1860-1924)

Abro espaço nas minhas estantes e estou feliz por arranjar uma casa “do bem” para o livro de Geraldo Pieroni, “Banidos: a inquisição e a lista dos cristãos-novos condenados a viver no Brasil”.  Não é um romance. Conta com um ótimo ensaio de apresentação do autor, historiador e com uma pesquisa impressionante revelando uma lista detalhada das pessoas que sofreram durante a Inquisição em Portugal e foram condenadas a viver no Brasil.

Uma grande ironia: a primeira vez que ouvi falar de Inquisição no Brasil foi em uma visita ao Peru, no Museu da Inquisição em Lima.  Foi lá que soube que nós também tínhamos nos dedicado à prática, não só no século XVI, mas nos seguintes até o início do século XIX.  Por que eu não me lembrava de ter estudado essa questão na escola, muito antes de entrar para a faculdade?  Daí por diante, me interessei, quase como um passatempo, pelo assunto de judeus e cristãos judeizantes no Brasil.

banidos

Foi assim que cheguei ao livro acima. Comprei-o na época da publicação, em 2003.  Depois, mudando de residência,  quando me desfiz de uma boa parte dos livros que acumulara, não consegui me desligar de Banidos.  É simples, a lista das pessoas condenadas e banidas é extensa.  E a cada leitura de uns poucos nomes, imagino as vidas que esses condenados levaram depois de chegados ao Brasil.  Sou  tomada de grande respeito por essas vítimas. A imaginação rola e o coração se comprime percebendo a inutilidade de tanto sacrifício. Exemplos:

Nome: Brites Gomes

Inquisição e número do processo: Coimbra — 422

Naturalidade: Vila Real (arcebispado Braga)

Idade: 28

Filiação: Diogo Gomes e Maria Lopes

Moradia: Vila Real

Estado civil: Solteira

Profissão: o pai era mercador

Crime/Acusação: judaísmo

Prisão: 21-04-1642

Sentença: confisco dos bens, cárcere e hábito penitencial perpétuo sem remissão, degredo de cinco anos no Brasil, penas espirituais.

Auto-da-fé: 15-11-1643

                                                                             [p.149]

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Nome: Luísa Fernandes

Inquisição e número do processo: Coimbra — 6.066

Naturalidade: Trancoso (bispado Miranda)

Idade: 70

Filiação: Luís Fernandes e Isabel Fernandes

Moradia: Trancoso

Estado civil: viúva de João Rodrigues

Profissão: o pai era sapateiro, e o marido, oficial de chocalhos.

Crime/Acusação: judaísmo (¼ cristã nova)

Prisão: 21-02-1667

Sentença: confisco dos bens, cárcere e hábito penitencial perpétuo, degredo de três anos no Brasil

Auto-da-fé: 26-05-1669

                                                                                    [p.141]

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Emanuel_de_Witte_-_Interieur_van_de_Portugese_synagoge_te_AmsterdamInterior da sinagoga portuguesa em Amsterdã, c.1680

Emanuel de Witte (1617-1692)

óleo sobre tela, 110 x 99 cm

Rijksmuseum, Amsterdã

Pergunto-me qual o futuro que uma jovem de 28 anos, solteira, teria depois de passar mais de um ano na cadeia [veja as datas da prisão e do auto-da-fé] e desembarcar no Brasil, após uma viagem de navio que muitas vezes deixava seus passageiros doentes?  Que faria Brites Gomes  aqui depois de ser entregue como um pacote valioso às autoridades locais? Dinheiro não tinha, seus bens já haviam sido confiscados.  Entregue a quem?  Bonita? Pior ainda… e fica aquela sensação de dor por alguém que não conheci, mas que sei imaginar.  E não é belo, nem justo, o que se desenrola na minha imaginação.

A mesma pergunta faço sobre Luisa Fernandes de 70 anos.  70 anos!  No século XVII era muito mais difícil chegar-se a essa idade. Hoje temos mais recursos.  Que mal poderia esta mulher fazer no futuro que já não houvesse feito na sua vida inteira em Portugal?  Terá chegado ao Brasil viva?  Teria se transformado em pedinte?  Teria morrido de fome? O que uma mulher aos 70 anos poderia fazer para ganhar o seu sustento?  Sim, sei que a história está cheia de injustiças como essas, mas a maioria das vezes elas não têm nome, sobrenome, profissão, estado civil, cidade de nascimento, de moradia, nem nome dos pais.  Aqui, por esses detalhes, passamos a entender um indivíduo em três dimensões. É fácil, então, tomar suas dores, imaginar os seus sorrisos, as mãos, os calos do trabalho árduo, o cheiro das comidas que preparavam.

É por causa dessa imaginação que me tornei ciumenta do livro.  Como se as vidas ali citadas, poucas em relação ao número de aportados ao Brasil nos séculos de colônia, me dissessem “não me esqueça…  faço parte da sua história”.

Dutch Portuguese Sephardim in their sukkah. By French engraver Bernard Picart (1723)Sefardins, judeus portugueses na Holanda em uma sukkah.  Gravura de Bernard Picart, 1723.

Mas os perseguidos pela Inquisição não eram só aqueles habitantes de Portugal que acabavam em alguns casos degredados para o Brasil.  Aqui também a Inquisição perseguiu habitantes da colônia por práticas judeizantes, mandando-os para Angola.  E muitas vezes família inteiras se viram prejudicadas, despedaçadas.

“O encarceramento de um único membro da família era suficiente para destruir todo o clã, como foi o caso dos Lucenas e Paredes, famílias tradicionais de cristãos-novos, proprietários de engenhos de açúcar no Rio de Janeiro. Em Lisboa, no auto-da-fé do dia 27 de março de 1727, foram condenadas oito pessoas, entre as quais vários Lucenas/Paredes: Sebastião de Lucena, 19 anos, solteiro; Maria da Silva, Diogo da Silva e Esperança de Azevedo, todos filhos de Bento Lucena. Os quatro filhos de Manuel de Paredes, também ele senhor-de-engenho de Jacarepaguá, distrito  do Rio de Janeiro, foram condenados nesse mesmo dia; Manuel, 23 anos; Ignês, 24 anos; Maria, 27 anos; Luís, 28 anos. Todos foram condenados a cinco anos de degredo em Angola”. [pp. 95-96]

Como explica Geraldo Pieroni este é um assunto incômodo tanto para portugueses quanto para brasileiros.  Mas a história é feita desses momentos e conhecê-los certamente nos ajuda a não repetir tamanha idiotice.  Precisamos de muito maior divulgação desses fatos que acontecem por mais de 300 anos da nossa história.

Sim, achei uma boa residência para o livro que agora irá iluminar e fertilizar outras e quem sabe mais atuantes imaginações do que a  minha.





Criança brasileira, na arte!

12 10 2013

alberto_da_veiga_guignard, Menino, 1941, osm, 41 x 33 cmMenino, 1941

Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)

óleo sobre madeira, 41 x33 cm

Coleção Geneviève e Jean Boghici

Aurélio D´Alincourt - Menina de fita no cabelo - Óleo sobre placa - 22 x 17 cmMenina de fita no cabelo, s/d

Aurélio d’Alincourt (Brasil, 1919-1990)

óleo sobre placa, 22 x 17 cm

Artur Timoteo da Costa, Retrato de menino oscartão 41x32 colpartRetrato de menino

Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1922)

óleo sobre cartão, 41 x 32 cm

Coleção Particular

Eduardo de Sá (866-1940) Menina do vestido vermelho, ost, 46x 38Menina do vestido vermelho, 1893

Eduardo Sá (Brasil, 1866-1940)

óleo sobre tela, 46 x 38 cm

Coleção Particular

ELISEU VISCONTI (1866 - 1944)Retrato de Julinho, c1927,osm, 35 x 24 cmRetrato de Julinho c. 1927

Eliseu Visconti ( Brasil, 1866-1944)

óleo sobre madeira, 35 x 24 cm

José Ferraz de Almeida Júnior, Menina, 1890, desenho a carvãoMenina, 1890

José Ferraz de Almeida Júnior (Brasil, 1850 –1899 )

Desenho, carvão sobre papel

ALICE BRUEGGMANN,Cabeça de Menino, 1955,ost,53 x 44 cmMseuufrgsCabeça de menino, 1955

Alice Bruggemann (Brasil, 1917-2001)

óleo sobre tela, 53 x 44 cm

Museu da UFRG

TulioMugnaini,(Brasil, 1895-1975) Menina de Chapéu,óleo sobre tela, 64 x 47 cm 1916, PESPMenina de chapéu, 1916

Túlio Mugnaini (Brasil, 1895-1975)

óleo sobre tela, 64 x 47 cm

PESP – Pinacoteca do Estado de São Paulo





Curiosidade do antigo Egito

1 10 2013

Nefertiti

Nefertite, Rainha do Nilo,  século XIV a C.

Escultor: Tutmoses, ativo em 1350 aC.

Gesso e calcário policromado

[Arte de Amarna]

Museu Neues, em Berlim

Quando você olha para uma pintura ou escultura egípcia provavelmente nota que há grande delineamento das sobrancelhas: tanto homens quanto mulheres as escureciam e delineavam.  Por outro lado, retiravam todos os pelos das sobrancelhas quando o gato da casa morria.  Herodoto conta que todos os membros de uma residência raspavam suas sobrancelhas como parte do ritual de luto pelo gato da casa.





7 de setembro — Dia da Independência do Brasil!!

7 09 2013

Djanira, Independência,Independência, 1968

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914 – 1979)

óleo sobre tela

Orgulho de ser brasileira!