Vikings dinamarqueses a ponto de invadir a Inglaterra no século IX
Iluminura da Vida de São Edmundo, do século XII
Bibblioteca Pierpoint Morgan, Nova York
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A primeira pessoa a viajar até a Europa, tendo nascido no continente americano, é possivelmente uma mulher que os Vikings teriam levado para a Islândia há mais de mil anos, segundo um estudo realizado por cientistas espanhóis e islandeses.
Essas conclusões sustentam a teoria de que os Vikings chegaram ao continente americano muitos séculos antes de Cristóvão Colombo ter descoberto o Novo Mundo. O Instituto de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC) informou que análises genéticas realizadas em cerca de 80 pessoas vindas de quatro famílias islandesas mostraram que os indivíduos possuíam um tipo de DNA que é apenas encontrado nos ameríndios ou pessoas nascidas na Ásia Oriental.
“Pensamos primeiramente que o DNA tinha vindo das famílias asiáticas que se estabeleceram recentemente na Islândia“, declarou um pesquisador do CSIC, Carles Lalueza-Fox, citado em um comunicado do instituto publicado nesta quarta-feira.
“Mas quando as árvores genealógicas foram estudadas, descobrimos que as quatro famílias descendiam de ancestrais que viveram entre 1710 e 1740 e vinham da mesma região do sul da Islândia“, acrescentou. A linha genética descoberta, chamada de C1e, é mitocondrial, o que quer dizer que o gene foi introduzido na Islândia por uma mulher.
“Sabendo que a ilha foi virtualmente isolada a partir do século X, a hipótese mais verossímil é a de genes correspondentes de uma mulher de origem ameríndia que foi levada do continente americano pelos Vikings por volta do ano 1000“, explicou Lalueza-Fox.
Os pesquisadores tiveram acesso aos dados da companhia deCODE Genetics, situada em Reykjavik. A equipe de cientistas espera encontrar este mesmo DNA de origem ameríndia em outras pessoas provenientes da população islandesa, começando pela região situada ao redor da geleira Vatnajokull, no sul do país.
O relatório, redigido pelos cientistas do CSIC e da Universidade da Islândia, foi igualmente publicado na última edição do American Journal of Physical Anthropology.
Arqueólogos anunciaram, no dia 18 de outubro, a descoberta de uma tumba com mais de 4.500 anos de um líder religioso da corte do faraó Quefren. O local fica ao sul da necrópole dos construtores das pirâmides, no Cairo, Egito. Segundo o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Zahi Hawass, esta é a primeira tumba encontrada na região do platô de Gizé onde as três famosas pirâmides do Egito se encontram. A tumba data da V dinastia, 2465-2323 a.C., e pertencia a Rudj-ka, o sacerdote que liderava o culto mortuário do faraó Quefren – o faraó responsável pela construção da segunda maior pirâmide de Gizé.
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Foto: Agência EFE
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Quefren morreu por volta de 2494 a.C., mas o culto religioso dos faraós às vezes se prolongava após suas mortes, de acordo com o arqueólogo e egiptólogo Hawass. Essa descoberta se difere das feitas até hoje por seu desenho arquitetônico. As paredes dessa tumba eram decoradas com relevos pintados mostrando Rudj-ka e sua esposa em frente a oferendas e em cenas da vida diária. Autoridades egípcias acreditam que a tumba possa fazer parte de uma grande e desconhecida necrópole em Gizé.
O governo de Israel divulgou no início desta semana uma imagem de um bracelete de bronze descoberto em Ramat Razimum, sítio arqueológico próximo a Safed, ao norte do país. Os cientistas acreditam que o objeto foi criado entre 1.550 a.C. e 1.200 a.C., durante a Idade do Bronze. Isso quer dizer tem mais de 3.500 anos de idade!
Os arqueólogos dizem que o bracelete está em perfeito estado de conservação e tem adornos de chifres de animais , material usado principalmente com referência ao poder, à fertilidade e à lei, o que indica que pode ter pertencido a uma pessoa de alto nível financeiro, de grande poder, na sociedade local da época.
Essas escavações foram realizadas como prelimiar para o desenvolvimento da região: novos bairros, áreas comerciais e uma escola de medicina estão destinados a serem construídos nesse local.
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Karen Covello-Paran, diretora da escavação, descreveu assim a descoberta: “Nós descobrimos uma pulseira larga, rara, feita de bronze. Essa pulseira antiga, que está extraordinariamente bem conservada, é decorada com incisões e bem em cima é adornada com applique de chifres. Naquele tempo, os chifres eram o símbolo do deus da tempestade. Esse deus representava o poder, a fertilidade e a lei. A pessoa que poderia ter recursos para uma pulseira como essa, aparentemente estava muito bem financeiramente, e provavelmente pertencia ao governante aldeia . É interessante notar que outras descobertas feitas em territórios vizinhos, governantes eram retratados usando coroas com chifres. No entanto, os chifres usados em uma pulseira, nunca foram encontrados aqui antes”.
A pulseira foi encontrada dentro de uma casa numa propriedade que data do período cananeu (Idade do Bronze tardia). Estava exposta, a flor da terrana durante a escavação, e fazia parte de um antigo povoado que existia na encosta sudeste de Ramat Razim, numa área rochosa com vista para Mar da Galiléia e para as Colinas de Golã. A construção foi feita com pedras calcária naturais da região e incluia um pátio central pavimentado cercado por salas que foram habitados e usados como armazéns. Junto com a pulseira, foi enconttrado um escaravelho cananeu feito de pedra e gravado com hieróglifos egípcios. Na antiguidade escaravelhos eram usados como pingentes ou eram embutidos em anéis. Eram usados como um selo pelas pessoas que os portavam ou como um talismã com poderes mágicos. Com esses achados aprendemos que os moradores que habitavam esse local estavam também envolvidos no comércio.
Segundo a arqueóloga Covello-Paran, “Esta é a primeira vez que uma aldeia de 3.500 anos foi escavada e exposta no norte de Israel. Até agora, só as grandes cidades foram escavadas na região: Tel Megiddo ou Tel Hazo, é um exemplo. Aqui nós ganhamos um primeiro vislumbre da vida no interior rural do norte, na antiguidade, e descobrimos que era mais complexo do que pensávamos. Parece que a pequena aldeia Ramat Razim constituía uma parte da periferia de Tel Hazor, a maior cidade e mais a de maior importância na região do Canaã, até agora. E está localizada a cerca de 10 km ao norte da localidade de Ramat Razim “.
“Os antigos habitantes de Ramat Razim criavam gado ovino e caprino, e plantavam”, continuou ela, “numerosas mós, usadas para moer a farinha, foram encontradas no prédio. Além disso, também encontramos recipientes para armazenamento de grande porte, usados para armazenar grãos e líquidos, que estavam no chão, com mais de um metro de altura. Um antigo forno para cozinhar foi encontrado em um dos cômodos da parte residencial ao lado de panelas de cerâmica e alguns instrumentos, incluindo lâminas de sílex, uma agulha de comprimento (15 centímetros) intacta que sercia para costurar sacos ou no tratamento de peles, e um pino longo, decorado, usado para fechar, ou prender, a roupa“.
A Autoridade de Antiguidades de Israel está trabalhando para integrar o sítio nos planos de desenvolvimento para a região de Ramat Razim, juntamente com o instituto de pesquisa e escola de medicina. A intenção é fazer um espaço aberto para os visitantes, juntamente com os outros atrativos naturais da região.
Um passatempo rendoso foi o que o caçador de tesouros inglês, Dave Crisp, descobriu quando encontrou, na Inglaterra, cerca de 52.500 moedas romanas, datando do século III: uma das maiores descobertas de todos os tempos na Grã-Bretanha. O tesouro, encontrado em Abril e só agora trazido ao público, foi transferido para o Museu Britânico, em Londres, onde as moedas foram limpas e registradas, este trabalho foi feito em dois meses e representou cerca de 400 horas de trabalho para a equipe conservador. No total seu valor deve chegar a £3.300.000 (R$ 9.075.000 ) e inclui centenas de moedas – a maioria de prata baixa ou bronze — com a imagem de Marcus Aurelius Carausius, imperador romano que invadiu e tomou possessão das terras na Grã-Bretanha e ao norte da França no terceiro século da nossa era. Os arqueólogos que tiveram acesso ao achado acreditam que o tesouro, que lança luz sobre a crise econômica e coalizão do governo no século III e que ajudará a reescrever a história nos livros.
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Dave Crisp, um chefe de cozinha de um hospital local, e caçador de tesouros por passatempo, usando um detector de metal localizou as moedas em abril, num campo próximo a Frome, Somerset, na região sudoeste da Inglaterra. As moedas haviam sido enterradas em uma grande jarra — um tipo de recipiente, normalmente usado para armazenar comida — numa profundidade de aproximadamente 30 centímetros. E o tesouro pesa cerca de 160 kg ao todo. Crisp disse que recebeu um sinal de estranho em seu detector de metais o que o levou a começar a cavar.
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“Eu coloquei minha mão dentro, tirei um pouquinho de barro e com ele veio uma pequena moeda romana de bronze – muito, muito pequeno, do tamanho da minha unha“, disse Crisp. Ele retirou cerca de 20 moedas antes de descobrir que eles estavam em um pote e, então, percebeu que precisava de ajuda arqueológica. “Contatei o responsável local da Divisão de Achados Históricos. Ao longo dos anos já tive muitos achados, mas este é o meu primeiro tesouro de moedas, e foi uma experiência fascinante participar nas escavações”.
Dave Crisp fez a coisa certa. Não tentou escavar o tesouro sozinho. “Resistindo à tentação de desenterrar as moedas o Sr. Crisp permitiu aos arqueólogos do Somerset County Council escavarem cuidadosamente a jarra e seu conteúdo, garantindo a preservação de provas importantes sobre as circunstâncias do seu enterro”, disse Anna Booth, Liaison de Achados do Conselho de Somerset.
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Por causa do peso das moedas e da fragilidade da panela em que foram enterradas, o pote deve ter sido enterrado no chão antes das moedas. E ela foram então colocadas dentro dele. Isso sugere que esse tesouro não foi enterrado porque seu dono estava preocupado com uma ameaça de invasão, e queria encontrar um lugar seguro para guardar suas riquezas, com a intenção de recuperá-lo mais tarde, em tempos mais pacíficos. A única maneira que alguém poderia ter recuperado este tesouro seria quebrando o pote e escavando as moedas para fora dele. Isso teria sido difícil. Se essa tivesse sido a intenção, então eles teriam enterrado suas moedas em recipientes pequenos, que seriam mais fáceis de se recuperar. Pensa-se, portanto, que é mais provável que a pessoa (ou pessoas) que enterrou o tesouro confiado não tinha a intenção de voltar e recuperá-lo mais tarde. Talvez tenha sido uma oferta de alguma comunidade agrícola para uma boa colheita ou por um clima favorável.
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As moedas foram divididas em 67 grupos. Cada um desses grupos foi lavado e classificado em separado e, como resultado, sabe-se, hoje, que a grande maioria (85 por cento) das moedas de Carausius, as últimas moedas no tesouro, estava em uma única camada. Isso dá uma fascinante visão sobre como as moedas foram colocadas na jarra, como um conjunto de moedas de Carausius deve ter sido derrubado, panela abaixo e permanece separado do resto das moedas.
O condado já iniciou um inquérito, quinta-feira, para determinar se o achado está sujeito à lei do Tesouro, um passo formal para a determinação de um preço a ser pago por qualquer instituição que deseje adquirir o tesouro. O tesouro é um dos maiores já encontrados na Grã-Bretanha, e irá revelar mais sobre a história da nação no século III, disse Roger Bland, chefe de Antiguidades portáteis do Museu Britânico. A descoberta inclui 766 moedas com a imagem do general romano Marco Aurélio Carausius, que governou a Grã-Bretanha, em governo independente, de 286 aC a 293 dC . Foi ele o imperador romano que governou o país até ser assassinado em 293. “O terceiro século dC, foi um momento em que a Grã-Bretanha sofreu invasões bárbaras, crises econômicas e guerras civis“, disse Bland.
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Roger Bland disse: “Achamos que quem enterrou essa jarra não tinha a intenção de voltar a recuperá-la. Podemos apenas imaginar por que alguém enterraria o tesouro: poderia ser algumas economia, ou o temor de uma invasão, talvez fosse uma oferenda aos deuses.” O domínio romano foi finalmente estabilizado quando o imperador Diocleciano formou uma coalizão com o imperador Maximiano, que durou 20 anos. Isso derrotou o regime separatista que tinha sido estabelecida na Grã-Bretanha por Carausius.
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“Esta descoberta nos traz a oportunidade de colocar Carausius no mapa escolar das crianças. Todos no país estudam sobre a Bretanha Romana há décadas, mas nunca ensinamos nada sobre Carausius, nosso imperador britânico, perdido.” A descoberta de moedas romanas se seguiu a uma descoberta feita no ano passado, de um tesouro de moedas anglo-saxãs na região central da Inglaterra, que ficou conhecido como o tesouro de Staffordshire e que teve mais de 1.500 objetos, a maioria feita de ouro.
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Este artigo foi baseado em 3 diferentes publicações na internet:
A lenda de cidades perdidas na Amazônia atraiu legiões de exploradores e aventureiros à morte na maior floresta tropical do mundo: haveria um antigo império de cidadelas e tesouros ocultos nas profundezas da selva amazônica? Conquistadores espanhóis se aventuraram na floresta buscando fortuna e foram seguidos ao longo dos séculos por outros, convencidos de que descobririam uma civilização perdida tão importante quanto a Asteca e a Inca. Alguns chamaram este local imaginário de El Dorado, outros, de Cidade de Z.
Mas a selva os engoliu e nada foi encontrado. Passou-se a imaginar que era um mito. A Amazônia era inóspita demais, diziam estudiosos do século XX, para permitir grandes assentamentos humanos. Mas quem sonhava estava certo. Novas imagens de satélite e outras feitas de avião, revelaram mais de 200 enormes construções geométricas escavadas na Bacia Amazônica Superior, perto da fronteira do Brasil com a Bolívia.
Espalhados por 248 quilômetros, há círculos, quadrados e outras formas geométricas que formam uma rede de avenidas, valetas e recintos construídos, muito antes da chegada de Cristóvão Colombo à América. Algumas dessas construções datam de 200 a. C., outras são bem mais tardias, do final do século XIII da nossa era. Os cientistas que as mapearam acreditam que pode haver outras 2.000 construções escondidas embaixo das árvores.
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As estruturas descobertas pelo desmatamento mostram uma “sofisticada sociedade pré-colombiana construtora de monumentos“, de acordo com a revista Antiquity, onde os autores lembram que “esse povo até agora desconhecido construiu fortificações com um plano geométrico preciso, conectadas por estradas ortogonais retas.” Chamadas de geóglifos, as figuras estendem-se por uma região de mais de 250 quilômetros e compõem uma rede de trincheiras com 11 metros de largura e barrancos de 1 metro. Acredita-se que eram usadas como fortificações, moradias e para cerimônias. Poderiam ter abrigado um média de 60 mil pessoas.
Essas descobertas demoliram idéias de que os solos da Amazônia eram muito pobres para sustentar uma agricultura extensiva, diz Denise Schaan, co-autora do estudo e antropóloga da Universidade Federal do Pará. Ela disse à revista americana National Geographic que “há muito mais para se descobrir nesses locais. Toda semana achamos novas estruturas.” Muitos dos montes encontrados são de grande simetria e se encontram inclinados para o norte. Uma das suposições é de que tenham um possível significado astronômico.
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Geóglifo na Fazenda Atlântica, na BR 364
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As primeiras formas geométricas foram achadas em 1999. Outras descobertas, que foram feitas na região do Xingu, mostram aldeias interligadas conhecidas como “cidades jardins“, com casas e fossos. “As revelações estão explodindo nossas percepções sobre como as Américas realmente eram antes da chegada de Colombo“, diz David Grann, autor de The Lost City of Z. [ A cidade perdida de Z.] E também vingam Percy Fawcett, o britânico que liderou uma expedição para encontrar a Cidade de Z e desapareceu, no percurso. Todas essas novas descobertas deixam vislumbrar o que poderia ter sido uma civilização antiga ainda desconhecida. Há quase 260 avenidas, caminhos e barreiras descobertas ao longo da fronteira entre o Brasil e a Bolívia.
Isso vai em completa oposição à tradicional visão da bacia Amazônica antes da chegada dos europeus por aqui: não havia cidades como as encontradas pelos espanhóis no território Inca. Agora a grande dúvida, que divide os especialistas, é saber se os geóglifos e as cidades jardim estão interligados. Os geóglifos são formados por canais – fossos — cavados de 11 metros de largura e 1 ou 2 metros de profundidade. E os círculos que eles formam vão de 90 a 300 metros de circunferência. A idade precisa das suas construções ainda é muito vaga. Acredita-se que eles tenham sido construídos num período de 700 anos, de 2000 anos atrás até mais ou menos o século XIII.
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Vista aérea de um geóglifo ao lado de uma estrada.
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Algumas escavações já trouxeram resultados inesperados, entre eles, cerâmicas e outros sinais de habitações humanas. Mas estes artefatos só aparecem em alguns locais e não em outros. Isso talvez deva ser visto como um indício de que esses locais teriam tido um papel cerimonial. Pensa-se também em defesa, no entanto estruturas de defesa não necessitam ser construídas com a precisão geométrica apresentada aqui. Para defesa, escavações em barreiras, trincheiras ou fossos, não precisam do detalhe de planejamento matemático que estes círculos de demonstram. E, já que muitas dessas estruturas estão orientadas para o norte é mais provável ainda que tenham algum significado astronômico.
O certo é que a maioria das grandes civilizações da antiguidade estava enraizada ao longo de um rio importante. E por causa da densidade da floresta amazônica, este simples fator, comum a quase todas as outras civilizações, foi ignorado. E no entanto, por que não teriam sido as margens do Amazonas fonte de desenvolvimento para os povos da América do Sul?
Não há evidência alguma de construções piramidais ou de uma língua escrita desenvolvida por essa sociedade que construiu os geóglifos amazônicos. Mas a intervenção na paisagem, no meio ambiente, através de construção de fossos e de construções circulares ou quadradas, mostram que este povo era sedentário, que fazia planos, que projetava suas idéias para um futuro longínquo – uma construção dessas não se faz de um dia para o outro — e que era uma sociedade estabelecida na terra, e não formada por tribos nômades.
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Apesar da proximidade de algumas aldeias Incas a 200 km a oeste dos geóglifos não foram achados ainda nenhum objeto Inca ou de influência Inca no local. E ainda, esses geóglifos não parecem ter qualquer afinidade com os geóglifos encontrados no Peru, de origem Nazca.
Para a maioria dos especialistas em estudos andinos e civilizações pré-colombianas, estas descobertas são simplesmente o que há na superfície. Com o tempo muitas outras descobertas virão, pois os indícios são de que havia um grande número de pessoas no local vivendo de maneira bastante organizada. Mas isso só o tempo comprovará.
As autoridades gregas apresentaram hoje duas estátuas em mármore datadas do século VI a.C. em uma das salas do Museu Arqueológico de Atenas. As estátuas, que representam homens,[kouros] foram encontradas pela polícia em posse ilegal de antiquários na região de Corinto.
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A Grécia, apesar de estar no noticiário econômico nos dias de hoje como pivô da crise européia, continua a mostrar grande esforço em preservar seu patrimônio artístico milenar . Já em 20 junho de 2009 o governo grego abriu um museu aos pés da Acrópoles em Atenas. O Novo Museu da Acrópoles, como é chamado, foi construído com o objetivo não só de abrigar os achados arqueológicos locais, mas também de desafiar a Inglaterra a devolver ao país os símbolos de sua história: as esculturas do Parthenon de 2500 anos que foram levadas para Londres por Lord Elgin há 200 anos e que se encontram expostas ao público no Museu Britânico. Por muitas décadas a falta de um lugar para mostrar ao público essas esculturas da antiga civilização grega foi o motivo principal alegado pela Inglaterra para a permanência dessas esculturas em Londres. O novo museu da Acrópoles foi a resposta dada pela Grécia.
O museu, trabalho do arquiteto suíço Bernard Tschumi, é um prédio de 5 andares, com uma área aproximada de 14.000 m². O edifício que é todo revestido por vidro reflete a imagem do Parthenon e as ruínas à sua volta. Nele os mais de 200 metros do friso que decorava o exterior da Acrópole foi re-criado na galeria. Moldes de gesso representam as esculturas que foram removidas por Lord Elgin e mais tarde vendidas ao Museu Britânico: elas somam mais da metade de todos os painéis do friso.
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Nesse museu os moldes de gesso bem branquinhos contrastam com as antigas esculturas que com o tempo adquiriram uma pátina cor de mel. Dessa maneira, a ausência dos relevos que se encontram em Londres é visualmente sentida. O Parthenon que é visto das janelas do novo museu está a menos de 900 metros de distância e como um soldado vigilante — o templo foi construído para a deusa Athena — também reforça, na sua solidão no topo da colina, o apelo para o retorno dessas esculturas gregas para o seu país de origem.
O arqueólogo Yahiel Zelinger mostra parte do aqueduto que foi usado por Jerusalém durante quase 600 anos
Foto: AP
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Arqueólogos afirmaram nesta terça-feira terem desenterrado um aqueduto do século XIV que abasteceu Jerusalém por aproximadamente 600 anos. Fotografias do século XIX mostram os dominadores otomanos utilizando a estrutura construída em 1320.
O aqueduto foi encontrado durante obras de reparo em um sistema moderno de abastecimento de água. Já que os trabalhos na cidade costumam ser acompanhados por autoridades da arqueologia, os cientistas puderam vislumbrar a estrutura antiga.
Os pesquisadores afirmam ter encontrado duas das nove sessões arqueadas de uma ponte de cerca de 3 m na zona oeste da cidade antiga. De acordo com os arqueólogos, apesar de saberem que o aqueduto existia, encontrá-lo deu um vislumbre do complexo sistema de pontes utilizado por séculos para levar a água a seu destino.
Yehiel Zelinger, chefe da escavação afirma que o primeiro aqueduto da cidade data de 2 mil anos atrás, quando a população começou a buscar água em Belém, a 22 km de distância. O aqueduto encontrado foi substituído durante o período Otomano por canos de metal e então acabou enterrado.
Hoje, perambulando pela rede descobri esse vídeo das escavações feitas na Espanha, quando descobriram, em meados de Janeiro de 2009, a maior sepultura pré-histórica daquele país. Não resisti e trouxe para cá, não só o vídeo como a notícia original como apareceu no Portal Terra há um ano e meio atrás.
“Os arqueólogos descobriram perto de Murcia (sudeste) uma sepultura com o maior número de restos humanos jamais encontrados na Espanha, anunciou o governo regional.
O sítio arqueológico “Camino del Molino”, no município de Caravaca de la Cruz, contém pelo menos 1,3 mil indivíduos enterrados em torno do ano 2400 a.C. até 1950 a.C, segundo comunicado da prefeitura de Murcia.
Segundo a secretaria regional de Cultura e Turismo, trata-se do sítio pré-histórico com o maior número de corpos já encontrado.
A descoberta desta jazida permitirá estudar a população completa de um habitat pré-histórico dessas dimensões, analisando as questões relacionadas a idade da morte, doenças, dietas e diferentes traços antropométricos”.
No sábado passado, dia 1º de maio, o jornal O Globo publicou no caderno Prosa e Verso um pequeno artigo de Guilherme Freitas, intitulado O livro muda para continuar sendo o mesmo, em que o autor apresenta para o público o novo lançamento da Editora Record, Não contem com o fim dos livros, do jornalista francês Jean Philippe. Este é um livro que reúne diálogos entre o escritor italiano Umberto Eco e o escritor francês Jean-Claude Carrière. Entre outros assuntos mencionados no livro, Guilherme Freitas ressalta a posição de Jean-Claude Carrière quando este comenta sobre a memória coletiva:
“Fascinado pelos critérios subjetivos que regem a transmissão dos saberes ao longo da História, Carrière diz que o acesso maciço a informações possibilitado pela internet muda nossa relação com o conhecimento.
— O que vemos agora é uma nova forma de erudição. Não se trata mais apenas de uma questão de saber, mas de ser capaz de discernir aquilo que devemos reter nessa grande massa de informação na qual vivemos. Isso desperta inúmeras questões. Cada indivíduo constrói seus próprios filtros? Ou existem fatores sociais e coletivos que influem nisso? É um tema fascinante.”
Esse é um assunto que me é particularmente caro, principalmente depois que voltei a estabelecer residência no Brasil. Peço permissão para passar um pouquinho da minha história pessoal.
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Tio Patinhas foi à biblioteca, ilustração Walt Disney.
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Nos primeiros meses que tive contato com uma universidade americana, uma das coisas que mais me surpreendeu, muito antes da internet existir, foi a facilidade de acesso à informação que cada aluno tinha em solo americano. Não só alunos, mas todos. Tanto as universidades particulares (conheci de perto a Universidade Johns Hopkins) quanto as do governo (estudei na Universidade de Maryland, governo estadual), — e mais tarde pude verificar o mesmo em outras universidades que entraram para o meu dia a dia, tais como Universidade Duke (privada), North Carolina State University e University of North Carolina at Chapel Hill (as duas do governo estadual) tinham excelentes bibliotecas abertas ao público em geral, quer universitários ou não. Qualquer pessoa podia consultar seus acervos. Era só uma questão de estar interessado o suficiente para fazê-lo. Essa democratização do conhecimento na época estava bastante distante da realidade brasileira, assim como ainda está. Mas foi um aspecto importantíssimo para que eu viesse a entender a sociedade americana de uma maneira diferente do mero visitante, diferente da pessoa que vai fazer um pequeno curso de especialização. Porque só esse convívio diário com “os templos do saber” em cidades e estados diferentes conseguem dar a idéia de quão abrangente o acesso ao conhecimento pode ser.
Parece então muito natural que o maior ímpeto para a democratização do conhecimento, para a democratização de textos, do saber – digamos assim – tenha vindo através de ferramentas eletrônicas – internet, Google, livros digitais e muito mais – criadas por indivíduos estabelecidos nos Estado Unidos, americanos ou não.
Numa das primeiras visitas minhas ao Brasil depois de estar estudando nos EUA, marquei um encontro com antigos professores e colegas de turma das duas faculdades que cursei — uma no Rio de Janeiro e outra em Niterói. Fiquei desapontada, na época, com o preconceito que demonstraram ao me dizerem que o ensino nos EUA não poderia se comparar ao europeu. Na época não quis rebater. Achei que talvez se tratasse de um pouco de ciúmes, de um pouco de desconhecimento. Mas, confesso, não voltei a procurá-los. Hoje, entendo melhor, porque vejo claramente que ainda temos muitas raízes no preconceito que estipula que “conhecimento é para uns poucos iluminados”. Este preconceito fertilizado e cuidado é perpetuado por uma sociedade que se divide em classes sociais rígidas e em que uma delas se encontra os “intelectuais”—estes que por suas próprias cornetas alardeiam a importância de seus conhecimentos, de suas habilidades de discernimento.
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Ilustração francesa, autor desconhecido.
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A memória cultural, a memória coletiva de um povo, só pode identificá-lo, quando o acesso ao conhecimento vai além da propriedade de uns poucos para ser generalizado. Alguns dirão que o processo democrático não deveria influenciar o que “realmente vale a pena reter” porque as massas não saberão entender o que lhes será de maior valia. Mas nunca foi assim. Como Carrière mesmo reflete no diálogo acima, a retenção do saber sempre passou por critérios completamente subjetivos. Se olharmos a história da transmissão de pensamentos e idéias, das barreiras impostas por traduções ou falta delas do grego ou do árabe sabemos que mais frequentemente do que gostamos de imaginar, o conhecimento de alguma nova equação, de algum conhecimento científico, dependeu lá atrás, há muitos e muitos séculos, da habilidade de algum monge de traduzir um texto do grego, do orgulho de algum rei ou califa de construir uma biblioteca repleta de preciosos manuscritos de outros povos, por vezes povos conquistados, para abrilhantar o seu reino ou o seu ego. E muito do que foi passado de geração em geração, principalmente nas culturas orais – como é o caso da nossa — dependeu, mais do que se admite da memória singular de uma avó, de uma tia, de um antepassado que cantava o seu conhecimento.
Graças à internet e à democratização de tudo que se conhece e do que se pensa ou pensou, não viveremos mais sob a ditadura do conceito de que o acesso a qualquer informação é só para os iniciados. Graças à internet e ao fácil acesso a informação conseguiremos mudar a cara do Brasil, saber quem realmente somos e decidir sobre aquilo que devemos reter nessa grande massa de informação na qual vivemos.
Foto: EFE — Uma latrina cheia de moedas de prata foi encontrada em Greifswald.
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Durante uma escavação em um sítio arqueológico na cidade de Greifswald, na Alemanha, cientistas encontraram dezenas de moedas de prata datadas do século XIV. O valioso tesouro estava escondido em uma latrina de madeira.
As moedas foram consideradas o maior tesouro encontrado na região nos últimos 20 anos.