Domingos Gemelli (Brasil, 1903-1985)
óleo sobre tela
Jan van Beers (Bélgica, 1852-1927)
óleo sobre tela, 24 x 35 cm
Martins Fontes
Ao ronronar da rede preguiçosa,
ela, — morena de olhos de ouro, –embala
a esbraseante volúpia que se exala
dos seus vinte e dois anos cor de rosa.
Verão. O sol embriaga. Em plena orgia,
fundem-se os cheiros cálidos da terra.
E a moça abre o roupão, os olhos cerra,
e o que espera e deseja fantasia.
E a rede para. A viração marinha
Beija-a, lânguida e longa, loucamente…
E ela, os olhos abrindo, de repente,
Fica surpresa, por se ver sozinha!
(Volúpia)
Em: Nossos clássicos: Martins Fontes, poesia, Rio de Janeiro, Agir:1959, p.66
Gustave Leonard de Jonghe (Bélgica, 1829-1893)
óleo sobre madeira, 65 x 48 cm
Coleção Particular
Igreja Nossa Sra. do Bom Parto, Olinda, 1957
George Wambach (Bélgica/Brasil, 1901-1965)
óleo sobre tela, 16 x 24 cm
Olívia Palito está ansiosa pelo que pode acontecer com Popeye, © E. C. Segar.
Dia dos mortos? Balela!
Finados? Tontos assuntos!…
Nem flor, nem cinza, nem vela,
nós todos estamos juntos.
(Cornélio Pires)
Cemitério de estrada, próximo a Neuve Église
George Edmund Butler (Inglaterra, 1872 – 1936)
aquarela
Manuel Bandeira
Amanhã que é dia dos mortos
Vai ao cemitério. Vai
E procura entre as sepulturas
A sepultura de meu pai.
Leva três rosas bem bonitas.
Ajoelha e reza uma oração.
Não pelo pai, mas pelo filho:
O filho tem mais precisão.
O que resta de mim na vida
É a amargura do que sofri.
Pois nada quero, nada espero.
E em verdade estou morto aqui.
Em: Antologia Poética, Manuel Bandeira, Rio de Janeiro, José Olympio: 1978, 10ª edição,pp: 88-89.
Capela Mayrink, Floresta da Tijuca
Marie Nivoulies de Pierrefort (França/Brasil, 1879-1968)
óleo sobre tela, 50 x 65 cm