Ilustração David Parkins.
“Mesmo sem querer fala em verso
Quem fala a partir da emoção.”
João Cabral de Melo Neto.
Ilustração David Parkins.
João Cabral de Melo Neto.
Desconheço a autoria dessa ilustração.
Ferreira Gullar
Dizem que gato não pensa
mas é difícil de crer.
Já que ele também não fala
como é que se vai saber?
A verdade é que o Gatinho
quando mija na almofada
vai depressa se esconder:
sabe que fez coisa errada.
E se a comida está quente,
ele, antes de comer,
muito calculadamente
toca com a pata pra ver.
Só quando a temperatura
da comida está normal
vem ele e come afinal.
E você pode explicar
como é que ele sabia
que ela ia esfriar?
Galinha polonesa de topete, foto: cynoclub/Shutterstock
A galinha polonesa de topete é uma raça europeia de galinhas com crista, conhecida por sua notável crista de penas. Os relatos mais antigos dessas aves vêm da Holanda; mas suas origens exatas são desconhecidas. Elas são adornados com grandes cristas que quase cobrem a totalidade da cabeça.

Esta crista limita sua visão e, como resultado, pode afetar seu temperamento. Assim, embora normalmente mansas, elas podem ser tímidas e se amedrontam com facilidade.
São criadas principalmente como aves de exibição, mas originalmente eram criadas para a produção de ovos de consumo, que são ovos brancos. Há galinhas dessa variedade barbudas, sem barba e com penas crespas.

Seu porte é médio. Machos podem atingir a altura de 45 cm e pesar 2,5 Kg. Fêmeas chegam a 40 cm de altura e aos 2 Kg. Cada animal coloca põe cerca de 150 ovos por ano.
Porcos em Great Thurlow
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
Oleo sobre tela
The Munnings Art Museum, Dedham, Essex
O arado no inicio da primavera
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
Óleo sobre tela
Dia de sol em junho
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
Oleo sobre tela
Norfolk Museums
Vacas leiteiras no riacho
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
Óleo sobre tela
Caçador com seus cachorros
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
Oleo sobre tela, 52 x 57 cm
A caminho do encontro equestre, Capitão F. G. Chamberlin e sua irmã, 1907
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
óleo sobre tela, 127 x 167 cm
Pastor com suas vacas
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
Óleo sobre tela, 100 x 120cm
Atravessando o rio
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
Óleo sobre tela, 76 x 61 cm
Porcos no bosque
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
Oleo sobre tela, 52 x 57 cm
Lark III, a red setter
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
óleo sobre tela, 44 x 44 cm
Égua e potro
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
óleo sobre tela, 63 x 76 cm
À margem da feira
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
Aquarela sobre papel, 20 x 27 cm
Retrato da Sra. Margaretta Park Frews em montaria
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
óleo sobre tela, 76 x 76 cm
Um Pônei e burricos, 1904
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
Oleo sobre tela, 51 x 61 cm
Caçadores e cães de caça, 1922
Sir Alfred James Munnings (GB, 1878-1959)
Litografia policromada, 44 x 52 cm
Castelo de cartas, ilustração de H. B. Long.
Guilherme de Almeida
Lembrança, quanta lembrança
Dos tempos que já lá vão!
Minha vida de criança,
Minha bolha de sabão!
Infância, que sorte cega,
Que ventania cruel,
Que enxurrada te carrega,
Meu barquinho de papel?
Como vais, como te apartas,
E que sozinho que estou!
Ó meu castelo de cartas,
Quem foi que te derrubou?
Tudo muda, tudo passa
Neste mundo de ilusão;
Vai para o céu a fumaça,
Fica na terra o carvão.
Mas sempre, sem que te iludas,
Cantando num mesmo tom,
Só tu, coração, não mudas,
Porque és puro e porque és bom!
Vovó Donalda faz anos, ilustração Walt Disney.
Em meados de junho de 2008, ainda sem grande comprometimento, comecei o Peregrina Cultural. Minha intenção era, e ainda é, levar ao conhecimento de um público maior, para além de especialistas, imagens da arte brasileira. Naquela época havia pouco, muito pouco na internet, de graça, que cobrisse este aspecto. Não havia um banco de imagens da arte brasileira em geral. E certamente muito pouco da arte chamada acadêmica. Quis trazer ao público também parte do que havia sido descartado dos textos educacionais do passado que pudessem ser utilizados por educadores em escolas através do país. Textos das antologias dos anos 40, 50, 60, 70 eram muito mais ricos em vocabulário, mais literários do que os que alunos leem hoje, infelizmente. E parece que acertei quando mostrei isso aos professores contemporâneos. Nem todos, mas muitos sentiram essa necessidade.
Tive muito, muito sucesso. De verdade. Mais sucesso do que esperava e alguns dos meus textos (assinados por mim) foram liberados para uso nas escolas de vários estados do Brasil, Rio Grande do Sul tomando a liderança neste quesito.
Aos poucos a internet no Brasil mudou de perfil. Mais pessoas se interessaram em compartilhar conhecimento. E com isso comecei a me dedicar mais a resenhas literárias e obras de arte, do que em trazer novidades arqueológicas, de pesquisa histórica ou curiosidades científicas porque outros blogs de muito sucesso preenchiam esta lacuna. Muitos deles com mais de uma pessoa no gerenciamento. Poucos descobrem que há uma única pessoa por trás de todas as postagens da Peregrina. Manter-me como única contribuinte ajudou a dar consistência e sobretudo manutenção contínua.
Em dez anos este lugar se tornou meu canto de reflexões. É um passatempo, um lugar para onde venho quando fujo da realidade. Construo-o tijolo por tijolo, nos dias bons e nos não tão bons. É um prazer. É também um prazer ter tido neste período (desde que comecei a contar) mais de 10.000.000 de visitantes, e ter mais de 3.000 seguidores.
Mantive o mesmo arranjo através dos anos, com uma foto de pescadores na praia de Copacabana no topo, porque é assim que me sinto, pescando e compartilhando imagens e ideias. Escrevo pouco sobre minha vida. Gostaria de fazer mais, mas há melhores escritores de blogues por aí. Ocasionalmente sou tomada por uma lembrança ou uma experiência que desejo mostrar ao mundo. Pago ao WordPress para não ter anúncios, é um luxo que me dou para manter o foco no que posto.
Devo muito ao incentivo que recebi dos meus leitores, que são uns poucos milhares por dia. Mas já é bastante, muito mais do que um dia sonhei. Agradeço também a todos que comentam, que levam as postagens para outros blogs. Acredito que conhecimento é para ser dividido. Enfim, se não fosse por minha amiga Lígia Guedes, do blog Nós Todos Lemos, que me alertou a necessária comemoração, eu provavelmente não o teria feito. Sei que blogs andam mudando, que o Instagram está tomando o lugar deles, mas aqui ainda é um lugar onde muitos vêm procurar informações e enquanto puder mantê-lo o farei. Entrar aqui e postar é um hábito, como para muitos é tomar um drinque, ler o jornal, tirar uma soneca após o almoço.
Goiania, 1992
Amaury Menezes (Brasil, 1930)
O jornal O GLOBO de hoje, (24-07-2018) publicou resultados interessantíssimos sobre a apreciação e o acesso à cultura no país, em artigo de Matheus Pichonelli. Nessa pesquisa foram considerados itens como leitura, ida ao cinema, ida ao teatro, a concertos de música clássica, a shows e a galeria de artes.
Todos os itens são do interesse deste blog carioca. Mas a leitura é de principal relevância porque a leitura é a base de conhecimento que depois de adquirido, qualquer que seja, abre portas para outros aspectos culturais.
Surpreendentemente Salvador, na Bahia, é a cidade que mais lê no Brasil. Seguida por São Paulo e Rio de Janeiro, nesta ordem. No entanto, a cidade brasileira que apresenta maior interesse em todas as diferentes formas de expressão cultural é Belo Horizonte, ou seja a cidade com nível de interesse mais equilibrado entre os interesses culturais.
A cidade que menos lê, mas a mais foliona de todas é Recife. Sobre a folia de Carnaval, outro item surpreendente: no Rio de Janeiro a festa favorita é São João. Só 21% dos cariocas são apreciadores do Carnaval. De fato, o Carnaval não é tão popular quanto se imagina, praticamente no país inteiro, ainda que seja muito mencionado como festa favorita em Recife.
Link: O GLOBO,
Vaso de flores
Marysia Portinari (Brasil, 1937)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Fotografia de jovem desconhecido, século XIX.
Eça de Queirós ou Eça de Queiroz
Este delicioso Jacinto fizera então vinte e três anos, e era um soberbo moço em quem reaparecera a força dos velhos Jacintos rurais. Só pelo nariz, afilado, com narinas quase transparentes, duma mobilidade inquieta, como se andasse fariscando perfumes, pertencia às delicadezas do século XIX. O cabelo ainda se conservava, ao modo das eras rudes, crespo e quase lanígero; e o bigode, como o dum Celta. ca[ia em fios sedosos, que ele necessitava aparar e frisar. Todo o seu fato, as espessas gravatas de cetim escuro que uma pérola prendia, as luvas de anta branca, o verniz das botas, vinham de Londres em caixotes de cedro; e usava sempre ao peito uma flor, não natural, mas composta destramente pela sua ramalheteira com pétalas de flores dessemelhantes, cravo, azaléa, orquídea ou tulipa. fundidas numa mesma haste entre uma leve folhagem de funcho.”
[Exemplo de Retratos Descritivos]
Em: Flor do Lácio, [antologia] Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário) p. 74.
Ilustração de Frances Tipton Hunter (EUA, 1896-1957).