Quadrinhas para crianças: Independência do Brasil — de Walter Nieble de Freitas

29 08 2011
Bandeira do Brasil em mosaico.

Quadrinhas para celebrar a Independência do Brasil

                                                 Walter Nieble de Freitas

A Pátria meus coleguinhas

É o recanto onde nascemos;

É a Família, o Lar, a Escola…

É a Terra onde vivemos!

Foi a Sete de Setembro

Que a nossa Terra Natal

Se libertou para sempre

Do jugo de Portugal!

Nas colinas do Ipiranga,

D. Pedro, o bravo Regente,

Transformou a nossa Terra

Num país independente!

Bandeira colorida, 2007

Zilando Freitas ( Brasil, contemporâneo)

tecido em nós,  100 x 140 cm

http://zilandofreitas.blogspot.com

O grande Pedro Primeiro

Com bravura sem igual,

Proclamou a Independência

De nossa Terra Natal.

Viva o Sete de Setembro!

Viva o povo brasileiro!

Viva a nossa Independência!

Viva D. Pedro Primeiro!

Foi “Independência ou Morte!”

O brado forte e altaneiro

Que libertou para sempre,

O meu Torrão Brasileiro.

Viva a Semana da Pátria!

Salve o povo brasileiro!

Viva a nossa a Independência!

Salve D. Pedro Primeiro!

Em: 1000 Quadrinhas escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965.





Lembrando as crianças dos hábitos sadios!

29 08 2011

Lavando as mãos, ilustração de Marguerite Davies, 1924.

Asseio

1 – Tome banho todos os dias.

2 – Lave as mãos antes das refeições.

3 – Escove os dentes pela manhã e após cada refeição.

4 – Ande sempre limpo.

5 – Não durma com roupa usada durante o dia.

6 – Não cuspa no chão.

7 – Não leve objetos à boca.

8 – Não molhe os dedos para virar as páginas dos livros.

Café da manhã, ilustração de Dorothea J. Snow.

Alimentação

1 – Faça refeições a  horas certas.

2 – Não coma em excesso.

3 – Mastigue os alimentos.

4 – Coma menos carne e mais vegetais.

5 – Conserve os alimentos ao abrigo das moscas.

6 – Não beba muita água às refeições.

7 – Não coma gulodices entre as refeições.

Hora de acordar, ilustração Kay Draper.

Respiração

1 – Procure respirar o ar livre e puro.

2 – Evite respirar pela boca.

3 – Não durma em quartos fechados ou com muita gente.

4 – Não use plantas e flores no quarto de dormir.

5 – Evite ficar muito tempo em quartos mal ventilados.

6 – Não se demore nos quartos onde estiverem pessoas doentes.

7 – Pela manhã ao levantar-se, respire o ar livre, enchendo bem o peito.  Faça isso cinco a dez vezes por dia.

8 – Quando tossir ou espirrar, use sempre o lenço.

Em: Criança brasileira, 3º livro de leitura, edição especial para o estado de Minas Gerais, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1952.





Trova sobre a infância

28 08 2011

Ilustração Maurício de Sousa.

Cantiga da bela infância,

peteca, bola, pião …

Minha inocência pelada

nadando no ribeirão…

(Clóvis Brunelli)





Roupa na corda, poesia de Jorge de Lima

27 08 2011

Roupa estendida, 1944

Eliseu Visconti (1866-1944)

óleo sobre tela  67 x 82 cm

Coleção Particular

Roupa na corda

                                Jorge de Lima

No fio de arame

tem roupa estendida,

tem roupa na corda,

ceroulas e cuecas

que dizem coisas brejeiras

às calçolas da sinhá

                   sinhá, sinhá

                   toma vento

                   senão vem um pé-de-vento

                   e carrega com sinhá!

no fio de arame

tem roupa pingando água,

deixa pingar

não faz mal nenhum…

Em: Poesias completas, vol. IV, Jorge de Lima, Rio de Janeiro, José Aguilar:1974

Jorge Mateus de Lima (União dos Palmares, AL, 23 de abril de 1893 — Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1953) foi político, médico, poeta, romancista, biógrafo, ensaísta, tradutor e pintor brasileiro.

Obras:

Poesia: 

XIV Alexandrinos (1914)

O Mundo do Menino Impossível (1925)

Poemas (1927)

Novos Poemas (1929)

O acendedor de lampiões (1932)

Tempo e Eternidade (1935)

A Túnica Inconsútil (1938)

Anunciação e encontro de Mira-Celi (1943)

Poemas Negros (1947)

Livro de Sonetos (1949)

Obra Poética (1950)

Invenção de Orfeu (1952)

Romance: 

O anjo (1934)

Calunga (1935)

A mulher obscura (1939)

Guerra dentro do beco (1950)





Pandas, únicos a não perceberem terremoto!

27 08 2011
Panda na rede.

Os animais do zoológico de Washington pressentiram o terremoto que atingiu a cidade antes mesmo de o tremor que abalou a capital norte-americana ter ocorrido. A informação foi dada pelo próprio Parque Zoológico Nacional Smithsonian. O zoológico informou que os animais anteciparam o tremor de magnitude 5,8.

O abalo não fez feridos entre os animais ou entre os funcionários da instituição, mas o zoológico foi obrigado a impedir a entrada de novos visitantes. Os funcionários notaram várias mudanças nos comportamentos das espécies do zoológico. Cerca de cinco segundos antes dos tremores, a gorila Mandara soltou um guincho, recolheu o seu bebê, Kibibi, e foi com ele para o topo de uma árvore.

Antes do terremoto, a orangotango Iris começou a fazer um ruído típico de quando sua espécie está extremamente irritada e continuou com esse som depois do tremor. O lêmure emitiu um grito de alerta 15 minutos antes do terremoto e novamente após ele ter ocorrido. O bugio adotou o mesmo procedimento minutos antes do tremor.

Ao longo do período de abalo, os grandes répteis do zoológico, que normalmente permanecem inativos por todo o dia, começaram a se contorcer. Murphy, o dragão de komodo do zoológico, buscou refúgio em um abrigo interno. Funcionários estavam alimentando castores e mergulhões quando o sismo foi sentido. Eles imediatamente pularam no lago próximo do local. Já os castores pararam de comer, ficaram sobre as duas patas traseiras e pularam na água. Eles lá permaneceram por uma hora, até que alguns dos castores retornaram à terra para continuar comendo.

O zoológico conta com 64 flamingos. Pouco antes do tremor, os pássaros ficaram agitados e se agruparam. Eles permaneceram juntos pelo tempo que durou o terremoto. A única espécie que permaneceu indiferente ao sismo foram os pandas gigantes, que se mostraram totalmente alheios ao incidente.

Fonte: Terra





Tédio: que fazer com ele?

25 08 2011

Cascão entediado, ilustração Maurício de Sousa.

As férias de julho acabaram, mas ainda escutamos os ecos das reclamações dos filhos, sobrinhos ou crianças e adolescentes da família nesse período:  “Não tem nada pra fazer…”   O tédio que parecia ser impossível de aparecer nas férias quando as olhávamos das salas de aula, de repente, se instala em casa e as crianças que se voltam  para a TV, passam o dia no sofá, trocando os olhos de sono e sem entusiasmo.  Hoje me lembrei dessas expressões de fastio, pois venho de ler um artigo O tédio pode ser bom para você [Boredom is good for you, study claims], que enumera as boas conseqüências do enfado.  Sim, elas existem. 

O enfado, fastio, tédio, aborrecimento acontece com todas as pessoas, quer elas sejam idosas ou adolescentes, crianças ou adultos.  E contrário ao que muitos pensam o tédio não é uma conseqüência da solidão.  É comum, numa crise de enfado, invejarmos as pessoas que têm muitos amigos, porque parece que ela conseguem evitar o fastio.  Mas as relações superficiais, que podemos desenvolver em grandes números freqüêntemente levam a uma sensação de vazio, e acabamos por questionar se aqueles que têm muitos amigos não são de fato amigos de ninguém, como bem demonstra o médico francês Gilles R. Lapointe, no artigo Truques para combater o tédio [Des trucs pour vaincre l’ennui], que lembra também que a solidão não tem efeitos negativos.   Há diversas maneiras de reagirmos ao tédio.  Podemos chorar, comer, dormir, beber, gritar.  Mas podemos também: ler, estudar, trabalhar, escrever.  É importante aprender desde cedo, desde criança, a lidar com o enfado, para construir maneiras positivas de  encará-lo, maneiras que poderemos levar à nossa fase adulta.

Cascão farto de tédio, ilustração Maurício de Sousa.

Para salvar as nossas consciências de qualquer culpa que possamos ter tido vendo nossas crianças aborrecidas com a “falta do que fazer”,  vou ajudar relembrando pontos positivos desse comportamento:

1 – O tédio estimula a mente para dentro de si mesma.  A conseqüência é a reflexão.  Pensar em causas e conseqüências,  encontrar seus próprios valores.

2 – O tédio também aumenta a criatividade.  Inovações em geral são conseqüência de alguém achar que há de haver uma “solução melhor” para uma tarefa específica.

3 – O tédio é um dos elementos essenciais para o adormecimento da mente e em conseqüência, para o sono.

4 – O tédio pode levar as pessoas a desempenharem tarefas em prol da sociedade em geral.  Um exemplo: doar sangue, ser voluntário num abrigo para idosos.

5 – O tédio também ensina a paciência.  E explorar esse sentimento ajuda a construir caráter.  Além de ensinar que nem tudo na vida é divertimento.

6 – O tédio ensina a fazermos bons amigos de nós mesmo ou seja, aprendemos que estar só não significa estar entediado. 

Cascão não se aguenta de tédio, ilustração Maurício de Sousa.

O tédio acontece com todas as pessoas, quer sejam idosas ou adolescentes, crianças ou adultos.  Mas se o enfado se instala na sua vida, troca a sua rotina, faz com que você esteja constantemente triste, se ele atrapalha,  pode ser resultado de um estado psicológico depressivo, talvez causado por uma perda de um ente querido, por ansiedade, angústia.  Quando você passa a achar que sua vida perdei o sentido e o tédio se instalou, aí sim, é um caso mais sério, mais delicado.  Esse tédio, quando parece instalado no dia a dia deve ser controlado, combatido mesmo, de uma forma positiva:  procurar os amigos, lembrar-se de que você não está sozinho é o início de uma solução a longo prazo.  Rever amigos é uma excelente maneira de combater o fastio.  Saia de casa, do seu ambiente familiar, faça um esforço para tomar um caminho diferente para o mercado, tomar um ônibus e vá até o fim da linha.  Veja coisas novas e diferentes, sem precisar fazer muito esforço.   Redescubra alguns interesses, explore um hobby deixado de lado. 

Comece por Identificar as causas de seu tédio e faça uma lista das pequenas mudanças em sua vida que poderão tirá-lo desse predicamento.  “A inércia leva à morte psicológica”, diz Gilles R. Lapointe.   Mova-se, crie, invente,  produza, visite pessoas, faça uma boa ação, mas acima de tudo:  MOVA-SE.

É importante organizar o seu tempo, principalmente para ter uma vida bem equilibrada entre lazer e trabalho.   Separe dentre as pessoas que você conhece aqueles que são os verdadeiros amigos e aqueles que são conhecidos.  Os amigos sinceros em geral são poucos.   Dedique-se a eles.

Mas lembre-se de que é normal ficar entediado.  E muita coisa boa, mudanças positivas podem vir das pequenas atitudes que tomamos para enfrentá-lo.  O tédio é quase sempre essencial à criatividade.

FONTES:

VIRAGE, The Guardian 





Duas irmãs, uma maravilhosa dupla, em Uma bela escapada, de Anna Gavalda

22 08 2011

A leitura, 1889

Pierre Auguste Renoir ( França, 1841-1919)

pastel sobre papel

Segue abaixo uma passagem que achei particularmente charmosa, na descrição de duas irmãs, (Lola e Garance) do livro Uma bela escapada, de Anna Gavalda, [Rocco: 2011] traduzido do francês por Pedro Afonso Vasquez, cuja resenha postei no dia 11 deste mês.  Para aqueles que se preocupam com a boa escrita, com o exercício de narração, esse é um exemplo maravilhoso de texto de comparação e contraste.  Este é um livro muito pequenino, 140 páginas, mas cheio de preciosos momentos.  Vejam, Garance descevendo a irmã Lola  e a si mesma…

Hoje ela é minha melhor amiga. Aquela parada tipo Montaigne  e La Boétie, sabem como é…   Porque era ela, porque era eu.  E o fato de que essa jovem mulher de trinta e dois anos seja minha irmã mais velha é puramente anedótico.  Digamos que no sentido que nós não perdemos tempo ao tentar nos encontrar. 

Para ela os Ensaios, as super teorias em que uma pessoa é punida por se obstinar e que filosofar é aprender a morrer.  Para mim, o Discurso sobre a servidão voluntária, os abusos infinitos e todos esses tiranos que são grandes apenas porque estamos de joelhos.  Para ela, o verdadeiro conhecimento, para mim os tribunais.  Para ambas, a impressão de ser a metade de um todo e que uma sem a outra não passaria de uma metade.

No entanto, somos muito diferentes…  Ela tem medo da própria sombra, eu sento em cima dela.  Ela copia sonetos, eu faço downloadsde música na internet.  Ela admira os pintores,  eu prefiro os fotógrafos.  Ela nunca diz o que está realmente pensando, eu digo tudo que me passa pela cabeça.  Ela não gosta de conflitos, eu gosto que as coisas estejam bem claras.  Ela gosta de ficar “um pouco alta”, eu prefiro beber seriamente.  Ela não gosta de sair, eu não gosto de voltar.  Ela não sabe se divertir, eu não sei dormir.  Ela não gosta de jogar, eu não gosto de perder.  Ela tem enormes braços protetores, eu tenho a bondade um pouco escaldada.  Ela nunca se irrita, eu sempre perco o juízo.

Ela afirma que o mundo pertence aos que se levantam cedo da cama, eu suplico que ela fale mais baixo.  Ela é romântica, eu sou pragmática.  Ela é casada, eu vivo ciscando. Ela não consegue dormir com um homem pelo qual não esteja apaixonada, eu não posso dormir com um homem que não use camisinha.   Ela…  Ela precisa de mim e eu preciso dela.

Ela não me julga.  Ela me aceita como sou, com minha tez acinzentada e minhas idéias negras, ou com minha tez rosada e minhas idéias floridas.  Lola sabe o que é uma grande vontade de um longo ou de saltos altos.  Ela compreende  o prazer que existe em aquecer ao máximo um cartão de crédito e de se culpabilizar até a morte quando ele se esfria.  Lola me mima.  Ela segura a cortina quando estou no provador e diz que sou linda e que não, minha bunda não está grande demais.  Ela sempre me pergunta como andam os meus amores e sempre fica emburrada quando falo dos meus amantes. 

….

Páginas: 48-50

Notas do tradutor:

Ensaios: [“Les Essais”] foi a principal obra do escritor e filósofo francês Michel de Montaigne  (1533-1592), composta por três volumes de conteúdo bastante variado e redigidos entre 1572 e 1595.

Discurso sobre a servidão voluntária [“Discours de la servitude volontaire”] obra panfletária sobre o absolutismo, escrita aos 18 anos de idade por Etienne de la Boétie (1530-1563), porém publicada apenas postumamente, em 1576.  La Boétie era grande amigo de Montaigne, que o acompanhou até o leito de morte e foi o responsável pela posterior difusão de sua obra.

Nota da peregrina:

Essas obras de autores franceses fazem parte da leitura obrigatória em filosofia dos cursos de ensino médio com concentração em literatura e filosofia na França.  O leitor francês, para quem a obra é dirigida, estaria facilmente familiarizado com os princípios de cada uma das obras citadas.





Filhotes fofos: macacos-de-cheiro

20 08 2011

Os macacos-esquilo do zoológico de Londres ganharam uma pequena bola de futebol, Foto: AFP.

Os macacos-esquilo bolivianos do zoológico de Londres ganharam uma pequena bola de futebol nesta quinta-feira. O grupo de 22 macacos passou o dia jogando com o novo brinquedo. Funcionários do zoo deram o presente especialmente para organizar uma sessão de fotos com os animais.

Dos 22 macacos-esquilo do zoo de Londres, onze são irmãos de mesmo pai, o macaco Bounty. No Brasil, o macaco-esquilo é conhecido como macaco-de-cheiro. Os adultos medem no máximo 30 cm e não costumam pesar mais de 700 g. São comumente encontrados na floresta amazônica e na América Central.

Para mais fotos veja:  Portal Terra.





Fábula: A menina do leite

19 08 2011

Ilustração, autor desconhecido.

A menina do leite

Rosinha ia contente para o mercado com um pote de leite na cabeça.  Era o primeiro leite de sua vaquinha.  Enquanto andava, ia pensando:

— Vendo o leite e compro uma dúzia de ovos.  Choco os ovos e terei uma dúzia de pintos.  Morrem dois  e terei cinco frangos e cinco frangas que logo serão galinhas.  Cada uma porá duzentos ovos.  Assim, num ano  terei mil ovos.  Choco tudo e terei  quinhentos galos e quinhentas galinhas.  Vendo os galos a vinte reais e terei dez mil reais.  Posso então comprar doze porcas e uma vaca.  Cada porca terá  seis leitões.  Seis vezes doze…

De repente, Rosinha tropeçou.  O pote caiu e quebrou-se.  O leite derramou no chão.  E, enquanto limpava o vestido, Rosinha viu sumir, embebido na terra, o primeiro leite de sua vaquinha e, com ele, os doze ovos, as cinco galinhas, os quinhentos galos, as doze porcas, a vaca.

Coitada de Rosinha!

Fábula original de Esopo.

Em: Leituras Infantis, 2º livro, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1962

Texto adaptado do original.





No Paraíba — poesia infantil de Julinda Alvim

18 08 2011

Animais em beira de rio, s/d

Alexandre Reider ( Brasil, SP, 1973)

Óleo sobre tela

www.areider.com.br

No Paraíba

                 Julinda Alvim

Sulcando a plaga serena

à luz da manhã dourada,

numa cantiga magoada,

chora o rio a sua pena.

E uma bonita morena,

lavadeirinha engraçada,

canta saudosa balada,

descendo a margem amena.

Chega e depõe a bacia

de roupa.  Seu vulto espia

na flor do rio, cismando.

Volve, escuta os passarinhos.

Depois a nuvem de linhos

mergulha na água, cantado…

Em: Vamos estudar?3ª série primária – edição especial para o estado do Rio de Janeiro,  Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1957