Vulcão na fronteira Argentina e Chile em erupção

30 09 2010

Imagem registrada por um satélite da Nasa – a agência espacial americana – no dia 21 e divulgada nesta segunda-feira mostra a erupção do vulcão Planchon-Peteroa, na fronteira de Chile e Argentina.   A fotografia mostra uma nuvem escura de cinzas saindo da montanha que entrou em erupção no dia 6 – processo que se intensificou no dia 18. A maior parte das cinzas vai para o sudoeste da Argentina.

O Planchon-Peteroa é um complexo vulcânico ao longo da fronteira Chile-Argentina, com várias caldeiras que se sobrepõem.  Sua atividade começou no Pleistoceno, quando se formaram duas colunas Azufre e Planchón.   Cerca de 11.500 anos atrás, grande parte da Azufre e parte da Planchón tiveram um colapso, formando  uma enorme avalanche no Rio Teno, cujo material viajou 95 km para chegar ao vale central do Chile.  O mais novo vulcão, Volcán Peteroa, consiste de aberturas espalhadas entre Azufre e Planchón.  O Peteroa tem estado ativo na nossa era com uma pequena cratera fumegante.  As erupções do complexo Planchón-Peteroa foram predominantemente explosivas, mas lava só apareceu em 1837 e 1937.

Relatórios do Chile indicam que,  a atividade do Planchón-Pteroa está aumentando e o vulcão está se tornando mais explosivo.  No dia 4 de setembro um avião da Força Aérea argentina encontrou “uma coluna de gás e cinzas alcançando até dois quilômetros de altitude” e também registrou uma área afetada pela queda de cinzas em uma área de 120 quilômetros quadrados em torno do vulcão.

FONTES: Terra e The Volcanism Blog





A presidência letrada: o que lêem os presidentes?

29 09 2010
Presidente dos Estados Unidos Barack Obama

Recentemente no jornal carioca O GLOBO os atuais candidatos à Presidência da República responderam a perguntas sobre os livros que haviam lido e que mais os marcaram.  As respostas foram tão variadas quanto os candidatos, mas havia uma tendência a citação dos clássicos, literários ou políticos, de Proust a Machado de Marx a Nietzche, como se uma leitura mais atual, até mesmo sobre a nossa história não pudesse ser mencionada sem aprovação dos partidos.  É claro que este tipo de pergunta é considerada de somenos importância no nosso país. Basta examinarmos aqueles a quem elegemos.  Pena! 

 Lendo um artigo de Tevi Troy de11 de setembro na National Review intulado Freedom Frenzy: A Look at Presidential Reading Lists  What they say about our presidents, and us.[ Frenesi de Liberdade:  Um olhar nas listas de leitura presidenciais: o que elas falam  sobre os nossos presidentes, e a nosso respeito] podemos perceber entre outros aspectos, as grandes diferenças não só de educação mas culturais entre os dois países gigantes da América do Norte e da América do Sul.  

 Não vou fazer aqui uma comparação entre os presidentes do Brasil e o dos EUA.  Seria extremamente injusto para conosco.  Vou simplesmente relacionar a lista de leitura de Barack Obama e as consequências de suas escolhas no mercado americano, que se preocupa em seguir o que qualquer presidente lê e principalmente este presidente.  

Enquanto passava duas semanas de férias no refúgio presidencial de verão em Martha’s Vineyard, o presidente americano decidiu comprar e ler o mais recente romance de Jonathan Frazen,  Freedom [ Liberdade].  Algumas semanas depois, o jornal The New York Times mencionou em três lugares diferentes este fato, o que indica, como Tevi Troy mostra,  que os americanos estão sempre querendo saber o que seu presidente está lendo e que há uma grande atração, uma mística sobre o assunto.  E é claro que quando um presidente americano lê um livro, é muito bom para as vendas desse livro.  Vejamos:

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No dia 8 de março, o Barack Obama mencionou que estava lendo o livro lançado em 1986, de Edmund Morris, The Rise of Theodore Roosevelt . – uma biografia do vigésimo sexto presidente dos Estados Unidos,[1901 a 1909]. Imediatamente as vendas desse volume, originalmente publicado 24 anos antes, subiram para 7.000 volumes. 

 

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As vendas do livro de Richard Price, Lush Life  [ no Brasil, Vida Vadia, Cia das Letras: 2009] dobraram em tamanho por várias semanas depois que  a Casa Branca colocou esse título de um romance passado em Nova York nos dias de hoje,  numa lista de leitura de Obama.

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Outra obra da mesma lista, Kent Haruf , Plainsong ,publicada em 2000 vendeu 5.000 cópias mais que o normal em 2010.

 Como Tevi Troy menciona não é só este presidente,  Barack Obama,  que eleva as vendas de livros que a população americana descobre estarem sendo lidos por seus presidentes.  O mesmo interesse ocorre e ocorreu com outros presidentes. 

 É  fascinante —  não é mesmo? – ver um presidente de um país desenvolvido dando-se ao trabalho de ler, não só “os clássicos” mas o que está sendo publicado.  Tão, mas tão longe da nossa realidade que chego a suspirar.  Que tempos melhores nos afaguem.

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A lista completa dos livros que Barack Obama levou para ler nas suas 2 semanas de descanso em Martha’s Vineyard:

The Way Home de George Pelecanos ~ suspense em Washington. D.C.

Vida Vadia,  Richard Price ~ romance que se passa no Lower East Side, em Nova York.

Hot, Flat & Crowded,  Thomas Friedman ~ sobre os benefícios para a América com  a proteção ao meio ambiente. 

John Adams, David McCullough ~ biografia do segundo presidente dos EUA.

Plainsong, Kent Harul ~ romance sobre 8 personagens diferentes vivendo em Colorado.





Dinossauros com muitos chifres!

28 09 2010

Caçadores de fósseis descobriram fósseis de dois diferentes dinossauros com chifres.  Um  que pode ser o animal com o maior número de chifres, do nosso planeta.  “Chifres por todos os lados!” É assim que os pesquisadores descreveram as duas novas espécies de dinossauros que descobriram: Utahceratops gettyi e Kosmoceratops richardson.    Ambos foram descobertos no Grand Staircase-Escalante, uma espécie de parque nacional ao sul do Estado americano de Utah e anunciados em 22 de setembro. Os animais encontrados eram parentes do famoso tricerátopo, ou triceratops, comedor de plantas famoso nos filmes sobre dinossauro.

Os chifres preenchiam toda a face dos gigantes, um sobre o nariz, um no topo de cada olho, um sobre cada osso da bochecha, e mais dez sobre cabeça.  Esse dinossauro teria vivido há 76 milhões em um pântano quente e úmido onde hoje é o sul do Estado americano de Utah e ostentava 15 chifres na cabeça.

O kosmocerátops, que tinha nada mais nada menos do que 15 chifres tinha um crânio de 2 m e atingia 5 m do focinho ao rabo. Além disso, cientistas do Museu de História Natural de Utah acreditam que o animal pesaria cerca de 2,5 toneladas.   Os chifres preenchiam toda a face dos gigantes, um sobre o nariz, um no topo de cada olho, um sobre cada osso da bochecha, e mais dez sobre cabeça.  Esse dinossauro teria vivido há 76 milhões em um pântano quente e úmido onde hoje é o sul do Estado americano de Utah. 

O fóssil do Kosmoceratops richardsoni// Foto: Scott Sampson, Universidade de Utah

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Existem muitas teorias sobre a utilidade dos chifres na região da “franja” de dinossauros como o tricerátops, hoje a mais aceita é de que tinham finalidade sexual (para atrair uma parceira) e de luta contra membros da mesma espécie. Apesar disso, as fêmeas também tinha a “franja”, o que, segundo os cientistas, servia para espantar os predadores.

Os pesquisadores descobriram dois crânios da nova espécie em uma área de difícil acesso do Estado e tiveram que retirá-los de lá em um helicóptero. Outro “primo” do tricerátops foi descoberto pelos cientistas na mesma região. Ele recebeu o nome de utahcerátops e era maior que o kosmoceratops, mas bem menos chamativo.

Raymond Bernor, paleontólogo da Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos (NSF) está empolgado com a descoberta. “Primeiro, pesquisadores encontraram duas novas e emocionates espécies de dinossauro. Segundo, a pesquisa ajudou a avançarmos no entendimento da geografia biológica das comunidades de dinossauros do oeste da América do Norte que aparentemente incluíam populações do norte e sul. E terceiro, a descoberta inspirou futuras descobertas no parque, que agora tornou-se uma das mais importantes reservas paleontológicas do mundo“.

Ao todo, são conhecidas entre 800 e 850 espécies de dinossauro, mas acredita-se que na época Mesozoica este número ficasse na casa dos milhares.

Fonte: BBC, Revista Galileu.





Aprender uma língua estrangeira, quanto antes, MELHOR!

28 09 2010

Antes do banho do bebê, 1880

Mary Cassatt (EUA 1844-1926), 

Óleo sobre tela,  100 x 66cm

Los Angeles County Museum, EUA

Uma segunda língua é melhor aprendida quando ainda se é bem criança.  Este e o resultado da pesquisa feita por  Eloísa Lima, mestre em neurolinguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que  investigou o aprendizado de 32 bebês de 2 a 5 meses e verificou que a partir dos 2 meses e 20 dias a criança é capaz de identificar sons de vogais e entender as fronteiras das palavras:  onde começam e terminam as diferentes palavras nas frases.

Inteligência já existe no momento da pré fala, a criança não fala, mas pensa antes do primeiro ano de vida”, diz.

Para a pesquisadora, até os sete anos de vida é a melhor fase para aprender outro idioma. O ideal seria antes dos 3 anos. “A aquisição de um língua não esta ligada à fala, mas às emoções e ao raciocínio“. Ela acrescenta, “Não é impossível que um adulto aprenda, mas torna-se mais difícil, a exigência é maior“.

A criança é considerada madura para a linguagem perto dos sete anos. Depois, para aprender uma outra língua, as pessoas precisam fazer associações com sons, palavras e outras coisas de sua língua materna. Daí vem o sotaque e a dificuldade em aprender.

Nota baseada no artigo de Denise Dalla Colletta da Revista Galileu.





Quadrinha sobre A CRIANÇA

28 09 2010
Ilustração de revista da década de 1960.

A luz mais clara, mais pura,

chama viva da esperança,

só se encontra na ternura,

dos olhos de uma criança.

(Marília Fairbanks Maciel)





A luz do nascimento das estrelas

27 09 2010

 

Foto: Nasa/Divulgação

Astrônomos descobriram um novo fenômeno cósmico, batizado de “coreshine“, que revela novas informações sobre como estrelas e planetas surgem. Os astrônomos descobriram que os negros núcleos de nascimento de estrelas emitem luz em certos comprimentos de onda de infravermelho.

As imagens mostram uma escura massa de gás e poeira, um núcleo no qual nascem estrelas e planetas, mas que emitem luz em comprimentos menores do infravermelho. A análise desse fenômeno revela informações sobre a idade e consistência dos novos surgimentos. Os astrônomos divulgaram que encontraram diversas ocorrências desse fenômeno em lugares escuros do espaço.

A imagem à direita mostra o núcleo negro visto por longas luzes infravermelhas. Já a imagem central o mostra visto por meio de ondas infravermelhas curtas. Nesta imagem, as luzes do núcleo brilham mais porque estão refletindo luzes de estrelas novas. Esta luz é o novo fenômeno. A imagem à esquerda é a soma de ambas. “Nuvens negras na Via Láctea, longe da Terra, são lugares enormes nos quais nascem estrelas. Mas elas são ‘tímidas’ e se escondem em camadas de poeira que nos impedem de ver o que ocorre dentro“, disse Laurent Pagani, membro do Observatório de Paris e do Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês. “Encontramos um jeito de observá-los. Eles são como fantasmas, os vemos mas também vemos através deles“, completou.

Em 2009, a equipe de Pagani observou um caso deste fenômeno. Ficaram surpresos ao ver brilhos de estrela saindo de um núcleo negro na forma de luz infravermelha que o Spitzer podia observar. Agora, foram analisados 110 núcleos, dos quais metade possuía o novo fenômeno cósmico.

Fonte: Terra





Encontradas 3 espécies consideradas extintas!

26 09 2010

Hyperolius sankuruensis.

Pesquisadores encontraram duas espécies de rãs da África e uma salamandra do México que se acreditavam extintas, informou nessa quarta-feira a Conservation International, organização de defesa da biodiversidade.

A descoberta foi realizada por pesquisadores enviados a locais isolados do planeta com o objetivo de determinar a situação de uma centena de espécies de anfíbios declaradas desaparecidas há dezenas de anos.

Chiropterotriton mosaueri.

Uma das três espécies encontradas é uma salamandra (Chiropterotriton mosaueri) que não se observava desde 1941. Vários indivíduos foram observados em uma gruta do Estado de Hidalgo, no México.

Outra descoberta ocorreu na Costa do Marfim, onde os pesquisadores encontraram uma pequena rã marrom (Hyperolius nimbae) que não era observada desde 1967.

Hyperolius nimbae.

A terceira espécie, uma rã marrom com manchas verdes, quase fluorescentes (Hyperolius sankuruensis), foi observada na República Democrática do Congo, algo que não ocorria há 30 anos.

Fontes: Terra, Science Compulenta





Cochilo Darwiniano: a teoria da evolução em Star Trek

26 09 2010

Nada como um fim de semana chuvoso, um excelente livro de umas 500 páginas – cuja leitura precisa de algumas pausas para não cansar.  E a minha mente vagueia pelo espaço…  Com essa combinação sempre acho a desculpa de “realmente não posso fazer mais nada” para flanar pelos locais mais extravagantes da rede com uma displicência convincente, uma pausa justificada como bem-merecida.   Hoje foi o dia de me perguntar sobre ficção científica e acabar num artigo delicioso na revista MAD SCIENCE, sobre que ficção científica mais se aproxima da realidade intelectual dos cientistas [ Six scientists tell us about the most accurate science fiction in their fields] e mais tarde na mesma revista um artigo também fascinante sobre os mais estranhos conceitos de evolução na ficção cientíca [The most ludicrous depictions of evolution in science fiction history] cujo primeiro parágrafo traduzo livremente, porque me levou a chorar de rir, depois que refleti sobre o assunto.

Há um monte de exemplos em Star Trek, sobre a duvidosa compreensão dos princípios básicos da biologia, da genética e da evolução.  Mas provavelmente o problema mais generalizado se apresenta na explicação de todos os híbridos alienígenas. Há o meio-vulcano: Spock;  a meia-Betazed: Deanna Troi;  a meia-Klingon: B’Elanna Torres … e isso é apenas a partir das principais castas. Quase toda espécie de humanóide alienígena foi capaz de cruzamento, e até mesmo os híbridos puderam se acasalar sem problemas, principalmente quando Worf e o meio-humano/ meio-Klingon K’Ehleyr se tornaram pais do filho Alexander, que era 75% Klingon. Nada disso deveria ser remotamente possível, e no mínimo todos os híbridos deveriam ter sido estéreis.

Claro, tecnicamente tudo isso tem mais a ver com genética do que com evolução.  O problema aparece mais claramente no episódio Da Próxima GeraçãoThe Chase“, que procurou explicar por que todos os diferentes alienígenas pareciam serem praticamente o mesmo (e, por extensão, porque é possível manter o cruzamento com tamanho sucesso). O episódio apresenta uma antiga raça de humanóides que foi extinta bilhões de anos atrás, mas não antes de semearem a galáxia inteira com seu DNA, fazendo com que todas as raças atuais — de seus descendentes– e, portanto, uns primos distantes de outros. Agora, poderia até explicar por que todas as espécies inteligentes são humanóides – embora deva ser salientado que, se os precursores tentavam orientar a evolução da Terra para a criação de uma raça semelhante a eles próprios, a sua intromissão foi incrivelmente sutil. Deveríamos imaginar, para início de conversa, que eles gerenciariam a evolução de tal maneira que não se perdesse tantos milhões de anos com dinossauros dominando do planeta.

Mesmo assim o problema dos híbridos não é resolvido.  A raça precursora explica que eles semearam os oceanos primordiais de mundos onde a vida estava apenas começando a emergir, o que significa que os seres humanos, Klingons, os Vulcanos, e todo o resto deles haviam tido caminhos totalmente separados até então,  já que eram organismos unicelulares. (E, a julgar pela explicação dos precursores, os cientistas só deram mesmo uns petelecos em  alguns genes das foromas nativas do planeta). Isso significaria que os seres humanos seriam muito mais relacionados aos cavalos, lagartos, formigas … e até  mesmo bananas seriam muito mais próximas geneticamente aos seres humanos do que os Vulcanos, e, no entanto, ainda estamos à espera de um meio-humano, banana-meia Sr. Spock.

Para outras considerações sobre a ciência da evolução em outras conhecidas ficções leia o artigo no link abaixo.

FONTE:  MAD SCIENCE





Aos chorões, poema de Augusto Meyer

26 09 2010

Vitórias Régias e chorões em lago, 1916

Claude Monet ( França, 1840-1926)

óleo sobre tela, 160 x 180 cm

Lycée Claude Monet, Paris

Aos Chorões

                        Augusto Meyer

Chorões da praia de Belas

Molhando as folhas no rio.,

sois pescadores de estrelas

ao crepúsculo tardio.

O mais velhinho, já torto

ao peso de tantas mágoas

lembra um pensamento absorto

debruçado sobre as águas.

Salgueiros trêmulos, belos,

meus camaradas tão bons,

diz o poeta, violoncelos

onde o vento acorda os sons.

Sois, à beira da enseada,

um bando de poetas boêmios,

e fitais na água espelhada

vossos companheiros gêmeos…

Mas se alguma brisa agita

a copa descabelada,

ondula, salta, palpita

vossa imagem assustada…

Augusto Meyer Júnior (Porto Alegre,1902 — Rio de Janeiro,1970) Pseudônimo: Guido Leal, Jornalista, ensaísta, poeta, memorialista e folclorista brasileiro. Em 1935 assumiu a direção da Biblioteca Pública de Porto Alegre. Em 1938, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a colaborar em jornais e revistas com poemas e ensaios críticos. Fez parte do Modernismo gaúcho, quando dá à poesia um toque regionalista. Membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Filologia.

Obras:

A Chave e a Máscara,  1964  

A Forma Secreta, 1965  

À Sombra da Estante, 1947  

Camões, o Bruxo e Outros Estudos, 1958  

Cancioneiro Gaúcho, 1952  

Coração Verde, 1926  

Duas Orações, 1928  

Gaúcho, História de uma Palavra, 1957  

Giraluz, 1928  

Guia do Folclore Gaúcho, 1951  

Ilusão Querida, 1923   

Le Bateau Ivre. Análise e Interpretação, 1955  

Literatura e Poesia, 1931  

Machado de Assis, 1935  

No Tempo da Flor, 1966  

Notas Camonianas, 1955  

Poemas de Bilu, 1929  

Poesias (1922-1955), 1957  

Preto e Branco, 1956  

Prosa dos Pagos, 1943  

Segredos da Infância, 1949  

Seleta em Prosa e Verso, 1973  

Sorriso Interior, 1930  

Últimos Poemas, 1955





Fóssil de girassol sugere nascimento na América do Sul

26 09 2010

 

Girassol fossilizado,  Foto: Barreda, Revista Science.

Um fóssil muito bem preservado de uma flor de 45 milhões de anos atrás, parente ancestral do girassol e da margarida, foi encontrado na Argentina pela equipe de investigadores liderada Viviana Barreda, do Museu de Ciências Naturais Bernardino Rivadávia, de Buenos Aires.  A descoberta de uma flor fóssil encontrada em terreno fossilizado na região da Patagônia Argentina, da família de girassóis, margaridas e dentes de leão sugere que os girassóis possam ter florescido pela primeira vez na América do Sul.

 Fósseis da família Asteraceae, ou Aster, são difíceis de serem encontrados e a maioria é formada apenas por grãos de pólen. No entanto, esses cientistas argentinos encontraram um fóssil com duas inflorescências primitivas que apresentavam algumas características da família aster.  Os pesquisadores argentinos teorizam que uma reserva ancestral da família Asteraceae surgiu no super-continente Gondwana antes que fosse dividido nos atuais continentes que formam a América do Sul, a África, a Índia e a Austrália.

A botânica Liliana Katinas disse que pesquisadores vêm tentando determinar o lugar de origem dessa família. Um fóssil encontrado em 2002 na região da Patagônia argentina apontou para a possibilidade de que as flores tivessem evoluído primeiro na América do Sul. 

Se alguém fosse dizer onde está a origem dessa família, eu diria que está na América do Sul… na Patagônia“, disse Katinas. A cientista trabalha no Conselho Nacional para Pesquisa Científica e Técnica da Argentina e faz parte da equipe que vem estudando o fóssil nos últimos dois anos.  “Nós encontramos uma inflorescência cujo pólen – depois da análise de especialistas do grupo – está na base da árvore evolutiva. E onde encontramos ela? Encontramos na Patagônia, na América do Sul“, disse.

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Menina soprando um dente-de-leão. Fotografia, autor desconhecido.

As belas margaridas cultivadas, crisântemos e girassóis, assim como as alfaces, alcachofras, e o estragão estão entre a espécie que inclui também 23 mil outras espécies silvestres, compondo a família do girassol, também conhecida como Compositae ou Asteraceae.  Hoje, os membros da família são encontrados em todos os continentes exceto a Antártida, especialmente nas zonas temperadas ou mais elevadas dos trópicos.  Na época dessas plantas fossilizadas  a Patagônia provavelmente gozava de um clima ameno e úmido hospitaleiro para flores, permitindo a evolução de muitas variedades.

 “Finalmente, há claras evidências através de um grande fóssil da família do girassol, numa fase anterior à sua diversificação, exatamente onde tinha sido levantada a hipótese de sua origem“, disse o biólogo Tod Stuessy da Universidade da Áustria de Viena, em um comentário que acompanha o estudo.  “Mesmo que seja aceita a origem do girassol na América do Sul, ainda não está claro como a família rapidamente colonizou todo o planeta e adquiriu tremenda diversidade.”

 Agora o desafio é pesquisar como essa família de flores conseguiu se espalhar para o mundo todo, com exceção da Antártida.

FONTES: Wired , Terra