Apreciando os quadros de Gerard ter Borch

7 12 2010

—-
—-

—-

Ontem, na minha postagem da série  Imagem de Leitura, coloquei aqui uma tela do pintor holandês Gerard ter Borch, cuja especialidade foi a pintura de gênero.  Ele atuou no século XVII, mesmo período em que os holandeses, seus conterrâneos,  invadiram o Brasil e dominaram a vida cultural do nordeste.

É justamente através da pintura de gênero (cenas do dia a dia) que se tem uma melhor idéia de como era a vida, como ela era percebida,  na época.  E ainda temos uma noção de como seus contemporâneos queriam deixar suas vidas  registradas, como gostariam de ser lembrados pelas gerações subsequentes.  A pintura de gênero, estilo que só apareceu depois da Renascença, ajuda bastante nessa reconstrução de época.  

 Assim, coloco aqui um vídeo com as pinturas de Gerard ter Borch para que tenhamos uma melhor idéia de como viviam os holandeses da classe média e de classe média alta, ou melhor dizendo da classe mercantil, na época em que Maurício de Nassau construía seus sonhos de uma Holanda Meridional no Brasil.

 Uma das grandes diferenças está, é  claro,  na alfabetização de todos, tanto homens quanto mulheres, um feito oposto ao encontrado aqui no Brasil no século XVII. Divirtam-se.  Há quadros muito bonitos. O primeiro, é o retrato do pintor.





Antigos cartões de Natal II

6 12 2010

Italianos

—– 

Feliz Natal, cartão italiano da década de 30 do século XX.

—-

—–

 

Feliz Natal, cartão italiano da década de 30 do século XX.

—-

Feliz Natal, cartão italiano, 1907.

—-

—–

Poloneses

—-

—-

Cartão de Natal, 1957, Polônia.

—-

—–

Cartão de Natal polonês, sem data.

—–

—–

Cartão de Natal da Polônia, sem data.




Imagem de leitura — Gerard ter Borch

6 12 2010

A lição de leitura, s/d

Gerard ter Borch (Países Baixos, 1617-1681)

Óleo sobre madeira,  27 x 25 cm

Museu do Louvre

—–

——

 

Gerard ter Borch (1617-1681) nasceu em Zwolle, nos Países Baixos e aprendeu a pintar com seu pai, o conhecido pintor Gerard ter Borch, o Velho.  Em 1633, o jovem ter Borch se mudou para o Harlem para estudar com o pintor Pieter de Molijn.  Lá o trabalho de ter Borch era de adicionar figuras humanas às paisagens de seu mestre.  Na década de 1650 ter Borch começou a se estabelecer como pintor de gênero.  Seu trabalho tem semelhanças com as  pinturas dos artistas de Delft do mesmo período, incluindo o trabalho de Pieter de Hooch.  Ter Borch visitou Delft em 1653 e isso pode ter sido a razão dessa influência.  O pintor foi particularmente reconhecido pelo seu trabalho como retratista e cenas destacando pessoas elegantes e bem vestidas em aposentos quase indefinidos.





Os violões no Natal, poesia de Sabino de Campos

6 12 2010

Músicos, cartão de Natal, da Rússia, sem data.

—-

—-

Os violões no Natal

Sabino de Campos

—-

Os violões, no Natal, são mais sonoros:

Enchem nossa existência de infinito,

De perfumes sinfônicos e coros

Doces, pungentes como um luar no Egito.

—–

Nas suas cordas, pássaros canoros

Gorjeam terno cântico bonito…

Não há no mundo trevas nem meteoros,

Tudo parece angélico e bendito…

Natal.  A natureza reverdece

Entre lírios e rosas e esplendores,

Tem o mundo a doçura de uma prece…

E os violões do Natal, cordas de luz,

Parecem dedilhados, entre flores,

pelos dedos divinos de Jesus…

                     João Pessoa — Paraíba

Em: Sabino de Campos, Natureza: versos, Rio de Janeiro, Pongetti: 1960

 

Sabino de Campos, Retrato a bico de pena, por Seth, 1947.

—-

—-

Sabino de Campos (Amargosa, BA, 1893– ? ),  poeta, romancista e contista.

Obras:

 

Jardim do silêncio, 1919, (poesia)

Sinfonia bárbara, 1932,  (poesia)

Catimbó: um romance nordestino, 1945 (romance e novela)

Os amigos de Jesus, 1955 (romance e novela)

Lucas, o demônio negro, 1956 – romance biográfico de Lucas da Feira (romance e novela)

Natureza: versos,  1960 (poesia)

Cantigas que o vento leva, 1964, (poesia)

Contos da terra verde, 1966 (contos)

Fui à fonte beber água, 1968 (poesia)

A voz dos tempos, memórias, 1971

Cantanto pelos caminhos, 1975

Autor, junto de Manoel Tranqüilo Bastos, do hino da cidade de Cachoeira, BA





China, Gaia, elefantes, livros e Natal, pensamentos dispersos

5 12 2010

 

Recentemente, numa de suas colunas diárias sobre economia, no jornal O Globo, Miriam Leitão lembrou aos seus leitores que tamanho não é documento:  a crise econômica européia estava periclitante por causa do posicionamento do governo irlandês.  E numa astuta observação a jornalista colocou os dados em perspectiva, revelando que a economia européia estava nas mãos de 4.500.000 irlandeses. Isso mesmo, quatro milhões e meio de pessoas — esta é a população total do país que poderia fazer a economia européia cair.  Uma população bem menor do que a da cidade do Rio de Janeiro.  É o conhecido ratinho, dando um susto no elefante. 

Essa observação repercutiu muito nos meus pensamentos, porque muitas vezes não conseguimos colocar o que acontece à nossa volta  em contexto, não atinamos para a perspectivas do tamanho.  Até que nesse fim de semana fui lembrada, de novo, da relatividade dos fatos.   No início do filme A Rede Social, Mark Zuckerberg, diz para sua  namorada:  “Você sabia que há mais gente com QI de gênio na China do que a população inteira dos Estados Unidos?” [Did you know there are more people with genius IQ’s living in China than there are people of any kind living in the United States?]. É uma afirmação óbvia, considerando-se o tamanho da  população chinesa. Mas, foi preciso que ele mencionasse isso para que eu também colocasse a questão da população chinesa em perspectiva.  Nem sempre pensamos assim, em termos relativos. 

Com essas considerações em primeiro plano coloquei na minha lista de presentinhos de Natal que espero Papai Noel possa trazer,  o download no meu Kindle do livro do jornalista inglês Jonathan Watts, intitulado When a Billion Chinese Jump [Quando um bilhão de chineses pulam], que há tempos espero notícias de que vá ser traduzido para o português, mas que com a  falta de afirmativas das editoras, resolvi não poder esperar mais. 

—-

—-

—-

—-

Na Inglaterra foram divulgados no início da semana passada os livros sobre o meio ambiente que mais venderam nessa primeira década do século.  É uma pena que com exceção do livro de Al Gore, os outros, de autores como Tim Smit, e Christopher Booker, ainda nem tenham chegado a serem traduzidos e publicados no Brasil.

O mais vendido de todos os livros foi The Vanishing Face of Gaia, [Acredito que no Brasil tenha o título: Gaia, o alerta final, Editora Intrínseca: 2010] de James Lovelock.  Duas editoras brasileiras têm dividido as publicações do autor: Intrínseca e Cultrix.  James Lovelock é conhecido aqui no Brasil, mas deveria ser mais.  Dos cinco volumes listados em catálogos de livrarias, só 3 foram publicados no Brasil.  Dois só podem ser adquiridos através de importação, quer em português (vindos de Portugal, Edições 70) quer em inglês, na língua em que foram escritos.

A vingança de Gaia, publicado em 2006, Intrínseca

Gaia: a cura para um planeta doente, publicado em 2007, pela Cultrix

Gaia: um Novo Olhar Sobre a Vida na Terra, publicado em 2007, Edições 70

 (edição  portuguesa, livro importado)

Gaia um novo olhar sobre a vida na Terra, publicado sem data, Edições 70

(edição portuguesa, livro importado)

Gaia: o alerta final, publicado em 2010, Intrínseca.  

Os outros autores mencionados Tim Smit  e Christopher Booker, não estão traduzidos.

É difícil imaginar que não haja leitores em português para esses volumes.  O meio ambiente está na pauta de todos os brasileiros com um módico de escolaridade.  E a maioria desses livros não são escritos só para cientistas, suas terminologias e seu interesse pelo meio ambiente são evidenciados por uma linguagem accessível a qualquer pessoa com o seguindo grau.  Fica aqui o meu desapontamento.





Projeto inglês plantará 1.000.000 árvores em 4 anos

5 12 2010
Ilustração, autor desconhecido.-

—-

No dia 2 de dezembro, passado, o governo britânico anunciou um programa de plantio de 1.000.000 um milhão de árvores nas zonas urbanas da Inglaterra.  Um plano semelhante não havia sido posto em prática desde 1970.  O projeto planeja o plantio dessas árvores ao longo de quatro anos.  

O programa será introduzido com o apoio de organizações de proteção à flora já existente.  O hábito da jardinagem é comum na Inglaterra e as autoridades reconhecem que o auxílio das entidades florestais locais, associado ao entusiasmo da população, será de grande valia, já que se saberia que árvores melhor se adaptam a cada local.  

Na Inglaterra, país com uma área de 130. 410 km², [Para referência: o Brasil tem uma área total de 8.514.876,599 km², ou seja, cabem nele 62,5 Inglaterras] plantam-se aproximadamente seis milhões de árvores por ano.  O objetivo desse projeto é aumentar esse número para 20 milhões de árvores pelos próximos 50 anos.  

Em junho desse ano, disse Hilary Allison, diretora da Woodland Trust, disse, “lançamos nossa campanha Quanto Mais Árvores Melhor [More trees, more good] para pautar que precisamos de duas vezes mais árvores nativas e bosques para que a nossa vida selvagem continue a sobreviver e para preservação do meio ambiente.  Escolas, grupos comunitários , parceiros corporativos donos de grandes extensões de terra, nos  apoiaram entusiasticamente.”  

Para que o programa de plantio de 1.000.000 de árvores seja bem sucedido será preciso ter o apoio integral da população, fazendo disso um “hábito nacional”.  

Griff Rhys Jones, presidente da Civic Voice, uma organização que tem como objetivo tornar lugares mais agradáveis, bonitos e distintos, lembra que  esse projeto será a maneira perfeita para as pessoas das comunidades se encontrarem, para vizinhos se conhecerem.

FONTE: BBC





Antigos cartões postais de Natal I

2 12 2010
Cartão postal francês com desejos de um Feliz Natal, de 1944 (durante a 2ª Guerra Mundial)

—-

Cartão de Natal, americano, 1925.

—-

—-

Cartão postal francês, Viva São Nicolau, 1943.

 

Cartão postal francês, Feliz Natal, 1910.




Um novo tipo de vida que desafia os nossos conhecimentos!

2 12 2010

Nova forma de vida, acima.

—-

 Nasa confirmou nesta quinta-feira em Washington a descoberta de uma forma nova de vida encontrada em um lago tóxico na Califórnia. Segundo os pesquisadores, eles encontraram um “micro-organismo vivo diferente do conceito de vida que conhecemos até hoje”, diz pesquisadora da Nasa.

Até hoje se pensava q todas as formas de vida precisavam de fósforo e este micróbio substitui arsênico por fósforo. Isso é profundo. o que mais poderemos encontrar?”, diz a pesquisador Felisa Wolfe-Simon. “A definição de vida acabou de ser ampliada“, diz Ed Weier, administrador da Nasa da missao de ciência.

A Nasa diz que a descoberta de uma bioquímica alternativa vai mudar livros de Ciência e a ampliar o escopo da busca pela vida fora da terra. Carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre sao os 6 elementos basicos de todas as formas de vida na terra. Fósforo é parte da estrutura do DNA e do RNA, as estrturas que transportam as instruções genéticas da vida e é considerado um elemento essencial para todas as células vivas.

Fósforo é um componente central da molécula que transporta energia em todas as celulas (adenosina trisfosfato) e também os fosfolipídios que formam todas as membranas das celulas.

Essa forma de vida descoberta utiliza o arsênico no lugar do fósforo. O arsênico é elemento quimicamente parecido com o fósforo, mas venenoso para a maioria das vidas na terra.

Segundo os pesquisadores, a descoberta abre toda uma nova variedade de perguntas, com respeito à exploração espacial, isso é muito importante, pois mostra que ainda não sabemos o que pode ser tolerado em outros ambientes. “Temos que pensar em possibilidades de encontrar vida que aguentam coisas que nao conseguiríamos aguentar“, diz Mary Voytek, diretora do programa de Astrobiologia da Nasa.

Felisa afirma que temos que pensar em vida em qualquer contexto, como o lunar ou outro planeta.

“(Esta descoberta leva a) possibilidades de organimos que possam viver sem fósforo e poderá se desenvolver toda uma nova tecnologia de bioenergia sem usar fósforo”, diz James Elser, professor da Escola do Estado do Arizona.

—-

Artigo de Lígia Hougland    FONTE: TERRA





Aprecie neste vídeo a obra de Félix Revello de Toro

2 12 2010




Imagem de leitura — Félix Revello de Toro

2 12 2010

Sempre Feliz, 1977

Félix Revello de Toro ( Espanha, 1928)

Óleo sobre tela,  73 x 50 cm.

—-

—-

Félix Revello de Toro, (Espanha, 1928) Nascido em Málaga, teve sua primeira exposição de arte aos dez anos de idade, em 1938.  Estudou pintura na Escuela Superior de Bellas Artes de San Fernando com César Alvarez Dumond, Antônio Burgos Oms, Rafael Murillo Carrera e Federico Bermúdez Gil.  Isto o fez muito familiarizado  com as obras de outros grande artistas tais como Sorolla, Casas, Benlliure, Muñoz Degrain , Martinez Cubells, Fernández Ocón, etc.  Aos dezesseis anos ganhou por competição duas bolsas públicas para estudar pintura em Madri onde permaneceu por cinco anos.  Ganhou diversos prêmios inclusive o Premio extraordinário de Belas Artes e a bolsa Carmen del Rio, em 1951, que lhe permitiram permanecer em Roma.  Em novembro de 2010 a cidade de Málaga abriu um museu dedicado à sua obra.

———

NOTA: Há discrepâncias quanto ao ano de nascimento de Félix Revello de Toro.   Mais ou menos metade dos livros e sites dão como 11 de junho de 1926, enquanto que a outra metade dá 1928,  Escolhi a informação do Museu Félix Revello de Toro, recém-inaugurado (novembro de 2010) em Málaga.