Quadrinha da liberdade

1 12 2012

passaros, soltando,  J. Stanley, AmericanGirl1935-02

Soltando pombas, ilustração de J. Stanley, para capa da revista American Girl de fevereiro de 1935.

Liberdade é conviver

com sua própria razão,

sem a ninguém ofender,

nem magoar o coração.

(Durval Lobo)





Noite Santa, texto de Fulton J. Sheen

1 12 2012

Adoração dos pastores, c. 1535

Il Bronzino, [Agnolo Bronzino], (Itália, 1503-1572)

óleo sobre madeira, 77 x 65cm

Museu de Belas Artes de Budapeste

Os humildes pastores

Arcebispo Fulton J. Sheen

tradução de Marta de Mesquita Câmara

Os Pastores representavam, ali, no Presépio, todas as almas simples que nada entendem das intrigas políticas do mundo, das suas artes, das suas ciências, das suas literaturas.  Nem um só dentre eles todos era capaz de recitar um só verso de Virgílio, cujos poemas eram conhecidos de toda a gente na vastidão do Império Romano. Aos campos, onde pastoreavam as suas ovelhas, jamais chegara o mais pequeno eco dos escândalos da voluptuosa corte do rei Herodes ou das lições do sábio Gamaliel. E por seu lado a opinião pública, desconhecia até a própria existência desses humildes e rudes pastores, que para ela seriam ainda menos que grãos de pó, sem a mínima importância para o progresso dos povos e das nações.

E, todavia, esses humildes e simples pastores sabiam duas coisas importantíssimas: que havia no Céu um Deus e que havia na Terra as suas ovelhas. Nada mais precisavam aquelas almas simples de saber, e naquela noite em que os Céus se iluminaram só para eles so esplendor dos anjos, foram eles que lhes ouviram o anúncio de que havia nascido de pais pobres, num pobre estábulo, à beira do pobre povoado de belém, aquele que deveria salvar os homens.

Em: A Estrela dos Reis Magos, Malba Tahan, São Paulo, Saraiva: s/d





Quadrinha do beijo

30 11 2012

beijo Harrison Fisher (1875 - 1934)

Beijo, ilustração de Harrison Fisher (EUA, 1875-1934)

Meu beijo é bem diferente

dos beijos que os outros dão:

eles beijam, simplesmente,

eu… beijo, com o coração.

(Rômulo Cavalcante Mota)





O Natal em poucas palavras — Peg Bracken

30 11 2012

Cartão Postal.

“Presentes de tempo e amor são, decerto,os ingredientes básicos para um verdadeiro feliz Natal”.

Peg Bracken





Ilusões de ótica!

29 11 2012

Olha só!  diz Luizinho,  ilustração Walt Disney.

Recebi esta semana um email com diversas imagens que nos dão ilusão de ótica.  Já tratamos desse assunto aqui.  E uma delas usamos como ilustração do poema Romance ingênuo de duas linhas paralelas, de José Fanha. Incentivo todos a conhecerem esse delicioso poema clicando no link.  Mas a versão que usamos naquela postagem de 2009 não é colorida.  Hoje postarei em seguida as imagens que recebi.  Infelizmente elas vieram sem autoria, de modo que não posso passar para vocês o autor da coletânea, mas pela maneira de escrever deve ser português.  Divirtam-se.





O Natal em poucas palavras — Washington Irving

28 11 2012

Pedidos de Natal, ilustração Priscilla Pointer (EUA, 1924) propaganda de linha branca.

“O Natal é a época de acender o lume da hospitalidade na entrada, a brilhante chama da caridade no coração.”

Washington Irving





A lagarta, soneto de Bastos Tigre

28 11 2012

Pequeno encanto

Donald Zolan (EUA, contemporâneo)

óleo sobre tela

www.zolan.com

A lagarta

Bastos Tigre

Por sobre as ramas da árvore coleia

A lagarta. E a colear, viscosa e lenta,

O seu aspecto as vistas afugenta

E de tocá-la a gente se arreceia.

Verde-negra, amarela, azul, cinzenta,

Quando o sol as folhagens incendeia,

Sobe a aquecer-se, e à luz solar, aumenta

O asco de vê-la repulsiva e feia.

Mas eis que a encerra do casulo a tumba;

Não penseis que, de todo, ela sucumba

No seu sepulcro eternamente presa.

Qual, do corpo, alma livre, desprendida,

É borboleta: evola-se a outra vida,

Voando feliz, na glória da beleza.

Em: Antologia Poética, Bastos Tigre, volume I, Rio de Janeiro, Ed. Francisco Alves:1982





5.000.000 + de visitantes, obrigada

25 11 2012

 

Obrigada a todos os que nos seguem e aos visitantes esporádicos.  Hoje passamos o número de 5.000.000 — cinco milhões de visitantes.  Só em 2012 foram mais de 2.000.000.  Isso só aumenta a responsabidade da Peregrina.  Mas é uma boa responsabilidade que precisa ser dividida com todos os nossos amigos e visitantes.

Muito Obrigada!





Filhotes fofos: fuinha sul-africana

25 11 2012

Foto: Dave Stevenson para Rex Features.

Nascidas no Jardim Zoológico de Londres este par de fuinhas sul-africanas (meerkat) chega pela primeira vez à beira da toca.  Curiosas e interessadas na vida do lado de fora, mostraram-se bem alertas, mas sem coragem de colocar uma patinha sequer do lado de fora, mesmo tendo uma plateia humana lhes dando incentivos para que saíssem dali.  As fuinhas sul-africanas nascem em tocas de famílias de fuinhas, famílias grandes de até  30 membros.  Essas tocas são feitas de buracos que se comunicam uns com os outros num sistemas bastante complexo de tuneis.  Em geral as fuinhas bebês ficam na toca durante as primeiras duas a três semanas de vida.

Fonte: Daily Mail





O viajante noturno, conto infantil de Wilson W. Rodrigues

24 11 2012

Murucututu

Chico Martins (Brasil, contemporâneo)

aquarela

Flickr

O viajante noturno

Wilson W. Rodrigues

Aquele ruflar agitado de asas acordava todos na floresta, fosse noite escura, fosse noite estrelada, fosse noite de lua.

A corujinha, curiosa, perguntava:

— Que é que ele vai fazer, mamãe?

A Coruja-mãe, anideando-a sob as asas, respondia sempre:

— Dorme, filhinha.

Na perambeira, Gavião-mirim espigava a cabecinha para vê-lo passar, mas o Gavião puxava o filho para o buraco:

— Deixa de ser metediço.

Mais adiante o Murucututuzinho, assustado, também indagava:

— Para onde ele vai tão depressa?

E o velho Murucututu:

— Cala a boca, netinho.

Lá para a Serra, o Araguari-menino, abandonado pelos pais, sempre o via passar voando. E como não tinha ninguém para perguntar, numa madrugada gritou para o viajante noturno:

— Passarinho que voas tanto e todas as noites passas por aqui, para onde vais tão ligeiro e tão feliz?

E o Sem-Fim respondeu:

— Vou buscar o Sol. Vou buscar o Sol.

***

Em:  Contos do Rei Sol, Wilson W. Rodrigues, Rio de Janeiro, Estado da Guanabara, Editora Torre, s/d; ilustrado por Percy Lau.

Wilson Woodrow Rodrigues (Brasil, 1916) Nasceu em Salvador, BA.  Foi poeta, folclorista e jornalista, escritor e professor.

Obras:

A caveirinha do preá,  Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Desnovelando, Arca ed., s/d, Rio de Janeiro

O galo da campina, Arca ed,: s/d, Rio de Janeiro

O pintainho, Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Por que a onça ficou pintada, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A rãzinha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Três potes, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

O bicho-folha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A carapuça vermelha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Bahia flor, 1948 (poesias)

Folclore Coreográfico do Brasil, 1953

Contos, s/d

Contos do Rei-sol, s/d

Contos dos caminhos, s/d

Pai João, 1952

Lendas do Brasil, s/d

Sombra de Deus, s/d