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Soltando pombas, ilustração de J. Stanley, para capa da revista American Girl de fevereiro de 1935.
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Liberdade é conviver
com sua própria razão,
sem a ninguém ofender,
nem magoar o coração.
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(Durval Lobo)
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Liberdade é conviver
com sua própria razão,
sem a ninguém ofender,
nem magoar o coração.
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(Durval Lobo)
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Adoração dos pastores, c. 1535
Il Bronzino, [Agnolo Bronzino], (Itália, 1503-1572)
óleo sobre madeira, 77 x 65cm
Museu de Belas Artes de Budapeste
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Arcebispo Fulton J. Sheen
tradução de Marta de Mesquita Câmara
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Os Pastores representavam, ali, no Presépio, todas as almas simples que nada entendem das intrigas políticas do mundo, das suas artes, das suas ciências, das suas literaturas. Nem um só dentre eles todos era capaz de recitar um só verso de Virgílio, cujos poemas eram conhecidos de toda a gente na vastidão do Império Romano. Aos campos, onde pastoreavam as suas ovelhas, jamais chegara o mais pequeno eco dos escândalos da voluptuosa corte do rei Herodes ou das lições do sábio Gamaliel. E por seu lado a opinião pública, desconhecia até a própria existência desses humildes e rudes pastores, que para ela seriam ainda menos que grãos de pó, sem a mínima importância para o progresso dos povos e das nações.
E, todavia, esses humildes e simples pastores sabiam duas coisas importantíssimas: que havia no Céu um Deus e que havia na Terra as suas ovelhas. Nada mais precisavam aquelas almas simples de saber, e naquela noite em que os Céus se iluminaram só para eles so esplendor dos anjos, foram eles que lhes ouviram o anúncio de que havia nascido de pais pobres, num pobre estábulo, à beira do pobre povoado de belém, aquele que deveria salvar os homens.
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Em: A Estrela dos Reis Magos, Malba Tahan, São Paulo, Saraiva: s/d
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Meu beijo é bem diferente
dos beijos que os outros dão:
eles beijam, simplesmente,
eu… beijo, com o coração.
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(Rômulo Cavalcante Mota)
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Cartão Postal.–
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Peg Bracken
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Recebi esta semana um email com diversas imagens que nos dão ilusão de ótica. Já tratamos desse assunto aqui. E uma delas usamos como ilustração do poema Romance ingênuo de duas linhas paralelas, de José Fanha. Incentivo todos a conhecerem esse delicioso poema clicando no link. Mas a versão que usamos naquela postagem de 2009 não é colorida. Hoje postarei em seguida as imagens que recebi. Infelizmente elas vieram sem autoria, de modo que não posso passar para vocês o autor da coletânea, mas pela maneira de escrever deve ser português. Divirtam-se.
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Washington Irving
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Pequeno encanto
Donald Zolan (EUA, contemporâneo)
óleo sobre tela
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Bastos Tigre
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Por sobre as ramas da árvore coleia
A lagarta. E a colear, viscosa e lenta,
O seu aspecto as vistas afugenta
E de tocá-la a gente se arreceia.
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Verde-negra, amarela, azul, cinzenta,
Quando o sol as folhagens incendeia,
Sobe a aquecer-se, e à luz solar, aumenta
O asco de vê-la repulsiva e feia.
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Mas eis que a encerra do casulo a tumba;
Não penseis que, de todo, ela sucumba
No seu sepulcro eternamente presa.
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Qual, do corpo, alma livre, desprendida,
É borboleta: evola-se a outra vida,
Voando feliz, na glória da beleza.
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Em: Antologia Poética, Bastos Tigre, volume I, Rio de Janeiro, Ed. Francisco Alves:1982
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Obrigada a todos os que nos seguem e aos visitantes esporádicos. Hoje passamos o número de 5.000.000 — cinco milhões de visitantes. Só em 2012 foram mais de 2.000.000. Isso só aumenta a responsabidade da Peregrina. Mas é uma boa responsabilidade que precisa ser dividida com todos os nossos amigos e visitantes.
Muito Obrigada!
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Nascidas no Jardim Zoológico de Londres este par de fuinhas sul-africanas (meerkat) chega pela primeira vez à beira da toca. Curiosas e interessadas na vida do lado de fora, mostraram-se bem alertas, mas sem coragem de colocar uma patinha sequer do lado de fora, mesmo tendo uma plateia humana lhes dando incentivos para que saíssem dali. As fuinhas sul-africanas nascem em tocas de famílias de fuinhas, famílias grandes de até 30 membros. Essas tocas são feitas de buracos que se comunicam uns com os outros num sistemas bastante complexo de tuneis. Em geral as fuinhas bebês ficam na toca durante as primeiras duas a três semanas de vida.
Fonte: Daily Mail
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Murucututu
Chico Martins (Brasil, contemporâneo)
aquarela
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Wilson W. Rodrigues
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Aquele ruflar agitado de asas acordava todos na floresta, fosse noite escura, fosse noite estrelada, fosse noite de lua.
A corujinha, curiosa, perguntava:
— Que é que ele vai fazer, mamãe?
A Coruja-mãe, anideando-a sob as asas, respondia sempre:
— Dorme, filhinha.
Na perambeira, Gavião-mirim espigava a cabecinha para vê-lo passar, mas o Gavião puxava o filho para o buraco:
— Deixa de ser metediço.
Mais adiante o Murucututuzinho, assustado, também indagava:
— Para onde ele vai tão depressa?
E o velho Murucututu:
— Cala a boca, netinho.
Lá para a Serra, o Araguari-menino, abandonado pelos pais, sempre o via passar voando. E como não tinha ninguém para perguntar, numa madrugada gritou para o viajante noturno:
— Passarinho que voas tanto e todas as noites passas por aqui, para onde vais tão ligeiro e tão feliz?
E o Sem-Fim respondeu:
— Vou buscar o Sol. Vou buscar o Sol.
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Em: Contos do Rei Sol, Wilson W. Rodrigues, Rio de Janeiro, Estado da Guanabara, Editora Torre, s/d; ilustrado por Percy Lau.
Wilson Woodrow Rodrigues (Brasil, 1916) Nasceu em Salvador, BA. Foi poeta, folclorista e jornalista, escritor e professor.
Obras:
A caveirinha do preá, Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro
Desnovelando, Arca ed., s/d, Rio de Janeiro
O galo da campina, Arca ed,: s/d, Rio de Janeiro
O pintainho, Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro
Por que a onça ficou pintada, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro
A rãzinha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro
Três potes, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro
O bicho-folha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro
A carapuça vermelha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro
Bahia flor, 1948 (poesias)
Folclore Coreográfico do Brasil, 1953
Contos, s/d
Contos do Rei-sol, s/d
Contos dos caminhos, s/d
Pai João, 1952
Lendas do Brasil, s/d
Sombra de Deus, s/d