Copa 2014, no coração de todos!

15 06 2014

 

 

Futebol em Tarde de DomingoFutebol em tarde de domingo, 2004

Eduardo Cambuí Figueiredo Junior (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 70 x 50 cm





Domingo, um passeio no campo!

15 06 2014

Clodomiro Amazonas,Paisagem rural, Óleo sobre tela, 1931, 29,5 x 36,5 cmPaisagem rural, 1931

Clodomiro Amazonas (Brasil, 1883-1953)

óleo sobre tela, 29 x 36 cm





Imagem de leitura — Aliberto Baroni

15 06 2014

 

 

BARONI - Figuras no bonde - OST CIE - 50 x 70 cm.Figuras no bonde

Aliberto Baroni (Brasil, 1907-1994)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





Dia 14: “tudo que eu gostaria de ter dito”, desafio da escrita, #PHpoemaday

14 06 2014

 

 

Edmund Charles Tarbell, (EUA 1862-1938), Mary lendo, 1933, ost, 31x27Mary lendo, 1933

Edmond Charles Tarbell (EUA, 1862-1938)

óleo sobre tela, 31 x 27 cm

 

Tema: Tudo que eu gostaria de ter dito 

 

É tempo de recomeçar

 

 

Faz hoje um ano.
Só agora sei o que deveria ter dito.
Por que sempre se pensa melhor
Quando as emoções já se abrandaram?
De que adianta agora saber a resposta perfeita?
De que adianta escrever todas as razões,
As pontuações? As causas e condições?
Se o tempo já passou, se a vida já mudou,
e o passado não volta mais?
Visão perfeita é sempre a do espelho retrovisor,
mas não andamos para trás, a não ser na sexta dimensão.
Assim, escrevo aqui tudo o que deveria ter dito, há um ano,
Pego um fósforo e torno em cinzas a mágoa pelo que não fiz.
É tempo de recomeçar.


©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2014

 

 





Copa 2014, no coração de todos!

14 06 2014

 

 

Edna de Paula Soares, futebolFutebol

Edna de Paula Soares (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela





Flores para um sábado perfeito!

14 06 2014

Ana Dias,Girassol,sd, ost,45 x 40 cmGirassóis, s/d

Ana Dias (Brasil, 1951)

óleo sobre tela, 45 x 40 cm

www.anadias.art.br





Palavras para lembrar — Autran Dourado

13 06 2014

FV Sychkov (1870 - 1958),Uma menina de escola, 1934Uma menina de escola, 1934

F. V. Sychkov (Rússia, 1870-1958)

óleo sobre tela

“Você lê a vida inteira para saber que livros reler na velhice.”

Autran Dourado





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

13 06 2014

ROBERTO DE SOUZA (1943)Comporta do Canal do Leblon, 2003, ost,46x55Comporta do canal do Leblon, 2003

Roberto de Souza (Brasil, 1943)

óleo sobre tela, 46 x 55 cm





Imagem de leitura — Jean Pierre Alaux

13 06 2014

 

 

Jean-Pierre Alaux (1925) - fille lisantJovem leitora

Jean-Pierre Alaux (França, 1925)

litogravura policromada, 40 x 80 cm





Dia 12: inspirado em uma música, desafio da escrita, #PHpoemaday

12 06 2014

 

 

Cláudio Dantas ( Brasil, contemporâneo) Gerações, 2007, ost, 90x120Gerações, 2007

Cláudio Dantas (Brasil, 1959)

óleo sobre tela

 

Arpejo da memória

Há três semanas, passando por uma rua residencial, ouvi alguém ensaiando os acordes de Le Lac de Côme, no piano. E uma onda de memórias, muito antigas, de antes dos meus seis anos, borbulharam, trazendo com elas emoções há muito enterradas. Os arpejos desse noturno estão entre as minhas primeiras memórias musicais.

Sempre tivemos piano em casa, herdado de minha avó paterna. Por muito tempo ninguém tocava. Eu era muito pequena para aprender. Minha mãe havia estudado, mas não tinha jeito para a música. Só duas pessoas tocavam lá em casa: meu avô, que violonista e seresteiro na época de jovem boêmio, arriscava uma ou outra pequena melodia, e minha tia Yedda, que estudara piano quando adolescente, e tocava todo fim de semana quando nos visitava. Titia não dominava o instrumento. Sabia algumas músicas de cor. Depois do lanche sábados à tarde, quando ainda noivava meu futuro tio, minha tia se sentava ao piano e por um tempo dedicava-se a tocar o que sabia de memória. Danúbio azul, Pour Elise faziam parte de seu repertório, mas eu não gostava destas tanto quanto de Le Lac de Côme. Sua melodia é muito bonita, mas o que me fascinava era ver os acordes serem tocados em arpejo, com as mãos fazendo uma onda, o polegar tocando primeiro e o mindinho um segundo mais tarde… Aquele movimento, ondulante, me fascinava. E assim que meus pais conseguiram me colocar estudando piano, meu único objetivo era aprender a tocar aquela música. Nunca cheguei a contar para tia Yedda a influência que ela havia tido no meu aprendizado de música. Mas não importa, porque quando morreu, muitos anos depois ela já sabia que havia tido um grande impacto em minha vida, dessa vez, através das quartas-feiras de matinês no cinema do bairro.

Uma melodia é como perfume, intangível, mas cria raízes profundas na nossa memória.

©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2014