
Stéphane Mallarmé, 1876
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 27 x 36 cm
Museu d’Orsay, Paris

Stéphane Mallarmé, 1876
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 27 x 36 cm
Museu d’Orsay, Paris
Hoje caiu nas minhas mãos, sabe-se lá porque um artigo da Vogue francesa, com casas de escritores famosos. Todas as casas mencionadas podem ser visitadas por turistas. Você que vai à França e está interessado na escrita, pode também visitar. Esse artigo da Vogue é titulado: Les maisons d’écrivains a voir en France. [Casas de escritores a ver na França]; encontre lá horários, etc.
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A Vila Arnaga se encontra Cambo-les-Bains, uma cidade de águas termais no País Basco. Hoje essa casa é um museu dedicado Edmond Rostand. Suas obras mais conhecidas são Cyrano de Bergerac (1898) e Chantecler (1910), ambas peças de teatro ainda que ele tenha sido poeta.
Localizada em Paris, na Praça Voges, no bairro de Marais, em Paris. Fechada para reparos desde a última primavera essa construção, onde Victor Hugo ocupou o segundo pavimento de 1832-1848, foi onde ele escreveu grande parte do livro Os miseráveis (1862), que no século XX se tornou grande sucesso do cinema, além de O corcunda de Nôtre-Dame (1831). Conferir horários.
Abraçada pela colina de Port-Marly, próxima ao rio Sena, essa construção é o resultado de obra encomendada por Alexandre Dumas ao arquiteto Hippolyte Durand. Dumas queria um castelo ao estilo renascentista com um jardim à moda inglesa. O Castelo de Monte-Cristo ficou pronto e habitado por Dumas em julho de 1847. Alexandre Dumas é o autor de muito livros famosos: O conde de Monte-Cristo, (1846) Os três mosqueteiros,(1844).
Virada para o rio Sena, em Valvins, aqui foi a casa de Stéphane Mallarmé, onde escreveu, tratou do jardim, fez canoagem e recebeu amigos nos feriados de Páscoa ou féria de verão. Hoje é um museu dedicado ao escritor, considerado Principe dos Poetas. Expressa bem o espírito do século XIX. O poeta Mallarmé é conhecido por: Um lance de dados (1897), A tarde de um fauno (1876).
O castelo de Médan também se encontra próximo ao rio Sena. Era um antigo pavilhão de caça, em 1527 pertencendo a Jean Brinon que foi o mecenas de Ronsard e que aí reunia poetas diversos para tardes culturais. Quase quatrocentos anos depois o local se tornou a residência do escritor belga Maurice Maeterlinck, autor de Peleás e Melisanda (1892) e O pássaro azul (1908) e ganhador do Prêmio Nobel em Literatura em 1911. Visita precisam ser marcadas com antecedência.
Também é em Médan que se encontra a casa de Émile Zola, que aí morou entre 1878-1902. Foi aqui que escreveu Nana (1879), Germinal (1885) e A besta humana (1890). No momento fechada para o público para conservação, mas deve reabrir no final deste ano.
Na pequena aldeia do vale do rio Creuse, encontra-se a Vila Manceaum como George Sans a chamava em homenagem a seu companheiro e amante (Alexandre Manceaum, que foi seu amante de 1849 a 1865), e que a comprou de presente para ela,
Natureza morta, 1988
Ingres Speltri (Brasil, 1940)
óleo sobre eucatex, 80 x 20 cm
Vaso com planta e maçãs,1996
Taia Aguiar (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 100 x 131 cm
O papagaio verde, 1886
Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)
óleo sobre tela, 48 x 43 cm
Colação Particular
Gustave Flaubert (França, 1827-1880), autor da famosa obra Madame Bovary, tinha o hábito de ler em voz alta seus textos para seu papagaio. Ele achava que este era o melhor meio de se assegurar de um bom ritmo e da musicalidade de sua prosa.
Um comodista sofrendo de gota: a dor é representada por um diabinho queimando o pé da vítima. Caricatura de G. Cruikshank, 1818. Litografia colorida.
“Não tenho visto meu amigo João Brandão nas livrarias nem nos teatros nem nos comícios nem nas maratonas. Que se passa com ele? Fui visitá-lo e encontrei-o de perna esticada, curtindo modesta variedade de gota — a gota dos pobres, disse-me ele.
— E como é a gota dos pobres?
— É a gota dos que não comeram nem beberam em excesso, não chafurdaram nos prazeres da mesa, e no entanto…
Não me pareceu deprimido, mas conformado. Tinha ao alcance da mão dois livros, e contou-me:
— O Álvaro esteve aqui com esses santos remédios. Recomendou que eu trocasse a colchicina por La goute et l’humour e Les goutteux célèbres. Tenho lido um pouco de cada um, e já posso mover com o dedão do pé direito, nesse lance simpático de separá-lo do dedo vizinho. Restabelecer a mobilidade dos dedos do pé, mesmo que não seja para andar, constitui um prazer de que a gente não se dá conta quando a máquina está em perfeito funcionamento, você sabia?
Eu não tinha reparado nisso, nos pequenos prazeres de pequenas partes do corpo desempenhando sem alarde suas funções rotineiras. E João continuou:
— A gente só lê coisas a respeito de uma doença quando ela nos pega pelo pé literalmente ou não. Aí começa a ler coisas desalentadoras que acabam tornando a doença mais pesada. O Álvarus teve a gentileza de me convidar a rir da minha gotinha, ou pelo menos a sorrir.
E folheando os volumes:
— Todo mundo diz que gota é doença de nobre, por ser de nobre e até de reis, como Carlos V, e Lupis XVI, mas eu posso orgulhar-me da companhia de nobrezas de outro tipo, a meu ver mais estimulantes e honrosas. Veja aqui: Chateaubriand e Lamartine eram gotosos. Montaigne também. E Leibnitz. E Cellini. E Rubens. A confraria é tão numerosa e brilhante que dá vontade de perguntar. E Dante também não era? Não está faltando Shakespeare nessa lista? Vai ver que se esqueceram de Homero… Me sinto muito reconfortado, palavra.
Antes que ele fizesse o elogio da gota, disse-lhe que não precisava exagerar….”
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Para o final da crônica, Gota, com humor, veja abaixo.
Em: Moça deitada na grama, Carlos Drummond de Andrade, Rio de Janeiro, Record, 1987, pp: 131-132
Marinha
Herculano Campos (Brasil, 1912-1996)
óleo sobre tela, 60 x 81 cm
Marinha, 1977
Inimá de Paula (Brasil,1918-1999)
óleo sobre eucatex, 50 x 65 cm
Vaso de flores, 2011
Yara Tupynambá (Brasil, 1932)
acrílica sobre madeira 34 x 20 cm
Flores, 2012
Marcia Brener (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Domingo na Urca, Rio de Janeiro, 2013
Mauro Ferreira (Brasil, 1958-2021)
óleo sobre madeira, 40 x 60 cm
Auto-retrato, 1965
Flávio de Carvalho (Brasil, 1899-1973)
óleo sobre tela, 90 cm x 67cm
Museu de Arte Moderna de São Paulo