Farol do Mucuripe, 1957
Georges Wambach (Bélgica-Brasil, 1901-1965)
aquarela sobre papel
Moça lendo, 1947
Francesc Domingo Segura (Espanha-Brasil, 1893-1974)
óleo sobre tela, 73 x 60 cm
“A característica essencial do que chamamos de loucura é a solidão, mas uma solidão monumental. Uma solidão tão grande que não cabe na palavra solidão e que não podemos nem imaginar se não estivemos lá. É sentir que você se desconectou do mundo, que não vão conseguir te entender, que você não tem #palavras para se expressar. É como falar uma língua que ninguém mais conhece. É ser um astronauta flutuando à deriva na vastidão negra e vazia do espaço sideral. É desse tamanho de solidão que estou falando. E parece que na dor verdadeira, na dor-avalanche, acontece algo parecido. Embora a sensação de desconexão não seja tão extrema, você tampouco consegue dividir nem explicar seu sofrimento.”
Em: A ridícula ideia de nunca mais te ver, Rosa Montero, tradução de Mariana Sanchez, Todavia: 2019
Vaso de flores, década de 1940
Alfredo Volpi (Itália-Brasil, 1896-1988)
Óleo sobre tela – 61x 50 cm
Vaso de flores, 1961
Edgar Oehlmeyer (Brasil, 1909-1967)
óleo sobre tela, 80 x 61 cm
Janela
Ado Malagoli (Brasil, 1906-1994)
óleo sobre cartão, 36×26 cm
Composição
Humberto da Costa (Brasil, 1941)
óleo sobre tela – 35 x 24 cm
Marinha, 1967
Alice Brill (Alemanha-Brasil, 1920-2013)
óleo sobre tela colada em placa, 23 x 27 cm
Barcos a vela, 1958
Arcangelo Ianelli (Brasil, 1922-2009)
óleo sobre tela
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Tecnicamente essas telas não são paisagens. Seriam colocadas na categoria de marinhas. Mas já há anos coloco marinhas na mesma classificação de paisagens. É uma escolha minha, para simplificar.
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Dois artistas contemporâneos que exploram as formas geométricas da natureza e daquilo que veem. A tela de Alice Brill mostra menos barcos a vela, mas as montanhas ao fundo replicam a forma triangular. Arcangelo Ianelli por outro lado, cobre toda a superfície da tela com os triângulos das velas e suas montanhas ao fundo, arredondadas, dão um respiro ao espaço, trazem um equilíbrio entre a rigidez dos triângulos e a repetição suave das montanhas ao fundo. Ambos têm outra maneira de se expressar: Alice era fotógrafa também e Arcangelo era escultor. Talvez tenha sido mais fácil para ambos enfatizar a geometria das formas, por causa desses enfoques. Mas também o geometrismo já havia se instalado na pintura desde Cézanne. Gosto de ambos, ainda que haja falta de espaço visual e com isso um ar asfixiante em ambas as obras.
Copos de leite
Madiano Tomei (Itália-Brasil, 1936-2002)
óleo sobre tela, 55 x 33 cm
Lírios
Leonor Botteri (Brasil, 1916-1998)
óleo sobre tela, 73 x 54 cm
Dreng, fazendo trabalho de casa, 1926
Ludvig Find (Dinamarca,1869-1945)
óleo sobre tela, 68 x 65 cm
Museu de Arte Moderna, Aalborg
Praia de Botafogo com Corcovado ao fundo, 1984
Edy Gomes Carollo (Brasil, 1921-2000)
óleo sobre tela, 73 x 54 cm