Trova da saudade

9 06 2016

 

 

saudadeMagali e seu gatinho Mingau. Ilustração de Maurício de Sousa.

 

 

A saudade, quando ocorre,

sempre causa tanta dor!

Saudade – mal de que morre

quem já morria de amor!

 

 

(Walter Waeny)





Na boca do povo: escolha de provérbio popular!

7 06 2016

 

 

ladrãozinho, margret borissLadrãozinho, cartão postal com desenho de Margret Boriss.

 

 

“A ocasião faz o ladrão.”





A aranha, poesia de Da Costa e Silva

7 06 2016

 

 

aranha1Aranha, ilustração de Christina Rossetti.

 

 

A aranha

 

Da Costa e Silva

 

Num ângulo do teto, ágil e astuta, a aranha,

Sobre invisível tear tecendo a tênue teia,

Arma o artístico ardil em que as moscas apanha

E, insidiosa e sutil, os insetos enleia.

 

Faz do fluido que flui das entranhas a estranha

E fina trama ideal  de seda que a rodeia

E, alargando o aranhol, os elos emaranha

Do alvo, disco nupcial, que a luz do sol prateia.

 

Em flóculos de espuma urde, borda e desenha

O arabesco fatal, onde os palpos apoia

E tenaz, a caçar os insetos se empenha.

 

Vive, mata e produz, nessa fana enfadonha;

E, o fascinante olhar a arder como uma joia,

Morre na própria teia, onde trabalha e sonha.

 

 

Em: Da Costa e Silva, Poesias Completas, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1985 [edição do centenário] p.166





Na boca do povo: escolha de provérbio popular!

4 06 2016

 

 

3fec15d7f7751b08689e08aa91675e19Capitão Haddock, ilustração de Hergé.

 

 

“A barba não faz o filósofo.”





Esmerado: Globo celestial com relógio, 1579

3 06 2016

 

db5cbabf84d46435c29c45f143831c69Globo celestial com relógio, 1579

Fabricante: Gerhard Emmorser (trabalhando 1556-1584)

prata, banho de ouro sobre prata e latão

27 x 20 x 19 cm

Viena, Áustria





Imagem de leitura — Bo Bartlett

1 06 2016

 

BO Bartlett (EUA, 1955) Jackie lendo Aureole, 1999, óleo sobre tela, 45 x 61 cmJackie lendo Aureole, 1999

Bo Bartlett (EUA, 1955)

óleo sobre tela,  45 x 61 cm

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

1 06 2016

 

Pedro Alexandrino (1856 - 1942), PESP, Frutas e Flores,1899,ost,69x124cmFrutas e flores, 1899

Pedro Alexandrino ( Brasil, 1856 – 1942)

óleo sobre tela, 69 x 124 cm

PESP Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP





No futuro… texto de William Boyd

31 05 2016

 

 

john a copley (EUA) seedling_jpgPlantando, 2007

John A. Copley (EUA,contemporâneo)

acrílica sobre tela, 20 x 25 cm

www.johnacopley.com

 

 

“Fui até o jardim e fumei um cigarro. Na semana passada, plantei uma árvore no último canteiro do jardim, em homenagem ao nosso bebê. A muda tem a minha altura e, pelo que vejo, pode atingir doze metros de altura. Então, daqui a trinta anos, se ainda estivermos vivos, vou poder voltar aqui e vê-la no esplendor de sua maturidade. Entretanto, a ideia me deprime: daqui a trinta anos estarei na casa dos sessenta e vejo que esses projetos, feitos de forma irrefletida, começam a se extinguir. Vamos supor um período de quarenta anos então. Seria demais. Cinquenta? Eu provavelmente não estarei mais aqui. Sessenta? Morto e enterrado, certamente. Graças a Deus não plantei um carvalho. Seria esse um bom exemplo de limite temporal? O momento em que você percebe — meio racionalmente, meio inconscientemente — que o mundo, num futuro não muito distante, não terá mais você: que as árvores que você plantou continuarão a crescer, mas você não estará aqui para testemunhar isso.”

 

 

Em: As aventuras de um coração humano, William Boyd, Rio de Janeiro, Rocco: 2008, tradução de Antônio E. de Moura Filho, p. 217-18.





Idílio, poesia de Paulo Setúbal

30 05 2016

 

paquera, walter crane, 1877Ilustração de Walter Crane, 1877.

 

 

Idílio

 

Paulo Setúbal

 

 

“Vamos?” disseste… E eu disse logo: vamos!

Ia no céu, nos pássaros, nos ramos,

Uma alegria esplêndida e sonora;

E tu, abrindo ao sol como uma tenda,

Tua sombrinha de custosa renda,

Partimos ambos pela estrada afora…

 

Com que emoção — recordas? — com que gozo,

Eu vinha te esperar, vibrante e ansioso,

Nessas novenas de plangências cavas.

E como um cavalheiro que se preza,

Timbrava em te levar, depois da reza,

Até ao portão da chácara em que estavas.

 

Certa vez… Vá, não cores desse jeito!

Era de noite. Arfava-nos o peito.

Ardia em nós um lânguido desejo,

Tomei-te as mãos… Sorriste… E aí, num assomo,

As nossas bocas sem sabermos como,

Famintamente uniram-se num beijo!

 

 

Em: Alma cabocla, poesias de Paulo Setúbal, Paulo Setúbal, São Paulo, Ed. Carlos Pereira:s/d, 5ª edição [ Primeira edição foi em 1920]p. 135-136





Cuidado, quebra! Lâmpada Decorativa de Sèvres, século XVIII

29 05 2016

 

 

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Mulher lendo um livro, c. 1793-1800

Lâmpada decorativa

Porcelana de Sèvres, França

Artesãos: Louis-Simon Boizot e H. F. Vincent

Hermitage, São Petersburgo, Rússia

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