Esmerado: Nau de Santa Úrsula, c. 1500

7 11 2016

 

 

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Nau de Santa Úrsula, c. 1500

Cumbuca de pedra cornelina, ouro, prata e esmalte

Joalheiro desconhecido, 28 cm de largura

Palais de Tau, Reims

 

 

Essa cumbuca de pedra corneliana montada de maneira elaborada em prata dourada foi originalmente decoração de mesa com a função de sustentar utensílios de mesa.  Foi dada a Rainha Ana da Bretanha pelo prefeito de Tours quando ela visitou essa cidade em 1500.  A tampa tem a forma de uma ponte de navio, que se torna interessante pelas diversas figuras pitorescas de pessoas da corte e soldados. Cinco anos mais tarde, essa peça se tornou um relicário, nesse momento as figuras originais foram trocadas por outras em ouro e prata, representando Santa Úrsula e suas companheiras. (representantes das 11.000 [onze mil virgens que a acompanhavam).

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Lenda de Santa Úrsula.  Santa Úrsula é uma das mais antigas santas cristãs.  É uma das santas mártires. Suas datas estão entre o ano 300 e 600 da Era Comum.   Por causa de sua antiguidade, há diversas variações sobre sua vida.  O que todas as lendas têm em comum: Santa Úrsula viajava acompanhada de algumas pessoas, moças virgens.  Onze companheiras, ou onze mil companheiras.  Sua família deve ter sido de origem romano-britânica ou seja das ilhas britânicas sob domínio romano.  Ela estava noiva de um homem importante e viajava para se encontrar com ele. Infelizmente ela e suas companheiras de viagem foram aprisionadas na cidade de Colônia, na atual Alemanha, onde foram cruelmente massacradas e executadas por se recusarem a casar ou copular com os invasores Hunos (tropas de Átila) nômades da região da Ásia Central que haviam invadido a cidade, no século IV.

Alguns historiadores acreditam que ela fazia uma peregrinação pela Europa em direção a Roma, antes de se casar.  Diz-se também que os navios em que elas viajavam ficaram a mercê de um tempestade encalhando longe do porto de destino.  As sobreviventes foram então presas e brutalmente decapitadas. Mas Úrsula, a líder, dizem que foi assassinada por uma flecha vinda do chefe do Hunos.

O dia de Santa Úrsula continua a ser comemorado no mundo inteiro no dia 21 de outubro, ainda que seu dia tenha sido eliminado dos dias dos santos da Igreja Católica, na reforma de 1969, por causa de dúvidas sobre sua existência.  No entanto, ela continua a ser uma santa popular tendo seguidores em quase todos os países do mundo.

As Ilhas Virgens e o Cabo Virgenes ao sul da Argentina foram nomeados pelas virgens mártires de Santa Úrsula.

 





O gato, poesia de Marina Colasanti

7 11 2016

 

 

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Gato com bola

Vicente Do Rego Monteiro (Brasil, 1899-1970)

óleo sobre tela,  65 X 80 cm

 

 

O Gato

 

Marina Colasanti

 

No alto do muro

pulando no escuro

miando no mato

entrando em apuro

é o gato, seguro.

 

De antigo passado

e jeito futuro

movimento puro

ar sofisticado

é o gato, de fato.

 

Só pode ser gato

esse bicho exato

acrobata nato

que só cai de quatro.

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Quantos escritores suecos você já leu?

6 11 2016

Lido

moca-lendo-no-quarto-2012-johan-patricny-suecia-1976-ostMoça lendo no quarto, 2012

Johan Patricny (Suécia, 1976)

óleo sobre tela

Depois do grande sucesso do escritor sueco Stieg Larsson, quase ficou na moda lermos autores daquele país.  Hoje, rodando por aí me deparei com uma lista dos 10 livros que um site sueco considera “leitura obrigatória”.  Pensei que não fosse encontrar ninguém que eu conhecesse, nem nenhuma obra que eu tivesse lido.  Engano meu.

Aqui está a lista:

1 — “Feiticeira de Abril“, de Majgull Axelsson. Não encontrei em tradução no Brasil.

2 — “Simão e os Carvalhos” de Marianne Fredriksson.  Primeira surpresa, pois já li outro livro desta escritora em português, que é uma excelente história sobre três gerações de mulheres na Suécia. Chama-se Hanna e suas filhas, lido por meu grupo de leitura, Papalivros em 2004. E por coincidência tenho outra obra da escritora aqui em casa: edição americana, Simon’s Family, que ainda não li.  Está na fila de espera. Mas não tenho Simão e os Carvalhos que é outra obra.  Também traduzida para o inglês.

3 — “O ancião que saiu pela janela e desapareceu“, Jonas Jonasson.  Esse sim, lido. Também uma escolha do grupo de leitura. Lido em 2013.

4 — “A saga de Gösta Berling” de Selma Lagerlöf.  Procuras na internet me dizem que este título existe.  Mas não o encontrei nem à venda nas livrarias nem nos sebos.  Portanto acredito que este livro em particular tenha sido traduzido em Portugal e este seja o nome da obra do outro lado do Atlântico.  Mas… diversas obras de Selma Lagerlöf foram traduzidas, publicadas no Brasil e se encontram à venda em sebos, pois a autora foi ganhadora do Nobel de literatura em 1914.  Vou colocá-la na minha lista de futuras leituras.

5 — “Deixe ela entrar” de John Ajvide Lindqvist.  Surpresa.  Não o conheço.  Mas há uma meia dúzia de seus livros traduzidos, publicados e à venda no Brasil. Interessante.

6 — “A estrada” de Harry Martinsson, foi outra surpresa.  Mas diferente.  Não encontrei tradução de nenhuma de suas obras no Brasil e, no entanto, ele recebeu junto com o escritor Eyvind Johnson, também sueco, o Prêmio Nobel de 1949.  Aparentemente os editores brasileiros concordaram com os rumores de que havia algo não muito correto neste prêmio e não se deram ao trabalho de traduzir um título sequer.

7 — “Música Popular de Vittula” de Mikael Niemi é o próximo livro mencionado na lista.  Traduzido para o inglês como Popular Music, não tem edição brasileira.

8 — “Deixe-me cantar músicas suaves para você” é o título do livro de Linda Olsson que tampouco encontra publicação no Brasil, ainda que a autora tenha diversos livros publicados nos Estados Unidos.

9 — “Gente de Hemso” é o título da obra de August Strindberg escolhida como leitura essencial da Suécia. O autor já foi vastamente traduzido no Brasil.  Diversos de seus títulos encontram-se à venda.

10 — “Jogo sério”  de Hjalmar Söderberg é o título escolhido para essa lista.  Esta obra não se encontra em português, aqui no Brasil. Mas em 2014 foi publicada outra obra do autor, aqui no Brasil, que recebeu o título de Doutor Glas.  Traduzida provavelmente por seu conteúdo controverso abrangendo a eutanásia.

Ficam aqui essas sugestões de leitura.  Se você é como eu, está sempre à procura de alguma coisa interessante, diferente e boa para ler.  Talvez esse seja um começo interessante para nos aprofundarmos na Suécia.  Quero lembrar a lista está ordenada alfabeticamente pela inicial do último nome do escritor e não pelo conteúdo dos livros.

Querendo dar uma olhadinha no site: 10 swedish must read books.

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Domingo, um passeio no campo!

6 11 2016

 

 

bustamante-sa-rubens-forte-paisagem-com-casasost-194645-x-54-cmPaisagem com casas, 1946

Rubens F. Bustamante Sá (Brasil, 1907-1988)

óleo sobre tela, 45 x 54 cm





Flores para um sábado perfeito!

5 11 2016

 

 

arthur-nisio-brasil-1908-1975-natureza-morta-1940-ost-85-x75-cmNatureza morta, 1940

Arthur José Nísio (Brasil, 1906 – 1974)

Óleo sobre tela, 85 x 75 cm

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Biblioterapia: terapia através da leitura

4 11 2016

 

 

marie-fox-lendo-na-praia-1-30-x-30-cmLendo na praia # 1, 2016

Marie Fox (EUA contemporânea)

acrílica sobre tela,  30 x 30 cm

 

 

 

Sempre aprendo na internet. É só ter curiosidade. Tudo está na rede.

Hoje dei com um artigo sobre terapia através de livros. Não falo de livros escritos com o objetivo de autoajuda. Não é disso que se trata. É a leitura de literatura, tanto antiga quanto contemporânea, auxiliando no entendimento de emoções, de prazer, da felicidade. Biblioterapia parece estar em alta. É esse o campo, que meus amigos bibliotecários certamente devem conhecer, mas eu ignorava.

O artigo na revista online The Millions, titulado Books Should Send Us Into Therapy: On The Paradox of Bibliotherapy, de James McWilliams expandiu meu conhecimento sobre o uso pragmático da leitura e levantou perguntas relacionadas ao Brasil:  Nós temos biblioterapia?  Há livros de ficção literária brasileira que possam ser usados na terapia?

No mundo de língua inglesa há, por exemplo, os livros de Jane Austen. Ninguém duvida do valor literário da autora inglesa. Mas eu não sabia que poderíamos usar seus livros no processo de psicoterapia como William Deresiewicz sugere em A Jane Austen Education. Ou que o mesmo resultado parece ter sido atingido pelo autor britânico Andy Miller no best-seller The Year of Reading Dangerously.

O autor do artigo cita Lendo Lolita no Teerã, de Azar Nafisi, o único mencionado com tradução brasileira, que li em 2004. Faz muito tempo. Mas  me recordo dele demonstrar o crescimento emocional dos personagens e o desenvolvimento da felicidade através da leitura.

Enfim, vou explorar essa nova visão da literatura. Uma consequência formal do hábito de ler que qualquer leitor assíduo já sabia, instintivamente.   Deve estar aí o sucesso de grupos de leitura onde o hábito de ler regularmente e discutir emoções, aventuras, consequências e associações dos personagens nas tramas literárias oferece uma variedade imensa de situações e paralelos com a vida real que podem contribuir para o desenvolvimento emocional dos leitores.

Uma coisa sei por experiência: ler e discutir uma leitura em comum num grupo de leitores, regularmente, promove amizades sinceras, em qualquer idade.  Nasce e se desenvolve um sentido de coesão, entendimento e aceitação do outro que supera meios tradicionais de se fazer amigos.

 

 

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“Ana Sebastiana”, texto de José Eduardo Agualusa

3 11 2016

 

 

 

Lacombe.Ilustração de Lacombe.

 

 

“Ana Sebastiana, viúva profissional. Enterrou três maridos em dez anos, herdando um pecúlio que lhe permitia levar em Lourenço Marques, naqueles vertiginosos anos 60, uma vida muito confortável.  Voltou a casar, já depois de Faustino Manso ter partido para Quelimane, com um oficial da marinha portuguesa. O marido assassinou-a a tiro. Preso, levado a tribunal, alegou legítima defesa.  O juiz deu-lhe razão.”

 

 

Em: As mulheres do meu pai, de José Eduardo Agualusa, Rio de Janeiro, Língua Geral: 2012, p.196.

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Na boca do povo: escolha de provérbio popular

2 11 2016

 

 

ladrao-batendo-no-ladraoMonica bate no ladrão, © Maurício de Sousa.

 

 

“Ladrão endinheirado, não morre enforcado.”

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Hoje é dia de feira: frutos e legumes frescos!

2 11 2016

 

 

pedro-alexandrino-1856-1942-pesp-macas-e-metais1934-ost-63x83m Maçãs e Metais, 1934

Pedro Alexandrino (Brasil, 1856 – 1942)

óleo sobre tela, 63 x 83 cm

PESP — São Paulo





Trova do beijo de adeus

1 11 2016

 

 

casal-tom-lovellIlustração Tom Lowell.

 

 

Depois da falsa meiguice

e dos falsos beijos seus,

Adeus”; de graça, ela disse,

e eu disse: – Graças a Deus!

 

(Hegel Pontes)