Praia de Paquetá, 1940
Marie Nivouliès de Pierreford (França/Brasil, 1879-1968)
óleo sobre tela, 97 x 87 cm
Praia de Paquetá, 1940
Marie Nivouliès de Pierreford (França/Brasil, 1879-1968)
óleo sobre tela, 97 x 87 cm
Hilda, Ilustração de Duane Bryers.

“A bolsa ou a vida” – eu ouço
e retruco as ironias:
— Que leve as duas, seu moço,
pois ambas estão vazias.
(Roberto Medeiros)
Colheita
Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885 – 1962)
óleo sobre tela, 29 x 38 cm
Paulo Setúbal
Lá vem o dia apontando…
Que afã! Já todos de pé!
Ruidosos, tagarelando,
Vão os colonos em bando
Para os talhões de café.
À luz do sol que amanhece,
Por montes, por barrocais,
Por toda parte esplandece,
Com sua esplêndida messe,
O verde dos cafezais.
Começa o rude trabalho.
Que faina honrada e feliz!
Inda molhados de orvalho,
Flamejam, em cada galho,
Os bagos como rubis.
Trabalham. que ardor de mouro!
Todos derriçam café.
Parece um rubro tesouro,
Que cai numa chuva de ouro,
Dos ramos de cada pé.
Ao meio-dia, aos ardores
Do alto sol canicular,
Os rudes trabalhadores,
Ao longo dos carreadores,
Põem-se todos a cantar.
Pela dormência dos ares,
Sob estes céus cor de anil,
Cantam canções populares,
Que lá, dos seus velhos lares,
Trouxeram para o Brasil.
Aqui, um forte italiano,
Queimado ao sol do equador,
Solta aos ventos, belo e ufano,
Num timbre napolitano,
A sua voz de tenor!
Há uma terna singeleza
Nas trovas que um outro diz;
Um rapagão de Veneza
Tem, no seu canto, a tristeza
Das águas do seu país.
E uma sanguínea espanhola,
De grandes olhos fatais,
Em baixa voz cantarola
Uns quebros de barcarola,
Magoados, sentimentais…
Que cantem! … Essa cantiga
Brotada do coração,
Seja a prece que bendiga
A terra que hoje os abriga,
A pátria que lhes dá pão.
Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, pp. 56-57.

O imperador Augusto (63 a. E.C. — 19 E. C.) era um homem que gostava de dados. Colocou na cidade de Roma, capital do império, uma pedra com a distância de Roma a todas as cidades mais importantes do domínio imperial. Mais tarde Constantino iria se referir a esta pedra como o “umbigo de Roma” [Umbilicus Urbis Romae]. Esta é a origem da expressão “todos os caminhos levam a Roma”. Os romanos construíram 87.000 Km de estradas pavimentadas à volta do Mediterrâneo, no auge do império.
Para dar uma ideia da grandeza do império, estima-se que haja em todo o Brasil 212.798 km de estradas pavimentadas (dados de 2010).
17 dos 20 membros do Papalivros comemoram 14 anos de encontros.
Hoje o Grupo de Leitura Papalivros comemorou sua 168ª leitura e 14 anos de encontros, discussões e amizades. Data memorável. Ano que vem, prometemos fazer uma festança. A lista dos livros lidos pelo grupo encontra-se na página do grupo aqui no blog.

São Jorge, 2009
Augusto Herkenhoff (Brasil, 1965)
óleo sobre tela, 80 x 60 cm
Vaso com palmas e copos de leite, 1959
Armando Vianna (Brasil, 1897 – 1992)
óleo sobre cartão, 65 x 85 cm
Ramo de violetas, 1872
Edouard Manet (França, 1832 – 1883)
óleo sobre tela, 22 x 27 cm
Coleção Particular
Raquel Naveira
Estou em perigo:
Uma angústia,
Um desejo de morrer,
Minhas pétalas murcham
Num roxo mortiço,
Perco o viço,
De amor tão intenso
Desfaleço.
Estou em perigo:
Uma felicidade,
Um deleite,
Minhas raízes sugam húmus,
Encharcam-se,
Amoleço.
Estou em perigo,
Nada no mundo me vale nesse transe;
Num jardim cheio de sombras
Permaneço.
Quando Ele me toma
Entre seus dedos de sol
E me sopra ânimo e coragem,
Fortaleço.
Sem encontrar apoio na terra,
Sem poder subir ao céu,
Vivo frágil,
Presa num caule suspenso.
Em: Casa e Castelo, Raquel Naveira, São Paulo, Escrituras: 2002, p.61
Madame Guillaumin escrevendo, 1892
Armand Guillaumin (França, 1841-1927)
Pastel
O jornal The Telegraph publicou em 2015 uma lista de 14 razões para você não se tornar um escritor. Essa publicação foi consequência de uma pesquisa, feita na Grã-Bretanha, entrevistando 15.000 pessoas, que revelou a profissão mais desejada pelos britânicos: escritor. Ao todo 60% dos entrevistados gostariam de ganhar a vida escrevendo, como descobriu YouGov. Surpreso com esse resultado, Chas Newkey-Burden, que vive de escrever há anos, fez uma lista das razões para uma pessoa não se dedicar a essa profissão.
Aqui estão algumas das razões:
Para explicações e o resto dos motivos sugiro que passem nos links no texto. Boa sorte!
Para