Rio de Janeiro, minha cidade natal!

28 04 2017

 

 

Marie Nivoulies de Pierrefort (1879-1968) Praia de Paquetá, c1940, ost, 97x87Praia de Paquetá, 1940

Marie Nivouliès de Pierreford (França/Brasil, 1879-1968)

óleo sobre tela, 97 x 87 cm





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

27 04 2017

 

 

Hilda, Duane BryersHilda, Ilustração de Duane Bryers.

 

 

“De nada adianta o vento estar a favor se não se sabe pra onde virar o leme.”





Trova do assalto

26 04 2017

 

cops-and-robbers

 

 

 

“A bolsa ou a vida” – eu ouço

e retruco as ironias:

— Que leve as duas, seu moço,

pois ambas estão vazias.

(Roberto Medeiros)

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Os colonos, poesia de Paulo Setúbal

25 04 2017

 

 

GEORGINA DE ALBUQUERQUE (1885 - 1962) - Colheita, o.s.e., 29,5 X 38,5 cm,Colheita

Georgina de Albuquerque (Brasil, 1885 – 1962)

óleo sobre tela, 29 x 38 cm

 

 

Os Colonos

 

Paulo Setúbal

 

Lá vem o dia apontando…

Que afã! Já todos de pé!

Ruidosos, tagarelando,

 

Vão os colonos em bando

Para os talhões de café.

 

À luz do sol que amanhece,

Por montes, por barrocais,

Por toda parte esplandece,

Com sua esplêndida messe,

O verde dos cafezais.

 

Começa o rude trabalho.

Que faina honrada e feliz!

Inda molhados de orvalho,

Flamejam, em cada galho,

Os bagos como rubis.

 

Trabalham.  que ardor de mouro!

Todos derriçam café.

Parece um rubro tesouro,

Que cai numa chuva de ouro,

Dos ramos de cada pé.

 

Ao meio-dia, aos ardores

Do alto sol canicular,

Os rudes trabalhadores,

Ao longo dos carreadores,

Põem-se todos a cantar.

 

Pela dormência dos ares,

Sob estes céus cor de anil,

Cantam canções populares,

Que lá, dos seus velhos lares,

Trouxeram para o Brasil.

 

Aqui, um forte italiano,

Queimado ao sol do equador,

Solta aos ventos, belo e ufano,

Num timbre napolitano,

A sua voz de tenor!

 

Há uma terna singeleza

Nas trovas que um outro diz;

Um rapagão de Veneza

Tem, no seu canto, a tristeza

Das águas do seu país.

 

E uma sanguínea espanhola,

De grandes olhos fatais,

Em baixa voz cantarola

Uns quebros de barcarola,

Magoados, sentimentais…

 

Que cantem! … Essa cantiga

Brotada do coração,

Seja a prece que bendiga

A terra que hoje os abriga,

A pátria que lhes dá pão.

 

Em: Poesia Brasileira para a Infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1967, Coleção Henriqueta, pp. 56-57.

 

 

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Todos os caminhos levam a Roma

25 04 2017

 

 

roads to rome

 

 

O imperador Augusto (63 a. E.C. —  19 E. C.) era um homem que gostava de dados.  Colocou na cidade de Roma, capital do império, uma pedra com a distância de Roma a todas as cidades mais importantes do domínio imperial.  Mais tarde Constantino iria se referir a esta pedra como o “umbigo de Roma” [Umbilicus Urbis Romae].  Esta é a origem da expressão “todos os caminhos levam a Roma”.   Os romanos construíram 87.000 Km de estradas pavimentadas à volta do Mediterrâneo, no auge do império.

Para dar uma ideia da grandeza do império, estima-se que haja em todo o Brasil 212.798 km de estradas pavimentadas (dados de 2010).





Papalivros comemora 14 anos de existência!

23 04 2017

 

 

IMG-20170423-WA0026[1]17 dos 20 membros do Papalivros comemoram 14 anos de encontros.

 

Hoje o Grupo de Leitura Papalivros comemorou sua 168ª leitura e 14 anos de encontros, discussões e amizades.  Data memorável.  Ano que vem, prometemos fazer uma festança. A lista dos livros lidos pelo grupo encontra-se na página do grupo aqui no blog.

 

Slide1

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23 de abril: São Jorge

23 04 2017

 

 

Augusto Herkenhoff, São Jorge, ost. 80 x 60 cmSão Jorge, 2009

Augusto Herkenhoff (Brasil, 1965)

óleo sobre tela, 80 x 60 cm

 

 

 

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Flores para um sábado perfeito!

22 04 2017

 

 

ARMANDO VIANNA (1897-1992). Vaso com Palmas e Copos de leite, óleo s cartão, 65 X 85. Assinado e datado (1959)Vaso com palmas e copos de leite, 1959

Armando Vianna (Brasil, 1897 – 1992)

óleo sobre cartão, 65 x 85 cm





Violeta, poesia de Raquel Naveira

18 04 2017

 

 

 

manet bouquet-of-violets-1872Ramo de violetas, 1872

Edouard Manet (França, 1832 – 1883)

óleo sobre tela, 22 x 27 cm

Coleção Particular

Violeta

 

Raquel Naveira

 

 

Estou em perigo:

Uma angústia,

Um desejo de morrer,

Minhas pétalas murcham

Num roxo mortiço,

Perco o viço,

De amor tão intenso

Desfaleço.

 

Estou em perigo:

Uma felicidade,

Um deleite,

Minhas raízes sugam húmus,

Encharcam-se,

Amoleço.

 

Estou em perigo,

Nada no mundo me vale nesse transe;

Num jardim cheio de sombras

Permaneço.

 

Quando Ele me toma

Entre seus dedos de sol

E me sopra ânimo e coragem,

Fortaleço.

 

Sem encontrar apoio na terra,

Sem poder subir ao céu,

Vivo frágil,

Presa num caule suspenso.

 

 

Em: Casa e Castelo, Raquel Naveira, São Paulo, Escrituras: 2002, p.61

 

 

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Escritor, a profissão mais desejada na Grã-Bretanha

17 04 2017

 

 

Armand Guillaumin (French Impressionist painter, 1841-1927) Madame Guilaumin, 1892Madame Guillaumin escrevendo, 1892

Armand Guillaumin (França, 1841-1927)

Pastel

 

 

O jornal The Telegraph publicou em 2015 uma lista de 14 razões para você não se tornar um escritor. Essa publicação foi consequência de uma pesquisa, feita na Grã-Bretanha, entrevistando 15.000 pessoas, que revelou a profissão mais desejada pelos britânicos: escritor.  Ao todo 60% dos entrevistados gostariam de ganhar a vida escrevendo, como descobriu  YouGov. Surpreso com esse resultado, Chas Newkey-Burden, que vive de escrever há anos, fez uma lista das razões para uma pessoa não se dedicar a essa profissão.

Aqui estão algumas das razões:

  •  O dinheiro não é o que você imagina.
  • Todo mundo hoje escreve
  • Você é uma companhia de um membro, tudo está nos seus ombros
  • Todo mundo conta sua história pensando que “dá um romance”

 

Para explicações e o resto dos motivos sugiro que passem nos links no texto.  Boa sorte!

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