Fotografia de jovem desconhecido, século XIX.
Jacinto
Eça de Queirós ou Eça de Queiroz
Este delicioso Jacinto fizera então vinte e três anos, e era um soberbo moço em quem reaparecera a força dos velhos Jacintos rurais. Só pelo nariz, afilado, com narinas quase transparentes, duma mobilidade inquieta, como se andasse fariscando perfumes, pertencia às delicadezas do século XIX. O cabelo ainda se conservava, ao modo das eras rudes, crespo e quase lanígero; e o bigode, como o dum Celta. ca[ia em fios sedosos, que ele necessitava aparar e frisar. Todo o seu fato, as espessas gravatas de cetim escuro que uma pérola prendia, as luvas de anta branca, o verniz das botas, vinham de Londres em caixotes de cedro; e usava sempre ao peito uma flor, não natural, mas composta destramente pela sua ramalheteira com pétalas de flores dessemelhantes, cravo, azaléa, orquídea ou tulipa. fundidas numa mesma haste entre uma leve folhagem de funcho.”
[Exemplo de Retratos Descritivos]
Em: Flor do Lácio, [antologia] Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário) p. 74.

Paisagem
Flores, 2006
Poucos trabalham, muitos se divertem, 1987
Ilustração de Pierre Brissaud.
Natureza morta
Catedral de Belém, século XIX
Raminou e jarro com flores, 1932
L’arbi e la Misse, 1927
Gato acomodado em frente a um buquê de flores, 1919
Vaca deitada no estábulo, 1921
Louson e Raminou, 1920
Minha honrada aos quatro anos,
Gato numa mesa
O cachorro, 1908
Estudo para um gato, 1918
Dois gatos, 1918
Jovem com gato, 1919
André Utter e seu cão, 1932
Raminou sentado na almofada azul
Jovem com caneta vermelha, 1993


