Ilustração Jimmy Liao.
Trem-de-ferro, o teu apito
lembra-me um sino plangente:
tanta mágoa no teu grito,
tanta saudade na gente!
(Dorothy Jansson Moretti)
Ilustração Jimmy Liao.
Trem-de-ferro, o teu apito
lembra-me um sino plangente:
tanta mágoa no teu grito,
tanta saudade na gente!
(Dorothy Jansson Moretti)
Av. Afonso Pena esquina Tamoios, BH, 2013
Mauro Ferreira (Brasil, 1958)
óleo sobre madeira, 40 x 60 cm

Passeia a sombra
No abismo do chão
Sem deixar rastro.
[43]
Barulho do céu
Sobre o luar da montanha.
Cochicha o silêncio.
[61]
Invade o meu leito
A brisa da Primavera
Sem me conhecer.
[22]
As flores preferem
A pura água da chuva.
Guardo o regador.
[61]
Veio da montanha
O ruído do silêncio
Acordar o nada
[52]
Em: O olhar de Buda: haicais, Sonia Carneiro Leão, 2018, páginas em [colchetes].
Desconheço a autoria dessa ilustração.
Ferreira Gullar
Dizem que gato não pensa
mas é difícil de crer.
Já que ele também não fala
como é que se vai saber?
A verdade é que o Gatinho
quando mija na almofada
vai depressa se esconder:
sabe que fez coisa errada.
E se a comida está quente,
ele, antes de comer,
muito calculadamente
toca com a pata pra ver.
Só quando a temperatura
da comida está normal
vem ele e come afinal.
E você pode explicar
como é que ele sabia
que ela ia esfriar?
Nossa Senhora Aparecida, 2004
Yara Tupynambá (Brasil, 1932)
óleo sobre tela, 70 x 50 cm
Cristóvão Colombo, descobridor da América, em 1492, com a Nau Santa Maria ao fundo.
Litografia colorida de 1930
Anônima

Olavo Bilac
Tacho de cobre e cocos, 1947
Galdino Guttmann Bicho (Brasil, 1888 – 1955)
óleo sobre tela, 60 x 73 cm
Bernard Boutet de Monvel (1881-1949) Elegante nos jardins de Versailles.
Vera Siqueira de Mello
Bendita seja a lágrima que rola
Pela face de alguém, que triste está,
Pois é ela, na vida que consola,
Que na aflição, maior alívio dá.
Sendo este mundo a verdadeira escola,
Onde aprendemos as lições da vida,
Devemos bendizer tão santa esmola,
Aos tristes e infelizes, concedida.
Vós, que seguis na vida, caminhando,
Ao fitardes a estrada percorrida
E fordes as tristezas recordando,
Não lastimeis a lágrima perdida,
Pois, feliz é aquele que, chorando,
Consegue aliviar uma ferida!
Em: Conflitos interiores, Vera Siqueira de Mello, 1938.
Galinha polonesa de topete, foto: cynoclub/Shutterstock
A galinha polonesa de topete é uma raça europeia de galinhas com crista, conhecida por sua notável crista de penas. Os relatos mais antigos dessas aves vêm da Holanda; mas suas origens exatas são desconhecidas. Elas são adornados com grandes cristas que quase cobrem a totalidade da cabeça.

Esta crista limita sua visão e, como resultado, pode afetar seu temperamento. Assim, embora normalmente mansas, elas podem ser tímidas e se amedrontam com facilidade.
São criadas principalmente como aves de exibição, mas originalmente eram criadas para a produção de ovos de consumo, que são ovos brancos. Há galinhas dessa variedade barbudas, sem barba e com penas crespas.

Seu porte é médio. Machos podem atingir a altura de 45 cm e pesar 2,5 Kg. Fêmeas chegam a 40 cm de altura e aos 2 Kg. Cada animal coloca põe cerca de 150 ovos por ano.