Vaso com flores, 1987
Ildeci Bonfá (Brasil, 1960)
óleo sobre tela, 50×40 cm
Vaso com flores, 1949
A. Correia (Brasil, ativo primeira metade século XX)
óleo sobre tela, 55 x 66 cm
Vaso com flores, 1987
Ildeci Bonfá (Brasil, 1960)
óleo sobre tela, 50×40 cm
Vaso com flores, 1949
A. Correia (Brasil, ativo primeira metade século XX)
óleo sobre tela, 55 x 66 cm
Jovem bebendo, c. 1580
Annibale Carracci (Itália, 1560-1609)
Universidade de Oxford, Inglaterra
[Essa obra foi roubada no dia 14 de março de 2020, não se conhece o paradeiro dela]
“… e ele bebe lentamente, saboreando, e esquadrinha a parede com um olhar tranquilo, em busca desta ou daquela sequência do seu passado. No ângulo formado pelas paredes e o teto, o pessoal da limpeza não tinha reparado em uma teia de aranha minúscula, perceptível apenas para um olho atento. Um restinho de gaze acinzentada sem a inquilina que a teceu. E nela ficou presa a lembrança do beijo de Arantxa. Que idade eu tinha? Vinte, 21 anos. E ela? Dois a menos. São coisas corriqueiras que acontecem nas festas do interior. O pessoal dança, bebe, sua, todo mundo se conhece; se você é jovem e surge na sua frente um par de seios, você os pega; se uns lábios chegam mais perto, você os beija. Ninharias, migalhas que o esquecimento devora, o que não impede que, de repente, olhando a teia de aranha, a memória de Xabier as resgate. É antes do serviço militar e ele estuda medicina em Pamplona. Tem fama de sem sal, de formal, de fechado em si mesmo; enfim, do que ele é realmente, um homem sério de verdade, sendo bem objetivo. Amigos? A velha turma de sempre, antes que os sucessivos casamentos a desagregassem. Não é bebedor nem fumante nem glutão nem esportista nem andarilho; mas, apesar de tudo isso, todos o apreciam porque faz parte da paisagem humana do lugar, frequentou o colégio com os outros, é o Xabier, tão da vila quanto o balcão da prefeitura ou as tílias da praça. Dá a impressão de que o futuro está à sua espera de braços abertos. É alto e boa-pinta, mas, ainda assim, nunca tem uma paquera. Sensato demais, tímido demais? Segundo seus conhecidos, deve ser algo assim. Toma um gole de conhaque sem tirar os olhos da teiazinha de aranha. Mas por que sorriu? É que achou engraçado lembrar esse episódio. Em uma lateral da praça arde a fogueira de são João. As ruas estão apinhadas de gente. Crianças correm, brilham caras felizes, línguas lambem sorvetes, vizinhos desinibidos conversam aos gritos de uma calçada para a outra. Calor.”
Em: Pátria, Fernando Aramburu, tradução de Ari Roitman e Paulina Wacht, 2016
Sem título [Natureza morta]
Durval Pereira (Brasil, 1918- 1984)
óleo sobre tela, 74 x 92 cm
Peixes e bowl chinês, década de 1940
Evilásio Lopes (Brasil, 1917 – 2013)
óleo sobre tela, 48 x 58 cm
Ponte de Pedra, 1922
Francis Pelichek (Tchéquia-Brasil, 1896-1937)
aqurela sobre papel, 29 x 42 cm
Coleção Rolf Zelmanowiz, POA
Autorretrato
Marcellin Gilbert Desboutin (França, 1823-1902)
Óleo sobre tela, 35 x 25 cm
Coleção Particular
A título de curiosidade: há um retrato de Marcellin Gilbert Desboutin, por Édouard Manet, no MASP [Museu de Arte de São Paulo, que coloco aqui abaixo:
Retrato de Marcellin Gilbert Desboutin, 1875
Édouard Manet (França, 1832-1883)
óleo sobre tela, 191 x 128 cm
MASP, São Paulo
Dia de domingo na praia, 1950
Eugênio Proença Sigaud (Brasil, 1899-1979)
óleo sobre eucatex, 18 X 24 cm
Praia, década de 1960
John Graz (Suíça-Brasil, 1891-1980)
técnica mista, 33 x 33 cm
Flores Frescas
Mário Gruber (Brasil, 1927 -2011)
óleo sobre tela, 51 x 41 cm
Vaso de Flores,1951
Jorge Mori (Brasil, 1932-2018)
óleo sobre tela, 54 x 65 cm
Praça XV de novembro
Jayme Aguiar (Brasil, 1925-2008)
óleo sobre eucatex, 38 x 46 cm
Coleção Particular
Essas flores são espetaculares. Pertencem a uma árvore chamada no Brasil como Cornalina (pelo menos foi assim que uma amiga do sul me disse [Benthamidia florida, Cynoxylon floridum] .A subespécie urbiniana, da foto, é notável pelas suas brácteas brancas que se fundem nas extremidades, criando um efeito de gaiola em torno das flores.
Cornalina, é um de muitos nomes dessa maravilhosa árvore, que se enche de flores, por mais ou menos duas semanas (Veja foto abaixo); é natural das montanhas do México. Mas também é conhecida, aqui no Brasil, como cornos, corniso-florido, corniso americano, corniso da Flórida, cornel branco e buxo falso (IA ajudou nisso aqui). A subespécie urbiniana é notável pelas suas brácteas brancas que se fundem nas extremidades, criando um efeito de gaiola em torno das flores. Essa subespécie com flores incomuns, não se abrindo completamente, juntando-se nas pontas, é mais rara.
São árvores boas para urbanização pois são de porte pequeno podendo ser usadas em calçadas com postes. Mas por aqui são cultivada por sua beleza ornamental; Pelas floradas, abundantes, pelas flores únicas. que a tornam um ponto focal nos jardins.
Pode ser usada em projetos de restauração de áreas urbanas e abandonadas mas lembrem-se de que é uma árvore de clima subtropical. No Brasil, elas se dão bem no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e em partes do sul de São Paulo e do Mato Grosso do Sul.
