Alto da Serra
João Baptista da Costa (Brasil, 1865-1926)
óleo sobre madeira, 23 x 33 cm
Alto da Serra
João Baptista da Costa (Brasil, 1865-1926)
óleo sobre madeira, 23 x 33 cm
Abelha feliz, ilustração anônima, acredito ser brasileira.
Rosa Clement
A abelha voou, voou.
Queria molhar o pé
e pousou na minha xícara
cheia de leite e café.
A abelha voou, voou.
desenhando um coração.
Queria provar um pouco
da geléia no meu pão.
A abelha voou, voou
Queria voar no céu
e eu que queria provar
um pouquinho de seu mel.
A abelha voltou, voou.
Queria me deixar feliz.
Achou que eu era um doce
e pousou no meu nariz.
(2010)
Natureza Morta, 1943
Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887-1983)
óleo sobre tela, 53 x 70 cm
Mosteiro de São Bento, 1945
Gérson de Azeredo Coutinho (Brasil, 1900-1967)
óleo sobre madeira, 35 x 27cm
Frutos do cerrado
Carlos Roberto Miranda (Brasil, 1957)
Óleo sobre tela
Cidade de Goiás
[Da série Quintas de Goiás]
Ana Cristina Elias (Brasil, 1960)
Aquarela, 28 x 38 cm
Senhora sentada, lendo
André Dérain (França, 1880 – 1954)
óleo sobre tela
“Em cada romance de Sherlock Holmes pode-se reconhecer, naturalmente, os traços característicos do personagem, mas por outro lado o autor nunca deixa de introduzir um aspecto novo (a cocaína, o violino, a existência do irmão mais velho Mycroft, o gosto pela ópera italiana… certos serviços prestados no passado a famílias reais europeias… o primeiro caso resolvido por Sherlock, ainda adolescente). A cada novo detalhe revelado desenham-se novas zonas de sombra e afinal surge um personagem realmente fascinante: Conan Doyle consegue criar uma mistura perfeita entre o prazer da descoberta e o prazer do reconhecimento.”
Em: Plataforma, Michel Houellebecq, tradução Ari Roitman e Paulina Wacht, Rio de Janeiro, Editora Record: 2002, p. 107
Banco, Parque São Lourenço, Curitiba
Rene Tomczak (Brasil, 1964)
óleo sobre tela

Cálice da Infanta Urraca de Zamora (1033-1101), século XI
Ourives desconhecido
Bronze
Tesouro de San Isidro, León, Espanha
Mantido no Museu da Congregação de San Isidro em León, na Espanha, o cálice da Infanta Urraca de Zamora, filha mais velha de Fernando I de Leão ede sua esposa, rainha Sancha I de Leão. Urraca viveu entre os anos 1033 e 1101, tendo vida longa para este período, 68 anos. Herdou, como determinado ainda em vida, os territórios de Zamora.
O cálice é composto por duas taças muito antigas de origem greco-romana anterior ao cristianismo. Uma serve de base, outra de recipiente. Feitas em pedra ônix, elas apresentam algumas lascas anteriores à construção do cálice. Desconhece-se a origem destes dois copos assim como não se sabe porque Doña Urraca decidiu entregar aos ourives da corte algo que materialmente não tinha grande valor. Especula-se sobre uma possível consagração destas duas peças ao culto litúrgico, feito talvez por algum personagem venerável da primitiva Igreja Cristã, mas não existem documentos ou testemunhos escritos a este respeito. Mas os ourives de Leão fizeram um excepcional trabalho artístico. E converteram o que na época era um objeto pagão, em uma taça digna de admiração.
As peças de ônix são cobertas em ouro: copo, haste e base, expondo parte do copo e quase toda a base. O interior da taça também é forrado em ouro. Os ourives fizeram com grande maestria e delicadeza as filigranas que formam desenhos, arcos, espirais e pequenos caracóis. Pérolas, esmeraldas, ametistas e safiras foram embutidos nos buracos. Incorporada também há uma máscara de vidro imitando uma camafeu, adicionado após o trabalho da composição do cálice. Na base e antes do nó, vê-se a inscrição: EM NOMINE DOMINI VRRACA FREDINANDI.
No século XI o reino de Leão teve um de seus momentos de maior esplendor. Fernão I, o Grande, tornou-se um dos reis mais importantes da cristandade na Europa, levando a cabo a reconquista, de Coimbra a Valência. Quando faleceu, Fernão I, entregou a seus filhos terras: a Alfonso, León; Sancho herdou Castela; Galícia a Garcia; Toro foi para as mãos de Elvira e Urraca foi feita Senhora de Zamora.


Sonhando grande
Aditya Phadke (Índia, contemporâneo)
Óleo sobre tela, 76 x 91 cm
A minha vida, sempre inquieta como o mar,
É de renúncia, sacrifício e desencanto:
Enquanto vão e vêm as ondas do meu pranto,
Estende-se o horizonte, além do meu olhar…
Na imensidade azul, fico a cismar, enquanto,
A refletir o céu, vai-se acalmando o mar…
Acalma-se também minha dor, por encanto:
— Já cansei de sofrer! Vou agora sonhar…
Em: Da Costa e Silva, Poesias Completas, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1985 [edição do centenário] p.295