Ilustração,Walt Disney Studio.
Como o sino que não soa,
como a lâmpada sem luz,
de que vale uma pessoa
que nada de útil produz?
(J. B. Mello e Souza)
Como o sino que não soa,
como a lâmpada sem luz,
de que vale uma pessoa
que nada de útil produz?
(J. B. Mello e Souza)
Menina com livro,1891
José Ferraz de Almeida Júnior (Brasil, 1850- 1899)
pastel e grafite sobre papel, 60 x 90 cm.
Chá da tarde, 1935
Louise Visconti (França-Brasil, 1882-1954)
aquarela sobre papel


Litoral de S. Sebastião, 1997
Salvador Rodrigues Jr (Brasil, 1907-1988)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
Paisagem com Casarão, 1916
Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882 – 1923)
óleo sobre madeira, 27 X 35 cm
Paisagem montanhosa, 1932
Antonio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 40 x 70 cm
Paisagem da Fazenda Conrado Niemeyer, atual Gávea Golf Clube em São Conrado, 1902
Gustavo Dall’ara (Itália-Brasil, 1865 – 1923)
óleo sobre madeira, 37 x 67 cm
A morte não é tristeza,
é fim… É destinação…
Tristeza é ficar na vida
depois que os sonhos se vão…
(Adelmar Tavares)
Feira em Belém (Pará), c. 1985
José Maria de Almeida (Portugal-Brasil, 1906-1995)
óleo s tela, 27 X 41 cm
Cleonice Rainho
Nosso jardim é uma festa
de borboletas:
pequenas e grandes,
listradas,
amarelas e pretas
e uma pintadinha
que é uma graça.
Mas a azul, azulzinha,
a preferida,
é como se fosse
minha filhinha:
vi-a nascer da lagarta,
virou crisálida,
depois borboleta.
Quando voou
pela primeira vez
bati palmas: Vivô!!!
Voa e volta leve,
azul, azulzinha
e pousa num cacho
de rosas brancas
sua casinha.
Às vezes se ajeita,
mansinha,
tomando a forma
de um coração.
Seu corpo sedoso,
macio,
parece vestido
com pano do céu.
Casinha na serra, 1984
Domenico Lazzarini (Btasil, 1920-1987)
óleo sobre tela, 30 x 40 cm
Paisagem serrana com estradinha
Eugênio Acosta (Brasil, 1896 – 1964)
óleo sobre tela, 70 X 100 cm
Praia de Fortaleza, 1910
Aurélio de Figueiredo e Melo (Basil, 1856-1916)
óleo sobre tela, 72 x 60 cm
PINA, São Paulo
Alberto Caeiro
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Em: O Guardador de Rebanhos, Fernando Pessoa, [Poemas de Alberto Caeiro], 10ª edição, Lisboa, Ática:1993, p. 64