Gamela com maçãs, 1980
Colette Pujol (Brasil, 1913-1999)
pastel seco sobre papel, 50 x 60 cm
Pinacoteca Municipal de Mauá, SP
Natureza morta
Burle Marx (Brasil, 1909-1994)
óleo sobre tela, 33 X 40 cm
Gamela com maçãs, 1980
Colette Pujol (Brasil, 1913-1999)
pastel seco sobre papel, 50 x 60 cm
Pinacoteca Municipal de Mauá, SP
Natureza morta
Burle Marx (Brasil, 1909-1994)
óleo sobre tela, 33 X 40 cm
Cores da natureza, 2010
Amrita (Brasil, 1961)
óleo sobre madeira, 50 x 61 cm
Zalkind Piatigórsky
Vieram, com a primavera, as novas flores
e o bando de amistosos passarinhos.
E houve a festa do sol jogando cores
nas sombras preguiçosas dos caminhos.
E a meiga alacridade e os sons vizinhos
das folhas balouçadas nos verdores…
E o riso tagarela e a voz sem dores
talvez de igarapés e ribeirinhos.
O céu tornou-se azul. E de repente,
com ele a natureza e toda gente
tornou-se mais afável, mais cortês.
Tudo cantava. Terminara o inverno.
Somente o coração, num gelo eterno,
chorava ainda por ti mais uma vez.
Sobre a mesa:
Maigret e o sumiço do Sr. Charles, Simenon
O livro branco, Han Kang
Os melhores contos de cães e gatos, ed. Flávio Moreira da Costa
Cartas persas, Montesquieu
A surpresa desses últimos dias foi uma breve viagem a Belo Horizonte. Eu havia passado pela cidade diversas vezes mas nunca havia ficado por lá. Estava sempre a caminho das cidades históricas, das grutas de Maquiné, a caminho de algum outro projeto. No entanto dessa vez tive o objetivo de um encontro de amigas de mais de quinze anos, todas participantes de um grupo nacional de incentivo à leitura.
Não me lembro bem de como surgiu a ideia do encontro mas logo quatro de nós se decidiram a visitar as outras e Belo Horizonte, local de uma de nós pareceu um lugar bom para isso. Fui eu do Rio de Janeiro e duas outras de Pernambuco e Maranhão, ao encontro da que mora em Belo Horizonte.
A cidade me encantou. Eu moraria em Belo Horizonte. Achei-a encantadora. Muito arborizada. Limpíssima. Táxis novos e não caindo aos pedaços. Trânsito que flui. Me pareceu muito organizada. Tem um bom acervo cultural e parece estar envolvida com alguns espetáculos de porte. Não vi favelas, ainda que imagine que existam. As pessoas muito gentis.
À primeira vista me pareceu uma cidade difícil de se morar sem carro. Vi ônibus no trânsito, todos muito novos e silenciosos, o que me surpreendeu em comparação com o RJ. Sei que BH tem metrô, mas não vi nenhuma estação de metrô, nem andei neles, portanto não posso julgar. Fiquei surpresa com o número maior de Uberes do que de táxis nas ruas.
Como morei muitos e muitos anos em cidades sem praia, a falta dela não me incomoda. Se estivéssemos na Europa Belo Horizonte seria do tamanho de Roma, Paris, Berlim, Barcelona…. Nos EUA, são poucas as cidades com 2,5 milhões de habitantes. A maioria das cidades americanas tem menos habitantes. Pode parecer incrível para nós brasileiros que nos EUA, só Nova York, Los Angeles, Chicago e Houston tenham mais de 2 milhões de pessoas. Isso acontece porque a distribuição de renda e de desenvolvimento é generalizada e as pessoas não correm para cidades grandes em busca de oportunidades necessariamente.
Tive visões de cidades confortáveis na Europa. Não muito grandes mas que mantêm uma vida salutar para seus moradores. Passei algum tempo, três meses, no sudoeste da França e me lembrei de Toulouse, Agen, Bordeaux que são cidades muito importantes regionalmente mas que não são grandes, e oferecem tudo que um grande centro pode e deve oferecer: universidades, comércio, vida cultural.
Portanto, eu me encantei, e quando tiver que fugir para as montanhas, já tenho endereço certo.
Peixes
Gonzalo Cárcamo (Chile-Brasil, 1954)
óleo sobre tela, 30 x 50 cm
Natureza morta, 2019
Alexandre Freire (Brasil, 1971)
acrílica sobre tela, 21 x 21 cm
Tenho ciúme até das rosas
abertas no teu jardim,
pois sei que ao vê-las, formosas,
te esqueces logo de mim.
(Heitor Stockler)
Automóvel Clube de Belo Horizonte, 2013
Mauro Ferreira (Brasil, 1958-2021)
óleo sobre tela, 40 x 60 cm
Natureza morta, década de 1940
Iberê Camargo (Brasil, 1914-1995)
óleo sobre madeira, 37 x 54 cm
Natureza morta, década de 1980
Ado Malagoli (Brasil,, 1906-1994)
óleo sobre tela, 65 x 81 cm
Paisagem, estradinha em Secretário, Petrópolis, 1971
Edgar Walter (Brasil, 1917-1994)
óleo sobre tela, 73 x 92cm
Cena rural
Giuseppe Perissinotto (Itália-Brasil, 1881-1965). CEN
óleo sobre cartão. 54 x 36 cm