Imagem de leitura — Michel Simonidy

7 02 2016

Poster by Michel SimonidyCartaz Le Figaro, 1900

Michel Simonidy (França, 1870-1933)





Domingo, um passeio no campo!

7 02 2016

 

 

RUDOLF WEIGGEL - Vida de Jangadeiro, arredores de Olinda - Óleo sobre tela - 81 x 65 - Década de 50Vida de jangadeiro, década de 1950

Rodolfo Weigel (Áustria/Brasil, 1907-1987)

óleo sobre tela, 81 x 65 cm





Flores para um sábado perfeito!

6 02 2016

 

BANDEIRA DE MELO 1958 FLORESóleo sobre tela, 60 x 73 cm, assinado e datado 1958, canto inferior esquerdo.Flores, 1958

Bandeira de Mello (Brasil)

óleo sobre tela, 70 x 73 cm





Os Carnavais de Di Cavalcanti

6 02 2016

 

 

di cavalcanti carnavalescosCarnavalescos, década 1940

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela,  46 x 55 cm

 

Emiliano Di Cavalcanti  (1897-1976) foi um dos grandes herdeiros do cubismo europeu na arte brasileira.  Ficou muito conhecido pelo retrato de mulatas.  No entanto sua perene dedicação ao tema do Carnaval, das máscaras e dos pierrôs e colombinas, trai sua origem carioca.  Não conheço nenhum outro pintor brasileiro tão fascinado pelo tema carnavalesco, quer como um retrato da festa de rua, quer como um devaneio, uma pintura onírica e sensual. Aqui vão algumas dessas obras, ainda que eu não tenha esgotado o assunto.

 

di cavalcanti figuras_carnavalescas_24_5Figuras Carnavalescas, 1965

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela,  100 x 82 cm

 

Di Cavalcanti carnavalCarnaval, 1970

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela,  97 x 146 cm

 

Di Cavalcanti carnaval II ost 114 x 146 cm 1965Carnaval II, 1965

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela,  114 x 146 cm

 

Di CAVALCANTI O Grande Carnaval 1953-thumb-800x642-48998Grande Carnaval, 1953

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela

 

Di CAVALCANTI, 1924, CarnavalCarnaval, 1924

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela, 73 x 89 cm

Museu FAAP, São Paulo

 

DI CAVALCANTI Carnaval - 1972-thumb-800x522-48995Carnaval, 1972

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre  tela

 

DI CAVALCANTICarnaval, 1968

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela, 33 x 46 cm

 

Di Cavalcanti, carnaval no morroCarnaval no morro, 1965

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela, 115 x 146 cm

 

Emiliano Di Cavalcanti, Carnaval - osc. - med. 30,5 x 20 cmCarnaval

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre cartão, 30 x 20 cm

 

118_grupo_carnavalesco_II di cavalcanti 1960sGrupo carnavalesco II, década de 1960

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela

 

di cavalcanti,carnaval_1960Carnaval, 1960

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela

 

Di Cavalcanti, Um sonho de carnavalUm sonho de Carnaval, 1955

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela, 130 x 160 cm

[Esta tela foi uma das telas brasileiras usadas pela companhia Havaianas, para sandálias com temas brasileiros]

 

dicavalcanti-carnaval-oleosobretela-acidedat1968-90x63cmCarnaval, 1968

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela, 90 x 63 cm

 

DI CAVALCANTI, Emiliano (1897-1976)Carnaval. Óleo sobre tela, 61 x 46 cm. Assinado embaixo 1972.Carnaval, 1971

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela,  61 x 46 cm

 

Di Cavalcanti, carnaval, 1972. ostCarnaval, 1972

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela

 

DI Cavalcanti, carnaval_na_ruaCarnaval na rua, 1952

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela

 

Há outras telas com esse tema. Algumas delas já fazem parte deste blog, postadas em anos anteriores. Não vou repeti-las. Mesmo assim é evidente a fascinação do pintor com o tema.

 

Bom Carnaval a todos vocês!

 





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

5 02 2016

 

 

Isabela Francisco (Brasil, 1960) Bossa Nova, tec mistast, 180 x 180cmBossa Nova

Isabela Francisco (Brasil, 1960)

técnica mista sobre tela, 180 x 180 cm





Sob um pessegueiro, poesia de Paulo Setúbal

4 02 2016

 

 

amor, romance, Russell Sambrook (1891 – 1956)Ilustração de Russell Strambrook.

 

 

Sob um pessegueiro

Paulo Setúbal

Ao Ademar, irmão e amigo

 

 

Foi pelo tempo alegre da moenda,

Quando aos quinze anos, tudo nos sorria,

Que nós tecemos, juntos, na fazenda,

Toda uma história de infantil poesia.

 

E sob um pessegueiro, amplo e robusto,

Cheio de frutos e de passarinhos,

Foi que nós ambos, pálidos de susto,

Nos encontramos certa vez, sozinhos.

 

Tão confusos, tão tímidos ficamos,

Ao vermo-nos juntinhos no pomar,

Que nós, olhando os pêssegos nos ramos,

Nem tínhamos coragem de falar.

 

Mas de repente — que ventura louca!

Ela sorriu-me, trêmula de pejo,

E eu lhe furtei da pequenina boca,

Um pequenino e delicioso beijo…

 

Foi desde então que na minh’alma eu trouxe,

Como lembrança desse amor fagueiro,

Esse beijinho estaladinho e doce,

Que nós trocamos sob o pessegueiro.

 

 

Em: Alma cabocla,Poesias de Paulo Setúbal, Paulo Setúbal, São Paulo, Ed. Carlos Pereira:s/d, 5ª edição [ Primeira edição foi em 1920]p. 87-88

 

 





Hoje é dia de feira: frutos e legumes frescos!

3 02 2016

 

Ana Goldberger, `Um Limão Ciciliano` – ast. – med. 40 x 60 cmUm limão siciliano

Ana Goldberger (Brasil, 1947)

acrílica sobre tela, 40 x 60 cm





“Cavalhadas”, texto de Eduardo Frieiro

2 02 2016

 

 

Cavalhada, Antonio Poteiro, 1980. Acrílica sobre tela, 90 x 140 cmCavalhada, 1980

Antônio Poteiro (Brasil, 1925)

acrílica sobre tela, 990 x 140 cm

 

 

Cavalhadas

 

Eduardo Frieiro

 

 

“Chegara o dia dezesseis de julho. Nesse dia realizavam-se no Carmo grandes festividades religiosas e profanas em honra da padroeira da Vila. Salvas de arcabusaria e roqueiras anunciaram o alvorecer. Às nove horas, missa oficiada a dois coros de música. Depois, procissão. Logo era esperar pelo melhor da festa: as cavalhadas, em que se imitavam torneios entre Cristãos e Mouros, com o sabor das histórias de Carlos Magno e os doze pares da Princesa Floripes.

Numa larga praia do ribeirão, construíra-se a praça para as cavalhadas, rodeada de palanques de pau roliço, enfeitados de colchas, bandeirolas e folhagens. Às duas da tarde já todos os lugares estavam tomados pelos moradores da vila e pela muita gente que viera dos arredores convidada pela fama dos festejos. O Governador, que presidia à justas figurando o Imperador Carlos Magno, com seus doze pares de França, ocupava o palanque principal, ornamentado com especial aparato, como convinha à pessoa de tão grande senhor. No lado oposto, erguia-se o palácio do Almirante Balão, encarnado na pessoa de José Gomes Vilarinho. Violante era a bela Floripes, destinada a ser raptada por um paladino cristão.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

As cavalhadas começavam pelo jogo das canas, exercício cavalheiresco em que se usavam adargas e lanças sem ponta, de pau frágil, que nos embates se partiam facilmente. Dezesseis cavaleiros, entre Cristãos e Mouros, vestidos os primeiros de azul e os outros de vermelhos, formavam as quadrilhas que participavam do combate simulado. Entravam às duas de cada vez, a um sinal de lenço dos padrinhos. Depois de correrem em parelhas encontradas, os cavaleiros divertiam-se a brandir as espadas, caracoleando e fazendo caprichosas evoluções com suas montarias vistosamente ajaezadas.  Agrupados depois em dois bandos, um em cada metade da praça, frente a frente, tomavam as canas e disparavam a galope, tomavam as canas e disparavam a galope atirando-as ao ar um para o outro. Faziam a volta da arena e retomavam seus lugares. Ao passar o bando que galopava pelo outro, este carregava a rédea solta e atirava as canas, que se deviam esquivar sempre com a adarga.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Dava remate às cavalhadas o rapto da Princesa Floripes. Simulado um breve recontro entre os soldados do Almirante Balão e os paladinos de Carlos Magno, invadiam estes o alcácer do infiel e traziam de lá a peregrina donzela que achara graça aos olhos dum bravo par de França.”

 

 

Em: O mameluco Boaventura, de Eduardo Frieiro, São Paulo, Edições Saraiva, s/d, Coleção Saraiva, volume 166, 3ª edição, páginas 98- 102.

 

 





Nossas cidades: Porto Alegre

1 02 2016

 

 

ARMANDO VIANNA. SEM TITULO O.S.T.C.E. ASSINADO C.I.D., PORTO ALEGRE. DATADO 1935. 25X33,Porto Alegre, 1935

Armando Vianna (Brasil, 1897-1992)

óleo sobre tela, 25 x 33 cm





Domingo, poesia de Olavo Bilac

31 01 2016

 

 

BUSTAMANTE SÁ, Rubens Forte (1907 - 1988) - Figuras no cotidiano, o.s.t. - 46 x 56 cm.Figuras no cotidiano

Rubens Bustamante Sá (Brasil, 1907-1988)

óleo sobre tela, 46 x 56 cm

 

 

Domingo

 

Olavo Bilac

 

 

Domingo… Os sinos repicam

Na igreja, constantemente,

E todas as ruas ficam

Alegres, cheias de gente.

 

Todo um dia de ventura…

Como o domingo seduz!

O homem, cansado, procura

Ter paz, ter ar, e ter luz.

 

Paradas e sem trabalho,

Dormem na roça as enxadas;

Dormem a bigorna e o malho

Nas oficinas fechadas.

 

Também, meninos cansados,

Os vossos livro deixai!

Deixai lições e ditados!

Dormi! Sorride! Cantai!

 

Fechem-se as aulas! E o bando

Ruidoso das criancinhas

Livre se espalhe, voando,

Como um bando de andorinhas!

 

Deus, quando o mundo fazia,

Sete dias trabalhou,

E ao fim do sétimo dia

Do trabalho descansou…

 

 

Em: Poesias infantis, Olavo Bilac, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1949, 17 ª edição, pp- 47-8.