10 coisas que não fazem bem ao cérebro

6 08 2013

soneca 2Pateta finge que não estava dormindo, ilustração Walt Disney.

10 coisas que não fazem bem ao cérebro.

1 – Não dormir.

Desde que a luz elétrica foi inventada, as pessoas dormem 20% a menos do que precisam.  Falta de dormir afeta diferentes partes do cérebro e as pessoas se arriscam a passarem boa parte do tempo num estado de sonolência quando estão acordadas, que sacrifica a concentração e deteriora as habilidades motoras.  Não dormir leva à morte das células do cérebro.

2 – Pular o café da manhã

Pular o café da manhã em geral afeta a sua energia e a sua atuação durante o dia. A falta do café da manhã abaixa o nível de açúcar no sangue.  Isso por sua vez reduz e atrapalha a chegada de nutrientes ao cérebro.

3 – Açúcar

O parágrafo acima explica a recomendação de se comer algo doce, especialmente chocolate amargo, para ter uma boa atuação do cérebro.  Mas grandes quantidades de açúcar causam problemas na assimilação de proteínas e nutrientes.  Isso acaba semelhante ao baixo teor de açúcar que a falta do café da manhã traz, ou seja, o cérebro não recebe os nutrientes necessários.

???????????????????????????????Seu Cebola toma o café da manhã às sete horas. Ilustração Maurício de Sousa.

4 – Estresse

Profundo estresse emocional fragiliza as conexões entre neurônios e assim dificulta a compreensão da relação entre causa e conseqüência de eventos.  Grande excitação nervosa, má memória e a sensação de que tudo não dá certo também estão relacionados ao estresse.

5 – Tranquilizantes e pílulas para dormir

O uso de pílulas para dormir e tranqüilizantes populares pode prejudicar a sua memória e levar à amnésia.

6 –  Cigarro

A nicotina afeta o cérebro porque ela estreita as veias não deixando a entrada de nutrientes no cérebro.

7 – Falta de sol

A falta de apanhar sol tem efeitos na nossa habilidade cognitiva.  Os raios ultravioletas regulam a circulação do sangue, ou seja,  regula a entrada de oxigênio a nutrientes no sangue.  Além disso a luz do sol ajuda a produzir seratonina, o hormônio que tem efeito sobre o nosso humor.

???????????????????????????????Margarida vai à praia, ilustração Walt Disney.

8 – Falta d’ água

A falta de água causa uma diminuição no volume do cérebro, o que reduz a sua eficiência e leva à perda de memória.  A recomendação é que se beba em média 1,5 a 2 litros de água por dia.

9 – Informação demais

Ano após ano, a quantidade de informações que se digere aumenta enormemente. Pode até parecer um ótimo exercício para o cérebro . Mas, o cérebro responde a informações demais com resistência, e a partir de um certo momento as informações não são mais absorvidas, causando lapsos de memória.

10 – Atividades simultâneas

O chamado “multitasking” – as atividades simultâneas, tão comuns hoje, produzem uma corrente ininterrupta de informações e como conseqüência, todas as informações são percebidas superficialmente. O cérebro se acostuma e perde a habilidade de focar em um único assunto.

FONTE: The Learning Mind





Pouca luz, maior criatividade…

1 08 2013

???????????????????????????????Amadeu de se dedica a escrever ficção histórica, ilustração Walt Disney.

“Um ambiente pouco iluminado provoca uma sensação de liberdade, auto-determinação  e de reduzida inibição” assim descreveram os pesquisadores alemães no no Journal of Environmental Psychology ;  “a escuridão aumenta a liberdade das restrições, que por sua vez promove a criatividade”.

Foram estes os resultados de uma pesquisa que levou em consideração características da criatividade em relação a mais ou menos luz no ambiente.  A iluminação fraca nos deixa mais criativos, mas há um caveat:  a luz fraca não pode ser difusa no meio ambiente.  Para funcionar, ponha uma lâmpada de fraca voltagem  pendurada diretamente acima da sua cabeça, de preferência lâmpada nua, sem globo. E… depois disso… peça às musas que lhe façam uma visita.

Fonte: SALON





Natureza Maravilhosa — sapo dos olhos grandes

29 07 2013

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O sapo de olhos grandes (Leptopelis vermiculatus) é uma espécie encontrada em áreas de floresta na Tanzânia, na África. Foto: wikipedia.





O nascer do ouro

26 07 2013

???????????????????????????????Tio Patinhas lê o jornal dentro de seu cofre, ilustração Walt Disney.

A colisão entre duas estrelas mortas liberando grandes quantidades de energia pode ter criado todos os elementos pesados na Terra,  ​​como o ouro.

Essa é a principal conclusão feita por pesquisadores do Centro para Estudos da Astro-física  Harvard-Smithsonian (Cfa).  Eles estimaram que a colisão e posterior surto de energia conhecido como explosão de raios gama, liberaram tanto quanto a massa de 10 luas de elementos pesados ​​– inclusive ouro.

A equipe liderada por Edo Berger calcula que, combinando a estimativa de ouro produzido por um único curto GRB com o número de explosões como essas que ocorreram  através da vida do universo, eles acreditam que todo o ouro no cosmos pode ter vindo de explosões de raios gama.  O ouro é raro na Terra, em parte, porque também é raro no universo, e ao contrário de elementos como carbono ou ferro, não pode ser criado dentro de uma única estrela.  Muito pelo contrário,  aparece só em um evento mais cataclísmico.

neutron-star-collisionDesenho artístico de uma explosão de duas estrelas de neutron.  Ilustração Dana Berry.

De acordo com Berger, uma explosão de raios gama é um flash de luz de alta energia (raios gama) a partir de uma explosão  energética extrema. A maioria dessas explosões são encontradas no universo distante. Os pesquisadores estudaram em particular a explosão conhecida como GRB 130603B, que, a uma distância de 3.9 bilhões de anos-luz da Terra, é uma das explosões mais próximas já presenciadas  até o momento. Explosões de raios gama vêm em duas variedades – longas e curtas – dependendo de quanto tempo o flash de raios gama dura.  A explosão GRB 130603B, detectada pelo satélite Swift da NASA, em 03 de junho, durou menos de dois décimos de segundo.

Fonte: Network World





Natureza maravilhosa — gafanhoto arco-íris

25 07 2013

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Gafanhoto Arco-íris [Dactylotum bicolor] é uma espécie de gafanhoto, encontrado em pradarias, desertos e pastagens do oeste dos Estados Unidos da América, sul do Canadá e norte do México.

(Fonte: Eric Eaton, 2010)




Precisa prestar atenção? Ouça Mozart

22 07 2013

musica romanticaPato Donald quer ouvir música romântica, ilustração Walt Disney.

Uma recente pesquisa parece dar apoio ao que muitos já sabiam na prática, inclusive esta Peregrina: escutar Mozart – a pesquisa fala de minuetos —  ajuda à concentração das pessoas que conseguem então ignorar informações irrelevantes ao seu redor. Os sons suaves de um minueto de Mozart aumentam a capacidade de crianças e idosos na concentração durante as tarefas que têm que cumprir e ignorar informações irrelevantes.

O estudo chegou a conclusão também que músicas dissonantes têm o efeito oposto, mas que podem ajudar quando precisamos chegar a uma aceitação ou a um acordo entre sentimentos opostos, como por exemplo a aceitação da morte de uma pessoa próxima.

O estudo liderado por Nobuo Masataka da Universidade de Kyoto e Leonard Perlovsky da Universidade de Harvard continua outro estudo feito anteriormente pela mesma equipe, que descobriu que ouvir Mozart nos ajuda a lidar com a dissonância cognitiva, com o profundo desconforto que sentimos quando nos damos conta que duas de nossas crenças estão em desacordo. Juntos, esses resultados sugerem que a música pode nos ajudar a ver com mais clareza, uma situação complexa ou confusa.  E, a  lidar com ela de forma muito mais eficiente.

Para maior detalhamento:  Pacific Standard





Quanto mais você lê, mais saudável o seu cérebro

18 07 2013

livro duendes, fadas, disneyNestor pega um livro para ler, ilustração Walt Disney.

Quanto mais tempo você gasta em atividades cerebrais, melhor preparado estará o seu cérebro para agüentar os estragos que vêm com a idade.  Esse é o resultado da investigação liderada pelo neuropsicólogo Robert Wilson da Rush University Medical Center, em Chicago, publicada na revista Neurology.  Essa pesquisa confirma o que já se suspeitava há algum tempo: ler, escrever, usar o cérebro ajudam a retardar o declínio mental na idade avançada.

Ao que tudo indica  um estilo de vida ativo não é o suficiente para impedir a formação de placas e outras degenerações que acompanham o estabelecimento da doença de Alzheimer. Além dos exercícios físicos,  é preciso manter uma alto nível de atividade cognitiva para evitar a aparecimento mais cedo de um mal funcionamento mental.

???????????????????????????????Metralhinha encontra um livro, ilustração Walt Disney.

“A participação habitual em atividades cognitivamente estimulantes ao longo da vida pode aumentar substancialmente a eficiência de alguns sistemas cognitivos“, escreve a equipe de investigação, em Chicago. Esta eficiência aparentemente neutraliza os efeitos muitas vezes devastadores das doenças do sistema nervoso.

Wilson e seus colegas observaram  o nível de atividade cognitiva em 294 idosos, não só no presente, mas também na infância, idade adulta jovem e de meia idade. Eles especificamente anotaram  a freqüência de atividades como ler livros, escrever cartas, ou visitar uma biblioteca em cada fase de suas vidas.

???????????????????????????????Mickey quer saber o que Pateta está lendo, ilustração Walt Disney.

O funcionamento cognitivo foi então examinado anualmente, até a morte.   Testaram diversas vezes uma variedade de habilidades, incluindo a memória de longo prazo, memória de trabalho e habilidade visuo-espacial . Finalmente, dentro de horas após a morte, os seus cérebros foram removidos e examinados para a evidência de várias doenças.

O resultado chave: “atividade cognitiva mais freqüentes podem contrabalançar a perda cognitiva associada a condições neuropatológicas.”

lendo 152Tio Patinhas lê “Manual de Sobrevivência”, ilustração Walt Disney.

Nas palavras de um editorial de acompanhamento, os pesquisadores descobriram que “os indivíduos com altos níveis de atividade cognitiva durante a vida  mostram um declínio muito mais lento, apesar da presença de patologia subjacente.”

Curiosamente, os resultados sugeriram que nunca é tarde demais para começar, a fazer  de atividades como ler, escrever, para se beneficiar do retardamento de qualquer doença mental associada à velhice,  mas quanto mais cedo melhor, já que o estabelecimento de hábitos de leitura e escrita desde a infância ajudam a manter o cérebro em plena forma até a idade mais avançada.

FONTE: Pacific Standard Magazine.





O verde do meu bairro: Camarão amarelo

16 07 2013

???????????????????????????????Camarão amarelo em jardim na zona sul do Rio de Janeiro.

Passeando pelo meu bairro você não diria que uma das plantas mais usadas na decoração ao longo de grades e muros seria uma planta nativa de outro país.  O Camarão Amarelo [Pachystachys lutea] está tão difundido no paisagismo  carioca que parece brotar voluntariamente.   Mas não é verdade. É original do Perú e leva esse  nome pela aparência de suas flores.   Também é conhecido pelo nome de Planta-camarão e simplesmente de Camarão.

É um arbusto que pode crescer até 150 cm.  Gosta de sol ou de sombra parcial.  Aqui no meu prédio temos alguns pés.  Todos com aparência muito saudável.  Lembrei-me deles hoje porque parece que esta semana foi a semana dedicada à poda.  Ele  tem  folhas lustrosas e alongadas, verde bem escuro.   Assim como os cariocas, o Camarão Amarelo não gosta de frio e aqui onde moro dá flores o ano inteiro.  Suas flores são branquinhas, pequeninas, saindo das brácteas  amarelo ouro.  Este tipo de arbusto atrai beija-flores.  Talvez seja por isso que haja tantos  beija-flores no jardim do meu edifício.





Meio ambiente: aprendendo com os antigos romanos

15 07 2013

??????????Aqueduto romano na Espanha, foto: Superstock

Quem me conhece sabe: das civilizações antigas é a romana que me faz vibrar.  A ingenuidade, a arquitetura, as estradas, o uso comum do espaço urbano, suas esculturas tudo me encanta na Roma antiga.  Mas são suas construções o que mais me causam admiração.  Por isso mesmo, não me passou despercebida a publicação no mês passado do artigo  Roman Seawater Concrete Holds the Secret to Cutting Carbon Emissions [ O concreto romano submarino mostra o segredo da diminuição das emissões de carbono] que li na Science Daily.  Puxa duas paixões conectadas num só artigo?  Eu não podia deixar de ler.

Foi um quebra-mar de concreto romano, que passou os últimos dois mil anos submersos no mar Mediterrâneo, que deu a dica a uma equipe internacional de pesquisadores liderada por Paulo Monteiro, professor de engenharia civil e ambiental da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Analisando as amostras do material de construção desse quebra-mar os cientistas descobriram as razões do concreto romano ser superior ao mais moderno concreto, quando falamos de durabilidade e mais, porque é menos prejudicial ao meio ambiente.

É claro que o concreto usado hoje é bom, é excelente.  Mas sua fabricação polui.  7% do dióxido de carbono colocado no ar vem da fabricação de cimento portland, que é o cimento comum, usado no mundo inteiro, nos nossos dias.  Mas se fazer o cimento portland é necessário aquecer uma mistura de calcário e argilas a 1.450 graus centígrados, liberando carbono no processo de fabricação.  Os romanos, por outro lado, usavam muito menos cal e  com isso podiam produzir o cimento a uma temperatura muito mais baixa —  900 ˚C  ou menos — exigindo muito menos combustível do que o cimento portland.

Os romanos faziam concreto através da mistura de cal e pedra vulcânica. Para estruturas subaquáticas, cal e cinzas vulcânicas foram misturados para formar a argamassa, e esta argamassa e tufos vulcânicos foram embalados em formas de madeira. A água do mar provocou imediatamente uma reação química quente.  A cal hidratada – que incorporou as moléculas de água na sua estrutura – reage com as cinzas, cimentando o conjunto todo com a mistura.

Não só o uso de pedra vulcânica diminui o gás carbônico emitido na produção do cimento, como acaba produzindo cimento que ao invés de durar os 50 anos que o cimento portland dura, pode durar muito mais.  Se hoje fazemos construções que durem 100 a 120 anos, se usássemos pedra vulcânica estaríamos fazendo construções para durarem 1.000 anos.

E a economia de se fazer pontes, edifícios e quaisquer outras estruturas que durem muitos séculos seria imensurável.  Poderíamos muito bem aprender mais uma lição com os antigos romanos.

Para mais detalhes sobre essa descoberta não deixe de ver o artigo inteiro na Science Daily.





O verde do meu bairro: Bougainvillea

9 06 2013

???????????????????????????????Bouganvilleas vermelhas sobre muro.

Bougainvilleas são naturais do Brasil e são lindas.  Se eu tivesse uma casa com jardim certamente teria bougainvilleas [ também podemos dizer buganvíleas].  Elas tem um jeitinho de se fazerem presente no bairro em que moro.  Quer sejam parte de uma cerca viva, quer sejam um jato de cor num jardim de um condomínio, elas estão no seu elemento nos bairros cariocas, colorindo o nosso dia a dia, de branco, rosa, vermelho, lilás.  Pelo menos essas são as cores que vejo com mais freqüência.  Mas são as vermelhas as de que mais gosto.

Da família Nyctaginaceae, a bougainvillea é uma planta nativa da América do Sul e recebe vários nomes populares, como primavera, três-marias, sempre-lustrosa, santa-rita, ceboleiro, roseiro, roseta, riso, pataguinha, pau-de-roseira, flor-de-papel. O maior exemplar conhecido de Bougainvillea do mundo está localizado à beira do lago Guanabara no Município de Lambari no Sul de Minas Gerais ; de tão grande virou árvore frondosa de 18 metros de altura.

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A bougainvillea não tem um ar arrumadinho.  Muito pelo contrário.  Cresce de maneira que parece desordenada, cada galho para um lado atingindo em geral de 1 a 12 metros de altura.  Tem  espinhos e gosta de se debruçar sobre muros ou outras plantas.  Em lugares com meses de seca, ela pode perder todas as suas folhas, voltando a crescer folhas na época chuvosa, mas aqui no Rio de Janeiro ela não só mantem suas folhas como dá flores praticamente o ano inteiro.  São bastante resistentes.

Para mim bougainvilleas foram sempre um dos grandes símbolos de terra natal, de conforto emocional nos anos que passei fora do Brasil. Mas quase não as vi nos Estados Unidos. Lembro da felicidade de encontrá-la cobrindo um enorme paredão no Jardim da Sereia em Coimbra, nos anos que morei em Portugal.

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É natural que esta planta se associe ao Brasil. Afinal, foi descoberta em 1767, no Rio de Janeiro, pelo botânico francês Philibert Commerson [1727-1773] que fizera parte da expedição científica comandada pelo Almirante francês Louis-Antoine de Bougainville [1729-1811]. Encantado com esta colorida trepadeira cujas minúsculas flores eram rodeadas por coloridas folhas modificadas , Commerson deu à nova planta o nome de buganvília em homenagem ao Almirante da esquadra cujo objetivo era a exploração de terras no hemisfério sul.

Aqui no Rio de Janeiro é mais fácil vê-las assim, espreitando a rua, por sobre muros das casas, fazendo-nos invejar a morada que se esconde por trás das belas flores coloridas.  Prefiro-as aglomeradas de uma só cor como aparece na primeira foto.  Mas são de fato bonitas de todo jeito.