Albert Joseph Moore nasceu em York, na Inglaterra em 1841, um dos quatorze filhos de William Moore, um conhecido pintor, daquela parte do país. Mostrou interesse, habilidade, dedicação e talento para pintura desde muito cedo. Encorajado pelo pai e por seus irmãos também artistas começou sua carreira cedo fazendo sua primeira exposição aos 16 anos, em 1857, antes mesmo de entrar para a Royal Academy. Considerado um dos pintores mais sensuais e originais de sua época, teve uma vida curta, morrendo aos 52 anos de idade em 1893, em Londres.
Georges Braem nasceu em Cauderan na Bélgica em 1931. Estudou na Escola de Belas Artes de Bordeaux. Trabalhou por quatro ano num ateliê de litografia onde desenvolveu gosto pela gravira. Sua maneira preferida de pintura era sobre madeira ou couro. Fez numerosas exposições tanto na França como no exterior: Espanha, Bélgica, Suiça, Alemanha, Suécia, Japão. Faleceu em 1998.
Tomás Santa Rosa nasceu em João Pessoa em 1909. Depois de uma breve estadia em Salvador quando trabalhou como contabilista, muda-se para o Rio de Janeiro onde se torna um auxiliar de Candido Portinari na pintura mural. Em 1933 começa a carreira de ilustrador, mas logo amplia os seus horizontes com as artes cênicas, onde seu talento amadurece. Morre subitamente na Índia, em 1956, onde participava de uma conferência internacional.
Em: Minérios domados- poesia reunida, Hélio Pellegrino, Rio de Janeiro, Rocco: 1993
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Hélio Pellegrino nasceu em Belo-Horizonte em 1924 e morreu no Rio de Janeiro em 1988. Cursou a faculdade de medicina em Belo Horizonte, mas terde vindo para o Rio de Janeiro com a família, inicia-se na psicanálise, que praticou por décadas ao mesmo tempo que se dedicava ao jornalismo. Teve também a oportunidade de desenvolver sua carreira de escritor e poeta.
Sergei Arsenevich Vinogradov nasceu em Bolshie Soly, na Rússia em 1869. Foi um dos líderes em Moscou do impressionismo russo. Estabeleceu-se como pintor de gênero, e de retratos de camponeses. Morreu em Riga, na atual Letônia, em 1938.
Jon Houglum é um pintor americano, nascido no estado de Minnesota. Formado em Professor de Arte, estudou por quatro anos,, particularmente com a pintora holandesa radicada nos EUA, Antonias Raemaechers. Por muitos anos manteve um ateliê de pintura/galeria no estado da Flórida e em 1996 mudou-se para a cidade de Franklin no estado da Carolina do Norte onde ainda reside.
Edson Campos nasceu no Rio de Janeiro em 1955. Autodidata, desenha e pinta desde criança. Em 1978 mudou-se para os Estados Unidos, onde se estabeleceu como pintor desde então, e onde reside até hoje. Tendo viajado extensivamente pela Europa, hoje é portador de inúmeros prêmios nos EUA e na Europa. Para ver mais de seus trabalhos: www.edsoncampos.com
Meu primeiro contato com Rosa Montero foi através do fantástico História do rei transparente [Ediouro: 2006], que devorei em dois dias. Amei! Mais tarde, vim a ler A louca da casa, [Ediouro: 2004], Histórias de mulheres [Agir: 2008], A filha do canibal [Ediouro:2007] e agora, este mês,Instruções para salvar o mundo [Record: 2010]. O que surpreende nessa escritora espanhola é o camaleonismo, ou melhor, como cada um de seus livros parece ter um estilo diverso, um narrador diferente, um tema inesperado. O que os une, a todos, é uma voz narrativa que carrega o leitor por tortuosos e imaginativos caminhos. Essa também é a característica de Instruções para salvar o mundo.
Quatro personagens principais preenchem o espaço desse romance. Três são o centro do drama: Matias, um taxista viúvo, que agoniza diariamente pela perda de sua esposa para o câncer; Daniel um médico frustrado, mais ambicioso do que sua capacidade de dedicação profissional e com a satisfação na vida pessoal inexistente e Fatma, natural de Serra Leone, belíssima mulher e prostituta. Eles parecem ter pouco em comum, mas invadem o nosso mundo imaginário quando suas vidas se mostram interligadas, apesar de extremamente solitárias. Em contraponto, quase que preenchendo o papel que seria do coro numa tragédia grega, temos Cérebro, cognome de uma ex-professora universitária, uma cientista, cuja linha de pensamento nos mostra o caminho de Rosa Montero. Cérebro não só é minha personagem favorita pela clareza de seu raciocínio, como é também quem dá a dimensão da tragédia que testemunhamos. Aos poucos, e graças à força narrativa da autora, esses dois homens e duas mulheres nos envolvem e participamos silenciosamente da absoluta solidão em que vivem, presenciamos o desespero calado que os corrói. A falta de perspectiva de uma vida melhor parece inviável para cada um. E sufoca.
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Os personagens vivem num caos emocional que praticamente os deixa anestesiados para a vida cotidiana. Ou, porque não conseguem perceber nada além do vazio interno que os preenche, ou porque se dopam, ou se retiram do momento atual, do presente, para algum lugar íntimo, interior, onde podem sobreviver as penas de um cotidiano irreparável, como acontece com Fatma. O mundo externo, fora dessas emoções contidas e reprimidas, está também presente no caos das mudanças climáticas que os rodeiam, refletido no calor fora de época da cidade. Todos quatro são cidadãos de uma gigante metrópole, igual a dezenas de outras, parecidas com aquelas em que vivemos. E, como muitos desses cidadãos, como habitantes dessas zonas urbanas, eles passam a vida paralisados nas suas angústias, entorpecidos nas suas emoções.
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Rosa Montero
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A solução de Rosa Montero para saciar esse desespero interno de cada um é a bondade. A bondade com o nosso semelhante, o desprendimento. Talvez uma solução por demais ingênua e idealista para essa leitora. Algo de irreal, de conto de fadas nessa solução me dá pausa. Sinto-me crítica. Talvez eu mesma já esteja, como os personagens da trama, cáustica, amarga, incrédula para considerar tal sugestão com o peso que uma autora como Rosa Montero merece. Este é o grande senão que tenho com o romance. As questões sobre o que está acontecendo com a humanidade, o que está acontecendo com o lugar em que vivemos que inevitavelmente temos que levar em conta ao longo da leitura de Instruções para salvar o mundo não só são difíceis de responder, mas também impossíveis de serem solucionadas por ato tão simples e pequeno, quanto esse romance. Mas fica aqui a minha admiração por quem tem a coragem de levantar essas questões.
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Aqui, uma entrevista da autora em espanhol, legendada:
Frank Wright é professor de pintura e desenho tanto na George Washignton University, como na Corcoran Gallery ambas no Distrito de Columbia, capital dos EUA. Estudou por um longo período em Paris, com S. W. Hayter. Pintor figurativo, tem predileção por retratos e paisagens. Para ver seu trabalhos: