Imagem de leitura — Chen Shuzhong

6 10 2011

Mulher sentada com livro

Chen Shuzhong ( China, 1960)

óleo sobre tela

www.zmzart.com

Chen Shuzhong nasceu  na Província de Liaoning em 1960.   Formou-se pela academia de Luxun Academyde Belas Artes em Shenyang.  Ela se especializa em cenas da vida rural.  Ocupa no momento o cargo de vice-professora e diretora do estúdio de pintura a óleo da Academia de Belas Artes de Sichuan.

 

 

 





Imagem de leitura — Jacob Simmon Kever

5 10 2011

O livro de leitura, s/d

Jacob Simmon Kever (Holanda,1854-1922)

aquarela sobre papel, 45x51cm

Jacob Simmon Kever nasceu em Amsterdã, na Holanda em 1854. Estudou com P.R. Greive, na Escola de Belas Artes de Amsterdã. Pintor de gênero, Paisagens e Naturezas Mortas. Morreu em 1922.





A gralha e o pavão, fábula, texto de Monteiro Lobato

5 10 2011

A gralha e o pavão, s/d

Frans Snyders (Bélgica, 1579-1657)

Óleo sobre tela

A gralha enfeitada com penas de pavão

Como os pavões andassem em época de muda, uma gralha teve a idéia de aproveitar as penas caídas.

— Enfeito-me com estas penas e viro pavão!

Disse e fez.  Ornamentou-se com as lindas penas de olhos azuis e saiu pavoneando por ali a fora, rumo ao terreiro das gralhas, na certeza de produzir um maravilhoso efeito.

Mas o trunfo lhe saiu às avessas.  As gralhas perceberam o embuste, riram-se dela e enxotaram-na à força de bicadas.

Corrida assim dali, dirigiu-se ao terreiro dos pavões pensando lá consigo:

— Fui tola.  Desde que tenho penas de pavão, pavão sou e só entre pavões poderei viver.

Mau cálculo.  No terreiro dos pavões coisa igual lhe aconteceu.  Os pavões de verdade reconheceram o pavão de mentira e também a correram de lá sem dó.

E a pobre tola, bicada e esfolada, ficou sozinha no mundo.  Deixou de ser gralha e não chegou a ser pavão, conseguindo apenas o ódio de umas e o desprezo de outros.

Amigos: lé com lé, cré com cré.

Em: Fábulas, Monteiro Lobato, São Paulo, Editora Brasiliense: sem data, 20ª edição

—————–

Esopo, xilogravura

Esta fábula de Monteiro Lobato é uma das dezenas de varições feitas através dos séculos da fábulas de Esopo, escritor grego, que viveu no século VI AC. Suas fábulas foram reunidas e atribuídas a ele, por Demétrius em 325 AC. Desde então tornaram-se clássicos da cultura ocidental e muitos escritores como Monteiro Lobato, re-escreveram e ficaram famosos por recriarem estas histórias, o que mostra a universalidade dos textos, das emoções descritas e da moral neles exemplificada. Entre os mais famosos escritores que recriaram as Fábulas de Esopo estão Fedro e La Fontaine.

 

José Bento Monteiro Lobato, (Taubaté, SP, 1882 – 1948). Escritor, contista, dedicou-se à literatura infantil. Foi um dos fundadores da Companhia Editora Nacional. Chamava-se José Renato Monteiro Lobato e alterou o nome posteriormente para José Bento.

Obras:

A Barca de Gleyre, 1944

A Caçada da Onça, 1924

A ceia dos acusados, 1936

A Chave do Tamanho, 1942

A Correspondência entre Monteiro Lobato e Lima Barreto, 1955

A Epopéia Americana, 1940

A Menina do Narizinho Arrebitado, 1924

Alice no País do Espelho, 1933

América, 1932

Aritmética da Emília, 1935

As caçadas de Pedrinho, 1933

Aventuras de Hans Staden, 1927

Caçada da Onça, 1925

Cidades Mortas, 1919

Contos Leves, 1935

Contos Pesados, 1940

Conversa entre Amigos, 1986

D. Quixote das crianças, 1936

Emília no País da Gramática, 1934

Escândalo do Petróleo, 1936

Fábulas, 1922

Fábulas de Narizinho, 1923

Ferro, 1931

Filosofia da vida, 1937

Formação da mentalidade, 1940

Geografia de Dona Benta, 1935

História da civilização, 1946

História da filosofia, 1935

História da literatura mundial, 1941

História das Invenções, 1935

História do Mundo para crianças, 1933

Histórias de Tia Nastácia, 1937

How Henry Ford is Regarded in Brazil, 1926

Idéias de Jeca Tatu, 1919

Jeca-Tatuzinho, 1925

Lucia, ou a Menina de Narizinho Arrebitado, 1921

Memórias de Emília, 1936

Mister Slang e o Brasil, 1927

Mundo da Lua, 1923

Na Antevéspera, 1933

Narizinho Arrebitado, 1923

Negrinha, 1920

Novas Reinações de Narizinho, 1933

O Choque das Raças ou O Presidente Negro, 1926

O Garimpeiro do Rio das Garças, 1930

O livro da jangal, 1941

O Macaco que Se Fez Homem, 1923

O Marquês de Rabicó, 1922

O Minotauro, 1939

O pequeno César, 1935

O Picapau Amarelo, 1939

O pó de pirlimpimpim, 1931

O Poço do Visconde, 1937

O presidente negro, 1926

O Saci, 1918

Onda Verde, 1923

Os Doze Trabalhos de Hércules, 1944

Os grandes pensadores, 1939

Os Negros, 1924

Prefácios e Entrevistas, 1946

Problema Vital, 1918

Reforma da Natureza, 1941

Reinações de Narizinho, 1931

Serões de Dona Benta, 1937

Urupês, 1918

Viagem ao Céu, 1932





Imagem de leitura — Walter Shirlaw

4 10 2011

Entre velhos poetas, s/d

Walter Shirlaw (Escocia, 1838 – Espanha 1909)

Óleo sobre tela, 42 x 54cm

Smithsonian American Art Museum

Walter Shirlaw nasceu nas Escócia em 1838, mas aos dois anos de idade a família se mudou para os EUA.  Depois de estudar trabalhou como gravurista, e teve sua primeira exposição em 1861 na National Academy.





Quadrinha de São Francisco

4 10 2011

São Francisco, 1985

Antônio Maia ( Brasil, 1928)

acrílica sobre tela, 61 x 46 cm

São Francisco era bondoso,

espalhava caridade,

hoje é santo milagroso,

distribui felicidade.

(Margarida Ottoni)





São Francisco, poema de Eduarda Duvivier

4 10 2011

São Francisco de Assis, 1982

Jenner Augusto ( Brasil, 1924-2003)

óleo sobre tela,  62 x 37 cm

São Francisco

Eduarda Duvivier

Por que não disse às feras pra não serem bravas?

Por que não disse às feras pra ficarem mansas

Com os homens bons?

E que todos os pássaros mortos fossem para o céu

Para brincar com as crianças que fossem para lá?

Por que não ensinou as onças a ficarem amigas

Das cabritas e dos veadinhos?

Por que não arranjou para elas uma carne de

–  –  –  –  –   — –   –   – (deixa eu ver) de jacaré…

Não, S. Francisco, uma carne de frutas?

Em: Poesia brasileira para a infância, de Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1968





Imagem de leitura — Andrej Mashkovtsev

3 10 2011

Objeto bem guardado, s/d

Andrej Mashkovtsev (Rússia, 1966)

aquarela e nanquim sobre papel, 28 x 20 cm

Andrej Mashkovtsev nasceu em São Peterburgo, Rússia,  em 1966, completou sua formação  arte e design em 1983.  Prosseguiu com os estudos na Faculdade de Automatismo e Telemecânica na Universidade Técnica de Vinnitsa. Hoje além das artes visuais ele se dedica também a webdesign, animação, ilustração de livros.  Atualmente mora e trabalha em Vinnitsa, na Ucrânia.





Imagem de leitura — Jose de Togores i Llach

2 10 2011

Renée e o gato, s/d

Jose de Togores i Llach (Espanha 1893-1970)

óleo sobre tela

Jose de Togores i Llach nasceu em Cerdanyola del Vallès, Catalunha em 1893.  Aos treze anos contatou meningite que o deixou surdo.  Isso fez com que se interessasse pela pintura.  Começou sua formação artística com Joan Llaverias, Fernández de la Torre  e Fèlix Mestres. Em 1907 ganhou uma bolsa de estudos para Paris.  Foi o primeiro passo para uma conexão Paris-Barcelona: alternando estadia em ambas dessas cidades através dos anos.  Morreu em Barcelona, na Catalunha em 1970  em um acidente de trânsito.





Os sinos de Mariana — Revista Kósmos, Maio 1907 — texto de Mário Behring

2 10 2011

Vista Parcial de Mariana – MG, 2010

Baptista Gariglio Filho (BH, Brasil, 1961)

óleo sobre tela,  70x90cm

http://www.gariglio.cjb.net/

Os sinos de Mariana

Mário Behring

No dia 30 de junho de 1743 grande era o movimento na Vila Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo, hoje cidade arquiepiscopal de Mariana.

Após três meses de permanência, seguia o Bispo do Rio de Janeiro, D. Frei João da Cruz que viera em correição às Minas, para Camargos.

Várias providências haviam sido tomadas pelo prelado nesses três meses, a fim de regularizar a situação do clero na Vila, sendo uma delas a demissão do vigário da vara Padre Dr. Francisco Pinheiro da Fonseca que menos curava das almas do que dos seus negócios particulares, antes do temporal, que do espiritual, pecado que era aliás de todo o clero das Minas, interessado em quanta especulação surgisse para atrair o ouro que fartamente fluía  das catas riquíssimas.

Esse Padre, por isso que fazia vista grossa aos pecados dos seus paroquianos, era tido e havido na conta de um excelente homem, tendo uma grande roda de amigos aos quais agravou a decisão violenta do Bispo, resolvendo-se tirar dela uma vingança pública.

E com tal segredo a prepararam que nada transpirou por entre o povo.

A 20, pela manhã, pôs-se em marcha a comitiva do Bispo – No momento da partida porém, quando os sinos se preparavam para saudar  o seu pastor com os seus costumados cortejos e repiques (1) deram os sineiros pela falta de todos os badalos dos quatro sinos da matriz e do da capela de São Gonçalo.

Célere chegou ao Bispo a notícia do acontecido e voltando então outra vez para Mariana mandou tirar os badalos restantes das demais Igrejas, interditando os templos de toda a Freguesia.

O ouvidor da Vila Rica, Caetano Furtado de Mendonça (2) mandou logo que teve conhecimento do fato, tirar quatro devassas pelas autoridades eclesiásticas.  A primeira pelo próprio Bispo, a segunda pelo Vigário da vara, a terceira pelo Cônego Domingos Lopes e a quarta pelo Vigário de Antônio Dias, Padre Félix Simões.

Dessas devassas resultou para o juízo eclesiástico a convicção de culpa de várias pessoas importantes da Vila e assim, para que não escapassem à pronúncia, o Padre Domingos Lopes reuniu um grande corpo de clérigos armados de clavinas, pistolas e catanas pondo cerco à Vila para efetuar as prisões.

À frente de um troço armado o Padre Domingos Lopes, cuja casa servia de quartel general, invadiu as residências dos culpados, prendendo o Bacharel Manuel Ribeiro de Carvalho, advogado nos Auditórios da Vila, Domingos Pinto Coelho, José de Almeida Costa, o Licenciado em farmácia Manoel Peixoto de Sampaio e Manuel Pinto da Rocha, conseguindo outros fugir a coorte clerical e refugiar-se em lugar seguro.

Paisagem de Mariana, Minas Gerais, 1995

Carlos Bracher ( Brasil, 1940)

óleo sobre tela, 81 x 100 cm

Realizada a prisão desses acusados, mandou o Bispo carregá-los de ferros, metendo-os no tronco da cadeia, como se costuma fazer aos escravos, (3).

Enquanto isso se dava, na casa Juiz de Fora, José Pereira de Moura, aparecia uma carta anônima dizendo o local em que se achavam os badalos subtraídos.

Dirigindo-se com alguns oficiais de justiça a um córrego que atravessava o pasto da Vila, constatou o Juiz de Fora a presença dos badalos que foram logo restituídos à autoridade eclesiástica.

Resolveu o Bispo que fossem os presos transportados para o Rio de Janeiro e para isso organizou um corpo de 20 clérigos armados que deveriam vencer o ordenado de 200 oitavas de ouro cada um a custa da fazenda dos culpados.

A isso porém se opôs o ouvidor Furtado de Mendonça, dizendo que tendo os presos entreposto recurso de sua pronúncia para o juízo da Coroa, deviam permanecer na cadeia da Vila até final decisão.

Animados com as primeiras violências não se quiseram sujeitar os clérigos à decisão do Ouvidor , e combinaram um assalto à cadeia para arrancando à viva força os presos, seguirem para o Rio , conforme determinara o Prelado.

Ânimo resoluto e decidido não se acorbadou o Ouvidor: antes determinou imediatamente ao  Juiz de Fora que fizesse guardar a cadeia por oficiais de justiça bem armados e estabelecesse rondas na Vila, até que se acalmasse aquela paixão eclesiástica.

Não se conteve o Padre Domingos Lopes, generalíssimo dos Padres belicosos.

E tais censuras dirigiu ao Ouvidor que este em carta dirigida à Corte assim se expressava:

“Não sofre demora a satisfação do castigo porque se os juízes da Coroa de Vossa Majestade houverem de ser descompostos nos provimentos dos recursos por esses Padres desavergonhados e enfronhados nas suas ordens, que lhes parece de tudo são isentos nos seus desaforos, não haverá Juiz da Coroa, que com medo de sua venenosa língua e pena se atreva a valer com a proteção Real aos oprimidos vassalos de Vossa Majestade”…

Essa questão entre o Ouvidor de um lado e o Bispo e Vigário da vara de outro, agravou-se dentro em pouco por motivo de um conflito de jurisdição.

Morrera um clérigo que deixando alguns bens em um testamento secular, as justiças eclesiásticas fizeram o seqüestro nesses bens. 

Paisagem de Mariana, 1977

Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)

óleo sobre tela  69 x 90 cm

Interpuseram os herdeiros recurso para o Ouvidor que lhes dando razão decidiu em seu favor a causa. 

Não cumpriu porém a decisão o Vigário da vara e na réplica usando de expressões pelo ouvidor julgadas desrespeitosas, retorquiu, chamando-o atrevido e petulante; não se calou o vigário da vara redargüindo com outras e equivalentes injúrias o que lhe valeu ser autuado pelo Ouvidor e condenado a multa de 200 oitavas de ouro em proveito da Fazenda Real.

A intimação dessa sentença mandou-a fazer o Ouvidor pelo seu escrivão no palácio episcopal.

Seguiu ele a cumprir o mandado e passado algum tempo vieram dizer ao Ouvidor que o Bispo prenderá o escrivão em palácio. 

Encolerizado, reuniu Furtado de Mendonça os oficiais de justiça e marchou para a residência do bispo, onde chegado mandou, tendo-lhe previamente posto cerco, uma intimação ao prelado para que desse imediata liberdade ao funcionário da justiça sob pena de ir arrancá-lo à força.  

Com o cerco começou a juntar-se povo defronte do palácio, chovendo comentários como soe sempre acontecer nessas ocasiões. 

O Bispo, em resposta, mandou dizer ao Ouvidor que em sua casa só entrava quem ele permitisse; que o escrivão não estava constrangido: aguardava somente um outro escrivão eclesiástico para dar contra fé do seu mandado.  Com isso e saindo o escrivão, retirou-se o Ouvidor, endereçando o Bispo à Corte longa queixa, contra Furtado de Mendonça.

Informada favoravelmente pelo governador Gomes freire de Andrade, saiu triunfante o Bispo da questão, sendo removido o Ouvidor.

A questão do furto dos badalos foi cometida então ao Juiz de Fora que abriu nova devassa, verificando a inocência de alguns dos que o Bispo prendera anteriormente como culpados.

Provaram as indagações tratar-se de uma simples vingança do Padre Francisco da Costa de Oliveira, já falecido em 1745, quando se concluiu a devassa, que o Bispo não admitira a exames, talvez por ser íntimo do ex-vigário do Dr. Francisco Pinheiro da Fonseca.

Também concorrera para o furto o Padre Antônio Sarmento.

Contra Miguel Pinto da Rocha um dos anteriormente presos havia indícios de cumplicidade visto como antes do fato ele assoalhara que os sinos da cidade calar-se-iam no dia da partida do Bispo. 

Quanto ao boticário Manuel Peixoto de Sampaio, sabia-se ser amicíssimo do ex-vigário, “ser homem arrogante, insolente” tendo tido um atrito com o Bispo que o coagira a firmar um termo de deixar o concubinato em que publicamente vivia.

A cerca deste último era opinião do Juiz de Fora que embora sobre ele não recaíssem mais que vagos indícios, devia ser retirado das Minas e mandado para outra capitania…

E eis aí como terminou essa questão, vencendo em toda a linha o clero, fazendo recuar os representantes da Justiça d’ El Rei.

Partiu para o Rio vitorioso o Bispo D. Frei João da Cruz; passados anos demitiu-se do cargo e ao retirar-se para o Reino julgou ser conveniente ao serviço de Deus, carregar com todas as alfaias, ornamentos e prataria comprados com a renda do Bispado e ainda com o espólio do seu antecessor D. Frei Antônio de Guadalupe, ação por sem dúvida merecedora de que aqui a rememoremos, (4) arrancando-a a injusto olvido. 

Maio – 907

— — — — — — — — — —

(1) Consulta do Conselho Ultramarino de 16 de Abril de 1744.

(2) Cartas de 6 e 25 de Agosto de 1743.

(3) Carta do Ouvidor de Vila Rica, Caetano Furtado de Mendonça para a Corte.

(4) Carta do Cabido da Sé do Rio de Janeiro, 6 de Abril de 1751.

[Texto integral, em domínio público,  mas com grafia atualizada para facilitar a leitura.   As ilustrações não pertencem ao texto original, são obras posteriores ao texto, paisagens da cidade mineira onde esses fatos aconteceram.  Mantive as maiúsculas como no texto ainda que seu uso seja irregular.  Estão de acordo com o texto original.]

Em:  Kósmos, revista artística, científica e literária, Ano IV, número 5, Maio de 1907, Rio de Janeiro.





Imagem de leitura — Pierre Adolphe Valette

1 10 2011

Jovem lendo, s/d

Pierre Adolphe Valette (França, 1876-1942)

óleo sobre madeira, 60 x 52 cm

Christie’s Londres, 1998

Pierre Adolphe Valette nasceu em St. Eitienne, em 1876.  Estudou em Bordeaux na Escola de Belas Artes e Artes Decorativas.  Emigrou para a Inglaterra em 1904, onde no ano seguinte já trabalhava nas artes gráficas numa companhia que imprimia cartões e calendários em Manchester.  Depois de estudar arte à noite na Escola Municipal de Arte naquela cidade, foi convidado a dar aulas no mesmo local.   Desenvolveu um estilo bastante impressionista e ficou conhecido principalmente por suas paisagens.  Permaneceu na Inglaterra até 1924, quando retornou à França, onde morreu em 1942.