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Moça lendo o jornal
Cayetano Arquer Buigas (Espanha, 1932)
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“Bons livros, como bons amigos, são poucos e escolhidos; quanto mais selecionados, mais apreciados”.
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Louisa May Alcott
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Moça lendo o jornal
Cayetano Arquer Buigas (Espanha, 1932)
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Louisa May Alcott
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Morro do Borel, Rio de Janeiro, 1971
Armando Vianna ( Brasil, 1897-1992)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
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Celina Ferreira
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Navios vão-se atracando,
chegam noturnos mineiros,
andarilhos vêm andando
e em cavalos, cavaleiros
trocando o sul e os cavalos,
as colheitas e o dinheiro
por uma braça de um rio
de inexistente janeiro.
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As casas vertiniginosas
na floresta de cimento
sobem doidas, caprichosas,
arranhando o firmamento.
As ruas crescem, comprimem
o corpo azul do gigante
que se levanta irrascível,
touro raivoso e espumante.
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Medrosos troncos se abraçam
na floresta verdadeira.
Cipós covardes se enlaçam
pelo corpo das palmeiras.
Tudo debalde. O homem lança
um olhar de certeira flecha,
dardo de fogo que alcança
o coração da floresta.
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Ai soluço ressequido,
pranto escuro de carvão!
Ai fundo e negro suspiro
que se eleva na amplidão!
Línguas de um fogo faminto
estralam gula e paixão.
Ai! Das matas sobe um grito,
descem lavas de um vulcão.
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Os homens plantam sementes
de fogo e míseras casas,
crivam duros alfinetes
na renda verde das matas.
Nas grimpas nuas, as chagas,
ontem, rubras de clarão,
hoje são tendas plantadas
entre reboco e carvão.
E a miséria fecundada
no gineceu das taperas
rebenta nas densas matas
uma estranha primavera.
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Em: Poesia Cúmplice, Celina Ferreira, Rio de Janeiro, Livraria São José Ed.: 1959
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Celina Ferreira — nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 1928. Jornalista, dedicou-se também à literatura infantil.
Obras:
A princesa Flor-de-Lótus , 1958
Papagaio gaio: poeminhas, 1998
Obra poética:
Poesia de ninguém, 1954
Poesia cúmplice, 1959
Hoje poemas, 1967
Espelho convexo, 1973
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Cena de café, s/d
Rodolfo Amoedo (Brasil, 1857-1941)
aquarela, 22 x 28 cm
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
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Rodolfo Amoedo nasceu em Salvador, na Bahia em 1857. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1868, onde estudou no Liceu de Artes e Ofícios, com Victor Meirelles e Antônio de Souza Lobo. Logo depois matriculou-se na Academia Imperial de Belas Artes, onde estudou com Agostinho da Motta, Victor Meirelles, Zeferino da Costa e Chaves Pinheiro. Viajou para Paris em 1879, estudando na Académie Julian e na Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, com Alexandre Cabanel e Puvis de Chavanne. Retornou ao Brasil em 1887 e no ano seguinte expõe individualmente pela primeira vez no Rio de Janeiro. Foi professor honorário de pintura histórica e teve como alunos Baptista da Costa, Eliseu Visconti, Candido Portinari, Eugênio Latour e Rodolfo Chambelland, entre muitos outros. Realizou trabalhos de decoração no Palácio Itamaraty, na Biblioteca Nacional, no Supremo Tribunal Federal e no Supremo Tribunal Militar, no Rio de Janeiro; no Museu do Ipiranga – atualmente Museu Paulista da Universidade de São Paulo – MP/USP, em São Paulo; e no Teatro José de Alencar, em Fortaleza. Após sua morte, no Rio de Janeiro em 1941, parte de sua obra foi doada ao Museu Nacional de Belas Artes – MNBA no Rio de Janeiro. [Itaú Cultural]
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Jovem lendo, s/d
Marc Chalme (França, 1969)
óleo sobre tela, 73 x 60 cm
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Arthur Schopenhauer
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A leitura do jornal, s/d
Vincenzo Irolli (Itália, 1860-1949)
óleo sobre tela, 30 x 38 cm
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Elbert Hubbard
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Amaryllis e Henrietta, 1952
[netas da pintora]
Vanessa Bell (Inglaterra, 1879-1961)
óleo sobre tela
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Vanessa Bell nasceu na Inglaterra em 1879. Foi educada em casa em Londres com tutores particulares. Em 1896, fez um curso de pintura com Sir Arthur Cope e em 1901 entrou para a Royal Academy para continuar seus estudos em pintura. Irmã de Virginia Woolf. Depois da morte dos pais em 1904, vendeu a casa em Londres e mudou-se para Bloomsbury onde começou a se um relacionamento intenso com todos os artistas do Grupo Bloombury. Casou-se em 1907 com Clive Bell e teve duas filhas. Está entre os maiores retratistas e paisagistas da Inglaterra no século XX. Faleceu em 1961.
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Retrato de Senhora, 1921,
Oscar Boeira (Brasil, 1883-1943)
óleo sobre eucatex, 48 x 50 cm
Acervo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
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Os teus olhos (quem diria?)
São ladrões de profissão;
me roubaram noutro dia,
num olhar, meu coração…
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(Josué da Silva)
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Leitora no sofá, s/d
Georges D’Espagnat (1870-1950)
Óleo sobre tela, 73.3 x 59.9 cm
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Susan Sontag
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Funchal Garcia (Brasil, 1889-1979)
óleo sobre madeira, 50 x 60 cm
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Minha chácara sempre surpreende
ora com novo canto passarinho
ora com a picada de um espinho
porém do mesmo ramo onde a flor pende
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A lesma vai lambendo seu caminho
cachorro olha como quem entende
e o beija-flor é o único que tem de
mostrar pressa aqui nesse mundinho
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Quando menos se espera amadurecem
frutos e idéias entre sentimentos
que de janela aberta adormecem
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Para varrer emprego o Senhor Vento
embriagado sempre que florescem
os meus mais perfumados pensamentos
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Em: Gaiola aberta: 1964-2004, Domingos Pellegrini, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil: 2005
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Atualização das novidades, 1863
John O´Brien Inman (EUA, 1828-1896)
óleo
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John O’Brien Inman nasceu na cidade de Nova York em 1828, filho do pintor Henry Inman. Estudou com seu pai. Estudou na Europa por um ano em particular na Itália. Morreu no estado de Nova York em 1896 depois de uma carreira de sucesso.