Palavras para lembrar — Louisa May Alcott

12 07 2012

Moça lendo o jornal

Cayetano Arquer Buigas (Espanha, 1932)

“Bons livros, como bons amigos, são poucos e escolhidos; quanto mais selecionados, mais apreciados”.

Louisa May Alcott





Romance das matas no Rio de Janeiro, poema de Celina Ferreira

11 07 2012

Morro do Borel, Rio de Janeiro, 1971

Armando Vianna ( Brasil, 1897-1992)

óleo sobre tela, 81 x 65 cm

Romance das matas no Rio de Janeiro

Celina Ferreira

Navios vão-se atracando,

chegam noturnos mineiros,

andarilhos vêm andando

e em cavalos, cavaleiros

trocando o sul e os cavalos,

as colheitas e o dinheiro

por uma braça de um rio

de inexistente janeiro.

As casas vertiniginosas

na floresta de cimento

sobem doidas, caprichosas,

arranhando o firmamento.

As ruas crescem, comprimem

o corpo azul do gigante

que se levanta irrascível,

touro raivoso e espumante.

Medrosos troncos se abraçam

na floresta verdadeira.

Cipós covardes se enlaçam

pelo corpo das palmeiras.

Tudo debalde. O homem lança

um olhar de certeira flecha,

dardo de fogo que alcança

o coração da floresta.

Ai soluço ressequido,

pranto escuro de carvão!

Ai fundo e negro suspiro

que se eleva na amplidão!

Línguas de um fogo faminto

estralam gula e paixão.

Ai! Das matas sobe um grito,

descem lavas de um vulcão.

Os homens plantam sementes

de fogo e míseras casas,

crivam duros alfinetes

na renda verde das matas.

Nas grimpas nuas, as chagas,

ontem, rubras de clarão,

hoje são tendas plantadas

entre reboco e carvão.

E a miséria fecundada

no gineceu das taperas

rebenta nas densas matas

uma estranha primavera.

Em: Poesia Cúmplice, Celina Ferreira, Rio de Janeiro, Livraria São José Ed.: 1959

Celina Ferreira — nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 1928. Jornalista, dedicou-se também à literatura infantil.

Obras:

A princesa Flor-de-Lótus , 1958

Papagaio gaio: poeminhas, 1998

Obra poética:

Poesia de ninguém, 1954

Poesia cúmplice, 1959

Hoje poemas, 1967

Espelho convexo, 1973





Imagem de leitura — Rodolfo Amoedo

11 07 2012

Cena de café, s/d

Rodolfo Amoedo (Brasil, 1857-1941)

aquarela, 22 x 28 cm

Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro

Rodolfo Amoedo nasceu em Salvador, na Bahia em 1857. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1868, onde estudou no Liceu de Artes e Ofícios, com Victor Meirelles e Antônio de Souza Lobo. Logo depois matriculou-se na Academia Imperial de Belas Artes, onde estudou com Agostinho da Motta, Victor Meirelles, Zeferino da Costa e Chaves Pinheiro. Viajou para Paris em 1879, estudando na Académie Julian e na Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, com Alexandre Cabanel e Puvis de Chavanne. Retornou ao Brasil em 1887 e  no ano seguinte expõe individualmente pela primeira vez no Rio de Janeiro. Foi professor honorário de pintura histórica e teve como alunos Baptista da Costa, Eliseu Visconti, Candido Portinari, Eugênio Latour e Rodolfo Chambelland, entre  muitos outros. Realizou trabalhos de decoração no Palácio Itamaraty, na Biblioteca Nacional, no Supremo Tribunal Federal e no Supremo Tribunal Militar, no Rio de Janeiro; no Museu do Ipiranga – atualmente Museu Paulista da Universidade de São Paulo – MP/USP, em São Paulo; e no Teatro José de Alencar, em Fortaleza. Após sua morte, no Rio de Janeiro em 1941, parte de sua obra foi doada ao Museu Nacional de Belas Artes – MNBA no Rio de Janeiro. [Itaú Cultural]





Palavras para lembrar — Arthur Schopenhauer

10 07 2012

Jovem lendo, s/d

Marc Chalme (França, 1969)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm

“Comprar livros seria uma boa coisa se pudéssemos também comprar o tempo para lê-los”.

Arthur Schopenhauer





Palavras para lembrar — Elbert Hubbard

3 07 2012

A leitura do jornal, s/d

Vincenzo Irolli (Itália, 1860-1949)

óleo sobre tela, 30 x 38 cm

“Este jamais será um país civilizado até que se gaste mais em livros do que em gomas de mascar”.

Elbert Hubbard





Imagem de leitura — Vanessa Bell

2 07 2012

Amaryllis e Henrietta, 1952

[netas da pintora]

Vanessa Bell  (Inglaterra, 1879-1961)

óleo sobre tela

Vanessa Bell nasceu na Inglaterra em 1879.  Foi educada em casa em Londres com tutores particulares. Em 1896, fez um curso de pintura com Sir Arthur Cope e em 1901 entrou para a Royal Academy para continuar seus estudos em pintura.  Irmã de Virginia Woolf.  Depois da morte dos pais em 1904, vendeu a casa em Londres e mudou-se para Bloomsbury onde começou a se um relacionamento intenso com todos os artistas do Grupo Bloombury. Casou-se em 1907 com Clive Bell e teve duas filhas.  Está entre os maiores retratistas e paisagistas da Inglaterra no século XX.  Faleceu em 1961.





Quadrinha dos teus olhos

2 07 2012

Retrato de Senhora, 1921,

Oscar Boeira (Brasil, 1883-1943)

óleo sobre eucatex, 48 x 50 cm

Acervo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Os teus olhos (quem diria?)

São ladrões de profissão;

me roubaram noutro dia,

num olhar, meu coração…

(Josué da Silva)





Palavras para lembrar — Sunsan Sontag

30 06 2012

Leitora no sofá, s/d

Georges D’Espagnat (1870-1950)

Óleo sobre tela, 73.3 x 59.9 cm

“Livros são pequenos  fragmentos de ideias  portáteis”.

Susan Sontag





Chácara, poesia de Domingos Pellegrini

29 06 2012

Ipê Rosa, s/d

Funchal Garcia (Brasil, 1889-1979)

óleo sobre madeira, 50 x 60 cm

Chácara

Minha chácara sempre surpreende

ora com novo canto passarinho

ora com a picada de um espinho

porém do mesmo ramo onde a flor pende

A lesma vai lambendo seu caminho

cachorro olha como quem entende

e o beija-flor é o único que tem de

mostrar pressa aqui nesse mundinho

Quando menos se espera amadurecem

frutos e idéias entre sentimentos

que de janela aberta adormecem

Para varrer emprego o Senhor Vento

embriagado sempre que florescem

os meus mais perfumados pensamentos

Em: Gaiola aberta: 1964-2004, Domingos Pellegrini, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil: 2005





Imagem de leitura — John O’Brien Inman

28 06 2012

Atualização das novidades, 1863

John O´Brien Inman (EUA, 1828-1896)

óleo

John O’Brien Inman nasceu na cidade de Nova York em 1828, filho do pintor  Henry Inman. Estudou com seu pai. Estudou na Europa por um ano em particular na Itália. Morreu no estado de Nova York em 1896 depois de uma carreira de sucesso.