Nossas cidades — Itanhaém

24 02 2014

Oliani, Alfredo (1906-1988)Itanhaém,1940,Aquarela,38 x 30 cmItanhaém, 1940

Alfredo Oliani (Brasil, 1906-1988)

Aquarela e guache sobre papel, 38 x 39cm





A gente nunca está só, poesia de Adelmar Tavares

24 02 2014

menina no lago, Martta Wendelin (Finlandia)Menina no lago, ilustração de Martta Wendelin.

A gente nunca está só

Adelmar Tavares

A gente nunca está só.

Ou se está com uma saudade

De um sonho desfeito em pó;

Ou se está com uma esperança

De nova felicidade

No coração que não cansa…

Sempre uma sombra com a gente,

Constantemente,

Uma sombra… Boa… ou má…

Só é que nunca se está.

Em: Poemas para a Infância: antologia escolar, editado por Henriqueta Lisboa, s/d, São Paulo: Edições de Ouro, p. 59





Imagem de leitura — Christine Reilly

24 02 2014

Luxembourg Gardens 49x59cm Oil & Acrylic FramedJardim de Luxemburgo, Paris, 2012

Christine Reilly (Austrália, contemporânea)

óleo e acrílica sobre tela, 49 x 59 cm

www.christinereillyartist.com

Christine Reilly, pintora australiana contemporânea, com experiência de galerista.  Além de pintura, dedica-se também à gravura e a ilustração para cartões,  à pintura de gênero e paisagens urbanas.





Domingo, um passeio no campo!

23 02 2014

T. Kaminagai, Paisagem, 1968,OST,60 x 90,premiada no SalãoPaulista de Belas Artes, 6.900Paisagem, 1968

Tadashi Kaminagai (Japão 1899- França, 1982)

óleo sobre tela,  60 x 90 cm

[Obra premiada no Salão Paulista de Belas Artes]





Olimpíadas de Inverno: uma sinfonia à criativa sobrevivência humana

23 02 2014

Axel_Ender_Young_girl_skating_on_a_frozen_lake,_NorwayJovem em lago congelado, Noruega, 1920

Axel Hjalmar Ender (Noruega, 1853-1920)

óleo sobre tela

Enquanto escrevo esta postagem, acontece em Sochi o jogo final de hóquei entre  Suécia e  Canadá, momento em que as Olimpíadas de Inverno, realizadas este ano na Rússia, chegam ao fim.  Tenho acompanhado, quando posso, as competições nas diversas categorias dos esportes de inverno. Ignorava a existência de muitas delas e tratei, dentro do possível, de compreender as regras dessas modalidades.

Johann Culverhouse - Skating in Central ParkPatinando no Central Park, 1865

Johann Mongels Culverhouse (Holanda, 1825-  EUA, 1895)

óleo sobre tela

À medida que diversos esportes se apresentavam na tela, percebi que as Olimpíadas de Inverno refletem mais do que esportes.  Elas refletem a história de como, nós, humanos, conseguimos sobreviver em condições extremas, rodeados por uma natureza inóspita.  Muitos dos esportes têm relacionamento direto à nossa sobrevivência.  O Biatlo de inverno, por exemplo, remete à mobilidade na neve e à caça, duas atividades requeridas para a sobrevivência nas regiões geladas do planeta.

Öèôðîâàÿ ðåïðîäóêöèÿ íàõîäèòñÿ â èíòåðíåò-ìóçåå Gallerix.ruPaisagem de inverno e alçapão, 1565

Pieter Bruegel (Holanda, 1526-1569)

óleo sobre madeira, 38 x 56 cm

Enquanto os Jogos Olímpicos de verão estão ligados, em grande parte, ao treinamento de guerra da antiga Grécia, os de inverno estão mais próximos das atividades necessárias para a sobrevivência bem sucedida de inverno. Não conseguimos ignorar os  extremos por que nossos antepassados passaram. Os esportes de inverno são descendentes diretos do que era necessário para uma sobrevivência dependente da incerteza, do augúrio diário do clima extremo.  Enquanto observamos esquiadores descerem e subirem montanhas no cross-country, com sol ou com neve, a temperaturas desconfortáveis, para o corpo humano.  Com eles podemos imaginar como nossos antepassados tiveram que conquistar terrenos cobertos de gelo e neve para obter o que era essencial até a chegada da primavera.

samoheduslarge

Homem Samoiano [tribo da Sibéria] em roupas tradicionais, usando pele, carregando um rifle e um arco, sobre patins de gelo.

Escola alemã, século XVIII

Desenho a tintas sépia e preta, grafite, aquarela, 31 x 23 cm

As Olimpíadas de Inverno, vistas dessa maneira, são um tributo à criatividade humana pela sobrevivência. São uma maneira, hoje festiva, de reverenciarmos aqueles que nos precederam e que fizeram a nossa existência, aqui, em 2014, possível.





Flores para um sábado perfeito!

22 02 2014

Carlos Sorensen, As luzes, ost, 1992, 65 x 50 cmAs luzes, 1992

Carlos Sorensen (Brasil, 1928-2008)

óleo sobre tela,  65 x 50cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

19 02 2014

OSCAR PEREIRA DA SILVA - (1867 - 1939) Frutas - ost - 28 x 36 - cieFrutas, s/d

Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1867-1939)

óleo sobre tela, 28 x 36 cm





Domingo, um passeio no campo!

16 02 2014

João Baptista da Costa,(1865-1926) Rio Piabanha,Petrópolis, ost, 55x66Rio Piabanha, Petrópolis, s/d

João Baptista da Costa (Brasil, 1865-1926)

óleo sobre tela, 55 x 66 cm





Flores para um sábado perfeito!

15 02 2014

Roberto Magalhães (1940) Flores e insetos, 1999, ost, 100x100Flores e insetos, 1999

Roberto Magalhães (Brasil, 1940)

óleo sobre tela, 100 x 100 cm

 





Perucas: a vaidade dos homens não é de hoje!

14 02 2014

117375-004-F79CE7D4Retrato do rei Luis XIV, c. 1655

Charles Le Brun (França, 1619-1690)

óleo sobre tela,

Museu do Louvre

Quando pensamos em porta-bandeiras de escolas de samba, no Carnaval carioca, imaginamos um casal em roupagem do século XVIII, ambos usando perucas brancas. Em geral, o século XVIII é associado às perucas.  Mas esquecemos que elas eram usadas ​​principalmente por  homens.

As perucas foram introduzidas na corte francesa, no século XVII, quando o rei Luís XIII da França (1610-1643), que tinha deixado seu próprio cabelo crescer em longos cachos, começou a ficar careca, muito cedo ainda com 23 anos de idade.

Os cortesãos logo, logo imitaram a moda, usando perucas que se assemelhassem às do rei da França.  E com isso estabeleceram uma moda que se espalhou para além das fronteiras francesas, atravessou o Canal da Mancha e se estabeleceu na Inglaterra durante o período da Restauração de Charles II (1660s-80s).

As perucas usadas por Luís XIV da França, que tinham bastante cabelo próximo aos ombros, precisavam do cabelo de aproximadamente dez cabeças para completar uma única peruca. O custo dessas perucas era considerável.  E o uso diário de uma peruca bem cheia como as do rei era  proibitivo.  Mas os homens precisavam ter muito cuidado para não perder as perucas e, sobretudo para evitar que elas fossem roubadas.  Havia golpes típicos a homens andando na rua: um ladrão distraía o portador da peruca enquanto outro passava rapidinho e arrancava a peruca e saía correndo.

Com o passar do tempo diferentes estilos de peruca começaram a ser associados com diferentes profissões.  E o uso da peruca passou a ser norma para os homens das classes alta e média.

A peruca masculina tornou-se um grande negócio, no século XVIII. Não era mais uma afetação aristocrática, ou usada apenas por determinados grupos profissionais não-aristocráticos, como juízes, advogados e clérigos.  A peruca não se limitava aos homens na cidade, mas se espalhou pelas aldeias e vilarejos.  Cada cidade passou a ter um ou mais mestres peruqueiros.

 

 Em compensação, as mulheres do século XVIII raramente usavam perucas inteiras.