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Alfredo Oliani (Brasil, 1906-1988)
Aquarela e guache sobre papel, 38 x 39cm
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Menina no lago, ilustração de Martta Wendelin.–
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Adelmar Tavares
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A gente nunca está só.
Ou se está com uma saudade
De um sonho desfeito em pó;
Ou se está com uma esperança
De nova felicidade
No coração que não cansa…
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Sempre uma sombra com a gente,
Constantemente,
Uma sombra… Boa… ou má…
Só é que nunca se está.
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Em: Poemas para a Infância: antologia escolar, editado por Henriqueta Lisboa, s/d, São Paulo: Edições de Ouro, p. 59
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Jardim de Luxemburgo, Paris, 2012
Christine Reilly (Austrália, contemporânea)
óleo e acrílica sobre tela, 49 x 59 cm
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Christine Reilly, pintora australiana contemporânea, com experiência de galerista. Além de pintura, dedica-se também à gravura e a ilustração para cartões, à pintura de gênero e paisagens urbanas.
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Tadashi Kaminagai (Japão 1899- França, 1982)
óleo sobre tela, 60 x 90 cm
[Obra premiada no Salão Paulista de Belas Artes]
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Jovem em lago congelado, Noruega, 1920
Axel Hjalmar Ender (Noruega, 1853-1920)
óleo sobre tela
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Enquanto escrevo esta postagem, acontece em Sochi o jogo final de hóquei entre Suécia e Canadá, momento em que as Olimpíadas de Inverno, realizadas este ano na Rússia, chegam ao fim. Tenho acompanhado, quando posso, as competições nas diversas categorias dos esportes de inverno. Ignorava a existência de muitas delas e tratei, dentro do possível, de compreender as regras dessas modalidades.
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Patinando no Central Park, 1865
Johann Mongels Culverhouse (Holanda, 1825- EUA, 1895)
óleo sobre tela
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À medida que diversos esportes se apresentavam na tela, percebi que as Olimpíadas de Inverno refletem mais do que esportes. Elas refletem a história de como, nós, humanos, conseguimos sobreviver em condições extremas, rodeados por uma natureza inóspita. Muitos dos esportes têm relacionamento direto à nossa sobrevivência. O Biatlo de inverno, por exemplo, remete à mobilidade na neve e à caça, duas atividades requeridas para a sobrevivência nas regiões geladas do planeta.
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Paisagem de inverno e alçapão, 1565
Pieter Bruegel (Holanda, 1526-1569)
óleo sobre madeira, 38 x 56 cm
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Enquanto os Jogos Olímpicos de verão estão ligados, em grande parte, ao treinamento de guerra da antiga Grécia, os de inverno estão mais próximos das atividades necessárias para a sobrevivência bem sucedida de inverno. Não conseguimos ignorar os extremos por que nossos antepassados passaram. Os esportes de inverno são descendentes diretos do que era necessário para uma sobrevivência dependente da incerteza, do augúrio diário do clima extremo. Enquanto observamos esquiadores descerem e subirem montanhas no cross-country, com sol ou com neve, a temperaturas desconfortáveis, para o corpo humano. Com eles podemos imaginar como nossos antepassados tiveram que conquistar terrenos cobertos de gelo e neve para obter o que era essencial até a chegada da primavera.
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Homem Samoiano [tribo da Sibéria] em roupas tradicionais, usando pele, carregando um rifle e um arco, sobre patins de gelo.
Escola alemã, século XVIII
Desenho a tintas sépia e preta, grafite, aquarela, 31 x 23 cm
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As Olimpíadas de Inverno, vistas dessa maneira, são um tributo à criatividade humana pela sobrevivência. São uma maneira, hoje festiva, de reverenciarmos aqueles que nos precederam e que fizeram a nossa existência, aqui, em 2014, possível.
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João Baptista da Costa (Brasil, 1865-1926)
óleo sobre tela, 55 x 66 cm
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Retrato do rei Luis XIV, c. 1655
Charles Le Brun (França, 1619-1690)
óleo sobre tela,
Museu do Louvre
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Quando pensamos em porta-bandeiras de escolas de samba, no Carnaval carioca, imaginamos um casal em roupagem do século XVIII, ambos usando perucas brancas. Em geral, o século XVIII é associado às perucas. Mas esquecemos que elas eram usadas principalmente por homens.
As perucas foram introduzidas na corte francesa, no século XVII, quando o rei Luís XIII da França (1610-1643), que tinha deixado seu próprio cabelo crescer em longos cachos, começou a ficar careca, muito cedo ainda com 23 anos de idade.
Os cortesãos logo, logo imitaram a moda, usando perucas que se assemelhassem às do rei da França. E com isso estabeleceram uma moda que se espalhou para além das fronteiras francesas, atravessou o Canal da Mancha e se estabeleceu na Inglaterra durante o período da Restauração de Charles II (1660s-80s).
As perucas usadas por Luís XIV da França, que tinham bastante cabelo próximo aos ombros, precisavam do cabelo de aproximadamente dez cabeças para completar uma única peruca. O custo dessas perucas era considerável. E o uso diário de uma peruca bem cheia como as do rei era proibitivo. Mas os homens precisavam ter muito cuidado para não perder as perucas e, sobretudo para evitar que elas fossem roubadas. Havia golpes típicos a homens andando na rua: um ladrão distraía o portador da peruca enquanto outro passava rapidinho e arrancava a peruca e saía correndo.
Com o passar do tempo diferentes estilos de peruca começaram a ser associados com diferentes profissões. E o uso da peruca passou a ser norma para os homens das classes alta e média.
A peruca masculina tornou-se um grande negócio, no século XVIII. Não era mais uma afetação aristocrática, ou usada apenas por determinados grupos profissionais não-aristocráticos, como juízes, advogados e clérigos. A peruca não se limitava aos homens na cidade, mas se espalhou pelas aldeias e vilarejos. Cada cidade passou a ter um ou mais mestres peruqueiros.
Em compensação, as mulheres do século XVIII raramente usavam perucas inteiras.