Imagem de leitura — Berthe Morisot

23 11 2014

 

 

Berthe_Morisot_Reading edmaLeitura, nome original: a sombrinha verde, 1873

[Edma Morisot lendo]

Berthe Morisot (França, 1841-1895)

Óleo sobre tecido, 46 x 71 cm

Cleveland Art Museum, Ohio, EUA





Domingo, um passeio no campo!

23 11 2014

 

 

 

JOSÉ CLAUDIO (1932). Paisagem com Coqueiros e Casario,ost, 40 x 60. Assinado e datado (1984)Paisagem com coqueiros e casario, 1984

José Cláudio (Brasil, 1932)

óleo sobre tela, 40 x 60 cm





Ruminando sobre famílias, texto de Andréa Pachá

23 11 2014

 

Tarsila do Amaral, A família, 1925, ost, 79x101,5cm Coleção Torquato Sabóis Pessoa, SPA família, 1925

Tarsila do Amaral (Brasil, 1886-1973)

óleo sobre tela, 79 x 101 cm

Coleção Torquato Sabóia Pessoa, SP

 

É uma pena que os reencontros nem sempre suscitam os sentimentos de que o tempo não passa. Festas de família, amigos e  parentes afastados pelo fluxo natural da vida costumam, de alguma maneira, resgatar o frescor da juventude e a carinhosa atividade quando vez ou outra se juntam compulsoriamente na maturidade. Não é rara a transformação de velório, antessalas de hospitais, missas e Natais em datas de celebração da saudade e de desejo de reviver momentos nos quais a única preocupação era compartilhar as mesmas alegrias e os mesmos prazeres.

 

É verdade que nem todas as famílias e nem todos os amigos traduzem esse desejo. Há os que a vida sepulta e afasta para sempre, roubando de cada um o pedaço de humanidade e do que temos de melhor na experiência de dar e receber amor.

Eu olhava os cinco irmãos, todos com mais de meio século de idade, se acomodando para o início da audiência e me perguntava em que momento eles perderam a intimidade que seguramente existiu, ainda que em uma longínqua infância. Brincaram de pique e de amarelinha? Mataram aulas em segredo? Foram cúmplices nas traquinagens e nos primeiros amores?

Não se olhavam com saudade e, exceto pelo gesto de Letícia que aos 53 anos buscava acolhida nos ombro de Lígia, a mais velha, pareciam estranhos ou, no máximo, conhecidos.  Aos 62 anos de uma vida que não deve ter sido fácil, Lígia parecia mãe da irmã caçula. Os três do meio eram homens. Fisicamente se pareciam bastante, tanto pelos traços marcantes quanto pelo destino duro que a vida lhes impôs.

A mãe morreu quando todos já eram maiores de idade. Na ausência do pai, cresceram como foi possível. Econômicos nas manifestações de carinho, tinham urgência de sair rapidamente do fórum, cada qual com o seu compromisso. ”

 

Em: Segredo de Justiça, Andréa Pachá, Rio de Janeiro, Agir: 2014, pp: 102-103, capítulo 21: Acerto sem contas.





Flores para um sábado perfeito!

22 11 2014

 

 

 

MARIO ZANINI - (1907 - 1971)- lírios - Pastel - 63 x 48 cm - a.c.i.e.Lírios

Mário Zanini (Brasil, 1907-1971)

Pastel

 





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

21 11 2014

 

 

 

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Paz, 2011

Sula Dray (Brasil, contemporânea)

acrílica sobre tela com texturas, 90 x 100 cm

 





“Te tratarei como uma rainha”, de Rosa Montero: resenha

20 11 2014

 

_70026996_saturday_night_1993Jack Vettriano's Another Saturday Night is one of many paintings which explore the power of sexOutro sábado à noite, 1993

Jack Vettriano (Escócia, 1951)

 

 

Antes de mais nada friso que, há algum tempo, sou fã de Rosa Montero. Desde que me conquistou com a História do Rei Transparente, a escritora se tornou única no meu horizonte de ficcionistas: não só consegue se metamorfosear, como não tem me decepcionado a cada nova obra.

Te tratarei como uma rainha (originalmente publicado em 1983) em tom e temática se alinha com Instruções para salvar o mundo (2008). Vinte e cinco anos os separam. E ainda que as histórias sejam muito diferentes, há alguns paralelos significativos: as vidas pequeninas dos frequentadores de bares sórdidos; as decepções não mitigáveis das pessoas comuns; a solidariedade inesperada e quase aleatória entre os que sofrem; a vida à beira do abismo emocional de todos na trama. Estamos no mundo Montero, um mundo quase real, sem firulas e sem grandiosidade. Não há heróis. Sobreviver é um ato de determinação e rendição ao destino.

 

capaLivro-3102_macro

 

Adaptar-se à realidade dos sonhos desfalecidos, aos sofrimentos inesperados é um ato de coragem, nem sempre bem sucedido, quase sempre doloroso, principalmente para aqueles que descobrem que os anos passaram. Um dia acordam, veem seus ansejos escorridos nos ralos, desintegrados no esgoto emocional da sobrevivência: pobres, feios, gordos, velhos, drogados, desiludidos. Sós. Explorados pelos espertos, refugiados em seus ninhos baratos, sem aconchego, menosprezados, segurando-se aos poucos fios que ainda os mantêm com algum amor-próprio. Por fim, se encontram nos bares à noite, com um vago senso de comunidade. A decadência lhes é conhecida. Reconforta. Esta é a vida moderna no mundo de Rosa Montero.

E, no entanto a prosa se adequa ao realismo, perfeitamente objetiva. Não derramamos uma lágrima. A nós cabe contribuir com os sentimentos. Testemunhamos silenciosamente as limitações desses heróis do cotidiano. Acende-se a compaixão. Mas não há exploração emocional. Não fazemos parte de uma produção hollywoodiana que atrela sentimentalismo à narrativa. Ficamos conhecendo a dor do desapontamento, a frustração dos pequenos desejos insatisfeitos e o desespero que leva a acreditar naquela última e bem-vinda chance de realização. Um raio de esperança, um futuro um pouco mais benevolente. Todos esses sentimentos encontram eco em nosso âmago. Também já passamos por situações semelhantes. Quem nunca? Os personagens se humanizam e nós também.

 

author_rosa_monteroRosa Montero

Não há dúvida de que Rosa Montero se preocupa com a condição da mulher. É considerada uma escritora essencialmente feminista. E a consistência de seu anseio com a índole das mulheres que retratou em suas obras justifica esse rótulo. Não é diferente neste texto. O que agoniza é vermos que nada mudou nos mais de 30 anos desde que Te tratarei como uma rainha foi escrito. São três, as principais mulheres delineadas no romance. Cada uma representante de diferentes inquietações, todas, no entanto, na expectativa de realização através de uma ligação amorosa: a maturidade de Bela, a virgindade de Antonia e a procura por segurança de Vanessa. E elas sofrem. No fundo são ingênuas, mesmo as mais experientes. E acreditam. Acreditam nos homens que as cercam. Mas eles também são figuras tristes. E mesmo que sejam causadores, de fato, de muito sofrimento, são por sua vez merecedores da nossa compaixão: são limitados, têm a mente estreita e a braguilha perpetuamente aberta. São patéticos.

É difícil acreditar que 198 páginas concisas possam despertar a complexidade de considerações sobre a sobrevivência emocional no ser humano. Acredito que o mundo de hoje não seja nem um pouco diferente do de nossos antepassados. Os sofrimentos parecem ser semelhantes. Somos violentos com aqueles a quem mais amamos, esperamos mais da vida do que muitas vezes ela pode dar, limitamos nossas possibilidades às regras extrínsecas ao nosso bem-estar. É desolador perceber que pouco muda. Mas são histórias como essa que nos fazem pensar e quem sabe dar um passo a frente para que haja, no futuro, um maior equilíbrio entre sonho e realidade. Definitivamente um livro para ler. E ponderar.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

19 11 2014

 

 

georg-fischer-elponsNatureza Morta

Georg Fisher Elpons (Alemanha/Brasil, 1865-1939)

óleo sobre tela, 38 x 59cm





Patrimônio Cultural da Humanidade: Tsodilo

19 11 2014

 

 

TsodiloFoto: Geof Mason

 

Botsuana:

 

Tsodilo

 

Com uma das maiores concentrações de arte rupestre do mundo, Tsodilo tem sido chamada de ‘Louvre do Deserto’. Mais de 4.500 pinturas são preservados em uma área de apenas 10 km2 do deserto de Kalahari. O registro arqueológico da área faz um relato cronológico das atividades humanas e as mudanças ambientais ao longo de pelo menos 100 mil anos. As comunidades locais nesse ambiente hostil respeitam Tsodilo como um local de culto frequentado por espíritos ancestrais.





Imagem de leitura — Albin Veselka

19 11 2014

 

 

Laço Cor de rosa, Albin Veselka, óleo sobre tela, 20 x 20 cmLaço cor de rosa

Albin Veselka (EUA, 1979)

óleo sobre tela, 20 x 20 cm





Imagem de leitura — Judi A. Gorski

17 11 2014

 

Judi A Gorski (EUA) The Crossword Puzzle, Hawai ASTPalavras Cruzadas, Havaí, c. 2008

Judi A. Gorski (EUA, contemporânea)

acrílica sobre tela