Edward Lamson Henry (EUA, 1841-1913)
óleo sobre tela, 12 x 17 cm
Galeria de Arte da Universidade de Yale
“A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida.”
Edward Lamson Henry (EUA, 1841-1913)
óleo sobre tela, 12 x 17 cm
Galeria de Arte da Universidade de Yale
Natureza Morta, Vaso com flores, 1953
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)
óleo sobre papel cartão, 63 x 49 cm
Armando Romanelli (Brasil, 1945)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
“A laranjeira da Bahia achou o seu meio ideal não só natural, pela excelência de qualidade,senão de expansão humana industrial. Com efeito, se a Índia deu ao mundo a laranja silvestre, a Bahia deu a laranja civilizada, a princípio a laranja de umbigo e, depois estandardizada em Norte América, a laranja “pera” comercial, que os americanos traduzindo “navel” de umbigo, levaram a Washington, donde o nome “Washington-navel”. Essas baianas “laranjas de umbigo” dizem, provieram das sementes importadas da seleta comum, por “mutação”, na Bahia. Teria aparecido na Quinta do Tanque, em Brotas, no horto dos Jesuítas? Brotas, no Cabula, é, ainda hoje, a terra de eleição das melhores dessas laranjas. Nem Gabriel Soares, nem depois Simão de Vasconcelos se referem às laranjas de umbigo; contudo, no começo do século XVIII, Manuel Botelho de Oliveira já se refere às laranjas “maiores e mais doces”. Luís dos Santos Vilhena (Carta XXª, pag. 754, ed. Brás do Amaral) escreveu, em 1802: “Laranjas são nesta cidade maiores e mais sucosas que em Portugal, e estas de diferentes qualidades, com preferência as chamadas de umbigo”. Mais de dez anos depois, em 1818, von Martius as assinalava também.
Como a laranja industrial viria desta “inovação” baiana? Estêves de Assis diz que, em 1734, o vice-rei Conde de Sabugosa, cumpria ordem do Conselho Ultramarino, mandando se cultivasse a laranja “de lei”, para o que fornecia novas sementes vindas da Metrópole. Mais tarde, em 1748, providenciará o Conde dos Galveias para que o Senado da Câmara nomeasse procurador a orientar os plantadores de “laranjas e limões”. Já teriam aparecido as de umbigo, mais pálidas, maiores, mais doces, o que contrariava o hábito europeu que, ainda hoje, as quer mais vermelhas, menores, mais ácidas, e, então, laranjas “de lei”, isto é, vendáveis na Europa?
São os americanos do norte que vão fazê-las. Em 1873, da Bahia, envia William Sanders a sua amiga Mrs. Elisa C. Tibbets, nos Estados Unidos, duas pequenas mudas de laranjeira, que chegam finalmente a Washington, “navel variety”, e daí, “Washington-navel”. Uma delas é enviada à Califórnia e lá plantada… É a mãe das laranjeiras americanas. (Antes os frades das missões californianas, franciscanos que substituíram, depois da Expulsão, aos padres jesuítas, plantaram laranjeiras nas suas casas religiosas, mas aí ficaram, sem divulgação.)
É da laranja baiana de Mrs. Tibbets que procedem os laranjais da Califórnia, que hoje dão aos Estados Unidos 100 milhões de dólares, metade do orçamento do Brasil…”
Em: Breviário da Bahia, Afrânio Peixoto, Rio de Janeiro, Editora do MEC: 1980, p.123.
Túlio Mugnaini (Brasil, 1895-1975)
Óleo sobre tela colado em madeira, 27 x 30 cm
Coleção Particular
Palmira Wanderley
Termina Agosto… A pitangueira flora…
A úmbela verde cobre-se de alvura;
E, antes que Setembro finde a aurora,
Enrubece a pitanga… Está madura.
Da flor, o fruto é de esmeralda, agora…
Num topázio, depois, se transfigura,
E, pouco a pouco, um sol de estio a cora,
Dando a cor dos rubis à canadura.
A pele é fina, a carne é veludosa,
Vermelha como o sangue, perfumosa
Como se humana a sua carne fosse…
Do fruto, às vezes, roxo como o espargo,
A polpa tem um travo doce-amargo,
— O sabor da Saudade, amargo e doce…
Em: Panorama da Poesia Norte- Rio-Grandense, Rômulo C. Wanderley, Rio de Janeiro, Edições do Val: 1965, p. 144-5.
Edição de luxo, 1910
Lilian Westcott Hale (EUA, 1881-1963)
Óleo sobre tela, 58 x 38 cm
Museu de Belas Artes de Boston
Antonio Arena Castellano Carpentieri ( Itália/Brasil, 1930 – 1987)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Nicolay Bogdanov-Belsky (Rússia, 1868-1945)
óleo sobre tela
“Acredita-se que o chá foi inventado por distração do imperador da China Antiga, Shennung, em 2.800 a.C. Ao ferver água para beber, ele não percebeu algumas folhas que caíram em seu recipiente. Como agradaram seu paladar, ele passou a colocar folhas para infusão em água fervente. O chá popularizou-se no Japão, que o cultua com um ritual chamado Chanoyu, a cerimônia do chá. Do século XVI em diante, na rota das descobertas, o chá chegou à Europa e dali se espalhou pelo mundo.”
Em: Sempre, às vezes, nunca – etiqueta e comportamento, Fábio Arruda, São Paulo, Arx: 2003, 8ª edição, p: 74.
Opala ardente [Retrato de Grace Mutell], 1899
Laura Coombs Hills (EUA, 1859- 1952)
óleo sobre tela, 15 x 12 cm
Museu de Belas Artes de Boston