Eu, pintor: Giorgio de Chirico

22 08 2015

 

 

797px-Self-portrait_by_Giorgio_de_Chirico.jpg LONDONAuto-retrato, 1922

Giorgio de Chirico (Grécia, 1888-1978)

óleo sobre tela, 38 x 51 cm

Toledo Museum of Art, EUA





Flores para um sábado perfeito!

22 08 2015

Del Pino (Brasil, MG, 1907-198)- Vaso de Flor, ost, 70x60 cmVaso com flores

Délio Del Pino (Brasil, 1907-1985)

óleo sobre tela, 70 x 60 cm





Rio de Janeiro comemorando 450 anos!

21 08 2015

 

 

MAURO BANDEIRA DE MELLO (1960). Cristo Redentor Visto da Rua Pires de Almeida no Cosme Velho,ost, 60 X 60. Assinado no c.i.d. e no verso (2009).Cristo Redentor visto da rua Pires de Almeida, no Cosme Velho, 2009

Mauro Bandeira de Mello (Brasil, 1960)

óleo sobre tela, 6o x 60 cm





Imagem de leitura — Frank Owen Salisbury

20 08 2015

 

 

Mrs C.C. Greenwood and her Daughter, (oil on canvas)Sra C.C. Greenwood e filha

Frank Owen Salisbury (GB, 1874-1962)

Óleo sobre tela, 116 x 154 cm

Coleção Particular





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

19 08 2015

 

 

Cleusa Soares -Tangerinas --  óleo sobre tela - 40cm x 60cmTangerinas

Cleusa Soares (Brasil, 1950)

óleo sobre tela,  40 x 60 cm





Cantiga da lavadeira, poesia de Mauro Mota

19 08 2015

 

 

Homero Massena (Brasil, 1886-1969) Lavadeiras, ost, sdLavadeiras, s.d.

Homero Massena (Brasil, 1886-1974)

óleo sobre tela

 

 

Cantiga da Lavadeira

 

Mauro Mota

 

 

Libertos da trouxa tremem

as calças e os paletós.

Doem na pedra pano e carne

sem anotações no rol.

 

Canto azul da lavadeira

lavado na ventania.

Mistura de corpos gastos,

de sabão, espuma e anil.

 

O suor da blusa operária

(chora o lenço de Maria)

Transita o amor pela anágua.

geme o lençol de agonia.

 

O sonho dorme na fronha,

a camisa precordial,

nódoas da fome da criança

na toalha da mesa oval.

 

Nas águas têxteis do rio,

há sabor de sangue e sal.

 

 

Em: Antologia Poética, Mauro Mota, Rio de Janeiro, Editora Leitura: 1968, p. 80.

 





Sublinhando…

19 08 2015

 

Hubert-Denis Etcheverry - La dame en bleuSonho  [Dama em azul] c. 1930

Hubert-Denis Etcheverry (França, 1867-1950)

óleo sobre tela

Museu Bonnat-Helleu, Bayonne

 

 

“Por que fiz eu dos sonhos

A minha única vida?”

 

Fernando Pessoa (Portugal, 1888-1935) em Contemplo o lago mudo.





Resenha: Toda luz que não podemos ver, Anthony Doerr

16 08 2015

 

 

maurice prendergast, lighthouse-at-st-maloFarol em Saint-Malo, c. 1907

Maurice Prendergast (EUA, 1858-1924)

óleo sobre tela, 51 x 62 cm

William Benton Museum of Art

 

 

Ando com a doença do século XXI: pouca paciência para histórias com detalhes intermináveis. Foi o que pensei quando cheguei à pagina 286 das 520 de Toda luz que não podemos ver.  Tive a impressão de estar às voltas com uma narrativa dos oitocentos, da família de Dickens, Dumas, Scott ou Verne, que aliás é mencionado com frequência pelo autor.  Não estivesse esse livro já separado em cenas para filmagem, com direito a flashbacks em diversas datas; não fosse menos direcionado ao cinema, onde certamente fará sucesso com belos e promissores atores adolescentes; tivesse ele uma linguagem mais consistente, ao invés da língua padrão semeada por sentenças com a função de  torná-lo mais literário, esse livro teria no mínimo metade das páginas, metade do peso, e seria ainda mais interessante de ser lido.

Não posso negar que a história prendeu a minha atenção.  Li até o final e isso já é de grande valia.  Sem dúvida, minha curiosidade foi despertada.  As divisões em pequeníssimos capítulos que já antecipam as cenas para um futuro cinematográfico, ajudaram.  Mas é de estranhar que a trama central, a noção de conflito, de um problema a ser resolvido, não se desenvolva antes que se chegue à segunda metade da obra.

 

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A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial.  É protagonizada pelos adolescentes: Marie-Laure e Werner, ela francesa, ele alemão, que só se encontram no final da narrativa, ainda que o leitor tenha tido todas as deixas de que esse encontro não só será inevitável mas o ápice da trama delineada. Rica em artimanhas e ardis, de um diamante gigante com sósias de vidro a mensagens secretas passadas no miolo de pães, à imitação dos biscoitos da sorte chineses, Toda luz que não podemos ver nos mostra também práticas e caprichos do treinamento de jovens no nazismo. Aliás, é justamente o tratamento do personagem Werner  — entender seu desejo e decisão de ser escolhido para o treinamento nazista, suas dúvidas e sua decisão de não ver o que é óbvio —  uma das diferenças que distingue esse livro de outros sobre o mesmo período. Tanto Werner quanto Marie-Laure são extraordinários seres humanos. São heróis.  São maiores que a vida, sofrem com dignidade e tenacidade. E assim preenchem a necessidade tipicamente americana de “se ver a luz que não podemos ver”, de superar obstáculos apesar das circunstâncias.  E é justamente por preencher essa necessidade cultural de fechamento, de conclusão, que o livro ainda se torna um pouco mais irritante:  todos os personagens são mostrados um a um, em interminável sequência, com seus respectivos finais.  Amarrar essas pontas era desnecessário, é exagero.

 

 

anthony doerr Anthony Doerr

 

Apesar de todas as negativas acima, este não é um mau romance. Para aqueles que desejam numa leitura uma forma de entretenimento, esta será uma boa escolha. Mas está longe de ser o que eu esperaria de um vencedor do Prêmio Pulitzer.  Já li melhores descrições do dia a dia durante a Ocupação. Se você não espera que sua leitura pose questões intrigantes de sobrevivência emocional ou psicológica, que cubra verdadeiras soluções éticas, estéticas, literárias ou pessoais esse livro é para você.  Entretenha-se.

 

 





Domingo, um passeio no campo!

16 08 2015

 

 

DELLA MONICA - Paisagem rural Óleo sobre madeira ,31,10 x 37,30Paisagem rural, s.d.

Virgílio Della Monica (Brasil, 1889-1956)

óleo sobre madeira, 31 x 37 cm





Imagem de leitura — Laura Knight

15 08 2015

 

 

Laura Knight 1877-1970 Summertime CornwallVerão em Cornwall

Laura Knight (GB, 1877-1970)

óleo sobre tela, 51 x 76 cm

Coleção Particular