Domingo, um passeio no campo!

26 02 2017

 

 

 

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Casario, década de 40

Alfredo Volpi (Itália/Brasil, 1896 – 1988)

óleo sobre tela colada em eucatex, 38 x 34 cm

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Resenha: “A resistência” de Julián Fuks

26 02 2017

 

 

 

 

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Figuras, 1956

Tomás Santa Rosa ( Brasil, 1909-1956)

técnica mista sobre papel, 50 x 66 cm

 

 

 

Meu grupo de leitura se dividiu a favor e contra o livro A resistência, de Julián Fuks.  Somos vinte.  Foi meio a meio.  Para minha surpresa estou do lado dos que gostaram.  Surpresa porque eu e o Prêmio Jabuti temos tido através dos anos visões opostas de valor. Minha discordância tem sido sistemática.  Em geral, prefiro os segundo e terceiro colocados ou nenhum deles.  Portanto, já começo a ver Julián Fuks como exceção.  Ou será que meus parâmetros estão mudando?  Fica a dúvida.  Qualquer que seja a resposta, o fato persiste, li o livro, fui até o fim (acreditem-me não tenho pena de deixar livros de lado, se não gosto), e ao final gostei da experiência.

O que me pegou nessa pequena obra, foi o tom. Bom narrador, Julián Fuks navega com  destreza do início ao fim, através das inúmeras reflexões do personagem principal. Tom e voz narrativa são valores difíceis de quantificar, mas, para mim, são a porta de entrada para leitura. Além disso,  A resistência  combina o gênero da memória com reflexão, combinação que ao longo dos anos tem-se tornado um dos meios narrativos que mais me satisfazem.

 

 

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A história trata de uma obsessão: o narrador, Sebastián, quer entender o que levou o irmão mais velho a se afastar emocionalmente do resto da família na época em que se tornava um jovem rapaz. O narrador é um de três filhos de um casal de imigrantes argentinos que se estabeleceu em São Paulo. O filho mais velho foi adotado, ilicitamente, ainda na Argentina, no período em que o casal se esforçava, sem sucesso, para ter filhos.  Adotaram afinal um menino, na mesma época de instabilidade política no país que eventualmente os levaria a imigrar para o Brasil.

Acredito que no afã do marketing, na vontade de seduzir o leitor com um assunto politizado, de vanguarda,  tomou-se a infeliz decisão de enfatizar passagens da política argentina, como se fossem centrais à trama. Ainda que a palavra ‘resistência’ tenha tido um cunho político, principalmente durante governos ditatoriais, aqui a política não passa de evento circunstancial, cortina de fumo, distração ilusória que encobre a verdadeira trama, explicitamente colocada no primeiro parágrafo do livro. “…Meu irmão é adotado, mas não quero reforçar o estigma que a palavra evoca, o estigma que é a própria palavra convertida em caráter.  Não quero aprofundar sua cicatriz e, se não quero, não posso dizer cicatriz.” Aí está toda linha dramática do texto. Quanto mais Sebastián pretende não aludir à adoção do irmão, mais ele é incapaz de esquecê-la; mais ele resiste. Como não pode se referir a ela, mesmo que essa adoção, seja conhecida  por todos os familiares, inclusive o adotado, ela se torna o elefante branco familiar, invisível e não reconhecido problema, estatelado no dia a dia da família, imóvel e ocupando um grande espaço, aquilo que todos resistem a admitir.

 

 

 

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Julián Fuks

A procura pela memória, pelo fatos, ações, circunstâncias do passado que justificariam o comportamento do irmão mais velho, fazem com que o narrador desenvolva uma linha narrativa primorosa, revendo mais de uma vez, por diferente ângulo não só os eventos do passado como suas próprias reações, questionando-se sempre. Evoca e medita sobre o passado em comum com Sebastián e com a família e explora as possibilidades daquilo que lhe é desconhecido. Esmiúça tudo, sem resultado plausível. A resolução vem do próprio irmão adotado, numa catártica explosão, muito bem desenvolvida. Este é um belo livro.  Meditativo.  Reflexivo.  Um livro que extrapola a história contada. Recomendo.

 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.

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Flores para um sábado perfeito!

25 02 2017

 

 

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Verena Matzen (Argentina/Brasil, 1965)

guache e acrílica sobre tela,  92 x 70 cm





Imagem de leitura — John Arthur Elsley

25 02 2017

 

 

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O guardião fiel, 1911

Arthur John Elsley (Inglaterra, 1860-1952)

óleo sobre tela, 100 x 75 cm





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

24 02 2017

 

 

 

eliseu-meneses-de-lemos-jokey-club-brasileiro-rio-de-janeiro-ost-assinado-no-canto-inferior-direito-medindo-60-x-80Jockey Club Brasileiro, Rio de Janeiro

Eliseu Meneses de Lemos (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm





Imagem de leitura — Clarence K. Chatterton

24 02 2017

 

 

 

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Num jardim em Ogunquit, 1930

Clarence K. Chatterton ( EUA, 1880-1973)

óleos sobre tela,  28 x 36 cm





Palavras para lembrar: John F. Kennedy

23 02 2017

 

 

 

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Anne Womack (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela

 

 

 

“Amar a leitura é trocar horas de tédio por horas de inefável e deliciosa companhia.”

 

 

John Fitzgerald Kennedy





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

22 02 2017

 

 

 

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Natureza morta com mangas

Júlio Eduardo Morando (Uruguai/Brasil, 1945)

óleo sobre tela





A chamada do escritor, José Eduardo Agualusa

22 02 2017

 

 

 

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Estudante, 1969

Gevork Kotiantz (Rússia, 1906-1996)

óleo sobre tela, 100 x 100 cm

 

 

“Imagino que, pesquisando, seja possível encontrar, para cada romancista, o episódio fundador da sua escrita: o distante relâmpago, a pequena humilhação, um primeiro amor impossível, a mãe controladora, um crime íntimo, a morte do pai.

Todos nós gostaríamos de saber de que selva fabulosa saíram os tigres de Jorge Luís Borges; de que ruínas barrocas ou jardins perfumados emergiram as baratas de Júlio Cortázar ou as belas ninfetas e mariposas (serão a mesma coisa?) de Vladimir Nabokov. Não creio que o segredo da criação se esgote nesse conhecimento, e nem me parece que tal fosse desejável. Talvez tenha até o efeito contrário, levando-nos a reler os livros que mais amamos e que mais nos marcaram, e a encontrar nessa releitura novos e mais profundos mistérios.”

 

 

Em: “Um relâmpago que atravessa vidas”, José Eduardo Agualusa, O Globo, 20/02/2017, 2º caderno, página 2.

 

 

 





Carnaval lendo!

21 02 2017

 

 

 

pascual-carlos-esteban-argentina-1938a-leitora2001-acrilica-sobre-tela55x46cmA leitora, 2001

Pascual Carlos Estebán (Argentina, 1938)

acrílica sobre tela, 55 x 46 cm

 

 

Pensa em passar o Carnaval em casa lendo?  Aqui vão algumas sugestões de leitura.  Uns livro são mais grossos do que outros.  Você terá que ver quantos dias de folga irá dedicar à leitura. Procure pelas sinopses on line.

Todos os livros aparecem em catálogos online de grandes livrarias, mesmo não tendo sido publicados em 2017.

 

Pequena joia da literatura japonesa:

O fuzil de caça, Yasushi Inoue, São Paulo, Estação Liberdade: 2010, 112 páginas

 

Livro leve e romântico, quase um conto de fadas francês:

A caderneta vermelha, Antoine Laurain, Rio de Janeiro, Alfaguara: 2016, 134 páginas

 

Livro com pegada histórica, sobre adaptação a um novo ambiente, bom astral:

A garota de Boston, Anita Diamant, São Paulo, Nversos: 2016, 240 páginas

 

Livro não ficção que faz pensar, aprender e é de fácil leitura:

Sapiens, uma breve história da humanidade, Yuval Noah Harari, Porto Alegre: 2015, 462 páginas

 

Livro que virou filme:

Um homem chamado Ove, Fredrik Backman, Rio de Janeiro, Alfaguara: 2015, 352 páginas

 

Livro brasileiro histórico/suspense/ação:

O romance inacabado de Sofia Stern, Ronaldo Wrobel, Rio de Janeiro, Record: 2015, 256 páginas

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