Carnaval: visita aos sebos, livros com menos de 200 páginas

20 02 2017

 

 

 

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Jovens no penhasco, 1923

Rowland Wheelwright (GB, 1870-1955)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

 

 

O Carnaval está chegando.  Ainda há tempo de escolher o que ler nos dias de férias.  Os sebos físicos ou virtuais são lugar perfeito para encontrar aquele livro que você poderia ter lido há tempos!  Aqui vai uma lista dos livros que você pode achar nos sebos do Brasil e para leitura no Carnaval. Todos têm menos de 200 páginas e têm impacto garantido, cada qual no seu gênero.  Procure as sinopses na internet e veja aquele que mais se encaixe com as suas preferências.  Sim, eu já li todos.

 

Literatura Brasileira

Vermelho Amargo, Bartolomeu Campos de Queirós, Cosac Naïf: 2011, 75 páginas  — FICÇÃO

Deserto, Luís S. Krausz, Benvirá: 2013, 149 páginas – MEMÓRIAS/FICÇÃO

Nihonjin, Oscar Nakasato, Benvirá: 2011, 176 páginas — FICÇÃO

O pintor de retratos, Luiz Antônio de Assis Brasil, L&PM: 2003, 182 páginas — FICÇÃO

A vida não é justa, Andréa Pachá, Nova Fronteira: 2012, 192 páginas – CRÔNICAS

Jornada com Rupert, Salim Miguel, Record:2008, 176 páginas, FICÇÃO

Concerto Campestre, Luiz Antonio de Assis Brasi, L&PM: 1997, 176 páginas — FICÇÃO

 

Literatura Estrangeira

Balzac e a costureirinha chinesa, Dai Sijie, Alfaguara: 2007, 168 páginas – FICÇÃO

O último amigo, Tahar Ben Jalloun, Bertrand Brasil: 2006, 128 páginas — FICÇÃO

O livro secreto, Grégory Samak, Intrínseca: 2015, 176 páginas — FICÇÃO

O leitor do trem das 6h27, Jean-Paul Didierlaurent, Intrínseca: 2015, 176 páginas – FICÇÃO

Na praia, Ian McEwan, Cia das Letras:2007, 136 páginas – FICÇÃO

O sentido de um fim, Julian Barnes, Rocco: 2012, 160 páginas – FICÇÃO

Tua, Claudia Piñeiro, Verus: 2015, 140 páginas – POLICIAL

Te tratarei como uma rainha, Rosa Montero, Nova Fronteira: 2014, 192 páginas FICÇÃO

A acompanhante, Nina Berberova, Imago: 1997, 97 páginas – FICÇÃO

As brasas, Sándor Márai, Companhia das Letras: 1999, 176 páginas – FICÇÃO

Amsterdam, Ian McEwan, Companhia das Letras: 2012, 192 páginas — FICÇÃO

O aprendizado da srta. Beatrice Hempel, Sarah Shun-lien Bynum, Rocco: 2011, 192 páginas — CONTOS

As avós, Doris Lessing,  Companhia das Letras: 2007, 97 ´páginas — FICÇÃO

Uma bela escapada, Anna Gavalda, Rocco: 2011, 144 páginas — FICÇÃO

A casa de papel, Carlos Maria Dominguez, Francis:2006, 104 páginas — FICÇÃO

Os da minha rua, Ondjaki, Língua Geral:2007,  160 páginas — FICÇÃO

O testamento do Senhor Napumoceno, Germano Almeida, Companhia das Letras: 2000, 160 páginas — FICÇÃO

A trégua, Mário Benedetti, Alfaguara:2007, 179 páginas — FICÇÃO

Bom dia, camaradas!, Ondjaki, Agir: 2006, 144 páginas — MEMÓRIAS/FICÇÃO

Nuvens de pássaros brancos, Yasunari Kawabata, Nova Fronteira: 1969, 190 páginas — FICÇÃO





Nossas cidades: Ribeirão Preto

20 02 2017

 

 

 

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Quarteirão Paulista, Ribeirão Preto

Francisco [Xavier Rodrigues] Lima (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela

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Domingo, um passeio no campo!

19 02 2017

 

 

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Paisagem

J. J. Rescala (Brasil, 1910-1986)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





Eu, pintor: Jacques-Emile Blanch

18 02 2017

 

 

self-portrait-by-jacques-emile-blanche-1861-1942Autorretrato

Jacques-Emile Blanche (1861-1942)

óleo sobre tela





Flores para um sábado perfeito!

18 02 2017

 

 

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Natureza morta com peixe

Sílvio Pléticos (Itália/Brasil, 1924)

acrílica sobre tela, 36 x 24 cm





Imagem de leitura — Hilary Rosen

17 02 2017

 

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Mulher lendo, 2005

Hilary Rosen (GB, contemporânea)

acrílica sobre tela

Coleção Particular





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

17 02 2017

 

 

 

cesar-barralfim-de-tarde-arpoador46-x-61-cm-osm-ass-cidFim de tarde, Arpoador

César Barral (Brasil, 1949)

óleo sobre madeira,  46 x 61 cm





Nunca sei, poema de Alberto Caeiro

17 02 2017

 

 

 

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Marinha com veleiros

Carol Kossak (Polônia 1845 – Brasil 1968 )

óleo sobre tela,  60 x 45,5 cm

 

 

 

Nunca sei

 

Alberto Caeiro

 

 

Nunca sei como é

que se pode achar

um poente triste.

Só se é por um poente

não ter uma madrugada.

Mas se ele é um poente,

como é que ele

havia de ser uma

madrugada?

 

 

Em:Poemas completos de ALberto Caeiro, Mensagem, Fernando Pessoa, Lima, Peru, Los Libros Mas Pequeños del Mundo: 2011, página, 243





Perguntas a editoras, resenha de Desvendando Margaux

16 02 2017

 

 

 

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Vinhedos de Auvers, 1890

Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)

óleo sobre tela

Saint Louis Art Museum

 

 

De quando em quando um livro atravessa o meu mundo que suscita a pergunta: o que foi que uma editora brasileira viu nessa obra, que valeria o investimento na compra dos direitos autorais, no pagamento de um tradutor, no investimento de imprimir e distribuir uma obra, com a confiança, até certo ponto, de que tal investimento iria trazer o lucro mínimo que a companhia precisa ter para continuar sua vida editorial.

Essa pergunta voltou a me perseguir na leitura de Desvendando Margaux, dos autores Jean-Pierre Alaux e Noël Balen. Estava a procura de uma leiturinha fácil, de um livrinho de mistério, detetive, qualquer coisa, para passar uma tarde de folga e esquecer o cotidiano quente do verão carioca.  Peguei esse livro que é o segundo de uma série policial da dupla, passado nos vinhedos franceses.  Um dos autores é especialista em vinhos e seu parceiro é jornalista.

 

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É um dos livros policiais mais insossos que já li.  Não há tensão.  Não há um mistério que agarre a atenção.  Os personagens são comuns, o drama sofrível, o mistério quase inexistente.  Há sim algumas noções de gerenciamento de vinhedos e o panorama por trás da produção de vinhos.  Mas falta aquela trama que não deixa dormir.  Essa obra não dá ao leitor o frenesi de ter que chegar ao final, nem é cheia do charme de uma Miss Marple que resolve as intrigas da cadeira de balanço de sua casa na aldeia.

 

alaux-balen2david_nakache_640Jean-Pierre Alaux e Noël Balen

 

Depois da leitura, enquanto me deliciava com um bom Simenon, procurei mais informações sobre outros livros da dupla.  E realmente há muitos.  Os autores são populares e até traduzidos para o inglês.  É possível que eu tenha tido a falta de sorte de pegar uma de suas  obras mais fracas. Mas para isso confia-se no selo da editora.

 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.

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De livros, Muriel Barbery

15 02 2017

 

 

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Lendo

Guy Cambier (Bélgica, 1923-2008)

óleo sobre tela

 

 

“Quando me angustio, vou para o refúgio. Nenhuma necessidade de viajar; ir juntar-me às esferas de minha memória literária é suficiente. Pois existe distração mais nobre, existe mais distraída companhia, existe mais delicioso transe do que a literatura?”

 

Em: A elegância do ouriço, Muriel Barbery, São Paulo, Cia das Letras:2008, página, 131. [tradução de Rosa Freire d’Aguiar].